Daily Archives: 09/02/2017

Segundo especialistas, as desigualdades na oferta de ensino público podem ser aprofundadas. Projeto de mudança foi colocado sem diálogo e sem verbas adequadas

Desempenho fraco no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), alta evasão escolar e muitos jovens fora da escola. Estas foram a justificativas do governo ilegítimo de Temer para editar a Medida Provisória 746/16, que muda o Ensino Médio. Por outro lado, especialistas dizem que a medida lançada em setembro de 2016, aprovada pela Câmara dos Deputados em dezembro como PLV 34/16 e prestes a passar pelo Senado, não será a solução para os problemas na Educação, conforme mostra o MEC em propagandas de TV.

1) Quem escolhe não são os estudantes

À princípio, a ideia desta reformulação pode parecer boa: além de cursar a base geral, cada estudante escolhe um dos campos para se aprofundar – linguagens, matemática, ciências biológicas, ciências humanas ou ensino técnico profissionalizante. O problema é que as escolas não vão oferecer todos eles. Cada unidade só precisa ter pelo menos dois desses itinerários.

“Assim, corre-se o risco de o jovem escolher uma determinada área que não esteja disponível em seu bairro ou até em sua cidade, dependendo da região do País”, explica Antônio Gomes Batista, do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec).

Para piorar, não há regras do MEC sobre os conteúdos a serem oferecidos nesta parte do currículo. Eles são de responsabilidade dos próprios sistemas de ensino, ou seja, as secretarias estaduais.

2) Nada é pra já

Apesar da pressa para aplicar a reforma via Medida Provisória, e não via Projeto de Lei, nada muda em 2017. Isto porque é necessário aguardar a decisão de outra lei, que está sendo discutida por especialistas desde 2012: a da Base Nacional Curricular Comum (BNCC), que deve sair no fim do ano e estipular quais serão os conteúdos obrigatórios para todos os estudantes. “O governo Temer colocou o carro na frente dos bois”, afirma Daniel Cara.

Todas as escolas têm até 2022 para oferecerem pelo menos 1.000 horas por ano (hoje, são 800 horas). Algumas escolas vão receber verba para chegar à carga horária ideal de 1.400 horas anuais. Nas escolas padrão, que terão mil horas por ano, ficarão 1.800 horas, nos três anos, para a Base Comum. E 1.200 para a área específica.

3) O bom ensino técnico já existe

Para a doutora em Educação Monica Ribeiro da Silva, do Movimento Nacional em Defesa do Ensino Médio, o campo de formação técnica em escolas comuns, com apenas 1.200 horas nos três anos, é “um arremedo de formação”, que “não contempla nem a formação básica, nem a profissional”.

Daniel Cara ressalta que a campanha Todos Pela Educação luta para que toda a escola pública brasileira tenha a mesma qualidade dos institutos federais: “Já temos um formato que dá certo, o problema é que o custo por aluno é mais caro”.

Ele explica que os formados nestes institutos tendem a ser os chefes, enquanto os futuros formados pelos itinerários técnicos deverão ser os funcionários. “A educação deveria servirpara reduzir as desigualdades de um país como o Brasil, não para realçá-las”, frisa.

4) Integral para quem?

A MP prevê uma “política de fomento” para o período integral, ou seja, as 1.400 horas anuais, ou 7 h/dia, como orienta o Plano Nacional de Educação. Muitos defensores da reforma falam deste repasse federal, por 10 anos, como ponto positivo. Mas a verba para adoção do integral chega apenas a cerca de 3% das escolas do País.

Antônio Gomes, do Cenpec, observa que, ainda por cima, as escolas já selecionadas para serem contempladas com essa verba concentram-se em estados que já possuem mais estrutura, inclusive ultrapassando o limite previsto na MP, de apenas 30 escolas por estado.

“O risco que se corre é de se aprofundar as desigualdades de oferta de ensino entre os diferentes estados, o que fere o princípio de equidade”, diz o doutor em Educação, Antônio Gomes.

5) Professor de faz-de-conta

A carreira de professor, já desvalorizada, pode piorar com uma concessão prevista na lei da reforma: o “notório saber” é uma autorização que as escolas podem dar para profissionais lecionarem no ensino técnico, ainda que sem licenciatura ou preparo em pedagogia.

