Confusão no Carnaval de Codó amplia desgaste político de deputado Francisco Nagib e vereador Hermínio da Farmácia

A confusão registrada durante as festividades de carnaval na segunda-feira (16) tem provocado forte repercussão negativa e ampliado o desgaste da imagem do deputado estadual Francisco Nagib, que pretende disputar a reeleição neste ano a depender do Plenário do Tribunal de Contas da União.

O episódio também gerou desgaste político para o vereador Hermínio da Farmácia, que se envolveu na confusão. A confusão aconteceu na Avenida Augusto Teixeira e ganhou repercussão por meio de vídeos publicados nas redes sociais.

A situação teria começado após atitudes provocativas de um grupo ligado ao deputado Nagib e ao vereador Hermínio da Farmácia com gestos obscenos, interpretados como deboche em direção ao médico Pedro Neres e ao seu pai, o ex-prefeito Dr. Zé Francisco, e seus familiares que estavam curtindo o carnaval.

Segundo relatos de foliões e internautas, o vereador Hermínio da Farmácia teria incentivado a confusão acompanhado do deputado Nagib. O ex-prefeito Dr. Zé Francisco divulgou um vídeo se manifestando sobre o assunto e cobrou maturidade do deputado, considerando que ele se comporta de forma infantil.

Até o momento, Francisco Nagib e Hermínio da Farmácia não se pronunciaram oficialmente sobre a confusão para esclarecer os fatos, o que também vem sendo alvo de críticas do Blog do Leonardo Alves. O deputado e o vereador governista optaram por permanecer em silêncio.

Blogueiros ligados a deputado fantasiado de Homem-Aranha ficam em silêncio sobre incerteza de candidatura após rejeição de recurso no TCU

Chama atenção o silêncio de blogueiros e aliados ligados ao deputado Francisco Nagib diante da incerteza que envolve sua possível candidatura nas eleições deste ano. Apesar de o parlamentar que se fantasiou de Homem-Aranha para curtir o carnaval já ter sido tratado como pré-candidato à reeleição por apoiadores, a situação é de indefinição jurídica e política.

A razão do silêncio está diretamente ligada ao fato de que a candidatura do deputado depende de uma decisão colegiada do Plenário do Tribunal de Contas da União (TCU). O parlamentar teve o nome incluído em lista de condenados em razão de apontamentos relacionados à falta de prestação de contas do Programa de Educação Infantil – Novos Estabelecimentos, o que pode comprometer seus planos eleitorais, conforme informou o Blog do Leonardo Alves em matérias anteriores.

Diante da situação, Nagib ingressou com recurso administrativo junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), apresentando documentação e alegando que as irregularidades que resultaram na condenação não seriam de sua responsabilidade.

Nesta segunda-feira (16/02/2026), o Blog do Leonardo Alves acessou o processo que trata da falta de prestação de contas do Programa de Educação Infantil – Novos Estabelecimentos, referente ao período em que Nagib atuava como gestor da Prefeitura de Codó. Conforme consta nos autos, em decisão datada de 12 de novembro de 2025, o relator do processo, Antônio Anastasia, entendeu que houve ilegalidades na prestação de contas, manifestando-se pela responsabilização antecipada, com aplicação de multa ao ex- gestor.

Na decisão, o relator acolheu a proposta uniforme da área técnica de recursos e do Ministério Público junto ao TCU (MPCU) e determinou o retorno do processo para deliberação pelo plenário, em caráter de julgamento ad hoc, ficando a situação definitivamente condicionada à apreciação colegiada dos ministros.

Mesmo diante da relevância do tema, que interessa não apenas ao meio político, mas também ao eleitorado, os blogs aliados ao deputado e seus canais de comunicação como FC TV e FC FM evitam comentar o assunto. O silêncio seria uma estratégia para evitar ampliar a repercussão negativa do caso, enquanto se aguarda o desfecho no TCU?

Deputado que se vestiu de Homem-Aranha e que usou segurança contra ex-prefeito Dr. Zé Francisco ainda não se posicionou oficialmente sobre confusão no Carnaval

Deputado estadual Francisco Nagib

Até o momento, o deputado estadual Francisco Nagib não se pronunciou oficialmente sobre a confusão registrada durante o carnaval realizado na Avenida Augusta Teixeira, na noite da última segunda-feira (16).

O episódio ganhou repercussão nas redes sociais e tem sido amplamente comentado por internautas e foliões que presenciaram o tumulto.

De acordo com informações e vídeos que circularam em grupos de WhatsApp e páginas de Instagram, a situação teria começado após atitudes provocativas de um grupo ligado ao deputado Nagib e ao vereador Hermínio da Farmácia com gestos obscenos, interpretados como deboche em direção ao médico Pedro Neres e ao seu pai, o ex-prefeito Dr. Zé Francisco, e seus familiares.

Enquanto os envolvidos Pedro Neres e Dr. Zé Francisco já vieram a público apresentar suas versões dos fatos, o silêncio do deputado Francisco Nagib gera questionamentos.

