Governo prepara novos leitos de UTI para casos de Covid-19 que precisarem de assistência hospitalar

O Governo do Maranhão está preparando novos leitos de UTI destinados ao atendimento exclusivo dos casos graves de infecção pelo novo coronavírus (Covid-19). O serviço será disponibilizado na capital maranhense por meio de aluguel com hospital privado que desativou parte dos serviços em 2018. A unidade, com capacidade para até 80 leitos de UTI, já conta com 30 prontos para uso e deve receber mais de mil profissionais de saúde.

Os secretários de Estado da Saúde e de Governo, Carlos Lula e Diego Galdino, respectivamente, vistoriaram a montagem dos leitos, nesta quinta-feira (26). “Embora nossas unidades disponham de leitos destinados ao cuidado de pacientes com Covid-19, essa nova estrutura garante uma linha de combate inteiramente nova para dar vazão ao dimensionamento estadual”, disse Carlos Lula.

O novo Hospital de Cuidados Intensivos expande a capacidade da oferta de tratamento intensivo da rede pública estadual. De acordo com o secretário de governo, Diego Galdino, não foram medidos esforços para equipar o local. “A estrutura que estamos prestes a entregar mostra a preocupação que o Governo do Estado tem com a segurança dos maranhenses. Ao passo que a situação for normalizada, o estado poderá contar com mais leitos disponíveis e prontos para serem utilizados”, contou.

Também presente na visita técnica, o presidente da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh), Marcos Grande, explicou sobre a equipe multiprofissional que será responsável pela assistência aos pacientes do novo serviço. “Serão médicos intensivistas, enfermeiros e técnicos de enfermagem com experiência em unidade de terapia intensiva. Com esse preparo, transmitimos tranquilidade a nossa população e também nos preparamos para que casos como os ocorridos em outros estados não aconteçam no Maranhão”, comentou.

Apoio aos municípios
A gestão estadual também vai repassar aos municípios equipamentos de proteção aos profissionais que atuarão na linha de frente nas unidades de saúde de gestão municipal. Além desta doação, está prevista a aquisição de mais 10 mil kits de testagem para diagnóstico do Covid-19. Estes serão distribuídos proporcionalmente nas 18 Regiões de Saúde.

Governo do Maranhão

Perde validade medida provisória que criaria 13º permanente no Bolsa Família

A medida provisória que tornava permanente o pagamento do 13º salário para os beneficiários do Bolsa Família deixa de valer nesta quarta-feira (25). A MP 898/2019 estava na pauta do Plenário da Câmara dos Deputados aguardando votação e ainda teria que passar pelo Senado, antes de virar lei. Medidas provisórias têm validade de 120 dias.

Originalmente, a MP previa o pagamento do abono natalino apenas em 2019, mas o projeto de lei de conversão (PLV), de autoria do relator, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), propôs o pagamento em todos os anos, assim como para os que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). O texto foi aprovado em comissão mista no início de março.

Para compensar o aumento de despesa, o relator mudou a forma de tributação, pelo Imposto de Renda, dos chamados fundos de investimento fechados (FIFs), antecipando o recolhimento.

Regulamentação

O Congresso Nacional poderá optar por regulamentar, por meio de projeto de decreto legislativo (PDL), os atos ocorridos na vigência da MP. Se isso não ocorrer, esses atos serão convalidados, já que a medida provisória teve força de lei no período de 120 dias em que esteve em vigor.

Agência Senado

Assembleia Legislativa terá nova Sessão Extraordinária com Votação Remota nesta sexta

O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), convocou os parlamentares para uma nova Sessão Extraordinária com Votação Remota por Videoconferência, que será realizada, nesta sexta-feira (27), às 11h, em virtude das medidas restritivas adotadas no âmbito da União e do Estado, por conta da pandemia da COVID-19.

Dentre as matérias a serem apreciadas estão em pauta o Decreto do Executivo Municipal de São Luís, que declara estado de calamidade pública na capital e define outras medidas para o enfrentamento do novo coronavirus e do aumento no número de casos de H1N1; a Medida Provisória, em que o Executivo Estadual propõe a inclusão do álcool gel na cesta básica, com redução do ICMS do produto; e, ainda, a Medida Provisória, também do Governo do Estado, que dispõe sobre a perícia oficial de natureza criminal, órgão integrante da estrutura da Polícia Civil do Maranhão.

A sessão será transmitida ao vivo, pela TV Assembleia, no canal aberto digital 51.2, canal 17 na TVN, site www.al.ma.leg.br/tv, rádio web, www.radioalema.com, e página oficial do facebook.
 
A nova modalidade de votação remota por sistema de videoconferência teve início, na última terça-feira (24), de maneira inédita, na Alema, com participação online de 38 dos 42 parlamentares.

