Jovem de 17 anos é surpreendida por trans nu em chuveiro de vestiário

Uma adolescente de Califórnia, Rebecca Phillips, de 17 anos, estava tomando banho em um banheiro da YMCA, a Associação Cristã de Moços, uma organização mundial e o maior movimento social do mundo que se dedica à juventude, quando encontrou um homem nu usando o vestiário feminino.

“Voltei imediatamente para o chuveiro aterrorizada e me escondi atrás da cortina até que ele se fosse. Corri para me trocar o mais rápido possível e organizar meus pensamentos para compartilhar com a recepção”, ela testemunhou perante a Câmara Municipal de Santee.

De acordo com a CBN News, Phillips contou aos funcionários da YMCA sobre seu encontro com o homem nu, no entanto eles lhe disseram que o homem podia estar lá porque ele se identificava como uma mulher.

Mais tarde, o diretor de filiação da YMCA do condado de San Diego ligou para o pai de Rebecca e lhe disse que ela estava “segura”. Além disso, o diretor confirmou que o homem biológico “estava de fato autorizado a tomar banho onde quisesse”.

“Me fizeram sentir como se tivesse feito algo de errado. A exposição indecente de um homem a uma menina menor de idade era um inconveniente para eles”, disse ela.

Desta forma, desde que a menina de 17 anos expressou seu trauma pelo incidente, o homem biológico revelou sua identidade como Christynne Lili Wrene Wood, afirmando que fez uma cirurgia de “confirmação” de gênero e afirmando que a menina não viu seus genitais.

Sendo assim, Santee faz parte do condado de San Diego e votou em maio passado para redefinir a palavra “mulher”, que agora dá às mulheres transgêneros acesso a todas as instalações do condado, incluindo banheiros, prisões, abrigos para sem-teto e abrigos de violência doméstica.

“Esta é a YMCA onde centenas de crianças passam suas tardes de verão em acampamentos de acolhimento de crianças. Esta é a YMCA onde minha irmãzinha teve aulas de ginástica. O vestiário deveria ser seu refúgio seguro para fofocar com suas amigas, tomar banho e trocar de roupa”, disse Phillips.

GOSPEL PRIME

Atividade física reduz pela metade o risco de desenvolver diabetes

Uma nova pesquisa concluiu que a prática de atividade física reduziu em 50% os riscos de aparecimento de diabetes em comparação com pessoas que não adotavam um estilo de vida com exercícios.

Segundo os autores do estudo publicado nesta segunda (30) na revista Jama, já existem evidências das vantagens dos exercícios associados a uma alimentação saudável na redução das chances de se ter diabetes tipo 2. Mas a nova pesquisa procurou entender o efeito isolado das atividades físicas.

A primeira fase da pesquisa foi composta por 208 participantes com obesidade que adotaram diferentes rotinas de atividades físicas. Um desses grupos foi exposto a uma rotina intensa de exercícios físicos por um ano. Outro grupo foi formado por pessoas que adotaram exercícios físicos de forma moderada. Por último, alguns participantes não foram submetidos a uma rotina de atividades físicas.

A rotina de exercícios físicos foi focada em atividades aeróbicas. Por um ano, os participantes eram supervisionados por profissionais para manter o hábito de exercícios físicos. A dieta, no entanto, não deveria ser alterada.

Após esse primeiro ano, os participantes foram aconselhados a manter a rotina de atividades físicas, mesmo sem terem supervisão direta. Os pesquisadores, então, acompanharam a incidência de diabetes, peso dos participantes e circunferência abdominal em dois períodos: após dois anos da primeira fase do estudo e depois de dez anos.

Nem todos os participantes continuaram nessas outras fases dos estudos. No total, 195 tiveram seus dados coletados para observar as alterações dois anos após a primeira fase e 179 estiveram no acompanhamento que ocorreu dez anos depois.

