Disputa por suplência evidencia força da pré-candidatura de Dr. Hilton Gonçalo ao Senado

A pré-candidatura do médico Dr. Hilton Gonçalo ao Senado Federal nas eleições de 2026 já começa a ganhar outro patamar política no Maranhão. Diferente de outras articulações que ainda buscam nomes para compor chapas, o partido Mobiliza decidiu adotar uma estratégia inovadora: realizar uma pesquisa qualitativa para avaliar possíveis nomes interessados em integrar a chapa como suplentes do pré-candidato.

A iniciativa demonstra que o projeto político liderado por Hilton Gonçalo já desperta interesse em diferentes setores da política maranhense. Em vez de uma escolha impositiva, o processo tem sido conduzido por meio de diálogo e avaliação política, buscando identificar lideranças que estejam alinhadas com os anseios da população e que possam fortalecer ainda mais a candidatura.

Entre os nomes analisados estão lideranças com trajetórias consolidadas e representatividade em diferentes segmentos da sociedade. Um deles é o professor Márcio Jardim (PT), figura conhecida no campo progressista e com experiência em gestão pública, tendo atuado como secretário de Esporte no Maranhão e também em funções estratégicas nas prefeituras de Maricá (RJ) e São Luís (MA).

Outro nome é o do Pastor Bel (DC), líder da Assembleia de Deus e com forte atuação no segmento evangélico. Ele já teve passagem pelo Senado Federal, quando assumiu mandato em 2017 como suplente, e possui forte influência entre setores conservadores do estado.

Também figura entre os avaliados o ex-prefeito de Balsas, Erik Silva (Podemos), médico e liderança política no sul do Maranhão. Ele governou o município por dois mandatos consecutivos, após vencer as eleições de 2016 e ser reeleito em 2020, dando continuidade a uma tradição familiar de atuação na medicina e na política.

De acordo com fontes do Mobiliza, a estratégia é avaliar nomes que representem diferentes correntes políticas e regiões do estado, ampliando o diálogo e fortalecendo a construção de uma candidatura plural e competitiva.

A definição final sobre os suplentes deve ocorrer até o final do primeiro semestre, após a conclusão das consultas e avaliações internas.

Na eleição para o Senado, os suplentes são escolhidos previamente e integram a chapa do candidato titular, de forma semelhante ao que ocorre com vice-prefeitos, vice-governadores e vice-presidentes.

Nos bastidores políticos, a movimentação em torno da composição da chapa tem sido interpretada como um sinal de que o projeto político de Dr. Hilton Gonçalo já avança de forma estruturada, atraindo lideranças de diferentes campos ideológicos interessadas em participar da disputa e fortalecer a representação do Maranhão no Congresso Nacional.

Emendas anunciadas por Francisco Nagib não aparecem no Portal da Transparência da Prefeitura de Codó

A ausência de informações sobre emendas parlamentares destinadas ao município de Codó pelo deputado estadual Francisco Nagib gera questionamentos.

Nas redes sociais, Nagib afirma que já encaminhou diversas emendas parlamentares para beneficiar o município. No entanto, ao consultar o Portal da Transparência da Prefeitura de Codó, não é possível identificar registros dessas emendas.

A situação chama ainda mais atenção pelo fato de o parlamentar ter forte ligação com o município. Além de ter sido bem votado em Codó nas últimas eleições, ele reside no município e é filho do atual prefeito, Chiquinho Oliveira.

Em consulta realizada neste domingo (08), o Blog do Leonardo Alves acessou o Portal da Transparência da Prefeitura de Codó e não encontrou registros de emendas parlamentares destinadas ao município pelo deputado estadual Francisco Nagib. Encontramos informações apenas de emendas parlamentares dos deputados federais Márcio Jerry, André Fufuca e dos senadores Weverton Rocha e Ana Paula Lobato.

Deputado Wellington destaca primeiro Ambulatório de Doenças Raras do Maranhão e parabeniza governador Carlos Brandão

“A gente cobra, fiscaliza e denuncia quando é necessário, mas também parabeniza e reconhece quando merece”. Foi assim que o deputado estadual Wellington do Curso destacou a inauguração do primeiro Ambulatório de Doenças Raras do Maranhão, implantado no Hospital da Ilha, em São Luís, pelo Governo do Estado. A iniciativa, conduzida pelo governador Carlos Brandão, representa um avanço importante para a saúde pública ao garantir atendimento especializado a pacientes que convivem com doenças raras e que, muitas vezes, enfrentavam dificuldades para ter acompanhamento adequado.

A pauta sempre foi acompanhada pelo deputado Wellington, que ao longo do mandato recebeu diversas demandas de mães atípicas e familiares que lutam por diagnóstico e tratamento especializado para seus filhos, além de já ter realizado audiências públicas e debates sobre o tema.

