Médicos da UPA de Codó acionam Ministério Público após declaração do vereador Araújo Neto em sessão da Câmara e nas redes sociais 

Um grupo de 19 médicos e gestores da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Codó protocolou representação junto ao Ministério Público do Maranhão solicitando a apuração de uma declaração pública feita pelo vereador Antônio Joaquim Araújo Neto. Segundo o documento, os profissionais consideram que a fala proferida em sessão da Câmara e divulgada nas redes sociais possui potencial ofensivo à honra e à reputação dos médicos que atualmente atuam na unidade.

De acordo com a representação, o parlamentar afirmou que “os melhores médicos foram tirados de lá, estão agora no HGM tratando bem o povo de Codó; os médicos que lá estão não respondem à necessidade que a população precisa”.

Para os signatários, a manifestação transmite à população uma imagem de incapacidade técnica dos profissionais que permanecem na UPA, afetando a credibilidade da equipe médica e da própria instituição.

No documento encaminhado ao Ministério Público, os representantes sustentam que a liberdade de expressão e a atividade fiscalizatória dos agentes públicos possuem limites constitucionais, especialmente quando podem atingir a honra, a imagem e a reputação de pessoas ou grupos identificáveis. Os médicos argumentam que críticas à gestão da saúde pública são legítimas, mas que generalizações depreciativas dirigidas ao conjunto dos profissionais ultrapassariam o campo da crítica administrativa.

A representação também menciona a possibilidade de abuso do direito de liberdade de expressão e cita o artigo 187 do Código Civil, que trata do exercício abusivo de direitos. Além disso, os autores defendem que a declaração pode ter reflexos na confiança da população nos serviços prestados pela UPA e na dignidade do exercício profissional da medicina.

Entre os pedidos apresentados ao Ministério Público estão a instauração de procedimento para apuração dos fatos, a oitiva do vereador, a análise do conteúdo audiovisual divulgado e a verificação da eventual existência de ofensa à honra coletiva dos médicos da unidade.

Secretário Valdeci Calixto ignora o Conselho Municipal da Juventude, abandona suas obrigações legais e busca protagonismo político dentro de igrejas e escolas

Enquanto a juventude de Codó aguarda ações concretas da Secretaria Municipal da Juventude, o secretário Valdeci Calixto continua ignorando uma de suas principais obrigações legais: garantir o funcionamento do Conselho Municipal da Juventude.

Em janeiro de 2026, Valdeci Calisto foi denunciado ao Ministério Público Estadual por não ter criado a comissão responsável pela renovação do mandato do Conselho Municipal da Juventude, conforme determina a Lei Municipal nº 1.735, de 11 de novembro de 2015.

O Conselho Municipal da Juventude não é um órgão opcional. Trata-se de um instrumento de participação popular e controle social criado para acompanhar, fiscalizar e contribuir com as políticas públicas voltadas à juventude. Sem ele, a juventude perde representação institucional e espaço para participar das decisões que afetam diretamente sua realidade.

O ex-presidente do Conselho Municipal da Juventude, Leonardo Alves, comunicou oficialmente ao Ministério Público, ainda em novembro de 2025, que seu mandato havia sido encerrado e que era necessária a realização de nova eleição para garantir a continuidade dos trabalhos do colegiado. Mesmo diante do alerta, a Secretaria da Juventude permaneceu inerte.

A omissão da secretaria coloca em risco a continuidade do conselho, enfraquece a participação popular e compromete a construção de políticas públicas para os jovens do município.

Além disso, Valdeci Calixto também já foi alvo de questionamentos pela ausência de ações voltadas à juventude LGBT, juventude de matrizes africanas e jovens com deficiência. Desde o início da sua gestão à frente da secretaria, não foram desenvolvidas iniciativas significativas destinadas a esse segmento, apesar da diversidade existente entre os jovens codoenses.

Enquanto deixa de cumprir responsabilidades básicas da pasta que comanda, o secretário tem concentrado esforços em ações de forte apelo político dentro das igrejas e das escolas. Nesta segunda-feira (22) divulgou vídeo ao lado de estudantes atribuindo destaque a recursos destinados ao Centro de Ensino Lúcia Bayma Araújo.

Os recursos, entretanto, não pertencem à Secretaria Municipal da Juventude. São investimentos públicos destinados à educação estadual. A tentativa de vincular tais benefícios à atuação política de agentes municipais gera questionamentos sobre o uso da imagem de estudantes e lideranças estudantis para promoção pessoal e construção de capital político visando as eleições de 2028.

A prioridade da Secretaria Municipal da Juventude deveria ser garantir o funcionamento dos mecanismos de participação social previstos em lei, promover políticas públicas para todos os segmentos da juventude e assegurar a representação democrática dos jovens de Codó.

Enquanto isso não acontece, permanece a pergunta: por que a renovação do Conselho Municipal da Juventude continua sendo ignorada por Valdeci Calixto, mesmo após os alertas e a atuação do Ministério Público?

PERMANECE EM SILÊNCIO: Pela segunda vez, empresa terceirizada não responde Ministério Público sobre nepotismo no HGM de Codó

O Instituto de Gestão Pública, Ambiental e de Assistência Social (IGEPAS) segue sem apresentar resposta aos ofícios encaminhados pelo Ministério Público no âmbito do inquérito civil que apura possível prática de nepotismo no Hospital Geral Municipal de Codó.

