
Uma nova revelação sugere que a denúncia caluniosa com questionamentos sobre o Selo UNICEF por vereadores da legislatura anterior pode ter sido motivada por interesses políticos, e não por uma preocupação real com os critérios do reconhecimento internacional do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
Em contato com o Blog do Leonardo Alves, um dos vereadores que assinou a denúncia caluniosa datada de 3 de dezembro de 2024, admitiu que o fez apenas para “fortalecer o amigo, na época” e que “teve uns dois lá que nem queria assinar, e eu era um”.
O “amigo” em questão seria o vereador Leonel Filho, conhecido por suas frequentes denúncias contra adversários políticos. No entanto, a postura do parlamentar levanta questionamentos, já que ele não adota o mesmo rigor quando as irregularidades envolvem seus próprios parentes. Um exemplo disso é a denúncia de acumulação indevida de cargos e salários por sua esposa, que ocupava simultaneamente funções comissionadas na UPA e no HGM, sem que o vereador trouxesse o caso à tona.
A revelação expõe uma possível seletividade nas ações do parlamentar e levanta suspeitas sobre o uso da estrutura legislativa para interesses particulares.
A denúncia foi assinada pelos vereadores Leonel Filho, Araújo Neto, Evimar Barbosa, Rodrigo Figueiredo, Valdeci Calixto, Itamar Muniz e Raimundo Carlos e todos devem responder criminalmente por denunciação caluniosa.

