ERRO POR TODO LADO: Prefeitura de Codó publica ata do Conselho de Cultura com erros grosseiros no Diário Oficial do Município 

A Prefeitura de Codó publicou, no Diário Oficial do Município desta terça-feira (14), uma ata referente à eleição da sociedade civil para composição do Conselho Municipal de Cultura. No entanto, o documento chama atenção não pelo seu conteúdo institucional, mas pela quantidade de erros de português, falhas de digitação e inconsistências formais.

Logo no início do texto, já é possível identificar problemas básicos. A ata começa com a expressão “de ata de eleição”, com a palavra “ata” precedida de um “de” separado, evidenciando erro logo na abertura de um documento oficial. Além disso, aparece a expressão “Cumpri Gestão 2025-2027”, termo que não corresponde à nomenclatura correta do Conselho Municipal de Cultura (CMC).

Ao longo do documento, os erros se repetem de forma recorrente. Há grafias inadequadas, uso incorreto de letras maiúsculas e minúsculas, como “comitê” e “cultura” iniciados em minúsculo em contextos formais, além de construções com problemas evidentes de revisão.

Outro ponto crítico está na forma como o horário da reunião é registrada. A ata informa que a reunião ocorreu “por volta das 8 horas da manhã às 12h30”. Em documentos oficiais, o correto é indicar horários precisos, e não expressões aproximadas, o que compromete a formalidade e a segurança do registro.

Também há trechos com redação inadequada, como a afirmação de que os participantes “ficaram em pé em atitude e respeito” para entoar o hino nacional, quando o mais adequado seria “em atitude de respeito” ou “em reverência”.

Além dos problemas de linguagem, há uma falha grave de formalidade: não consta no documento o nome de quem lavrou a ata. Ao final, o texto apenas menciona o encerramento e agradecimentos, sem identificar o responsável pela redação sendo informação essencial em qualquer ata oficial.

Outro aspecto que chama atenção é o intervalo entre a realização do evento e sua publicação. A eleição ocorreu em 18 de dezembro de 2025, mas a ata só foi divulgada quase quatro meses depois, em 14 de abril de 2026, o que levanta questionamentos sobre a transparência e a organização administrativa.

O Blog do Leonardo Alves segue acompanhando detalhadamente todas as publicações e atos oficiais da Prefeitura de Codó no Diário Oficial do Município. A nossa crítica é construtiva. Documentos públicos exigem revisão, clareza e respeito às normas formais, especialmente quando tratam de instâncias importantes como o Conselho Municipal de Cultura.

A publicação, da forma como foi feita, expõe fragilidades na elaboração e revisão de documentos oficiais, algo que poderia ser evitado com maior cuidado por parte da secretaria responsável.

Confira o print do documento cheio de erros:

Ao lado de vereador faltoso, Chiquinho Oliveira usa espaço da prefeitura e em expediente, pede apoio a seu filho condenado e inelegível e repete erro de 2012

Uma publicação feita na noite desta segunda-feira (13) pelo prefeito Chiquinho Oliveira  nas redes sociais coloca à prova o possível uso da máquina pública para fins eleitorais em pleno ano eleitoral.

Em vídeo gravado dentro da sede da Prefeitura, utilizando farda do município e, ao que tudo indica, em horário de expediente, o gestor aparece ao lado do vereador André Jansen, que mais faltou às sessões da Câmara em 2025, declarando apoio ao próprio filho, Francisco Nagib Buzar de Oliveira (Francisco Nagib), atualmente condenado e inelegível por irregularidades em prestação de contas no Tribunal de Contas da União.

Na mesma manifestação, o prefeito também afirmou alinhamento político com seu grupo, citando apoio à reeleição de Juscelino Filho para deputado federal e Francisco Nagib para deputado estadual.

O ponto que chama atenção não é apenas o apoio político em si, mas a insistência em promover diretamente um familiar que, mesmo inelegível, continua sendo colocado por ambição como peça central do grupo ignorando o nome de Agnes Oliveira.

O episódio atual, no entanto, não é isolado. Em 2012, o próprio prefeito e seu grupo político já vivenciaram situação semelhante. Conforme decisão do ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Edson Fachin, ficou registrado que houve uma ação dentro da fábrica do grupo FC Oliveira, de propriedade do próprio prefeito, com o objetivo de direcionar apoio à candidatura de Francisco Nagib e promessa de 14º salário caso Francisco Nagib fosse eleito, naquela época.

Nagib chegou a ser condenado juntamente com o seu vice Dr. Zé Francisco por abuso de poder econômico e compra de votos e passou a figurar na lista de políticos ficha suja.