Na ocasião, os deputados aprovaram, via internet, o Projeto de Resolução Legislativa 1030/2020, que garante a realização de sessões extraordinárias remotas para a deliberação de temas importantes e urgentes de interesse dos maranhenses, sempre que necessário, neste período de isolamento social por conta da pandemia do novo coronavírus.

De acordo com a Resolução Legislativa, as sessões por videoconferência devem ser convocadas pelo presidente, devendo ser publicadas no Diário Oficial da Assembleia, com 24 horas de antecedência. O objetivo é viabilizar a discussão e a votação de matérias que poderiam perder a eficácia caso não pudessem ser apreciadas, principalmente aquelas ligadas à área da saúde, que contribuirão significativamente para o combate à COVID-19 ou outras viroses como o H1N1.

A deliberação à distância garante, ainda, a segurança dos deputados e demais servidores e colaboradores do Poder Legislativo, conforme as medidas de prevenção deliberadas pelas Resolução Administrativa 159/20, publicada no Diário Oficial.

Sessão Histórica

Na primeira sessão remota da história do Parlamento maranhense, também foi aprovado o Projeto de Decreto 002/2020, em que o Executivo Estadul pede o reconhecimento do estado de calamidade pública no Maranhão, face à pandemia da COVID-19. 

A medida visa garantir a continuidade do desenvolvimento das políticas públicas essenciais, a exemplo das demandas da área da saúde, bem como para atenuar os efeitos negativos da desaceleração econômica.

Agência Assembleia

Purple Day conscientiza o mundo sobre epilepsia

Ver uma pessoa tendo crises convulsivas pode ser, para muitas pessoas, algo assustador. No entanto, para lidar com essa situação, é importante manter a calma. A fim de conscientizar a população sobre a doença, o dia 26 de março (hoje) foi instituído como o Purple Day, Dia Mundial de Conscientização sobre a Epilepsia.

“Além de ser uma data visando à conscientização sobre a doença, o Purple Day é uma oportunidade para combater as injustiças sociais vividas pelas pessoas com epilepsia”, diz a presidente da Associação Brasileira de Epilepsia (ABE), Maria Alice Mello Susemihl.

A epilepsia é uma doença neurológica crônica que afeta pessoas de todas as idades, mas, na maioria das vezes, manifesta-se na infância e após os 60 anos. Segundo a ABE, estima-se que 1,5% da população mundial tenha epilepsia, percentual que corresponde a cerca de 50 milhões de pessoas portando a forma ativa da doença – termo que se refere a quem teve crise no último ano.

Ainda de acordo com a ABI, cerca de 10% da população mundial poderá ter alguma crise epilética ao longo da vida.

Cerca de 70% dos epiléticos ficam sem crise com o uso de apenas uma medicação. Para os 30% restantes, podem ser necessárias outras medidas, como cirurgia ou uso de neuroestimuladores. “Sempre alertamos para que jamais se interrompa o tratamento sem que haja supervisão médica”, enfatiza a presidente da ABE.

Crises convulsivas

A característica mais marcante da doença são as crises convulsivas, que podem ocorrer de forma imprevisível e variada em função de tipos, causas e níveis de gravidade. Em muitas situações, as causas da epilepsia são desconhecidas, mas em geral são decorrentes de acidente vascular cerebral, tumor cerebral, traumatismo craniano ou ferimento na cabeça, infecção do sistema nervoso central (como meningite ou neurocisticercose), abuso de álcool e drogas, má formação cerebral e doenças degenerativas (como demências e Alzheimer).

“Mas [as crises convulsivas] também podem ser causadas por estresse, ansiedade, emoções fortes [preocupação, tristeza, irritação], privação do sono, grandes alterações hormonais, cansaço físico, uso irregular ou suspensão abrupta de medicação ou até mesmo por luzes piscantes”, acrescenta Maria Alice.

As crises acontecem quando um grupo de neurônios envia descargas excessivas a outros, fazendo com que a informação entre as células ocorra de forma anormal e aberrante. “Vale ressaltar que nem toda convulsão é causada por epilepsia e que nem toda epilepsia tem convulsão”, explica a especialista.

Diagnóstico

O diagnóstico da doença “é clínico e deve ser resultante da conversa do médico com a pessoa acometida e um acompanhante que possa dar informações acerca do que ocorre no momento e após a crise”, diz a Associação Brasileira de Epilepsia.

Alterações detectadas por exames complementares (eletroencefalograma, tomografia computadorizada e/ou ressonância magnética do crânio) podem complementar o diagnóstico.