“Nosso mandato sempre esteve em defesa das pessoas com doenças raras, das pessoas com autismo e das pessoas com deficiência. Ao longo dos anos recebemos muitas mães atípicas que relatam as dificuldades enfrentadas na busca por diagnóstico, tratamento e acompanhamento adequado para seus filhos. Realizamos audiência públicas, apresentamos projetos de leis. Temos leis aprovadas. Uma luta antiga em defesa das pessoas com doenças raras em que muitas famílias precisavam percorrer várias unidades de saúde ou até sair do estado para tentar atendimento especializado. Por isso, sempre levantamos esse debate e realizamos audiências públicas para dar visibilidade a essa causa. A gente cobra, fiscaliza e denuncia quando é necessário, mas também parabeniza e reconhece quando merece. A criação do Ambulatório de Doenças Raras representa um avanço importante e atende a uma luta antiga dessas famílias. Por isso, parabenizo o governador Carlos Brandão por essa iniciativa. Seguiremos firmes, atuando sempre em defesa da população e da garantia do direito à saúde para todos”, destacou o deputado Wellington.

Preparado e animado, Orleans Brandão diz que sua pre-candidatura ao governo vem da confiança da população

Em Imperatriz, o secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, reafirmou que é pré-candidato ao Governo do Maranhão. Ele afirmou, em entrevista ao jornalista Marcos Daniel, do Programa Top News, na quarta-feira (4), na rádio Top FM, que o nome dele foi colocado pelo grupo político do qual faz parte mas, sobretudo, pela população, que tem reconhecido seu trabalho junto aos municípios.

“O que proponho é continuar os programas que estão dando certo e avançar no combate à pobreza, na geração de emprego e renda, e na atração de investimentos para desenvolver ainda mais o Maranhão”, afirmou ele.

Falando para a população da Região Tocantina e de Imperatriz, que sedia o governo estadual até esta sábado (7), Orleans Brandão respondeu a todas as perguntas sobre a sua experiência de gestão, o trabalho desenvolvido como secretário e como avançar em questões como a atração de investimentos que gerem mais emprego e renda para os maranhenses.

“Tenho o apoio de um grande grupo – com mais de 200 prefeitos, deputados, 12 partidos e um governador com mais de 70% de aprovação – e a confiança da população no nosso trabalho, demonstrada pelas pesquisas de intenção de voto. Por isso, aceitei esse desafio e sou pré-candidato ao governo do Maranhão com a convicção de que já fizemos muito como secretário de Assuntos Municipalistas, mas que faremos muito mais se Deus e o povo do Maranhão me derem essa oportunidade”, enfatizou Orleans Brandão.

Soluções

Sobre a missão de ser o interlocutor dos gestores municipais com o governo estadual, Orleans Brandão afirmou que a experiência de percorrer todo o Maranhão para entender os problemas de cada município e buscar as soluções dentro do governo contribuiu para o aprimoramento da gestão estadual. “Estivemos 100% dedicados a esse trabalho e muito feliz com os resultados, que estão melhorando a vida das pessoas em todas as cidades. A população está conhecendo Orleans Brandão e tudo o que temos feito pelo Maranhão”, acrescentou o secretário.

Orleans Brandão citou programas como o Educação de Verdade e o Maranhão Livre da Fome como avanços de um governo que cumpriu a promessa de dar continuidade às políticas que deram certo – como o Trabalho Jovem (que passou de 1 mil para 15 mil vagas), o Viva Procon (que passou de 40 para 130 unidades) e os Restaurantes Populares (hoje com mais de 210 unidades) – e avançar em inovações que tragam desenvolvimento para o Maranhão.

O secretário defendeu a geração de emprego e renda como prioridade de governo de um estado que é muito rico, com alto potencial para a pesca e o agronegócio, com o porto do Itaqui que exporta para o mundo inteiro.

“O PIB do Maranhão cresceu 4,2%, mais que o dobro da média nacional, que foi de 1,8%, graças aos grandes negócios feitos no estado. Temos que capacitar os maranhenses para o mercado de trabalho e atrair indústrias. Trouxemos a Zona de Processamento de Exportação (ZPE), que está em instalação em Bacabeira; a Inpasa, indústria de etanol de milho que está gerando 4 mil empregos na região de Balsas. Há um grande estudo visando a exploração de petróleo e gás no Maranhão. Estamos no caminho certo e vamos continuar avançando”, afirmou.

