NEM FOI INTIMADO E JÁ SE DEFENDE: Após virar réu na Justiça Federal, vereador empresário Raimundo Leonel Magalhães antecipa defesa e rebate denúncia da Procuradoria da República

O vereador empresário Raimundo Leonel Magalhães Araújo Filho (Raimundo Leonel/Leonel Filho) decidiu se manifestar publicamente após ser incluído como réu em uma ação ajuizada pela Procuradoria da República, órgão do Ministério Público Federal (MPF), que apura supostos desvios de recursos públicos durante a gestão anterior.

A ação foi proposta pela própria Procuradoria da República, responsável pela atuação do Ministério Público Federal, após investigação sobre supostas irregularidades envolvendo recursos públicos.

Mesmo antes da apresentação formal das defesas dos investigados no processo, Raimundo Leonel concedeu entrevista a um comunicador aliado para apresentar sua versão dos fatos. Durante a manifestação, o vereador afirmou que já encaminhou documentos ao Ministério Público Estadual, ao Ministério Público Federal e à Justiça Federal, sustentando possuir elementos para contestar as acusações.

O processo tramita na Justiça Federal sob o número 1006369-66.2026.4.01.3702. Inicialmente, os autos estavam disponíveis para consulta pública, mas posteriormente passaram a tramitar sob sigilo judicial.

Segundo a petição inicial apresentada pela Procuradoria da República, Raimundo Leonel é apontado como suposto beneficiário de repasses financeiros no valor de R$ 15 mil que, conforme a investigação, teriam como objetivo garantir apoio político e evitar críticas à administração municipal da época.

Na ação, o Ministério Público Federal pede medidas como a indisponibilidade de bens dos investigados, o ressarcimento integral de eventuais danos ao erário e a aplicação das sanções previstas na legislação.

A denúncia também inclui outros investigados e descreve a suposta participação atribuída a cada um deles.

Após a repercussão do caso, Raimundo Leonel optou por apresentar publicamente sua defesa, contestando as acusações formuladas pelo órgão federal. Os fatos, entretanto, ainda serão analisados pela Justiça Federal, cabendo aos investigados o exercício do contraditório e da ampla defesa ao longo do processo.

A ação segue em tramitação, e eventual responsabilização dependerá da análise das provas e da decisão final da Justiça Federal.

Jornalista Marco Silva pede à Justiça reativação de perfil suspenso no Instagram e Francisco Nagib pede para participar do processo e manter conta suspensa

O jornalista Marco Borges da Silva (Marco Silva) ingressou na Justiça contra o Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. com o objetivo de recuperar o perfil “@blogdomarcosilva”, desativado pela plataforma Instagram. A ação tramita na 2ª Vara da Comarca de Codó e tem como foco a reativação da conta, utilizada para divulgação de notícias e conteúdos nas redes sociais.

Na ação, Marco Silva alega que a desativação do perfil ocorreu de forma indevida e sem justificativa plausível, motivo pelo qual solicita que a plataforma restabeleça o acesso à conta.

O processo ganhou uma nova movimentação nesta quinta-feira (11) após o deputado estadual Francisco Nagib protocolar pedido para ingressar na ação na condição de terceiro interessado.

Na manifestação encaminhada ao juízo, Nagib sustenta que possui interesse jurídico no caso por alegar ter sido alvo de publicações feitas por meio do perfil cuja reativação é discutida na Justiça. O parlamentar também menciona a existência de investigação criminal relacionada a fatos que estariam sendo apurados pelas autoridades.

Além de pedir sua participação no processo, a defesa de Nagib requer que a Justiça negue o pedido de tutela de urgência formulado por Marco Silva e mantenha o perfil suspenso até a conclusão do julgamento.

Enquanto busca recuperar o acesso ao perfil, Marco Silva aguarda a análise da Justiça sobre o pedido de reativação da conta. O magistrado responsável pelo caso também deverá decidir sobre o pedido de ingresso de Francisco Nagib no processo.

QUERENDO SER O PAI DA CRIANÇA: Apuração do Blog do Leonardo Alves desmente vereador Leandro Magalhães sobre obra entre Bacabinha e Axixá

Apuração realizada pelo Blog do Leonardo Alves mostra que a reconstrução da estrada vicinal que liga os povoados Bacabinha e Axixá não foi viabilizada por indicação do vereador Leandro Magalhães nem por convênio firmado pela atual gestão do prefeito Chiquinho Oliveira.

A conclusão foi obtida após consulta ao painel oficial de convênios do Governo Federal, que comprovou a origem da obra em um convênio celebrado em 2024, durante a administração do ex-prefeito Dr. Zé Francisco, junto ao Ministério da Defesa.