O prefeito Chiquinho Oliveira segue agindo por impulso, mal assessorado por sua equipe jurídica e acreditando que com toda sua “dinheirada” está acima da lei.

Vereador Leandro Magalhães se promove com ação social de evangélicos vindos de Goiás e enaltece nomes de Chiquinho Oliveira, Nagib e Ricardo Torres

Uma publicação feita neste domingo (12) pelo vereador Leandro Magalhães, nas redes sociais, chamou a atenção do Blog Leonardo Alves ao abordar uma ação social realizada no povoado Lagoa dos Sales com a participação de evangélicos vindos de Goiás do Projeto Missionário Amparando Vidas (PROMAV).

Em vídeo divulgado, o parlamentar aparece agradecendo ao prefeito Chiquinho Oliveira, ao deputado Nagib e ao secretário de Educação Ricardo Torres pela autorização para abertura de uma escola onde ocorre a ação social.

No entanto, o conteúdo e a forma da divulgação chamaram a atenção do blogueiro Leonardo Alves. Isso porque a autorização para o funcionamento de atividades educacionais e sociais não se configura como favor pessoal, mas sim como uma obrigação do poder público, desde que atendidos os critérios legais. Ao tratar a iniciativa como um gesto concedido por lideranças políticas, a fala do vereador pode induzir a uma interpretação equivocada, como se houvesse um benefício pessoal ou excepcional por parte da gestão.

Embora seja legítima a participação do vereador na ação social, a forma como o conteúdo foi apresentado pode dar a entender uma promoção pessoal. Isso porque, ao destacar sua atuação e enaltecer nomes de figuras políticas, a narrativa passa a impressão de que ele estaria à frente da realização da ação, quando, na prática, trata-se de um trabalho coletivo no qual ele atua como apoiador.

Deputado Francisco Nagib deve recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral  para tentar reverter condenação e inelegibilidade

Deputado Francisco Nagib

O deputado estadual Francisco Nagib deve recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral na tentativa de reverter sua condenação inelegibilidade, após decisões no âmbito do Tribunal de Contas da União (TCU).

O ex-prefeito de Codó teve contas relacionadas ao programa Novos Estabelecimentos de Educação Infantil julgadas irregulares pelo TCU. Apesar da exclusão do débito inicialmente apontado e da redução da multa para R$ 5 mil, o tribunal manteve o julgamento pela irregularidade na prestação de contas, o que sustenta a condição de inelegibilidade até agosto de 2031.

De acordo com a própria decisão do TCU, o processo já transitou em julgado, ou seja, não cabem mais recursos dentro da própria Corte de Contas. Ainda conforme o entendimento dos ministros, Francisco Nagib teve direito à ampla defesa ao longo da tramitação, mas não se manifestou nos momentos processuais adequados. Posteriormente, tentou atribuir responsabilidade a terceiros, argumento que não foi acolhido pelo tribunal.

A tentativa de reverter a situação por meio do TSE é considerada difícil, já que a decisão do TCU está definitiva no âmbito administrativo. Além disso, a nova lista de gestores com contas irregulares deve ser divulgada em período próximo ao registro de candidaturas, o que pode manter a condição de inelegibilidade e até deixar seu grupo político sem representação na Assembleia Legislativa.

A insistência do deputado em manter seu nome como possível candidato, mesmo diante das restrições, mostra sua ambição pelo poder. Dentro do próprio grupo, há a possibilidade de lançamento de Agnes Oliveira, sua esposa, como alternativa, mas Francisco Nagib não aceita essa hipótese e segue determinado a disputar o cargo, mesmo enfrentando entraves no TCU.

Pedro Neres denuncia omissão da Prefeitura de Codó e destaca obra do Governo Federal no “Troca-Troca”

O médico Pedro Neres, filho do ex-prefeito de Codó, Dr. Zé Francisco, divulgou em seu Instagram um vídeo em que comenta a reconstrução e canalização do Riacho Água Fria no Troca-Troca, onde ele classificou como mais de um ano de omissão da Prefeitura de Codó.

Na publicação, Pedro Neres afirma que, após esse período sem ações do município, o Governo Federal deu início à obra, que terá investimento de R$ 4 milhões e 700 mil.

Durante o vídeo, o médico faz críticas diretas à gestão municipal e destaca a demora na execução do projeto. “Depois de anos que a gente vem pedindo, solicitando essa obra, as famílias lá implorando né para que pudesse ter essa obra. As famílias precisavam de um local para trabalhar e foi necessário o Governo Federal intervir pela omissão da Prefeitura de Codó”, criticou.

Ele também ressaltou que a situação se arrastava há bastante tempo sem solução e ainda destacou que a população tende a reconhecer a iniciativa do governo federal.

Confira o vídeo divulgado por Pedro Neres: