Encontro liderado por Clay Lago fortalece participação feminina na construção do plano de governo de Orleans Brandão

O segundo “Encontro Mulheres com Orleans Brandão”, liderado pela médica, militante política e social Clay Lago, viúva do ex-governador Jackson Lago, reuniu, na noite da última terça-feira (26), lideranças de diferentes segmentos sociais comprometidas com a luta por mais espaço, valorização e fortalecimento das políticas públicas voltadas às mulheres no Maranhão. O grupo, que apoia a pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB) ao Governo do Estado, tem como objetivo discutir ideias, projetos e propostas para contribuir com a construção do plano de governo do emedebista.

No encontro, ao declarar apoio à pré-candidatura de Orleans Brandão, Clay Lago destacou a importância do diálogo e da postura municipalista adotada pelo grupo político liderado pelo governador Carlos Brandão. Ela relembrou o legado do ex-governador Jackson Lago, ressaltando a identificação com a forma de governar voltada para o fortalecimento dos municípios e a escuta da população.

“É um momento muito importante, porque um projeto de governo não surge de uma hora para outra e sem diálogo. O que foi essencial para eu apoiar a pré-candidatura de Orleans foi avaliar a postura municipalista do atual governo. Eu e o governador Jackson Lago sempre fomos grandes defensores do municipalismo e pautamos todo o nosso trabalho dialogando com as pessoas, assim como faz o governo Brandão. E eu estou aqui para colaborar, juntamente com todas essas mulheres, com a certeza de que Orleans fará um governo nesse mesmo estilo municipalista, que nós estamos habituados a fazer e ajudamos a construir durante toda a nossa vida pública”, ressaltou Clay Lago.

A presidente estadual do Movimento de Mulheres do PDT, também representando o Médio Mearim no evento, Kariadina Maia, destacou a relevância da participação feminina na construção de políticas públicas, como o grupo vem fazendo a cada encontro.

“Nesta reunião, temos mulheres de sindicatos, mulheres de diversas comunidades, que atuam em várias áreas e lutam juntas para que possamos ter mais políticas públicas que fortaleçam o nosso trabalho no dia a dia e ampliem a nossa participação. Estar aqui hoje, participando deste momento coletivo de apoio à pré-candidatura de Orleans Brandão, representa muito para nós mulheres, porque não é qualquer homem que recebe esse apoio feminino. Mas nós acreditamos que ele está preparado para fortalecer todas as políticas de gênero que o Maranhão já conquistou e garantir ainda mais avanços. A partir deste momento, teremos outras grandes oportunidades para apresentar nossas contribuições ao seu plano de governo”, acrescentou.

*Avanços*

A secretária de Estado da Mulher, Brigida Santos, ressaltou os avanços conquistados pelo Governo do Maranhão nas políticas públicas voltadas às mulheres e destacou a confiança na pré-candidatura de Orleans Brandão para ampliar ainda mais essas ações em todo o estado.

“É uma noite muito especial. Este já é o nosso segundo encontro, de um grupo formado para fortalecer ainda mais a política das mulheres no Maranhão. O Governo Brandão já avançou muito nessa área, com importantes políticas implementadas, como a expansão de programas voltados ao empreendedorismo feminino, à autonomia econômica e financeira das mulheres, além da ampliação da Carreta da Mulher, que passou de uma para três unidades”, pontuou.

A secretária acrescentou ainda que também houve avanços nos programas de enfrentamento à violência doméstica, com a implantação de várias Patrulhas Maria da Penha em diversos municípios.

“E nós lutamos para expandir ainda mais essas iniciativas, apoiando o nosso pré-candidato Orleans Brandão, que sempre foi sensível à pauta das mulheres, abraçando nossas ideias como um eixo importante do governo. E, como sempre dizemos: quando uma mulher é contemplada, ela reverbera isso para toda a sua comunidade”, frisou.

Já Margareth Silva Reis, coordenadora de Articulação Política do grupo, destacou a união de diferentes segmentos femininos em torno da construção de propostas voltadas ao fortalecimento de iniciativas para as mulheres no Maranhão. Ela reafirmou o apoio ao projeto político liderado por Orleans Brandão.

“Reunimos aqui representantes de diversos movimentos que sempre lutaram por políticas públicas para as mulheres no estado, desde o governo Jackson Lago, quando começamos a atuar mais fortemente nessa pauta. Apoiamos as políticas desenvolvidas pelo governador Brandão e, agora, estamos com o pré-candidato Orleans Brandão nessa caminhada, realizando diversos encontros para que nós, mulheres, possamos definir projetos e ações para apresentarmos a ele e contribuirmos com a construção do seu plano de governo”, afirmou.

