Processo da Procuradoria de Codó que pede busca e apreensão na residência de Francisco Nagib chega ao Ministério Público após novo despacho da Justiça

Mesmo utilizando as redes sociais para tentar desmerecer o caso e afirmar que o Blog do Leonardo Alves estaria divulgando “informações antigas”, o ex-prefeito Francisco Nagib continua sendo alvo de uma ação de improbidade administrativa da Procuradoria Geral do Município que segue tramitando normalmente na Justiça.

O Blog do Leonardo Alves consultou, na manhã desta segunda-feira (11), novas informações no Sistema de Informações do Ministério Público e confirmou que o processo já chegou na 1ª Promotoria de Justiça de Codó para manifestação com data de registro 05/05/2026 – 001039-259/2026. O blog também possui cópias em PDF das movimentações e documentos constantes nos autos.

Entre os registros encontrados consta a comunicação eletrônica encaminhada ao Ministério Público em 05 de maio de 2026, após despacho assinado pelo juiz Pablo Carvalho e Moura concedendo prazo de 15 dias para manifestação ministerial.

O processo tramita na 1ª Vara da Comarca de Codó sob o número 0807010-33.2025.8.10.0034 e pede a condenação do ex-prefeito Francisco Nagib e dos ex-gestores municipais Evimar Jean Costa Barbosa, Ivaldo José da Silva e Roberto César Nunes de Sousa por supostos atos de improbidade administrativa relacionados ao não pagamento de precatório judicial durante a gestão 2017/2020.

Na ação, a Procuradoria Geral do Município solicita medidas como busca e apreensão de documentos nas residências dos investigados, inclusive com possibilidade de uso de força policial em caso de descumprimento de eventual decisão judicial, além do bloqueio de até R$ 2 milhões em bens dos denunciados.

O caso envolve supostas irregularidades relacionadas ao não pagamento do precatório nº 236196-07.2019.4.01.9198. Segundo a ação, a dívida teria deixado o município inadimplente junto ao Governo Federal, impedindo a celebração de convênios e o recebimento de recursos federais.

Com a chegada dos autos ao Ministério Público, o próximo passo do processo será a apresentação de manifestação ministerial ao juiz responsável pelo caso. Após essa etapa, poderá haver nova decisão judicial dentro da tramitação da ação.

Flávio Bolsonaro diz que continuará trabalhando pelo fim da reeleição no Brasil

O pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, disse hoje que continua defendendo o fim da reeleição presidencial, mas reforçou que o prazo de quatro anos de mandato é “muito pouco”. Ele também indicou que, se for eleito presidente da República, seguirá endossando a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para acabar com a possibilidade de um segundo mandato presidencial.

Ontem, Flávio Bolsonaro mencionou em discurso a possibilidade de que, caso eleito, seu governo dure oito anos. Hoje, ele disse ser necessário esclarecer sua fala e reforçou que defende o fim da reeleição. “Eu não sei como vai ser o processo legislativo, se o Congresso vai acabar com a reeleição e manter em quatro anos, se o Congresso vai acabar com a reeleição e passar o mandato para cinco anos”, declarou.

Flávio também comentou sobre a operação da Polícia Federal (PF) contra o senador Ciro Nogueira (PI), que foi alvo de mandado de busca e apreensão da Polícia Federal. “Ele é acusado de crimes graves e que estão sendo apurados”, afirmou. Flávio Bolsonaro participa de evento de pré-candidaturas do Partido Liberal (PL) em Santa Catarina (SC). Ele falou com a imprensa durante o evento.

Flávio Bolsonaro, disse, ainda, saber “como jogar o jogo do Poder em Brasília” e também falou da redução de gastos. Ele indicou a gestão do atual governo de Santa Catarina como referência para a adoção de ações em nível federal, caso seja eleito.

“Eu sei jogar o jogo do poder em Brasília, eu conheço o Poder Legislativo, eu conheço o Poder Judiciário, eu sei onde é que tem que cortar a despesa, eu sei como é que a gente organiza esse país”, afirmou.

Flávio também declarou que a “missão” do ex-presidente Jair Bolsonaro ainda não acabou e chegou a mencionar que seu pai “subirá a rampa do Planalto” em 2027. Sobre o governo Lula, o candidato avaliou que o Partido dos Trabalhadores (PT) ficará na “insignificância” a partir do ano que vem.

