Após contrato de R$ 953 mil com empresa de Vila Velha do Sudeste, prefeito Chiquinho Oliveira contrata empresa do Ceará por mais de R$ 6 milhões

Na edição do Diário Oficial do Município desta segunda-feira (1º), o Blog do Leonardo Alves identificou a homologação de um contrato no valor de R$ 6.476.597,00 em favor da empresa FORT EDUCAÇÃO LTDA, sediada no Ceará.

A contratação foi formalizada por meio do Pregão Eletrônico nº 018/2026 e ocorre após a Prefeitura de Codó já ter destinado R$ 953 mil a uma empresa localizada em Vila Velha, no Espírito Santo. Somados, os dois contratos ultrapassam R$ 7,4 milhões em recursos públicos destinados a fornecedores de outros estados.

De acordo com o Termo de Adjudicação e Homologação publicado no Diário Oficial, a empresa cearense foi declarada vencedora de quatro lotes, totalizando R$ 6.476.597,00.

Os valores homologados correspondem ao Projeto Aprender Construindo – Educação Infantil (R$ 1.904.545,00), Projeto Nas Ondas da Leitura – Fundamental Anos Iniciais (R$ 2.525.836,00), Projeto Avaliar e Aprovar – 4º, 5º, 8º e 9º anos (R$ 1.958.466,00) e Kit Professor – 1º ao 9º ano (R$ 87.750,00).

Conforme o documento, a homologação foi realizada após a análise da documentação das empresas participantes e o julgamento dos recursos apresentados no processo licitatório.

A nova contratação amplia a participação de empresas de outros estados em contratos firmados pela administração municipal, após o repasse de R$ 953 mil para uma empresa sediada em Vila Velha, no Espírito Santo, identificado anteriormente pelo Blog do Leonardo Alves.

Após demolição de patrimônio histórico em Codó, líder do governo na Câmara, Raimundo Leonel Magalhães, permanece em silêncio

A derrubada da antiga manufatureira de Codó, considerada um dos mais importantes remanescentes da história industrial do município, continua repercutindo e gerando indignação entre defensores da preservação da memória e do patrimônio cultural do município. Historiadores, pesquisadores e estudiosos da história local têm manifestado preocupação com a perda de uma estrutura que fazia parte da trajetória econômica, social e cultural codoense.

A antiga manufatureira era apontada em estudos e registros vinculados ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como um patrimônio histórico não consagrado, expressão utilizada para designar bens de reconhecido valor histórico e cultural que ainda não possuem tombamento oficial.

A área foi destinada pela Prefeitura de Codó para a construção do ginásio da Escola Liceu Codoense Nagib Buzar. Segundo informações divulgadas pela gestão municipal, a obra conta com recursos oriundos de emenda parlamentar do deputado federal André Fufuca.

Parte do acervo histórico da antiga fábrica, incluindo máquinas utilizadas durante seu funcionamento, foi preservada e encontra-se sob responsabilidade do Memorial do Instituto Histórico e Geográfico de Codó (IHGC), instalado na antiga estação ferroviária do município. A estrutura física da manufatureira, entretanto, foi completamente demolida.

A destruição do patrimônio histórico não consagrado também comprova desrespeito à legislação municipal voltada à proteção do patrimônio cultural. A Lei Municipal nº 1.538/2011, conhecida como Lei João Machado, estabelece instrumentos de preservação de bens históricos, culturais e naturais de Codó. O município também possui dispositivos de proteção previstos no Plano Diretor (Lei nº 1.449/2007) e no Plano Municipal de Cultura (Lei nº 1.928/2022).

Outro ponto que chama atenção é o silêncio do vereador governista Raimundo Leonel Magalhães Araújo Filho, líder do governo na Câmara Municipal de Codó.

Até o momento, o parlamentar governista não se manifestou publicamente sobre a derrubada da antiga manufatureira. Nas sessões da Câmara realizadas após a demolição do imóvel histórico, o tema também não foi abordado pelo líder governista em seus pronunciamentos.

Até o fechamento desta matéria, o Blog do Leonardo Alves não localizou nas redes sociais do vereador Raimundo Leonel vídeos com discursos em que o parlamentar se posicione sobre a demolição da antiga manufatureira de Codó.

A demolição da manufatureira eliminou um dos últimos vestígios físicos de um período importante da industrialização de Codó. Para estudiosos e defensores da preservação histórica, a perda da estrutura representa mais do que a remoção de um prédio antigo: significa o desaparecimento de uma referência material ligada à memória e à identidade do município.

Empresa de São José de Ribamar ultrapassa R$ 1 milhão em contratos para fornecimento de gás com a Prefeitura de Codó

A empresa W J da C Gonçalves LTDA, sediada em São José de Ribamar e inscrita no CNPJ nº 50.523.296/0001-01, ultrapassou R$ 1 milhão em contratos para fornecimento de gás de cozinha junto à Prefeitura de Codó.

