Aposentados do INSS vão receber R$ 2 bilhões em atrasados da Justiça

 

O CJF (Conselho da Justiça Federal) liberou R$ 2 bilhões para pagar atrasados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) a aposentados, pensionistas e demais beneficiários que derrotaram o instituto em ações judiciais de concessão ou revisão do benefício.

O montante irá contemplar 96,7 mil segurados que ganharam 132,6 mil processos. O depósito é feito por meio de RPVs (Requisições do Pequeno Valor), que são atrasados de até 60 salários mínimos, R$ 97.260 neste ano— e inclui benefícios como aposentadoria, pensão, auxílios e BPC (Benefício de Prestação Continuada).

Terão direito ao valor os segurados que ganharam a ação judicial e cuja ordem de pagamento foi dada pelo juiz em alguma data no mês de abril. O dinheiro deve ser depositado na conta do beneficiário ou de seu advogado até o início de junho.

Ao todo, o CJF liberou R$ 2,5 bilhões para pagar 163,4 mil cidadãos que derrotaram o governo em 208,9 mil processos. Além de casos previdenciários envolvendo o INSS, há ainda verba a ser paga a servidores.

Em nota, o conselho informa que cabe aos TRFs (Tribunais Regionais Federais) definir o dia exato do depósito segundo cronogramas próprios. Para saber quando irá receber, o segurado deve conferir a informação no site do TRF responsável por seu caso ou checar essa data com seu advogado.

O valor a ser depositado pode ser encontrado no campo “Valor inscrito na proposta”, no site do TRF responsável pelo processo. Quando o dinheiro é pago, o status da consulta mostrará “Pago total ao juízo”.

O que são os atrasados do INSS?

Os atrasados do INSS são valores retroativos pagos a quem vai ao Judiciário e vence uma ação contra o órgão previdenciário. O processo pode estar relacionado à revisão, quando o segurado prova que ganhava valor menor e tem direito a mais, ou à concessão, quando busca o reconhecimento de um direito inicial.

Podem ser discutidos na Justiça benefícios como auxílio-doença, aposentadoria (por tempo de contribuição, por idade, por invalidez e da pessoa com deficiência) ou até mesmo o BPC (Benefício de Prestação Continuada), que é uma renda assistencial.

Esses valores são pagos em lotes mensais, conforme o mês em que a RPV foi autorizada pelo juiz, etapa também chamada de autuação ou emissão. É possível verificar a data da emissão no acompanhamento processual, após a ação virar um atrasado.

Quem tem direito?

Os atrasados são pagos apenas a quem ganhou a ação judicial contra o instituto, sem que haja nenhuma possibilidade de recurso. Apenas processos que já transitaram em julgado, ou seja, não têm mais como discutir se há ou não direito àquela verba, viram atrasados.

Receberá neste lote mensal quem venceu a ação contra o INSS, conquistou atrasados de até 60 salários mínimos e teve a ordem de pagamento emitida pela Justiça no mês de janeiro de 2026.

Quanto foi liberado em cada tribunal?

TRF da 1ª Região (Sede no DF, com jurisdição: DF, GO, TO, MT, BA, PI, MA, PA, AM, AC, RR, RO e AP)
– Geral: R$ 729.366.704,14
– Previdenciárias/Assistenciais: R$ 624.915.717,62 (30.269 processos, com 36.476 beneficiárias(os))

TRF da 2ª Região (sede no RJ, com jurisdição no RJ e ES)
– Geral: R$ 222.872.596,18
– Previdenciárias/Assistenciais: R$ 162.473.660,57 (6.967 processos, com 10.266 beneficiárias(os))

TRF da 3ª Região (sede em SP, com jurisdição em SP e no MS)
– Geral: R$ 428.036.416,05
– Previdenciárias/Assistenciais: R$ 339.810.047,82 (10.810 processos, com 14.560 beneficiárias(os))

TRF da 4ª Região (sede no RS, com jurisdição no RS, no PR e em SC)
– Geral: R$ 436.117.032,79
– Previdenciárias/Assistenciais: R$ 364.102.055,17 (19.549 processos, com 27.855 beneficiárias(os))

TRF da 5ª Região (sede em PE, com jurisdição: PE, CE, AL, SE, RN e PB)
– Geral: R$ 462.275.379,35
– Previdenciárias/Assistenciais: R$ 394.532.590,62 (18.418 processos, com 30.337 beneficiárias(os))

TRF da 6ª Região (sede em MG, com jurisdição em MG)
– Geral: R$ 223.191.949,13

– Previdenciárias/Assistenciais: R$ 202.534.054,94 (10.640 processos, com 13.120 beneficiárias(os))

Por Folhapress/Cristiane Gercina

CPI aprova requerimentos para obter cópias de investigações referentes a supostos desvios de recursos na Vice-Governadoria e na SEDUC

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga denúncias de corrupção na Vice-Governadoria e Secretaria de Estado da Educação (Seduc), se reuniu, na terça-feira (19), na Sala das Comissões da Assembleia Legislativa do Maranhão, para dar prosseguimento aos trabalhos. Na pauta, análise e votação de requerimentos.

Na oportunidade, foram analisados quatro requerimentos, sendo dois de autoria de Rodrigo Lago (PSB) e dois de Dr. Yglésio (PRD). Deste último, foram aprovados documentos requisitando ao procurador-geral de Justiça e ao delegado-geral da Polícia Civil informações, cópias de inquéritos civis e investigações criminais e processos referentes a supostos desvios de recursos públicos na Vice-Governadoria e Seduc, que estejam em curso.