O tema segurança pública também foi comentado. O filho do ex-presidente defendeu a mudança da Constituição para a redução da maioridade penal e, mais cedo, defendeu a classificação de organizações criminosas no Brasil como grupos terroristas.

Renan Monteiro/Estadão Conteúdo

Vereadores de oposição denunciam Chiquinho Oliveira por desrespeito à Constituição e descumprimento de decisão do Supremo Tribunal Federal sobre piso do magistério

Vereadores de oposição de Codó protocolaram um ofício ao Ministério Público apontando descumprimento, por parte do prefeito Chiquinho Oliveira, da Constituição Federal e de entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) relacionado ao pagamento do piso salarial dos profissionais da educação.

Segundo os parlamentares, a administração municipal não cumpre uma interpretação já consolidada pela Suprema Corte, que reconhece o direito ao piso nacional do magistério aos profissionais da educação.

A denúncia foi apresentada pelos vereadores Domingos Reis, Pastor Max, Valber Cabral, Chiquinho do SAE Júnior, Dedé do Zé Garimpeiro e Wanderson da Trizidela.

No documento, os vereadores afirmam que a situação representa não apenas um problema administrativo, mas um possível desrespeito a uma decisão respaldada pelo STF e à legislação que assegura direitos aos profissionais do magistério.

A oposição defende que o caso seja acompanhado pelos órgãos de fiscalização e controle, diante da gravidade das alegações envolvendo descumprimento de entendimento da Suprema Corte sobre o piso do magistério.

Pedro Neres rebate fala de Chiquinho Oliveira sobre comércio de Codó e diz que prefeito “está tirando onda da cara do povo”

O médico Pedro Neres utilizou as redes sociais para rebater declarações do prefeito Chiquinho Oliveira sobre a movimentação do comércio de Codó em dia que antecedeu o Dia das Mães.

Na gravação divulgada nas redes sociais, o prefeito afirmou que no centro comercial da cidade “não tinha ninguém pobre”, apenas “gente rica” circulando e realizando compras.

Após a repercussão do vídeo, Pedro Neres publicou um pronunciamento criticando a postura do gestor municipal e classificando a situação como um “deboche” com a população codoense.

Esse vídeo do prefeito me lembra um conselho que meu avô sempre dizia: não tem nada mais feio no mundo do que um homem debochado”, afirmou.

Durante o vídeo, Pedro Neres também questionou a ausência de novos investimentos no município e citou dificuldades enfrentadas pelo setor empresarial local.

Vai fazer dois anos. Me diga uma empresa que você trouxe para Codó. Ao contrário, as lojas estão fechando e os empresários estão com dificuldade”, declarou.

Ao final do pronunciamento, Pedro Neres afirmou estar sendo alvo de perseguição política no município e citou a questão envolvendo o impedimento da construção de um posto de combustível de sua propriedade como exemplo da situação.

Confira o pronunciamento de Pedro Neres:

FALTA DE ATENÇÃO: Vereadores de Codó não percebem e aprovam criação do Conselho Municipal de Turismo já instituído por lei municipal na gestão de Ricardo Archer

O prefeito Chiquinho Oliveira sancionou a criação do Conselho Municipal de Turismo de Codó (COMTUR) dentro da nova lei do Sistema Municipal de Turismo. Porém, análise realizada pelo Blog Leonardo Alves identificou que o município já possuía o Conselho Municipal de Turismo criado pela Lei nº 1.248, de 27 de dezembro de 2001, sancionada pelo então prefeito Ricardo Archer.

Mesmo já existindo legalmente há mais de duas décadas, o conselho acabou sendo criado novamente na legislação aprovada pela gestão anterior e posteriormente sancionada pela atual administração. O detalhe é que a recriação do órgão passou pela Câmara Municipal sem que os vereadores percebessem que o município já possuía uma lei anterior instituindo o COMTUR.

Na prática, o Poder Executivo enviou um projeto recriando um conselho já previsto na legislação municipal, enquanto os parlamentares aprovaram a proposta sem observar a existência da norma de 2001. O caso levanta questionamentos sobre a análise técnica e jurídica realizada durante a tramitação do projeto na Prefeitura e na Câmara.

A situação também pode ser levada ao Ministério Público, já que o projeto aprovado pela Câmara Municipal tratou como criação um conselho que já possuía previsão em lei municipal desde 2001.