Leia mais sobre isso.

Estudantes protestam pela retirada da MP 746

6) Sem democracia

A renovação do Ensino Médio não é um tema novo, mas uma necessidade discutida há anos por atores da educação. O que eles não esperavam era a reforma feita via MP, sem diálogo. Cesar Callegari, membro do CNE, está entre os que se indignam com a MP.

“Melhorar e reformar o ensino médio é urgente e necessário. Mas não se faz isso sem a participação dos principais interessados, estudantes e professores.” Cesar Callegari, membro do CNE

7) Uma reforma sem os materiais

Mais que a falta de diálogo, outro fator dificulta a implementação real do projeto para 2018: falta verba. “Estes itinerários formativos não podem ser improvisados. É necessário investir nos professores e nos equipamentos escolares. Mas a MP não aponta mais investimentos. Ao contrário: A PEC 55, do limite de gastos, já aprovada, vai reduzir os investimentos para a educação”, diz Caleggari.

Para Camila Lanes, presidenta da Ubes, “é como se o governo fosse fazer uma reforma em casa, mas sem comprar os materiais”, o que pode “colaborar com a evasão e retroceder, em vez de avançar”.

Fonte: Ubes

Governo apresenta a empresas o programa ‘Jovem Aprendiz’

Jovem Aprendiz

As Secretarias de Estado de Indústria e Comércio (Seinc), Trabalho e Economia Solidária (Setres) e Juventude (Seejuv) apresentaram, nesta segunda-feira (30), o Programa ‘Jovem Aprendiz’ a empresas instaladas no Maranhão. A iniciativa é um importante passo nas políticas de inserção de jovens no mercado de trabalho.

Durante a apresentação, o secretário adjunto de Indústria e Comércio, Expedito Júnior, ressaltou a importância da inclusão de jovens em empresas instaladas no estado. “Um dos compromissos do governador Flávio Dino é gerar oportunidades para a população. Com esse trabalho conjunto, estamos dialogando com as empresas e, por meio do Comitê [de Monitoramento], vamos acompanhar a inserção desses jovens”, disse.

O Programa ‘Jovem Aprendiz’ faz parte das ações do Comitê de Monitoramento de Obediência a Lei de Aprendizagem no âmbito do Programa ‘Mais Empresas’, instituído em 2016, que tem o objetivo de acompanhar, avaliar e fiscalizar o cumprimento do Artigo 22 da Lei Estadual n° 10.259 de 16 de junho de 2015, que instituiu o ‘Mais Empresas’, no que se refere à Lei de Aprendizagem (Lei Federal nº 10.097 de 19 de dezembro de 2000).

Os trabalhos reforçam o compromisso do Governo do Maranhão em desenvolver ações conjuntas voltadas ao desenvolvimento econômico, social e com a inclusão de jovens nas empresas que recebem benefício fiscal, por intermédio do programa ‘Mais Empresas’. Para Nilce Cardozo, secretária adjunta de Trabalho e Economia Solidária, a ação do comitê, com foco na juventude, fortalece a inserção dos jovens no mercado de trabalho. “Mostrar essa iniciativa do Governo para o empresariado, é fundamental. O comitê com o trabalho das três secretarias é o embrião para a discussão de desenvolvimento e geração de trabalho”, afirmou.

“O Comitê de Monitoramento de Obediência ao Cumprimento da Lei da Aprendizagem é fundamental para engajar as empresas na contratação de jovens e que seguramente refletirá em melhores indicadores da empregabilidade comprometida com novas oportunidades de trabalho decente e renda para a juventude”, ponderou o secretário adjunto da Seejuv, Paulo Romão.

Gestores da Seinc, Setres e Seejuv já discutem o cronograma de visitas educativas nos empreendimentos que recebem benefícios do ‘Mais Empresas’, com o intuito de realizar fiscalizações relativas ao cumprimento da Lei do Jovem Aprendiz. Todo o trabalho será acompanhando e avaliado e depois serão expostos no Conselho Deliberativo do ‘Mais Empresas’, que administra o programa.

 

Osbira Araújo Cortez foi preso tentando se aposentar com documento falso.
Ele responderá por estelionato previdenciário e associação criminosa.