Tratamento

Segundo a ABE, há diferentes tipos de tratamento, mas o principal é o uso de remédios controladores de crises. Esse tipo de medicação evita a propagação das descargas elétricas anormais do cérebro, que são a origem das crises epiléticas.

“O acompanhamento médico é fundamental para que haja ajuste na dosagem ou troca do medicamento sempre que necessário. Os medicamentos para as crises não têm efeito imediato, portanto, não adianta usar o medicamento só por ocasião das crises”, informa Maria Alice, ao explicar que, para o tratamento dar certo, é fundamental que os remédios sejam tomados “na quantidade e na hora indicada pelo médico”.

O que fazer em situação de crise?

Para informar as pessoas sobre o procedimento adequado diante de uma crise convulsiva, a ABE disponibiliza material informativo como folders, cartazes e vídeos. Geralmente a crise dura alguns minutos, sendo seguida de confusão mental. Caso ocorram várias crises – ou mesmo se houver dúvida sobre a real situação do epilético – a pessoa deve ser levada ao hospital.

Ao detectar que o indivíduo está passando por uma crise, a recomendação é manter a calma para prestar socorro de forma eficiente e adequada. O indivíduo deve ser deitado de lado, com a cabeça elevada e em local plano. Não se deve puxar a língua, nem dar nada para que coma ou beba.

“A pessoa deve ser colocada de lado, com a cabeça elevada para que não sufoque com a saliva. Não tente segurar braços e pernas. Apoie a cabeça sobre algo macio para protegê-la. Não tente abrir a boca. Localize objetos que possam machucar a pessoa e afaste-os. Retire óculos e afrouxe roupas apertadas. Monitore o tempo”, ensina a ABE.

Se a crise durar mais de 5 minutos ou ocorrer de novo, ligue para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), no telefone 192, e acompanhe a pessoa até que ela acorde. Em caso de ferimentos ou se for a primeira crise na vida, chame o Samu, detalha o material disponibilizado pela ABE.

Epilepsia e covid-19

A fim de esclarecer sobre supostas correlações entre a epilepsia e o novo coronavírus (covid-19), a ABE divulgou um vídeo no qual o vice-presidente da entidade, Lécio Figueira, faz alguns alertas. Uma recomendação é o epilético evitar estresse em decorrência das notícias alarmistas, nem sempre verdadeiras veiculadas sobretudo nas redes sociais.

“Um ponto importante é que as pessoas têm de ter cuidado diante desse contexto todo, porque o estresse é uma das causas de piora das crises epiléticas. Então tomem cuidado com o excesso de informações em redes sociais e na mídia”, diz o médico.

Segundo Figueira, a doença “por si só não reduz a imunidade”. Logo, não seria fator de risco para pegar o novo coronavírus. No entanto, acrescenta o médico, epilepsia não é uma doença só. É um conjunto de doenças.

“Em algumas pessoas, pode haver risco maior. Algumas delas tomam medicações que reduzem a imunidade, como corticoides e outros imunodepressores. Nesses casos, existe risco aumentado de infecção pelo coronavírus. Já os pacientes que, em geral, tomam apenas os remédios usuais para epilepsia, em suas doses habituais e sob acompanhamento, não vão mexer na imunidade”, ressalta Figueira.

Nesses tempos de covid-19, Figueira destaca a importância de continuar tomando os medicamentos conforme prescrito pelo médico. “Até porque, se parar, pode ter crise e ter de ir ao hospital e acabar entrando em contato com pacientes com o novo coronavírus que estejam aguardando atendimento.”

Outro alerta é para evitar estocar medicamentos, por medo de que venham a faltar posteriormente. “Não comprem remédios para estocar porque eles podem acabar faltando para outras pessoas”, diz Figueira.

Agência Brasil

Segurança de Bolsonaro, com 39 anos, está em estado grave com coronavírus

Um segurança de Jair Bolsonaro está em estado grave, após ser infectado com o coronavírus. Ari Celso Rocha de Lima Barros tem 39 anos e foi internado na noite dessa quarta-feira (25) no Hospital de Base do Distrito Federal. Barros é capitão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e foi diagnosticado com a doença em 18 de março. Desde então, cumpria isolamento domiciliar. Mas, segundo a família, o quadro piorou.

“Estava em casa, sob controle. Ontem (quarta), se sentiu mal e foi internado no Hospital de Base”, contou a mãe do segurança, dona Julmar Rocha de Lima de Barros, ao site Metrópoles. “Ele trabalha na Presidência. É segurança do presidente. Ele sempre viaja com ele. E eu acredito que esse vírus ele adquiriu nessas viagens que fez”, acrescentou. Na viagem de Miami, em que integrantes da comitiva presidencial adoeceram, Ari não esteve presente.

 

Brasil247