Para Ana do Gás, os trabalhos do colegiado têm evoluído. “Estamos adotando um planejamento para que possamos cumprir as deliberações e processos, para que a gente cumpra esse papel com responsabilidade, transparência e muita calma, levando em conta os ritos desta comissão, com apoio da Diretoria Legislativa e dos colegas deputados”, avaliou a presidente.

O relator ressaltou a importância da aprovação dos requerimentos. “A aprovação dos requerimentos é uma ampliação dos pedidos para questões que a imprensa já deu uma ampla visibilidade, que é em relação às suspeitas que existem em relação à conduta de servidores públicos estaduais, incluindo o vice-governador do estado, com circulação de altas quantias de valor nessas contas bancárias pessoais para pagamento de despesas pessoais e distribuição de recurso. O que queremos é dar corpo à matéria, justamente para que a CPI possa avançar em seus trabalhos”, pontuou o relator Dr. Yglésio.

Participaram da reunião a deputada Ana do Gás (Republicanos), presidente da CPI; Adelmo Soares (Republicanos) vice-presidente; Dr. Yglésio (PRD), relator; os membros titulares Ricardo Arruda (MDB), Mical Damasceno (Republicanos) e Aluízio Santos (PL); Othelino Neto (PSB), representando a oposição; Jotta Pinto (Republicanos), como suplente.

Presidente da Comissão de Saúde da Câmara faz vista grossa diante da falta de exames básicos no HGM de Codó

 

Vereador Hermínio da Farmácia

O Blog Leonardo Alves observa que o presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Codó, vereador Hermínio da Farmácia, ainda não demonstrou atuação pública efetiva diante das constantes reclamações sobre a falta de exames básicos no Hospital Geral Municipal (HGM).

Recentemente, vereadores do bloco de oposição apresentaram denúncia à Comissão de Saúde solicitando providências sobre os relatos recebidos da população envolvendo dificuldades para realização de exames simples na rede municipal de saúde.

Mesmo ocupando a presidência da Comissão de Saúde e sendo integrante da base governista, não há registros públicos de conhecimento da imprensa apontando ações concretas do parlamentar para discutir o problema, cobrar soluções ou promover fiscalização sobre a situação enfrentada pela população.

A população vem utilizando as redes sociais para relatar dificuldades no acesso a exames considerados básicos no Hospital Geral Municipal de Codó.

A Comissão de Saúde da Câmara possui justamente a função de acompanhar, fiscalizar e discutir questões ligadas ao funcionamento da saúde pública municipal, especialmente em situações que envolvam reclamações recorrentes da população.

Após vereadores Raimundo Leonel e Pastor Max relatarem ameaças de morte, Câmara vai acionar a Polícia Militar durante sessões

Raimundo Leonel e Pastor Max

A Câmara Municipal de Codó, por meio de sua presidência, vai acionar a Polícia Militar para reforçar a segurança durante as sessões legislativas após os vereadores Raimundo Leonel e Pastor Max relatarem ameaças de morte.

Durante a última sessão da Câmara realizada na terça-feira (19), o vereador Raimundo Leonel Magalhães Araújo Filho afirmou em discurso que recebeu uma ligação contendo ameaças de morte. Já o vereador Pastor Max se solidarizou com seu colega parlamentar Raimundo Leonel e informou que também vem sendo alvo de ameaças costumeiramente, praticadas por um ex-vereador do município.

As declarações feitas pelo vereador governista e vereador oposicionista geraram preocupação e o presidente da Câmara, Roberto Cobel, informou que serão adotadas providências relacionadas à segurança institucional do Poder Legislativo, incluindo o acionamento da Polícia Militar para acompanhar as sessões semanais.

Procuradoria da República pede tutela provisória de urgência para bloqueio de bens do vereador Raimundo Leonel na Justiça Federal

O Blog do Leonardo Alves, que acompanha processos judiciais e produz matérias com base em documentos públicos disponibilizados pela Justiça, identificou que o Ministério Público Federal por meio da Procuradoria da República pediu à Justiça Federal o deferimento de tutela provisória de urgência, em caráter “inaudita altera pars”, para determinar a indisponibilidade dos bens do vereador Raimundo Leonel Magalhães Araújo Filho em ação de improbidade administrativa que tramita na Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Caxias-MA.

De acordo com a petição inicial apresentada pelo MPF, o processo investiga supostos desvios de recursos públicos relacionados ao Pregão Eletrônico nº 15/2021 da Prefeitura de Codó. A ação aponta possível enriquecimento ilícito e pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos e terceiros investigados.

No documento protocolado na Justiça Federal, Raimundo Leonel Magalhães Araújo Filho aparece entre os réus da ação e é citado no tópico referente ao pedido de indisponibilidade de bens formulado pelo Ministério Público Federal de forma individualizada.

Segundo o MPF, em 19 de abril de 2022 teria ocorrido uma transferência de R$ 15 mil para a conta do vereador para ficar em silêncio na gestão do ex-prefeito Dr. Zé Francisco. Conforme a ação, o valor teria origem em movimentações financeiras ligadas à empresa investigada no processo.

O processo foi distribuído em 13 de maio de 2026 e tramita sem segredo de justiça.