
A derrubada de árvores históricas na Avenida Duque de Caxias, em Codó, na manhã desta quarta-feira (22), gerou críticas de internautas, moradores da avenida e lideranças políticas. A supressão de vegetação urbana sem a devida comprovação técnica e autorização pode configurar crime ambiental, conforme previsto na legislação vigente.
De acordo com o médico Cláudio Paz, que já residiu na avenida onde ocorreu a intervenção, as árvores tinham mais de 40 anos. Ele também divulgou fotos e registros em grupos de WhatsApp denunciando a derrubada, além de publicações em seu perfil no Instagram.
A derrubada de árvores por parte do poder público é vista como desrespeito à legislação ambiental e aos moradores da avenida. A atitude do prefeito é apontada como uma decisão sem sensibilidade ambiental, diante da importância das árvores para o equilíbrio térmico e a qualidade de vida urbana.
O caso também evidencia possível irregularidade, uma vez que a gestão municipal não apresentou à sociedade nem aos órgãos de fiscalização laudos técnicos que justificassem a derrubada das árvores, como risco de queda ou doenças irreversíveis nas espécies.
O Blog do Leonardo Alves além de realizar levantamento das leis municipais que tratam da proteção ambiental e da vegetação urbana, também buscou embasamento técnico junto ao advogado especialista em direito imobiliário e regularização fundiária, Yuri Gomes. Segundo o especialista, a retirada de árvores em áreas urbanas exige critérios técnicos rigorosos, autorização formal e, quando necessário, compensação ambiental, sob pena de responsabilização administrativa e legal.
A ausência de transparência por parte da gestão reforça a necessidade de atuação dos órgãos de fiscalização, como o Conselho Municipal de Meio Ambiente e o Ministério Público, para apurar os fatos e garantir o cumprimento da legislação.