Ministério Público Federal constata irregularidades em draga e pede suspensão das atividades no Piauí

O Ministério Público Federal (MPF) pediu a interrupção a extração mineral pela chamada Draga do Jairo, localizada em São João do Piauí, a 458 km da capital Teresina. Em caráter de urgência foi pedida a paralisação imediata da atividade por funcionamento com licença ambiental vencida desde 2023.

O MPF constatou graves impactos socioambientais na região e danos a saúde e no modo de vida da Comunidade Quilombola Saco Curtume.

“Caminhões usados no transporte do material extraído atravessam diariamente a comunidade e levantam intensa poeira, o que afeta a saúde, principalmente, de crianças e idosos. Além disso, vistorias técnicas constataram que a extração mineral ocorre em local diferente daquele que foi autorizado formalmente pelo órgão ambiental”, pontua em trecho da ação.

O território quilombola é oficialmente reconhecido e possui certidão emitida pela Fundação Cultural Palmares e segundo a apuração não foi consultada antes da instalação de projetos que afetam o seu modo de vida. O direito está assegurado pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

o órgão pede que a Semarh e o município de São João do Piauí suspendam imediatamente a emissão de novas licenças para o local. De forma definitiva, a ação requer a confirmação dos pedidos liminares e a nulidade dos atos administrativos expedidos sem a devida oitiva da comunidade.

Segundo o MPF também houve omissão por parte do município e da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) por falhas em adotar medidas práticas de infraestrutura, como a pavimentação asfáltica da via comunitária.

A Semarh teria responsabilidade por revogar um embargo anterior e reduzir penalidades aplicadas ao minerador, mesmo diante das falhas contínuas.

“O MPF pleiteia, ainda, a condenação solidária do estado, do município e do empresário ao pagamento de R$200 mil por danos morais coletivos. O valor deverá ser revertido em melhorias estruturais e sociais para a própria comunidade atingida”, diz o órgão.

Por Jade Araújo (Com informações de MPF)

PEGADA AÉREA: Prefeitura de Codó fecha contratos com empresas de viagens aéreas de São Luís, Brasília, Porto Alegre e Acre, mas esconde valores

A Prefeitura de Codó publicou na edição do Diário Oficial do Município desta quinta-feira (28) extratos de contratos firmados com empresas de agenciamento de viagens e fornecimento de passagens aéreas e terrestres, mas sem informar os valores das contratações.

Os contratos são vinculados ao Credenciamento nº 002/2026 e foram firmados através da Secretaria Municipal da Casa Civil, Segurança Pública e Desenvolvimento Econômico.

Chamou atenção o fato de que, diferentemente de outros contratos normalmente publicados pela própria administração municipal, os extratos divulgados desta vez não apresentam os valores contratados.

Os extratos envolvem empresas de diferentes estados do país:

Contrato nº 180/2026 – ATLANTA VIAGENS & TURISMO, de São Luís (MA);

Contrato nº 181/2026 – BRASITUR EVENTOS E TURISMO LTDA, de Brasília (DF);

Contrato nº 182/2026 – CATIAEREA AGÊNCIA DE VIAGENS LTDA, de Porto Alegre (RS);

Contrato nº 184/2026 – SENDPAX VIAGENS LTDA, do Acre.

Os contratos têm vigência de 12 meses e envolvem serviços de pesquisa, cotação, reserva, emissão, remarcação, cancelamento, reembolso de passagens e hospedagens para atender às necessidades do município.

A publicação informa que os contratos foram assinados no dia 6 de maio de 2026. Pela Prefeitura de Codó, os documentos foram assinados por João Marcelo Hissa Araújo, secretário adjunto de governo e filho do vereador Araújo Neto.

O Blog do Leonardo Alves pesquisou os contratos em busca dos valores das contratações, mas não encontrou as informações no Portal da Transparência da Prefeitura de Codó.

A ausência dos valores nos extratos publicados pela Prefeitura de Codó contraria os princípios da transparência pública previstos na Lei nº 14.133/2021, além das regras de publicidade dos atos administrativos.

A nova Lei de Licitações determina a divulgação das informações essenciais dos contratos administrativos, incluindo dados que permitam o acompanhamento dos gastos públicos pela população e pelos órgãos de fiscalização.

