Pastor Silas Malafaia denuncia jornalista e se diz vítima de armação

O pastor Silas Malafaia gravou um vídeo respondendo a uma reportagem publicada pelo colunista Lauro Jardim, de O Globo. Em seu texto, Jardim cita um trecho do inquérito sobre a morte da vereadora Marielle Franco, que diz que “‘Segurança’ de Brazão recebia pagamentos da milícia em igreja de Malafaia”.

Em seu vídeo, Malafaia diz que “Isso é uma notícia cretina, bandida, inescrupulosa de canalhas.” O pastor diz que tem “muito mais do que 60 templos na Cidade do Rio de Janeiro,” e que não tem como saber quem são as pessoas que frequentam os templos.

Ele também diz que tem oito policiais que trabalham como segurança para ele; “eu mesmo, na minha segurança, tem oito policiais. Tem alguém da milícia? Não sei. Tem algum policial que trabalha em segurança em alguma igreja minha da milícia? Não sei, eu não tenho bola de cristal nem adivinhação.” diz Malafaia.

O pastor diz que está sendo vítima de uma armação; “eu já disse em outros vídeos, vão armar contra mim, tô incomodando muita gente, até Lula me citou em reunião ministerial, tô incomodando. E qualquer esquerdopata vagabundo pode fazer uma denúncia contra mim porque não tem que dar nome, bandidagem, safadeza, molecagem.” disse.

Assista:

F Gospel

 

Lewandowski: crime foi esclarecido, mas “novos elementos” podem surgir

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou neste domingo (24) que as investigações da Polícia Federal (PF) levaram ao esclarecimento dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido há pouco mais de seis anos, em março de 2018, no centro do Rio de Janeiro.

Mais cedo, a Operação Murder Inc, deflagrada pela PF, prendeu, na capital fluminense, Domingos Brazão, atual conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ), o deputado federal Chiquinho Brazão (União Brasil-RJ), e Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

“Este momento é extremamente significativo, é uma vitória do Estado brasileiro, das forças de segurança com relação ao combate ao crime organizado. E aqui é preciso ressaltar o grande e relevante papel da Polícia Federal”, destacou o ministro.

A entrada da PF no caso Marielle ocorreu em fevereiro do ano passado, por decisão do então ministro da Justiça, Flávio Dino. Segundo Lewandowski, até que surjam novos elementos, o assassinato de Marielle e de Anderson, fuzilados dentro do carro enquanto voltavam de uma atividade de trabalho, foi finalmente desvendado e encerrado.

“Temos bem claro os executores deste crime odioso, hediondo, por ser de natureza claramente política. A polícia, em suas investigações, identificou os mandantes e os demais envolvidos nessa questão. É claro que poderão surgir novos elementos, que levarão a um relatório complementar da Polícia Federal, mas, neste momento, os trabalhos foram dados como encerrados”, afirmou.

Os três suspeitos presos, de forma preventiva (sem prazo), estão nesse momento em deslocamento do Rio de Janeiro para Brasília, em avião da Polícia Federal, e devem chegar à capital federal por volta das 16h30. Em seguida, serão levados para a Penitenciária Federal de Brasília, onde ficarão à disposição da Justiça. Agora, caberá ao Ministério Público Federal (MPF) oferecer denúncia para que eles se tornem réus.

Delação e medidas cautelares

A prisão dos suspeitos ocorre menos de uma semana depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) homologar o acordo de delação premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa, executor dos assassinatos. Por envolver político com foro privilegiado, como é o caso do deputado federal Chiquinho Brazão, o caso passou a ser conduzido na Corte pelo ministro Alexandre de Moraes. Foi de Moraes a decisão de expedir os mandados de prisão, bem como de medidas cautelares contra outros envolvidos.

Além dos três presos, a PF executou mandados de busca e apreensão de documentos, passaportes e aparelhos eletrônicos de Érica Andrade, esposa do delegado Rivaldo Barbosa; de Ginilton Lajes, delegado de Polícia Civil e ex-chefe Departamento de Homicídios do Rio de Janeiro; Marco Antonio Barros, comissário da Polícia Civil; e Roberto Calixto Fonseca, assessor do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro. Também houve sequestro de bens e valores, e bloqueio de contas dos envolvidos, proibição de contato com outros investigados e uso de tornozeleira eletrônica.

“De fato, a nossa conclusão é essa. Esses são os mandantes do crime. Nesse momento, a PF encerra essa fase da investigação, apontando não só os mandantes, mas também apontando os executores e os intermediários que, de alguma maneira, tenham relação com o crime. Isso não invalida que eventuais outras outras ações sejam adotadas, a partir, inclusive, dessa etapa das apreensões e análise de materiais que vai ser feita e encaminhada ao Poder Judiciário”, afirmou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, durante a coletiva.

