Radialista fujão que desobedeceu ordem judicial é processado na Vara Criminal de Codó por associar jornalistas à pedofilia e milícia digital e pode ser condenado a pagar indenização de R$ 50 mil 

Radialista Ítalo Sousa (Fujão)

O jornalista Leonardo Alves protocolou neste sábado (27), uma queixa-crime na Vara Criminal da Comarca de Codó contra o radialista Ítalo Guilherme Alves da Silva Sousa, conhecido como “Radialista Fujão”. Na ação, o jornalista pede a condenação do querelado pelos crimes de calúnia, difamação e injúria, além da concessão de tutela de urgência para a retirada imediata das publicações consideradas ofensivas e criminosas.

De acordo com a queixa-crime, Ítalo Sousa (Radialista Fujão) publicou uma matéria no Portal IS Notícias e replicou o conteúdo no Instagram e em grupos de WhatsApp, associando os jornalistas Leonardo Alves, Ramyria Santiago, Renan de Sousa, conhecido como “Vigia Topado”, e Bernardo Júnior ao blogueiro Marco Silva, investigado em procedimento policial. Conforme a petição, as publicações sugerem que os comunicadores fariam parte de uma”milícia digital”, além de utilizar expressões que os relacionam à prática de crimes graves, como extorsão e pedofilia.

Leonardo Alves sustenta que o querelado tentou responsabilizar jornalistas por não se manifestarem sobre o caso envolvendo Marco Silva, cobrando publicamente posicionamentos e insinuando que o silêncio representaria apoio ou conivência com os fatos investigados. O jornalista argumenta que comunicadores não exercem função de autoridade policial, do Ministério Público ou do Poder Judiciário e, por isso, não possuem qualquer obrigação legal de se pronunciar sobre investigações ou processos em andamento.

Outro ponto destacado na queixa-crime é que, segundo o autor, a publicação utilizou trechos e imagens de um inquérito policial que tramita sob sigilo, reproduzindo páginas do procedimento investigativo para conferir aparência de oficialidade às acusações. Em razão disso, a ação pede que o Ministério Público apure eventual vazamento de informações sigilosas e possível quebra de segredo de justiça, além da identificação da origem do acesso ao material.

Ítalo Sousa responde a outros processos envolvendo crimes contra a honra, movidos por diferentes pessoas no Piauí e no Maranhão, e cita ações em tramitação que, segundo o autor, demonstram a repetição da mesma conduta de realizar publicações ofensivas contra terceiros. Ainda conforme a queixa-crime, mesmo diante desse histórico de condutas criminosas, o radialista fujão continua direcionando ataques contra o jornalista Leonardo Alves.

Além da condenação criminal pelos crimes de calúnia, difamação e injúria, a ação pede que a Justiça determine a retirada imediata das publicações, proíba novas divulgações do mesmo conteúdo, preserve todas as provas digitais, fixe multa diária em caso de descumprimento e estabeleça indenização mínima de R$ 50 mil por danos morais.

O radialista fujão responde a diversos processos na Justiça Comum que preveem penas mais severas, inclusive com possibilidade de reclusão (prisão), em caso de condenação. Uma única condenação criminal já pode resultar na prisão do radialista.

A conduta praticada não representa episódio isolado. O radialista fujão é processado pelo mesmo modus operandi, utilização de seu portal de notícias e redes sociais para atribuir falsamente a Leonardo Alves condutas criminosas ou moralmente degradantes em quatro ações penais privadas em tramitação perante a Comarca de Codó.

O processo será analisado pela Vara Criminal da Comarca de Codó.

Prefeitura de Codó aditiva contrato da RAD Imagem em R$ 929,7 mil; empresa já acumula quase R$ 10,9 milhões em contratos com o município

A Prefeitura de Codó, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, firmou o 1º Termo Aditivo ao Contrato nº 240/2025, decorrente do Pregão Eletrônico nº 027/2025, acrescentando R$ 929.729,83 ao contrato celebrado com a empresa RAD Empreendimentos em Saúde LTDA (RAD Imagem).

O aditivo foi assinado pelo secretário municipal de Saúde, William Campos dos Santos, e pelo representante da empresa, João Ricardo Pinheiro Campos Sousa, conforme publicação datada de 26 de junho de 2026.

Com o acréscimo, o contrato, que inicialmente era de R$ 8.358.183,53, passa a totalizar R$ 9.287.913,36.

O contrato tem como objeto a locação de equipamentos e a realização de testes e exames para atender a rede municipal de saúde.

Além desse contrato milionário, a RAD Imagem já havia sido contratada anteriormente, sem licitação, por meio da Dispensa de Licitação nº 013/2025, no valor de R$ 1.603.196,34, pelo prazo de quatro meses, para fornecimento de exames laboratoriais e disponibilização de equipamentos em regime de comodato.

Somando o contrato emergencial de R$ 1.603.196,34 com o contrato do Pregão Eletrônico — agora reajustado para R$ 9.287.913,36 —, a empresa já acumula R$ 10.891.109,70 em contratos firmados com a Prefeitura de Codó.

Quando o contrato do Pregão Eletrônico foi publicado, o Blog do Leonardo Alves destacou a ausência de informações detalhadas sobre a destinação dos recursos, chamando atenção para a necessidade de maior transparência na aplicação dos valores.

