Econométrica aponta empate técnico entre Orleans Brandão e Eduardo Braide; governo estadual tem 58% de aprovação

O pré-candidato Orleans Brandão (MDB) aparece em empate técnico com o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), segundo dados da pesquisa Econométrica para o governo do Maranhão, divulgada neste domingo (24). No cenário estimulado, a diferença entre os dois é quase inexistente, com o emedebista somando 39,1% das intenções de voto contra 39,6% do ex-gestor da capital.

 

Nesse mesmo cenário, Lahesio Bonfim aparece em terceiro, com 8,6%; seguido por Felipe Camarão, com 4.6%. Um total de 1,7% afirmou que votará nulo e 6,3% afirmaram não saber ou não responderam.

 

Na pesquisa espontânea, a diferença registrada entre os dois pré-candidatos também é bem pequena. Orleans Brandão soma 29,7% enquanto Eduardo Braide tem 32,5%. Em seguida, aparecem Lahesio Bonfim (4,9%) e Felipe Camarão (2,9%). Percentual de 0,9% declarou que votará nulo e 28,9% disseram não saber ou não responderam.

 

Vale destacar que, no comparativo com levantamento de maio do ano passado, a pesquisa aponta crescimento de Orleans Brandão, que na época aparecia em terceiro no cenário estimulado, com 17,9%. Outra constatação é a desaceleração de Eduardo Braide, que já tinha 33,8% na pesquisa do ano passado e registra pouca alteração no percentual de lá para cá.

 

*Senado*

A Econométrica apontou sobre a disputa para o Senado. A deputada federal Roseana Sarney, com 15,3%, e o senador Weverton Rocha, com 11,8%, lideram a corrida no cenário com duas opções de nome. Em seguida, estão Roberto Rocha (11,0%,), André Fufuca (9.6%), Duarte Jr. (8.8%), Eliziane Gama (7,8%), Pedro Lucas (5,1%), Simplicio Araújo (2,3%) e Hilton Gonçalo (2.0%).

No cenário espontâneo, Roseana Sarney também aparece em primeiro, com 9,2%, e Weverton Rocha é o segundo, com 5,8%. Na sequência, aparecem Roberto Rocha (5,0%), Eliziane Gama (4,8%), Duarte Jr. (4,4%), André Fufuca (3,3%), Pedro Lucas (1,9%), Brandão (0,3%), Hilton Gonçalo e Simplício Araújo (ambos com 0,2%).

Avaliação

De acordo com o levantamento da Econométrica, o governo de Carlos Brandão (MDB) tem aprovação de 58,1% enquanto 38,1% disseram não aprovar.

A pesquisa Econométrica, encomendada pelo jornal O Imparcial, ouviu 1.607 pessoas e foi realizada no período de 11 a 14 de maio de 2026, com intervalo de confiança de 95%.

NEM A PRÓPRIA LEGISLAÇÃO FOI RESPEITADA: Prefeitura de Codó desrespeita lei municipal da Semana do Bebê durante edição de 2026

A Prefeitura de Codó desrespeitou a Lei Municipal nº 1.681, de 26 de novembro de 2013, durante a realização da Semana Municipal do Bebê na edição de 2026. A legislação institui oficialmente a programação no município e determina diretrizes relacionadas às ações voltadas à primeira infância.

A lei estabelece que a Semana Municipal do Bebê deve ser realizada anualmente na segunda semana do mês de maio, iniciando as atividades no segundo domingo do mês, data em que é comemorado o Dia das Mães. A iniciativa faz parte de uma estratégia incentivada pelo UNICEF para fortalecer políticas públicas voltadas às crianças de 0 a 6 anos, assegurando direitos relacionados à saúde, educação, assistência social e proteção integral.

No entanto, na edição de 2026, a Prefeitura de Codó realizou a entrega simbólica da chave da cidade para uma menina durante a programação da Semana do Bebê.

O questionamento levantado não é contra a criança escolhida, mas em defesa do cumprimento da legislação municipal. A lei deve ser respeitada e cumprida pela própria administração pública responsável pela execução da programação.

Nas edições anteriores da Semana do Bebê durante a gestão de Dr. Zé Francisco, a entrega da chave da cidade sempre era destinada a um menino, representando o “Bebê Prefeito”, seguindo o que estabelece a própria legislação municipal sancionada pelo então prefeito Zito Rolim.

A legislação utiliza a expressão “Bebê Prefeito”, e não “Bebê Prefeita”. Dessa forma, a atual gestão municipal descumpriu o que determina a norma vigente no município.

Além disso, já existe procedimento apresentado ao Ministério Público relacionado ao planejamento da Semana do Bebê em Codó. Os questionamentos envolvem a ausência de planejamento adequado da programação e possíveis falhas na condução das ações ligadas ao Selo UNICEF no município.

A situação é apontada como mais um agravante que poderá ser levado ao conhecimento do Ministério Público, agora envolvendo diretamente o descumprimento de uma legislação municipal durante a realização da Semana do Bebê.

Gestão de Chiquinho Oliveira já gastou mais de R$ 6,7 milhões com advogados de outros estados e se torna a que mais investe em contratos jurídicos na história de Codó

A gestão do prefeito de Codó, Francisco Carlos de Oliveira, o Chiquinho Oliveira, já gastou mais de R$ 6,7 milhões com contratos jurídicos externos, tornando-se a administração que mais investiu em advogados na história do município, incluindo profissionais e escritórios de outros estados brasileiros.

Os levantamentos vêm sendo realizados pelo Blog do Leonardo Alves, que acompanha constantemente as publicações do Diário Oficial do Município de Codó e os contratos firmados pela atual administração municipal.

