Vereador Raimundo Leonel desrespeita regra de conciliação e é repreendido por Leonardo Alves durante audiência no Fórum de Justiça de Codó

Leonardo Alves e Raimundo Leonel

A audiência realizada na manhã desta quinta-feira (23), no Fórum de Justiça de Codó, que deveria se limitar a uma tentativa de conciliação, acabou marcada por desrespeito às regras de processo número 0801642-89.2025.8.10.0148 por parte do vereador Raimundo Leonel Magalhães Araújo Filho (Raimundo Leonel/Leonel Filho).

O caso teve origem após o parlamentar acionar judicialmente o jornalista Leonardo Alves, que passou a figurar como parte denunciada depois de divulgar, nas redes sociais, um vídeo mostrando o gabinete do vereador com porta fechada em pleno horário de expediente. A ação foi orquestrada por Raimundo Leonel, que incluiu no processo também seus assessores, Maria Esmeralda Pereira Conceição, Elizângela Rego Andrade e Antônio de Freitas, todos como partes na ação contra Leonardo.

Leonardo Alves esteve presente na audiência, assim como os assessores ligados ao vereador, que também integram a ação movida contra o jornalista. Já Raimundo Leonel participou de forma remota, diretamente de sua faculdade de medicina.

Mesmo sendo uma audiência com finalidade estritamente objetiva para confirmar se havia ou não possibilidade de acordo, o vereador ignorou a natureza do ato e tentou antecipar a discussão do processo ao levantar alegações de perseguição, entrando em um tema que não cabia naquele momento processual.

Diante da postura, Leonardo Alves interrompeu a fala e cobrou respeito às regras da audiência. De forma direta, afirmou que não era o momento de discutir o mérito da ação e pediu que o vereador se mantivesse calado, informando que esse tipo de discussão deve ocorrer apenas na audiência de julgamento.

Sem avanço para acordo, Leonardo Alves rejeitou por duas vezes propostas de conciliação e também recusou uma sugestão de pagamento no valor de R$ 700, optando pelo prosseguimento da ação judicial.

Irmão de Hilton Gonçalo, desembargador José Gonçalo Filho assume Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça

O desembargador José Gonçalo Filho assume, nesta sexta-feira (24), o comando da Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça do Maranhão. O mandato segue até 2028, e nos bastidores do Judiciário estadual já se especula de que ele seja o próximo presidente da Corte.

A posse deve reunir nomes influentes da política e da família Gonçalo, entre eles o pré-candidato ao Senado Hilton Gonçalo, irmão do novo corregedor. Também são esperados o presidente do Sebrae no estado, Celso Gonçalo, e a ex-prefeita de Pastos Bons, Iriane Gonçalo. Assim como as autoridades do estado como governador Carlos Brandão, prefeita de São Luís, Esmênia Miranda e outros.

A Corregedoria-Geral de Justiça é responsável por fiscalizar, orientar e disciplinar o funcionamento da Justiça de primeiro grau no Maranhão, incluindo varas e cartórios, sendo considerada um dos órgãos mais estratégicos do Judiciário estadual.

Trajetória

Natural do interior do estado, José Gonçalo Filho iniciou sua formação escolar em Pastos Bons, onde foi alfabetizado na Escola Reunida Nossa Senhora de Fátima e concluiu o ensino primário no Colégio Dr. Theoplistes Teixeira. Cursou o ginásio em Sucupira do Norte e o ensino médio em São Luís.

Graduou-se em Direito pela Universidade Federal do Maranhão, em 1987, e possui MBA em Gestão Pública pela Fundação Getúlio Vargas. Atuou como advogado até 1991, quando ingressou na magistratura após aprovação em concurso público.

Sua carreira no Judiciário começou na comarca de Penalva, passando por diversas unidades no interior e na capital, sempre sendo promovido por merecimento. Atuou em cidades como Santa Luzia, Presidente Dutra, Araioses, Imperatriz e Pedreiras, até chegar a São Luís, onde foi titular do 1º Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo.

Em 2011, assumiu a 3ª Vara Criminal da capital, onde permaneceu por quase uma década. Em 2021, foi eleito desembargador pelo critério de merecimento, consolidando sua trajetória dentro do Judiciário maranhense.