A apuração foi realizada após o vereador Leandro Magalhães afirmar, em entrevista a um comunicador aliado, que sua indicação teria sido atendida pela Prefeitura de Codó. No entanto, documentos oficiais consultados pelo Blog do Leonardo Alves comprovam que os recursos para a reconstrução da estrada já haviam sido garantidos antes da atual gestão municipal.

Os registros mostram que a formalização do convênio e a destinação dos recursos ocorreram ainda na administração de Dr. Zé Francisco, responsável por viabilizar o investimento federal que hoje permite a execução da obra.

A estrada beneficia diretamente as comunidades de Bacabinha, Vai-Quem-Quer, Mirindiba e Axixá e está sendo reconstruída com recursos oriundos do convênio firmado junto ao Ministério da Defesa.

Confira abaixo o comprovante consultado pelo Blog do Leonardo Alves:

 

ATA MILIONÁRIA: Prefeitura de Codó contrata empresa de Presidente Dutra para compra de Hilux, Toro e Strada

A Prefeitura de Codó registrou uma ata de preços no valor total de R$ 1.368.500,00 para a futura e eventual aquisição de veículos novos destinados a diversas secretarias municipais. A informação consta na Ata de Registro de Preços nº 066/2026, publicada no Diário Oficial do Município.

A empresa vencedora foi a Rubevel Ltda., sediada em Presidente Dutra (MA), que ficará responsável pelo fornecimento dos veículos caso as contratações sejam efetivadas durante a vigência da ata.

De acordo com o documento, o registro de preços contempla a aquisição de cinco veículos de diferentes categorias. Entre eles estão três caminhonetes Toyota Hilux CD Power Pack 4×4 automáticas, ano/modelo 2026, ao valor unitário de R$ 319 mil, totalizando R$ 957 mil.
A ata também prevê a aquisição de uma picape Fiat Strada Volcano automática, ano/modelo 2026, ao custo de R$ 166,5 mil, além de uma Fiat Toro Volcano Diesel, ano/modelo 2026, no valor de R$ 245 mil.

Somados, os valores dos cinco veículos alcançam R$ 1.368.500,00.

O registro de preços foi realizado por meio do Pregão Eletrônico nº 022/2026 e tem como objetivo atender futuras demandas da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Segurança Alimentar, além das secretarias municipais de Educação, Saúde e Infraestrutura.

Embora a ata registre os preços e quantidades aprovados na licitação, a efetiva aquisição dos veículos dependerá da necessidade da administração municipal e da formalização dos respectivos contratos durante a vigência do registro, que terá validade de um ano, podendo ser prorrogada por igual período, conforme prevê a legislação.

Prefeito Chiquinho Oliveira alega falta de acordo e decreta desapropriação de quase 77 hectares no KM 17

O prefeito de Codó, Francisco Carlos de Oliveira (Chiquinho Oliveira), assinou o Decreto nº 4.604 declarando de interesse social e determinando a desapropriação de quase 77 hectares de terras localizadas no povoado KM 17 (Gleba Salva Terra), com o objetivo de promover a regularização fundiária da área.

No documento publicado no Diário Oficial do Município, a gestão municipal afirma que tentou resolver a situação por meio de negociações administrativas com os proprietários dos imóveis envolvidos. No entanto, segundo o decreto, não foi possível alcançar uma composição amigável capaz de garantir a continuidade regular do processo de regularização fundiária.

A área declarada de interesse social totaliza 76,9393 hectares, distribuídos em três glebas localizadas no KM 17. A Prefeitura sustenta que a medida busca garantir segurança jurídica aos ocupantes da região, ampliar o acesso à moradia digna e assegurar o cumprimento da função social da propriedade.

Com a publicação do decreto, a Procuradoria-Geral do Município e os demais órgãos competentes ficam autorizados a adotar todas as providências necessárias para efetivar a desapropriação, incluindo avaliações dos imóveis, celebração de acordos e eventual ajuizamento de ações judiciais.

Outro ponto destacado no decreto é que o Município poderá solicitar à Justiça a chamada imissão provisória na posse das áreas. Na prática, isso significa que a Prefeitura poderá pedir autorização judicial para assumir o controle dos imóveis antes da conclusão definitiva do processo de desapropriação, caso comprove a urgência da medida.

Se o pedido for aceito pela Justiça, o Município poderá iniciar ações voltadas à regularização fundiária enquanto o processo continua tramitando e as questões relacionadas às indenizações são discutidas.

De acordo com o decreto, após a conclusão da desapropriação, os imóveis serão destinados à regularização definitiva da ocupação consolidada no KM 17.