Mesmo contando com Procuradoria própria e estrutura jurídica no município, a Prefeitura de Codó mantém contratos milionários com escritórios e advogados de fora da cidade e até de outros estados, incluindo profissionais inscritos em seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte, Bahia, Paraíba, Rio de Janeiro e São Paulo.

Recentemente, novos termos aditivos ligados às inexigibilidades de licitação nº 039, 040, 041 e 042 foram identificados nas publicações oficiais do município. Os documentos possuem vigência de 12 meses e foram assinados em 07 de abril de 2026, vinculados à Secretaria Municipal da Casa Civil.

Os aditivos envolvem novamente a atuação do advogado Bruno Romero Pedrosa Monteiro, inscrito em diversas seccionais da OAB em diferentes estados do país.

Outro ponto que chama atenção é que as inexigibilidades relacionadas aos contratos aparecem como “finalizadas” nas publicações do Diário Oficial do Município. No entanto, com a formalização dos novos aditivos contratuais, a tendência é de que os gastos com assessorias jurídicas externas aumentem ainda mais nos próximos meses.

Além disso, a atual gestão também revalidou o contrato com o escritório João Azêdo e Brasileiro Sociedade de Advogados, por meio do Decreto nº 4.515, restabelecendo um contrato anteriormente anulado em outra administração municipal.

As contratações e renovações seguem gerando questionamentos sobre os elevados gastos da Prefeitura de Codó com serviços advocatícios terceirizados, principalmente diante da existência de profissionais da área jurídica no próprio município.

TCE declara ilegais pregões eletrônicos da Prefeitura de Coroatá e decide pela realização de Tomada de Contas no município

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) vai realizar Tomada de Contas Especial no município de Coroatá para apurar supostas irregularidades de pregões presenciais realizados nos anos de 2023 e 2024 tendo como objeto a aquisição de combustíveis para as secretarias municipais. A decisão atende a Representação formulada por um grupo de vereadores do município, apreciada pelo Pleno na última quarta-feira (20).

Na peça, são apontadas irregularidades como: realização de pregão presencial em detrimento da forma eletrônica, sem justificativa técnica; termos de referência e editais assinados pelo Pregoeiro, com violação ao princípio da segregação de funções; cotação realizada diretamente com as empresas vencedoras, sem comprovação de envio de solicitação por e-mail ou ofício oficial; contratos exauridos em poucos meses, seguidos de nova licitação para o mesmo objeto; ausência de publicação de avisos dos editais em jornal de grande circulação; não exigência de registro das empresas vencedoras na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)

Ganharam destaque ainda aspectos como: irregularidades no Portal de Transparência e no SINC-CONTRATA; cotação de preços baseada exclusivamente na média da ANP, sem pesquisa no mercado local; ausência de cobertura orçamentária e quantitativos contratados desproporcionais à frota municipal. Somente em 2023, por exemplo, o município teria contratado mais de 2,6 milhões de litros de combustíveis.

Notificados inicialmente, para apresentação de defesa no prazo de cinco dias, como manda a legislação, os responsáveis apresentaram argumentos acolhidos apenas parcialmente pela área técnica do TCE, sem no entanto, afastar os indícios mais graves de dano ao erário.

Notificados novamente para manifestação após conclusão do relatório de instrução da unidade técnica, os responsáveis não apresentaram defesa, tornando-se agora revéis. O Ministério Público de Contas (MPC), por sua vez, destacou a existência de indícios de direcionamento, fraude e dano ao erário, opinando pelo conhecimento da Representação, pela declaração de ilegalidade dos três pregões e de todos os atos deles derivados, e pela conversão dos autos em Tomada de Contas Especial.

Em sintonia com o parecer ministerial, o Pleno do TCE decidiu pela conversão do Processo nº 872/2024 em Tomada de Contas Especial, para a apuração dos fatos, identificação dos responsáveis e quantificação do dano. A decisão também declarou ilegais os Pregões n.º 01/2023, n.º 16/2023 e n.º 02/2024 e os atos deles derivados, em razão das irregularidades detectadas, que, para o órgão, comprometem os princípios da legalidade, economicidade e eficiência.

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Girão elogia André Mendonça pela condução das investigações sobre o Banco Master

Ao discursar em Plenário nesta sexta (22), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) elogiou o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, pelas investigações sobre o Banco Master. Girão apoiou a decisão de Mendonça de rejeitar a proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro e defendeu a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito que apure possíveis conexões entre o Master e integrantes dos Três Poderes.

O senador disse que André Mendonça vem conduzindo as investigações de forma técnica, inclusive adotando medidas para evitar interferências nas apurações. Ao apoiar a rejeição da proposta de delação, Girão ressaltou que Vorcaro, que era o dono do Banco Master, “não está entregando os tubarões que a torcida do Flamengo sabe que estão envolvidos, que a própria Polícia Federal sabe, que a mídia já vazou”.

— O Brasil precisa de uma delação séria, que não poupe ninguém: nem de um lado, nem de outro; nem de direita, nem de esquerda. Faltam muitos esclarecimentos sobre tudo o que nós estamos vendo aí — disse.

Girão criticou a atuação da Procuradoria-Geral da República (PGR) na negociação de delação premiada de Vorcaro. Segundo o parlamentar, a PGR deve esclarecer por que manteve as tratativas, mesmo após manifestações contrárias da Polícia Federal e de André Mendonça.

Além disso, o senador voltou a defender uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI, que é formada por senadores e deputados federais) para aprofundar as investigações sobre supostas conexões entre esse banco e integrantes dos Três Poderes.

Ações impetradas no Supremo pedem que seja determinada a instalação da comissão.

— Está nas mãos do André Mendonça a esperança de que se determine que o Senado abra a CPMI — afirmou.

Agência Senado