Ex-prefeito Dr. Zé Francisco se manifesta sobre confusão promovida pelo deputado Nagib e governista Hermínio da Farmácia – “Está acabando com o governo do pai dele”

O ex-prefeito de Codó, Dr. Zé Francisco, divulgou um vídeo na tarde desta terça-feira (17), para comentar a confusão promovida pelo deputado estadual Francisco Nagib e o vereador Hermínio da Farmácia, registrada no carnaval na tarde de segunda-feira (16), que ganhou repercussão nas redes sociais.

No vídeo, o ex-prefeito afirmou que Nagib não provocou não apenas sua pessoa, mas também membros de sua família e afirmou que o filho do atual prefeito de Codó, estaria acabando com o governo do pai dele.

Até o fechamento desta matéria, o deputado Nagib e o vereador governista Hermínio da Farmácia não se manifestaram oficialmente sobre a confusão carnavalesca.

Confira o vídeo com a manifestação de Dr. Zé Francisco:

Ministro André Mendonça diz que lucro de sua empresa irá para dízimo e obras sociais

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou, no Instagram, que os lucros e dividendos de sua empresa, o Instituto Iter, que realiza cursos na área jurídica, serão destinados ao dízimo na igreja, obras sociais e ações na área de educação. Ele anunciou a decisão no último dia 8, durante um culto de domingo na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo.

Mendonça, que também é pastor na igreja, pregava sobre Abraão, que fazia tendas e altares nos lugares onde passava. “Ao mesmo tempo em que parava e construía uma tenda, ele construía um altar de adoração a Deus”.

“À luz desse texto, eu com a minha esposa e sob as bênçãos dos meus filhos, decidimos que a nossa parte do Instituto Iter será para consagração de um altar a Deus. Tudo aquilo que um dia eu e a Janey fizermos por direito… nós nunca tivemos participação de lucro e resultado. Tudo que ganhei até hoje ali foi para dar aula. Mas tudo que o vier possivelmente a dar de lucro e resultado, vou separar 10% para o dízimo e os 90% restantes serão investidos em obras sociais e educação. Nada será tomado para mim.”

Disse depois que ficaria incomodado diante de Deus e da igreja se subisse no púlpito e se sentisse “vulnerável diante dos homens”. “Esse compromisso que faço é mais por meu papel como pastor da igreja, para dar testemunho da igreja. As tendas que Deus vai me dar são do meu salário do Supremo e da minha atividade estrita como professor. Qualquer participação de lucro e resultado será o meu altar diante de Deus, e como testemunho perante a sociedade de que um servo de Deus abre mão de tesouros na Terra para juntar tesouros no Céu”, afirmou mais adiante.

O anúncio, durante a pregação e depois nas redes sociais, ocorre em meio à discussão, no STF, sobre a implementação de um código de ética para os ministros, e a questionamentos sobre seus rendimentos por meio de empresas. Pela Lei Orgânica da Magistratura, juízes podem ser acionistas ou cotistas de empresas, mas não gestores.

Levantamento publicado pela Folha de S.Paulo neste domingo (15) mostrou que dos atuais 10 ministros do STF, nove têm empresas com parentes, a maioria escritórios de advocacia, institutos de educação e estudos jurídicos e no ramo imobiliário.

Na última quinta (12), Dias Toffoli se afastou da relatoria do inquérito do Banco Master após a revelação de que a Maridt, empresa de que é sócio com os irmãos, era dona de um resort no Paraná e vendeu participação para um fundo ligado ao pastor Fabiano Zettel, cunhado do empresário Daniel Vorcaro, ambos investigados pelo ministro.

Após a saída de Toffoli, Mendonça assumiu a relatoria do caso, por sorteio.

No culto, no dia 8 – antes, portanto, da mudança de relatoria no caso Master – Mendonça disse que ficou “triste e aborrecido” com a publicação de reportagens sobre o Iter e se perguntou se o sonho seria “mal interpretado pela sociedade” e como a igreja encararia as críticas.

“Me seria lícito auferir resultados de possíveis lucros que o instituto desse. Não estou dizendo que não é lícito. É lícito. Mas pesa sobre mim duas coisas. Uma delas é a posição que ocupo hoje na esfera pública. A segunda delas e mais importante, é a posição como ministro do Evangelho”, disse.

Contou que teve o sonho de fundar o Iter após seu mestrado na Espanha, em 2013, com a finalidade de capacitar gestores públicos. A organização da empresa, continuou, ocorreu depois que ele ingressou no STF, em 2021.

Acrescentou depois que todos são sujeitos a erros e equívocos, “mas hoje eventuais tropeços do André, do ministro e do pastor, repercutem em toda a igreja. E eu preciso dar bom testemunho. Eu tenho um compromisso com Deus, meus irmãos, que se um dia for para eu dar mau testemunho, que Deus me leve antes”, afirmou.

Renan Ramalho