O mais recente contrato identificado é o de nº 196/2026, firmado pela Secretaria Municipal de Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação, no valor de R$ 414.650,00. O extrato foi publicado no Diário Oficial do Município em 13 de maio de 2026, com vigência de 12 meses, tendo como objeto o fornecimento de gás liquefeito de petróleo (GLP) para atender às demandas da rede municipal de ensino.

A empresa já havia sido contratada anteriormente pelo município. Conforme registros publicados no Diário Oficial de 29 de julho de 2025, a W J da C Gonçalves LTDA foi vencedora de três contratos destinados ao fornecimento de gás para diferentes secretarias da administração municipal.

Na ocasião, foram celebrados o Contrato nº 203/2025, com a Secretaria Municipal de Saúde; o Contrato nº 204/2025, com a Secretaria da Casa Civil, Segurança Pública e Desenvolvimento Econômico; e o Contrato nº 205/2025, com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Segurança Alimentar.

Cada um desses contratos foi firmado no valor de R$ 206.427,00, totalizando R$ 619.281,00 em contratações.

Somado ao novo contrato da Secretaria de Educação, o montante identificado em documentos oficiais publicados pelo Município chega a R$ 1.033.931,00 em contratos destinados ao fornecimento de gás de cozinha pela mesma empresa.

Os contratos foram firmados por diferentes secretarias municipais e constam em publicações oficiais da Prefeitura de Codó.

TUDO AMARELINHO: Ex-prefeito Dr. Zé Francisco convida mães para grande festa com sorteio de prêmios e pede participação com roupas amarelinhas

O ex-prefeito Dr. Zé Francisco divulgou um vídeo convidando as mães codoenses para participarem da programação especial em homenagem ao Dia das Mães, que será realizada, às 5h, no Espaço Cultural, neste sábado (30).

Na mensagem, o ex-prefeito destacou que o evento contará com o sorteio de diversos prêmios para as participantes, incluindo geladeira, fogão, televisão, liquidificador, muito Pix, duas motocicletas e vários brindes.

Além do convite para a celebração, Zé Francisco também pediu que as mães compareçam vestindo roupas amarelinhas.

A expectativa é que o evento reúna um grande número de mães para uma programação de confraternização, homenagens e distribuição de presentes em comemoração à data.

Anvisa libera produção da Ypê e autoriza vendas de lotes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta sexta-feira (29) a retomada imediata das atividades da Química Amparo, fabricante dos produtos da marca Ypê. A decisão foi anunciada pelo presidente da agência, Leandro Safatle, e pelo diretor responsável pelas fiscalizações, Daniel Pereira.

Além da retomada da produção, a Anvisa também liberou a comercialização, distribuição e uso dos produtos Lava-Roupas Líquido, Lava-Louças Líquido e Desinfetantes identificados pelo final de lote “1” fabricados a partir de 1º de abril de 2026.

A autorização ocorreu após uma reinspeção conjunta realizada pela Anvisa em parceria com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP), o Grupo de Vigilância Sanitária de Campinas (GVS) e a Vigilância Sanitária de Amparo (Visa-Amparo). A vistoria começou na quinta-feira (28) e foi concluída nesta sexta.

Segundo os órgãos de fiscalização, a empresa implementou as principais medidas corretivas exigidas após a suspensão de duas linhas de produção da fábrica de Amparo (SP), determinada pela Anvisa em 7 de maio por meio da Resolução RE 1.834/2026.

Durante a inspeção, a Ypê apresentou um plano de ação para atender os 76 requisitos sanitários apontados pelos fiscais em uma vistoria realizada em abril deste ano.

“Verificamos que esta fábrica da Ypê já reúne as condições necessárias para operar com segurança e disponibilizar produtos sem risco sanitário para a população brasileira”, afirmou o presidente da Anvisa, Leandro Safatle, durante visita à unidade.

De acordo com a agência, a empresa realizou melhorias nas linhas de produção e nos processos de controle de qualidade.

Quais produtos da Ypê continuam suspensos?
Apesar da liberação parcial, a suspensão da venda, distribuição e uso de alguns produtos continua em vigor.

Permanecem proibidos os detergentes lava-louças líquidos, sabões líquidos para roupas e desinfetantes da Ypê com lotes terminados em “1” fabricados até 31 de março de 2026, conforme determina a Resolução RE 1.834/2026.

A Anvisa orienta que esses produtos sejam mantidos armazenados em local seguro e não sejam descartados. A liberação dos lotes suspensos dependerá da apresentação de laudos emitidos por laboratórios autorizados pela agência.

Fiscalização continuará monitorando a empresa
A Anvisa informou que continuará acompanhando a implementação das medidas corretivas previstas no plano de ação apresentado pela fabricante.

O monitoramento será realizado em conjunto com os órgãos municipais, regionais e estaduais de vigilância sanitária para garantir o cumprimento das exigências e a segurança dos produtos colocados no mercado.