Deputados apresentam projetos para proibir a linguagem neutra nas escolas

Os deputados Kim Kataguiri (União-SP), Dani Cunha (União-RJ), Roberto Duarte (Republicanos-AC), Coronel Chrisóstomo (PL-RO) e Delegado Marcelo Freitas (União-MG) apresentaram projetos de lei para proibir o uso da linguagem neutra na rede de ensino.

Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou inconstitucional uma lei estadual de Rondônia que proibia o uso da linguagem neutra nas escolas.

A Suprema corte entendeu que a lei nº 5.123, de Rondônia, era inconstitucional. A lei proibia a utilização de linguagem neutra em escolas públicas e privadas do estado e em editais de concursos públicos.

A deputada Dani Cunha sugere que o conceito da linguagem neutra é “fruto da ideologia de gênero, a qual ensina que o sexo biológico não é o suficiente para definir a sexualidade humana”.

No início deste ano, um post da Agência Brasil, que utilizou a linguagem neutra em sua escrita, gerou críticas por parte de parlamentares conservadores. O título do post foi “Parlamentares eleites reúnem-se pela primeira vez em Brasília”.

Caio Rangel

Flávio Dino determina novo inquérito sobre mortes de Marielle e Anderson

Foto: Tom Costa/ASCOM MJSP

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, informou hoje (22) que determinou a instauração de um novo inquérito da Polícia Federal para ampliar a colaboração com as investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, que conduzia o veículo em que ela estava.

O crime completa cinco anos no dia 14 de março e ainda não houve conclusão sobre mandantes e motivações.

“Estamos fazendo o máximo para ajudar a esclarecer tais crimes”, disse o ministro, ao anunciar a medida nas redes sociais.

Dino publicou imagens de uma portaria do Setor de Inteligência da Polícia Federal no Rio de Janeiro, segundo o qual o delegado Guilhermo de Paula Machado Catramby é o responsável pelo caso. A portaria instaura o inquérito determinando que as investigações apurem todas as circunstâncias que envolvem os crimes.

As investigações da Polícia Civil e do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro apontaram o sargento reformado e expulso da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMRJ) Ronnie Lessa como o autor dos disparos, com colaboração do ex-policial militar Élcio Queiroz.

Eles estão presos preventivamente desde 2019 e respondem por duplo homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emboscada e recurso que dificultou a defesa da vítima) e pela tentativa de homicídio contra uma assessora de Marielle, que também estava no veículo e sobreviveu.

Fonte: Agência Brasil

Michelle Bolsonaro agrega bandeira da inclusão, diz ex-presidente do PL Mulher

Antecessora de Michelle Bolsonaro na presidência do PL Mulher, a deputada Soraya Santos (PL-RJ) acredita que a ex-primeira-dama vai ajudar a acrescentar a bandeira da inclusão na instância partidária.

“A mulher se movimenta por causas, não por poder. Ela entra na política para defender quem precisa, defender uma bandeira, e Michelle soma nesse sentido”, avalia.

A deputada conta que a ex-primeira-dama, inicialmente, engajou-se apenas nos direitos da pessoas com deficiência auditiva, mas acabou se tornando uma voz importante na pauta da inclusão como um todo. “Nada mais justo do que ela, que fez parte de todo um movimento nacional, de uma luta muito madura, assumir a presidência e dar a continuidade a esse trabalho”, afirma.

Soraya diz que a nova titular dará continuidade ao trabalho iniciado por ela de formação de novas lideranças e capacitação de mulheres na política, para o partido não acabar lançando candidaturas femininas de última hora apenas para preencher a cota.

Esse trabalho deve se iniciar já em abril, para dar resultados nas eleições municipais de 2024.

Para ela, esse é um esforço que se insere em um cenário que vai além o PL de necessidade de maior representatividade das mulheres na política. Segundo relata, até 2020 havia 1,9 mil municípios sem nenhuma vereadora; no ano seguinte, reduziu-se para 900.

No PL, nas últimas eleições, a bancada de deputadas federais cresceu de cinco para 17. O objetivo, afirma, é conseguir eleger pelo menos uma por unidade da federação em 2026.

Michelle iniciou suas atividades como presidente do PL Mulher nesta quarta-feira (15). Foi à sede do partido e se reuniu com a bancada feminina da Câmara.

Fonte: FÁBIO ZANINI

Em bloco de carnaval, advogada protesta contra o feminicídio

Bloco carnavalesco também é espaço para manifestação. Nesta terça(21), a professora e advogada Yoná Sousa, 50 anos, foi ao bloco Batatinha do Louah, na zona Leste de Teresina, caracterizada e com uma faixa contra o feminicídio.

Para ela, por reunir uma grande quantidade de pessoas, as festas também devem ser usadas para a conscientização acerca da violência contra a mulher.

“Eu já fui vítima e agradeço por estar viva, levo essa bandeira contra o feminicídio, acho que o Carnaval também é um momento de conscientizar as pessoas, pois temos multidões aqui. Já chega, basta de feminicídio, estou aqui muito emocionada”, disse.

“Tivemos um Carnaval sem violência, que respeita a mulher. Tivemos um policiamento maravilhoso, onde não foi registrado dentro das festas nenhum caso de violência contra a mulher, então, também queria parabenizar a prefeitura e a PM, e o estado”, completou a foliã.

Flash Paula Sampaio