Osbira Araújo Cortez foi preso em flagrante com todos os documentos pessoais falsos (Foto: Reprodução/TV

Um idoso identificado como Osbira Araújo Cortez, de 64 anos, foi preso em Santa Inês, a 250 km de São Luís, tentando se aposentar usando documentos com o nome de outra pessoa. A prisão em flagrante foi realizada dentro da agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) quando o idoso tentava usar a documentação falsa para se aposentar.

Ao fazer o processo de triagem, em que inclui a conferência dos documentos e entrevista com o candidato a um benefício, os funcionários do INSS desconfiaram do idoso e chamaram a polícia.

Segundo o delegado Éderson Martins, ao ser interrogado na delegacia, Osbira confessou a tentativa de fraude e o nome verdadeiro dele. Nos documentos falsificados ele era identificado como Francisco Sousa da Silva.

“A falsificação estava um pouco grosseira. Aí em consultas em nosso sistema a gente realmente constatou que não era aquela pessoa que estava no documento. Na entrevista com ele realmente entregou que ele estava com a documentação falsificada e ia tentar dar entrada na sua aposentadoria”, relatou o delegado.

Ainda conforme o delegado, junto com Osbira havia ainda mais três idosos e a pessoa que estava levando os quatro da cidade de Bacabal até Santa Inês. Ele acrescenta que ao perceber a demora do idoso dentro da agência todos fugiram.  “Era mais um participante. Na realidade eles estavam utilizando ele para conseguir esse benefício. Ele iria pegar apenas a quantia de 250 reais e depois repassaria a documentação, os cartões bancários para essa pessoa que continuaria recebendo no lugar dele”.

O delegado Éderson Martins disse que Osbira Araújo Cortez vai responder pelos crimes de tentativa de estelionato previdenciário e associação criminosa. “Na verdade foi feito um flagrante. Um estelionato previdenciário tentado contra e uma associação criminosa contra ele e já foi feito o procedimento, e encaminhado para o Judiciário. Ele está descendo agora para o presídio local e a manutenção da prisão dele agora vai depender do Judiciário”, finalizou.

fonte: G1 MA

As Nações Unidas estão com as inscrições abertas para o concurso de redação Muitas Línguas, Um Mundo, voltado para jovens universitários. A iniciativa é promovida pela escola de inglês ELS Educational Services e pelo programa Impacto Acadêmico da ONU.

Concurso premia redações em línguas oficiais da ONU. Foto: ONU/Loey Felipe

As Nações Unidas estão com as inscrições abertas para o concurso de redação Muitas Línguas, Um Mundo, voltado para jovens universitários. A iniciativa é promovida pela escola de inglês ELS Educational Services e pelo programa Impacto Acadêmico da ONU.

Para concorrer, é preciso escrever uma redação original de até 2 mil palavras discutindo noções de cidadania global e compreensão cultural, abordando a importância do desenvolvimento de habilidades linguísticas. A redação deve refletir o contexto pessoal, acadêmico, cultural e nacional do candidato.

Os participantes precisam ser estudantes universitários, ter mais de 18 anos e autorização formal de um membro da faculdade ou administrador universitário para participar.

O texto deve ser escrito em um dos seis idiomas oficiais da organização, que seja diferente do idioma materno e da língua na qual recebeu educação primária e secundária. As inscrições podem ser feitas até 16 de março.

Sessenta vencedores serão selecionados como delegados para o Fórum Global da Juventude Muitas Línguas, Um Mundo que ocorrerá este ano entre 15 e 26 de julho na Northeastern University (Boston, Estados Unidos). Na ocasião, os jovens criarão planos de ação relacionados à Agência 2030 para o Desenvolvimento Sustentável em uma das seis línguas oficiais das Nações Unidas.

Cada vencedor terá direito a uma viagem paga para Boston e Nova Iorque no período da conferência. Os custos com passagem aérea, acomodações e alimentação serão pagos pela ELS Educational Services.

A iniciativa “Muitas Línguas, Um Mundo” promove o aprendizado continuado das seis línguas oficiais das Nações Unidas: árabe, chinês, inglês, francês, russo e espanhol.

Saiba mais em https://www.manylanguagesoneworld.org/.

Site Protection is enabled by using WP Site Protector from Exattosoft.com