Obras

Orleans Brandão também afirmou que ser secretário de Assuntos Municipalistas – na interlocução com gestores, com autonomia para construir soluções e levar melhorias para a população – o capacitou para a missão maior de gerir o estado. Ele citou como exemplo a recente agenda de trabalho em Davinópolis, onde foram inauguradas seis obras em um dia: o Viva Procon, o campo de futebol, a pavimentação de ruas, o Colégio Militar, a Estação Tech, a entrega de kits para agentes comunitários de saúde. E ressaltou que esse amplo investimento em todos os municípios, nunca se viu em nenhum governo.

“Participei efetivamente das conquistas implantadas por este governo. Conheço as necessidades de todos os municípios, acompanhei a realização de obras e serviços que entregamos na Região Tocantina e por todo o Maranhão. Por todo esse trabalho, tenho a convicção de que posso fazer muito mais pelo nosso estado”, finalizou Orleans Brandão.

Sabia como Polícia Federal acessou celular bloqueado por Daniel Vorcaro

A Polícia Federal (PF) conseguiu acessar mensagens, contatos e outros dados armazenados em celulares apreendidos do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso na última quarta-feira (4), mesmo com o aparelho bloqueado ou protegido por mecanismos de segurança. O acesso às informações é feito por meio de técnicas de perícia digital forense, que utilizam softwares especializados para extrair e analisar dados armazenados em smartphones.

Ferramentas usadas em investigações, como a israelense Cellebrite, são capazes de contornar sistemas de proteção do aparelho e recuperar conteúdos armazenados no dispositivo.

O perito digital forense Marcos Pitanga explica que as forças de segurança utilizam softwares avançados para acessar dados mesmo quando o celular está bloqueado por senha, reconhecimento facial ou outros mecanismos.

“A Polícia Federal possui ferramental, ferramentas forenses, os melhores do mundo para fazer esse tipo de análise. Existem ferramentas próprias para ultrapassar os mecanismos de segurança, como o identificador facial ou o PIN, que seria a senha”, afirma.

“A ferramenta acessa conversas de aplicativos de mensagens, fotos, vídeos, áudios, registros de chamadas, geolocalização e até dados associados a imagens. Dependendo da foto, por exemplo, é possível identificar exatamente o local onde ela foi tirada”, diz.

Entre os dados recuperados pela investigação está também a lista de contatos armazenada no aparelho. Segundo informações obtidas pela analista Basília Rodrigues, do SBT News, a agenda extraída de um dos telefones de Vorcaro inclui números de autoridades dos Três Poderes.

Quebra de criptografia e desbloqueio do celular

Para acessar os dados, os peritos utilizam softwares que exploram vulnerabilidades do sistema do aparelho e permitem ultrapassar as camadas de segurança impostas pelo fabricante. Segundo Marcos Pitanga, cada modelo de celular apresenta desafios diferentes para os investigadores.

“Tudo depende do tipo de aparelho, da marca, da versão do sistema operacional. O celular é um dos dispositivos mais difíceis de se fazer perícia forense, porque cada fabricante e cada versão conta uma história diferente”, explica.

Após o desbloqueio, os especialistas fazem uma cópia forense do conteúdo do dispositivo, que passa por análise em softwares específicos.

Mensagens apagadas ou de visualização única

Mesmo quando conversas são apagadas pelo usuário, ainda pode ser possível recuperar parte do conteúdo durante a perícia digital. Isso ocorre porque fragmentos das informações podem permanecer gravados na memória do aparelho ou em bancos de dados internos dos aplicativos.

“Mesmo que a mensagem tenha sido apagada da interface do aplicativo, muitas vezes os registros continuam armazenados em bancos de dados internos ou áreas da memória do celular. A perícia consegue analisar esses vestígios e, em alguns casos, reconstruir o conteúdo”, afirma o especialista.

A Polícia Federal encontrou no celular de Vorcaro mensagens enviadas com visualização única, aquelas que só podem ser abertas uma vez e desaparecem depois. Apesar disso, segundo Pitanga, a perícia digital pode conseguir recuperar esse tipo de conteúdo em determinadas circunstâncias.

“A gente consegue inclusive reviver aquelas mensagens de visualização única, que normalmente o pessoal gosta muito de usar para não deixar vestígios. Às vezes nem usando a ferramenta. Com outras metodologias forenses, conseguimos trazer de volta uma informação que foi apagada por visualização única. Dá mais trabalho, sim, mas é possível”, explica.

O especialista ressalta, porém, que a recuperação depende de vários fatores técnicos.

“Na perícia, a gente nunca pode dar certeza de nada. Mas a probabilidade é muito alta de se conseguir reviver, dependendo do aparelho, da versão do sistema e do próprio aplicativo”, diz.

A análise de celulares apreendidos em investigações depende de autorização judicial. Sem essa permissão, acessar o conteúdo de um aparelho pode configurar crime. Segundo Pitanga, em operações com mandado de busca e apreensão, a Justiça normalmente autoriza a chamada extração forense dos dados.

SBT News