De acordo com consulta ao Sistema de Informações do Ministério Público, o primeiro ofício, de nº 82/2026, foi expedido pela 1ª Promotoria de Justiça de Codó em 13 de março de 2026 e encaminhado ao Instituto por e-mail institucional.

Até 31 de março de 2026, não havia registro de resposta ao referido ofício dentro do prazo estabelecido.

Posteriormente, diante da ausência de manifestação, foi expedido o ofício nº 116/2026, em 22 de abril de 2026, endereçado à responsável Aline Soares Barros Lobato, com a finalidade de reiterar a solicitação anterior e cobrar resposta ao ofício nº 82/2026.

Em 14 de maio de 2026, a Promotoria encaminhou os arquivos referentes ao ofício nº 116/2026 por meio eletrônico ao e-mail institucional informado nos autos.

Já em 02 de junho de 2026, houve registro de tentativa de contato por meio do aplicativo WhatsApp, utilizando o número informado em certidão do procedimento.

Por fim, em 19 de junho de 2026, consta certificação nos autos informando que, até aquela data, não havia sido protocolada resposta ao ofício nº 116/2026, mesmo após as reiteradas tentativas de comunicação por parte da Promotoria.

Promotora é empossada na Assessoria de Investigação da Procuradoria-Geral de Justiça

A promotora de justiça Érica Ellen Beckman da Silva foi empossada, na manhã desta sexta-feira, 19, no cargo de assessora do procurador-geral de justiça, em São Luís. Ela vai compor a equipe da Assessoria de Investigação da Procuradoria-Geral de Justiça. O termo de posse foi assinado pelo chefe do MPMA, Danilo de Castro, e pela referida promotora de justiça.

Participaram da posse os promotores de justiça Fábio Meirelles Mendes (chefe de gabinete do PGJ), Reginaldo Júnior Carvalho (coordenador da Assessoria de Investigação da Procuradoria-Geral de Justiça), Felipe Augusto Rotondo (encarregado de Proteção de Dados Pessoais do MPMA) e Carlos Henrique Rodrigues Vieira (Promotoria de Justiça de Direitos Fundamentais de São Luís).

Membros do MPMA prestigiaram a posse
Também estiveram presentes os procuradores de justiça Haroldo Paiva de Brito (coordenador do Gaeco) e Mariléa Campos dos Santos Costa (presidente da Comissão de Gestão Ambiental).

Ao dar as boas-vindas à nova integrante da administração superior, Danilo de Castro destacou a competência profissional da promotora de justiça e o compromisso dela com a sociedade e o Ministério Público. “Nossa equipe melhorou com sua presença e o objetivo é trabalhar mais e deixar o MP bem estruturado, pois os desafios são grandes”.

Érica Beckman ressaltou a oportunidade de compor a equipe no segundo mandato do PGJ. “Agradeço pela confiança e continuarei com o mesmo trabalho para contribuir com o Ministério Público e dar respostas à sociedade”.

Redação e fotos: CCOM-MPMA

Ministério Público Federal investiga caso de assédio judicial contra jornalistas e envia ofícios ao Ministério Público Estadual e Tribunal de Justiça

O Ministério Público Federal (MPF) quer saber sobre casos de assédio judicial contra jornalistas em Rondônia. O órgão enviou ofícios para o Sindicato dos Jornalistas de Rondônia (Sinjor), o Tribunal de Justiça (TJ/RO) e o Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO) com o objetivo de solicitar dados sobre situações de pressão, intimidações, ameaças à liberdade de imprensa e ações judiciais, além de saber se o estado está preparado para lidar com o tema. O MPF pretende ainda realizar um encontro com representantes da imprensa local para debater a questão.

Ao Sinjor, o MPF solicitou informações sobre casos de assédio judicial, relatos de pressões e ameaças sofridas por profissionais da imprensa no estado. Também foi orientado ao sindicato dar ampla publicidade entre seus associados de que o MPF está recebendo comunicações sobre situações de intimidação contra jornalistas, como pressões judiciais coordenadas, ameaças ou múltiplos processos. O Sinjor tem 15 dias úteis para responder ao MPF.

Foram solicitadas informações ao TJ/RO sobre dados estatísticos e levantamentos sobre ações de indenização por danos morais, queixas-crime ou pedidos de direito de resposta repetitivos contra profissionais da imprensa e comunicadores no estado, especialmente em casos onde há padrões de uso abusivo da Justiça. Caso não haja registros, o MPF pede que o tribunal esclareça se há mecanismos para identificar padrões de litigância abusiva.

O MPF comunicou ao MPRO que está à disposição para articulação e partilha de informações sobre inquéritos ou procedimentos que envolvam a liberdade de expressão, a segurança de jornalistas e o direito à informação em Rondônia.

“A liberdade de imprensa e de expressão e o direito à informação fazem parte dos direitos básicos na Constituição Federal. Precisamos mapear os problemas e saber se o poder público está preparado para lidar com ameaças a esses direitos”, afirmou o procurador da República Raphael Bevilaqua.

A investigação em Rondônia foi motivada por uma nota técnica da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) do MPF, que analisa o fenômeno do assédio judicial contra jornalistas e comunicadores, compreendido como o uso abusivo do sistema de justiça com finalidade de intimidar, silenciar ou restringir a atuação jornalística, especialmente em temas de interesse público. Na nota técnica, a PFDC propõe diretrizes institucionais voltadas à prevenção e ao enfrentamento dessas práticas, para garantir a efetiva proteção das liberdades de expressão e de imprensa e o direito à informação na ordem democrática.

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério Público Federal em Rondônia