
O secretário municipal da Juventude, Valdeci Calixto, foi denunciado ao Ministério Público por supostamente prestar informações falsas sobre a realização de atividades voltadas à juventude LGBTQIA+ e a jovens de matrizes africanas e de terreiro.
A representação foi apresentada por Leonardo Alves, blogueiro/jornalista, ex-articulador municipal do Selo UNICEF, ex-presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e ex-coordenador executivo do Comitê Municipal de Gestão Colegiada da Rede de Cuidado e de Proteção Social das Crianças e Adolescentes Vítimas ou Testemunhas de Violências e ex-presidente do Conselho Municipal da Juventude.
De acordo com a denúncia encaminhada à 3ª Promotoria de Justiça de Codó, o secretário informou, por meio de ofício datado de 6 de maio de 2025, que a Secretaria Municipal da Juventude já teria realizado “agendas positivas” com a juventude de matrizes africanas, de terreiro e LGBTQIA+. No entanto, segundo o denunciante, as informações prestadas não foram acompanhadas de quaisquer documentos, provas ou comprovações que confirmassem a realização dessas atividades.
Ainda conforme a representação, no dia 02 de julho de 2025, Leonardo Alves, então presidente do Conselho Municipal da Juventude, encaminhou ofício ao secretário solicitando informações detalhadas sobre as supostas agendas positivas, incluindo relatórios, fotografias e listas de frequência das atividades realizadas na sede da Secretaria Municipal da Juventude. O pedido, segundo a denúncia, não foi respondido e tampouco houve apresentação de justificativa formal por parte do gestor.
Para o denunciante, a ausência de resposta caracteriza descumprimento de dever funcional e possível obstrução à transparência administrativa e ao direito à informação, princípios previstos na legislação que rege a administração pública. A denúncia sustenta ainda que a conduta do secretário pode prejudicar a apuração dos fatos e dificultar a atuação do Ministério Público.
Como parte da representação, Leonardo Alves anexou cópia do ofício encaminhado ao secretário, no qual solicita as informações e comprovações sobre as agendas alegadamente realizadas. Diante disso, ele requereu que o Ministério Público instaure procedimento para investigar a conduta do secretário e determine a apresentação de informações completas, incluindo relatórios, fotos e listas de presença das atividades mencionadas, caso tenham de fato ocorrido.
O caso agora está sob análise do Ministério Público, que deverá avaliar os elementos apresentados e decidir sobre as medidas cabíveis no âmbito da apuração.