Por isso, o caso pode ser alvo de questionamentos por vereadores da oposição e até de representação junto ao Ministério Público e órgãos de controle.

Vereador Raimundo Leonel espalha informação falsa e mente ao usar nome da Justiça de forma indevida contra médico Pedro Neres

O vereador Raimundo Leonel Magalhães Araújo Filho (Raimundo Leonel/Leonel Filho) publicou um vídeo nas redes sociais nesta quarta-feira (27) criticando o jornalista Marco Silva e comentando matéria envolvendo o seu nome e divulgou uma informação falsa usando o nome da Justiça de forma indevida contra o médico Pedro Neres.

Durante a publicação, o parlamentar afirmou que o médico Pedro Neres, filho do ex-prefeito Dr. Zé Francisco, teria sido “obrigado pela Justiça a devolver R$ 300 mil aos cofres públicos”. No entanto, a informação divulgada pelo vereador não procede.

O Blog Leonardo Alves realizou pesquisa e não encontrou qualquer decisão judicial determinando que Pedro Neres devolva R$ 300 mil aos cofres públicos, como foi afirmado pelo parlamentar no vídeo publicado no Instagram.

O que existe, na verdade, é uma denúncia protocolada no Ministério Público tramitando na Justiça de Codó. Até o momento, porém, não há condenação, sentença ou decisão da Justiça obrigando o médico a devolver valores ao poder público.

Pedro Neres já foi notificado e exerce normalmente o direito ao contraditório e à ampla defesa, garantidos pela Constituição Federal. O procedimento ainda está em fase de apuração.

Ao afirmar publicamente que a Justiça já teria obrigado o médico a devolver recursos, o vereador utiliza indevidamente o nome do Poder Judiciário para transmitir à população uma informação que não possui respaldo em decisão judicial.

A declaração acaba criando uma narrativa falsa de condenação já confirmada, o que pode gerar desinformação e atingir diretamente a imagem do médico Pedro Neres perante a população codoense.

Até o momento, não existe qualquer decisão judicial confirmando a devolução de R$ 300 mil por parte de Dr. Pedro Neres.

Confira a informação falsa divulgada pelo governista Raimundo Leonel:

Ministro aciona Procuradoria-Geral da República sobre revisão da condenação de Bolsonaro

O ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 20 dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre um pedido de anulação da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado e cumpre a pena provisoriamente em regime domiciliar enquanto se recupera de uma broncopneumonia e uma cirurgia no ombro.

O despacho assinado nesta quarta-feira (27) é em resposta a um pedido apresentado pela defesa de Bolsonaro em 8 de maio. Os advogados alegaram haver nulidades na tramitação da ação penal que incorreram em “erro judiciário”. Entre os questionamentos estão a própria competência da Primeira Turma para ter julgado o caso, supostas irregularidades na produção de provas e possível cerceamento de defesa.

O prazo inicial, como é típico nos pedidos de manifestação da PGR, seria de 10 dias. Porém, o ministro dobrou o período “diante da complexidade do feito, que envolve o julgamento de ex-presidente da República”.

Nunes Marques foi sorteado relator em 11 de maio como integrante da Segunda Turma, já que o regimento interno da Corte prevê que a relatoria de pedidos de revisão criminal deve, necessariamente, ficar com integrantes desse colegiado.

A revisão criminal é uma medida excepcional e raramente resulta na anulação de condenações. O instrumento permite reexaminar o caso quando não há mais possibilidade de recurso, desde que sejam apresentadas novas provas.

A ação da defesa veio na sequência da promulgação do PL da Dosimetria, que flexibilizou regras para o cálculo de penas de condenados pelos atos do 8 de Janeiro e pela trama golpista. Entre os pontos do projeto estão a limitação da soma de penas, a possibilidade de redução de até dois terços da punição para crimes cometidos em contexto de multidão e a flexibilização da progressão de regime, permitindo a ida ao semiaberto após o cumprimento de 16% da pena.

A lei, contudo, está com seus efeitos suspensos desde 9 de maio por decisão do ministro Alexandre de Moraes. Ele é relator de duas ações no STF que questionam a constitucionalidade da lei.

O julgamento sobre a validade da medida será realizado no plenário da Corte, com a participação dos 10 ministros. Não há data definida, mas a expectativa é que a análise ocorra até meados de junho.

Por SBT News