Agora à frente da Corregedoria, José Gonçalo Filho assume uma das funções mais relevantes do sistema de Justiça estadual, em um momento em que eficiência, transparência e acesso do cidadão ao Judiciário estão no centro do debate público.

Ministério Público cobra esclarecimentos da Prefeitura de Codó e da FC TV sobre possível promoção pessoal após denúncia de Pedro Neres

O Ministério Público passou a cobrar esclarecimentos da Prefeitura de Codó e da empresa Irmãos Oliveira Comunicação LTDA, responsável pela FC TV e FC FM, após denúncia apresentada pelo médico Pedro Neres.

O Blog do Leonardo Alves acessou o sistema de informações do Ministério Público e confirmou que o promotor de Justiça, Raphaell Bruno Aragão Pereira de Oliveira, expediu ofícios solicitando informações às partes citadas na representação.

A denúncia levanta suspeitas de que a emissora, pertencente à família do prefeito Chiquinho Oliveira, possa estar sendo utilizada para promover a imagem pessoal do gestor, o que pode ferir princípios da administração pública, como a impessoalidade.

Também são questionados possíveis repasses de recursos públicos para custear as divulgações. O documento aponta falta de transparência quanto à existência de contratos, convênios ou qualquer tipo de vínculo financeiro entre o município e a empresa.

Outro ponto destacado é o possível conflito de interesses, já que a empresa é administrada por Carlos de Oliveira Júnior, filho do prefeito. Caso seja confirmada a utilização de recursos públicos para promoção pessoal, a situação pode configurar ato de improbidade administrativa.

Com a medida, o Ministério Público busca esclarecer os fatos e reunir documentos que indiquem se houve irregularidades na relação entre a Prefeitura de Codó e a empresa de comunicação.

Secretário de Meio Ambiente Ferdinando Rocha precisa se manifestar sobre a derrubada de árvores históricas em Codó

A derrubada de árvores com mais de 40 anos na Avenida Duque de Caxias, em Codó, chama atenção pela falta de esclarecimentos por parte da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

Até o momento, não há informação pública sobre laudo técnico, autorização ou justificativa para a retirada das árvores. A imprensa e a população seguem sem respostas sobre uma ação que impacta diretamente o meio ambiente urbano.

O secretário de Meio Ambiente, Ferdinando Rocha, precisa se manifestar. Cabe à pasta explicar se houve legalidade no procedimento e quais critérios foram adotados para a derrubada.

O papel da Secretaria é garantir a preservação ambiental e prestar contas à sociedade, principalmente em situações como essa.

Líder do governo vereador Raimundo Leonel Magalhães silencia sobre denúncia de sopa com parasitas no Hospital Geral Municipal

Uma denúncia que circula amplamente em páginas de Instagram e com destaque no Blog do Leonardo Alves tem causado indignação na população: a suposta presença de parasitas em uma sopa servida a pacientes no Hospital Geral Municipal de Codó. O caso, pela sua gravidade, exige apuração rigorosa e respostas imediatas das autoridades competentes, além de gerar desconfiança quanto às condições sanitárias no preparo dos alimentos dentro da unidade hospitalar.

Mesmo ocupando posição de destaque como líder do governo na Câmara Municipal, o parlamentar ainda não se manifestou publicamente, nem por meio de suas redes sociais, tampouco emitiu qualquer nota de esclarecimento sobre o episódio. A ausência de posicionamento se torna ainda mais delicada considerando que sua esposa exerce o cargo de diretora da unidade hospitalar envolvida na denúncia.

A repercussão e a gravidade do caso levantam questionamentos não apenas sobre as condições sanitárias do hospital, mas também sobre a postura do vereador, que em gestões anteriores adotava uma atuação combativa, com denúncias frequentes e cobranças incisivas na área da saúde. Agora, diante de uma acusação que atinge diretamente a atual administração, a falta de posicionamento evidencia incoerência com sua atuação na gestão anterior.

Diante da gravidade da denúncia, é fundamental que o Conselho Municipal de Saúde atue de forma imediata na apuração dos fatos, garantindo transparência e responsabilidade. O Ministério Público também deve ser acionado para investigar possíveis irregularidades e assegurar que medidas cabíveis sejam tomadas.

Além disso, a Comissão de Saúde da Câmara Municipal tem o dever institucional de fiscalizar e cobrar explicações, cumprindo seu papel de zelar pelo interesse público.