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XVIII Simpósio de Letras é realizado na UEMA Campus Caxias

Professores e acadêmicos do Curso de Letras Campus Caxias realizaram a 18ª edição do Simpósio de Letras, no período de 3 a 6 de julho.

Palestras, mesas redondas, minicursos, oficinas, exposições, lançamentos e sorteios de livros fizeram parte da programação, além da apresentação de trabalhos no auditório, salas e corredores do campus.

A professora Joseane Maia Santos Silva, uma das organizadoras, constatou que o evento cresceu muito: “Começamos tímidos, há 18 anos, com o desejo de nos tornarmos grandes. A história se consolidou por causa de nossos alunos, que se empenham. Nosso departamento tem a característica de realizar eventos de forma conjunta”.

Um dos assuntos tratados no Simpósio foi a relação entre Música Popular Brasileira, sociedade e discurso. De acordo com o palestrante, o Doutor em Educação, Nelson Costa, “a música popular é uma forma de linguagem”.

“Com a linguagem podemos mudar situações. Linguagem é ação e pressupõe tomada de posição”, disse o professor.

Uma exposição fotográfica intitulada “A Cidade e os Olhos” mostrava parte do acervo de Sinésio Santos (que com seu pioneirismo tornou-se referência na cidade).

Acadêmicas do 4º Período usaram cartazes para apresentar pesquisas sobre gêneros20180703_152021 literários e responderam perguntas dos visitantes. A professora Solange Santana Guimarães Morais, Diretora do Curso de Letras, que orientou alguns desses trabalhos e fez parte da comissão organizadora, falou do objetivo do Simpósio: “Além da divulgação que os acadêmicos fazem de seus trabalhos, eles interagem com alunos de outros departamentos. Isso ajuda a motivar os discentes na realização de mais trabalhos, pois eles se sentem recompensados. Além disso, ex-alunos do CESC/UEMA participam, o que reforça esse trabalho de interação. O Simpósio está na 18ª edição e tornou-se tradicional. A edição de 2019 será realizada dentro de outro evento –o ENAELL (Encontro Nacional de Estudos Linguísticos e Literários), que ocorre a cada 2 anos”.

Para Talia, que está no 4º período, expor trabalho no Simpósio significa adquirir conhecimento: “Eu não fazia ideia do que era arcadismo, corrente literária que expliquei. Agora sei que este é o curso que quero fazer. Escolhi a área certa”.  

No encerramento, a Profa. Me. Risoleta Freitas falou de Literatura e Semiótica, fazendo uma análise da diversidade cultural nos sambas enredo da Escola Beija-Flor, tema de seu trabalho de mestrado. “Nesse encontro cultural não há sobreposição de uma cultura sobre outra. Além de Carnaval, meu intuito é falar da semiótica da cultura (signos). A linguagem e a cultura não existem separadas. Sem linguagem não é possível pensar em enredo, tema, samba-enredo, etc. Tudo se dá através do diálogo entre diferentes manifestações culturais”.  

exposição             

 

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