Fonte: Agência Brasil

Em Teresina, Marina Silva prega liberdade religiosa e diz que País está dividido

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, reforçou na tarde deste domingo (24), durante visita a Teresina, a importância do estado laico e defendeu a liberdade religiosa. Segundo a ministra, o País está dividido entre os que defendem a vacinação dos filhos e os antivacinas.

“Acho que estamos vivendo um momento especial. O momento em que o Brasil, infelizmente, está dividido. Dividido porque tem uma parte que acha que quando ganha tem que governar só para os que votaram nele. Isso não é bom para o país e não é bom para a cidade. Dividido entre aqueles que dizem que a gente deve vacinar os filhos e os que não devem vacinar os filhos. A gente sabe que a vacina é importante para a saúde pública”, disse Marina Silva que veio a Teresina participar de aniversário de uma igreja evangélica na vila Irmã Dulce.

A ministra também participou do lançamento da pré-candidatura a vereador de Erick Riccely, presidente do Sindicato dos Enfermeiros, Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Piauí, pela Rede Sustentabilidade.

Ao falar aos presentes, a ministra, que foi eleita como uma das mulheres mais influentes do mundo, condenou a intolerância religiosa.

“Temos que ter um País plural, um país que respeita a sua diversidade cultural e social. Sou cristã, evangélica, da Assembleia de Deus, mas aprendi a respeitar a diversidade religiosa, porque o estado brasileiro é laico… graças a instituição do estado laico, que eu digo que é uma benção para quem crer e para quem não crer, porque nele que tenho a liberdade de ter a religião que eu tenho e que outras pessoas podem ter a religião que tem. Como diz a Bíblia não é com força e nem violência, é pelo espirito. Não é a gente que vai determinar se a pessoa vai ser católico, crente, espirita. Não são as leis civis que vão nos obrigar a fazer isso”, disse ao participar de evento no bairro Todos os Santos.

Nem todo mundo vai ser do mesmo clube

“Queremos uma Teresina unida, um Brasil unido. Unido em torno de que? Nem todo mundo vai ser do mesmo partido, nem todo mundo vai ser do mesmo clube, a gente é diverso, a gente pode ter diferença, o que a gente não pode é negar a ciência, o que a gente não pode é querer estragar a nossa democracia… O capitão pode ser presidente, porque na ditatura quem era o presidente era os generais, com base na hierarquia, vocês já viram o capitão passar na frente do tenente? Não passa. Só a democracia permite que um capitão seja eleito presidente e não um general. Estado laico é uma benção”, disse Marina Silva sem citar o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro que é conhecido como “capitão”.

Yala Sena

JUSTIÇA – Quem é a professora de 71 anos condenada a 14 anos pelo STF que livrou Lula

A professora aposentada Iraci Nagoshi, de 71 anos, destacou-se nesta semana devido à sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso do tumulto ocorrido em 8 de janeiro. Junto com outros 14 réus, Iraci foi considerada culpada e receberá uma sentença de 14 anos de prisão, apesar de sua idade avançada.

Cabe lembrar que Iraci foi condenada pela mesma corte que livrou o petista Luiz Inácio Lula da Silva, bem como diversos corruptos da prisão, mesmo após terem sido condenado em todas as instâncias do Judiciário

Iraci foi detida no interior do Palácio do Planalto durante os distúrbios na Praça dos Três Poderes naquele dia, onde se refugiou das bombas de efeito moral. Sua defesa afirma que ela não cometeu vandalismo.

Residente de São Caetano do Sul (SP), Iraci é ex-professora de português e diretora aposentada. Ela ficou oito meses detida na Colmeia e desde agosto utiliza uma tornozeleira eletrônica.

Antes dos acontecimentos de 8 de janeiro, Iraci viajou a Brasília com um grupo de pessoas, acreditando que a manifestação seria pacífica.

Durante sua prisão, Iraci enfrentou condições difíceis na prisão, compartilhando uma cela pequena com mais de dez pessoas e tendo que lidar com banhos frios e alimentação inadequada.

Além de sua idade avançada, Iraci sofre de transtornos passivos, diabetes, hipertireoidismo e dislipidemia. Após conseguir liberdade condicional, ela teve uma paralisia facial que exigiu tratamento.

Em março deste ano, a defesa de Iraci comemorou a autorização do STF para remover a tornozeleira, permitindo que ela fizesse uma cirurgia delicada após sofrer uma queda e quebrar o fêmur esquerdo. No entanto, horas depois, o STF condenou Iraci a 14 anos de prisão por cinco crimes relacionados ao tumulto de janeiro.

A notícia da sentença foi mantida em segredo da professora até que sua cirurgia fosse concluída. Quando ela finalmente soube da condenação, sua família relata que ela já esperava por esse desfecho, dada a situação de outros presos.

GOSPEL PRIME