O blog continuará acompanhando a execução dos contratos e dos aditivos celebrados pela administração municipal, fiscalizando a aplicação dos recursos públicos e levando as informações à população de Codó.

PEGADA ATOLADA: Transporte escolar fica atolado na Cacimba de Areia e Magno Pancadão critica prefeito Chiquinho Oliveira e deputado Francisco Nagib

Um vídeo que circula nas redes sociais chama a atenção para as dificuldades enfrentadas no transporte escolar na Cacimba de Areia, zona rural de Codó.

O vídeo divulgado em grupos de WhatsApp e encaminhado ao Blog do Leonardo Alves mostra o transporte escolar atolado na localidade, impedindo a passagem do veículo e prejudicando o deslocamento dos estudantes que dependem do serviço para chegar às escolas.

Durante a gravação, um homem identificado como Magno Pancadão que passava pelo local registrou a situação e criticou o prefeito Chiquinho Oliveira e o deputado estadual Francisco Nagib, responsabilizando-os pela situação enfrentada pelos estudantes e moradores da comunidade.

Confira o vídeo:

SEM PREVENÇÃO E COMBATE: Prefeitura de Codó ignora Semana Municipal de Prevenção, Conscientização e Combate ao Uso de Drogas

Secretário de Saúde – William Campos

Até a publicação desta matéria, a Prefeitura de Codó não havia divulgado ou realizado ações oficiais em cumprimento à Lei Municipal nº 1. 702, de 20 de agosto de 2014, que instituiu a Semana Municipal de Prevenção, Conscientização e Combate ao Uso de Drogas.

A legislação estabelece que a Semana Municipal deve ser realizada anualmente no período correspondente ao Dia Internacional de Combate às Drogas (26 de junho), com a finalidade de desenvolver ações de conscientização e prevenção ao uso de substâncias psicoativas.

Conforme dispõe a própria lei, compete às Secretarias Municipais de Saúde e de Educação fomentar, organizar e promover ações voltadas à prevenção e conscientização sobre o tema, incluindo campanhas educativas, seminários, palestras, debates, reuniões, workshops, conferências, elaboração e distribuição de cartilhas, folders, cartazes e outros materiais informativos, com ampla divulgação em todo o município.

Entretanto, após verificação realizada pelo Blog do Leonardo Alves até as 14h desta sexta-feira (26), não foi identificado qualquer registro oficial da realização de campanhas, seminários, palestras, debates, reuniões, workshops, conferências ou outras atividades relacionadas à Semana Municipal prevista na legislação.

Também não foram encontradas divulgações oficiais sobre a produção ou distribuição de cartilhas, folders, cartazes ou qualquer outro material educativo relacionado à prevenção e ao combate às drogas.

A ausência dessas iniciativas evidencia que, ao menos até o momento da publicação desta matéria, a Prefeitura de Codó não deu publicidade à realização das ações previstas na Lei Municipal nº 1.612/2014.

Outro aspecto que chama atenção é que o município ainda não conta com a efetiva instituição do Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas (COMPOD), órgão que poderia contribuir para o planejamento, acompanhamento e fortalecimento das políticas públicas de prevenção, tratamento e enfrentamento às drogas no âmbito municipal.

Até o fechamento desta matéria, a Prefeitura de Codó não havia divulgado programação oficial relacionada à Semana Municipal de Prevenção, Conscientização e Combate ao Uso de Drogas.

André Mendonça ordena transferência de Daniel Vorcaro para a Papudinha

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a transferência do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para o 19º Batalhão da Polícia Militar em Brasília, conhecido como Papudinha. Vorcaro estava na Superintendência da Polícia Federal na capital federal enquanto negociava um acordo de delação premiada.

Depois que a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) recusaram duas propostas da defesa de colaboração, Mendonça decidiu transferir Vorcaro para o sistema prisional.

Mendonça negou o pedido da defesa para permitir que Vorcaro fosse para a prisão domiciliar. O ministro concordou com o alerta da PF no sentido que o suspeito deve continuar em prisão preventiva, porque haveria “riscos de interferência na colheita de provas, de continuidade de práticas voltadas à dissimulação patrimonial e de comprometimento da efetividade da persecução penal”.

Na decisão, o ministro considerou que a permanência de Vorcaro na Superintendência da PF ou na Penitenciária da Papuda seria inadequada. “Ainda que a manutenção do custodiado na sede da Superintendência da Polícia Federal em Brasília não seja a mais adequada, tampouco o seria a alocação do custodiado em cela comum do sistema prisional”, escreveu.

Segundo Mendonça, “as circunstâncias dos autos evidenciam risco concreto à integridade física do requerente, decorrente da elevada exposição pública do caso, da natureza dos fatos apurados e da sua condição pessoal. Trata-se de conjuntura que impõe ao Estado o dever de adotar providências concretas para prevenir ameaça à sua vida, segurança e integridade física”.

O ministro ainda ressaltou a importância da equipe da Papudinha impedir o contato do preso com outros investigados no caso Master. O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, está no mesmo estabelecimento.

“Considerando a presença de outro investigado na Operação Compliance Zero nas mesmas instalações, impõe-se a adoção das providências administrativas necessárias para assegurar a absoluta incomunicabilidade entre o referido investigado e o requerente, com vistas à preservação da higidez e efetividade das investigações em curso”, anotou.

Estadão Conteúdo