Após dez anos do início da pesquisa, observou-se que a incidência da doença no grupo que não realizava atividades físicas era cerca de 4 casos a cada 100 pessoas por ano. Para aqueles que tinham uma rotina intensa e moderada de exercícios, a taxa era aproximadamente a metade: 2 casos a cada 100.

Segundo os autores, a redução de cerca de 50% nos índices de diabetes tipo 2 nesses participantes pode ter associação com uma melhora no controle da obesidade. Já se sabe que o excesso de peso é um fator de risco importante para o aparecimento da diabetes. Ao realizar atividade física, esse aspecto é controlado de forma mais adequada, diminuindo as chances de ter diabetes.

“Nossos resultados são favoráveis ao exercício físico como um esquema eficaz para o controle da obesidade a fim de retardar a progressão para diabetes tipo 2”, afirmam no artigo.

Fonte: Folhapress

CONCURSO – Assembleia formaliza contratação de banca FGV e marca divulgação do edital para 15 de fevereiro

A Comissão de Concurso Público da Assembleia Legislativa do Maranhão comunicou, nesta segunda-feira (30), que foi formalizada a contratação da Fundação Getúlio Vargas (FGV), visando ao planejamento, organização e realização do Concurso de Provas e Títulos para provimento aos cargos de níveis superior e médio da Alema. Informou, ainda, que o edital de abertura do certame está em fase de finalização e será publicado no próximo dia 15 de fevereiro.

O ato cumpre a Resolução Administrativa da Mesa Diretora nº 594/2022, que revogou o Edital ALEMA/CEPERJ nº 01/2021.

Segundo o comunicado, os candidatos cujas inscrições haviam sido homologadas na vigência do edital anterior (cancelado) deverão efetuar nova inscrição na forma e nos termos previstos pelo novo Edital de abertura, a ser publicado. Entretanto, ficará assegurado aos candidatos o aproveitamento do valor pago pela taxa de inscrição para o mesmo cargo/especialidade, bem como o aproveitamento da isenção deferida, relativas às inscrições homologadas na vigência do Edital ALEMA/CEPERJ nº 01/2021.

O documento confirma, ainda, que serão abertas novas inscrições no edital que será publicado.

Ministério Público Federal se manifesta contra suspensão de posse de 11 deputados apoiadores de Bolsonaro

O MPF (Ministério Público Federal) se posicionou de forma contrária ao pedido de suspensão da posse de 11 deputados por suposta incitação dos atos golpistas no domingo, 8 de janeiro. O órgão enviou ao STF uma manifestação contrária ao pedido de advogados que pretendia suspender os efeitos jurídicos da diplomação dos parlamentares.

Caso aceito, o pedido apresentado ao ministro Alexandre de Moraes impediria a posse dos deputados, marcada para quarta-feira (1º).

Na manifestação, assinada neste sábado (28), o subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos lembra que os deputados possuem, desde a diplomação, prerrogativas constitucionais, imunidade formal e material, conforme previsto na Constituição.

Assim, segundo a manifestação do MPF, “qualquer ato que constitua violação de decoro deve ser apurado e processado nos termos do Regimento Interno e no Código de Ética da Câmara de Deputados, pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.”

Em relação ao pedido para instauração de inquérito contra os parlamentares, o subprocurador-geral afirma que, como até o momento, “não há elementos que indiquem que os deputados tenham concorrido, ainda que por incitação, para os crimes executados no dia 8 de janeiro de 2023, não há justa causa para a instauração de inquérito ou para a inclusão dessas pessoas nos inquéritos já instaurados.”

“É óbvio que, caso surjam novos elementos que indiquem que os parlamentares concorreram para os crimes, serão investigados e eventualmente processados na forma da legislação em vigor”, acrescentou.

De acordo com a manifestação, “a instauração de inquéritos sem elementos mínimos viola direitos e garantias fundamentais, submetendo-se o investigado a constrangimento ilegal, nos termos de jurisprudência do Supremo Tribunal Federal”.

O ministro Alexandre de Moraes havia dado 24 horas para que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestasse sobre um pedido em que o grupo de advogados Prerrogativas pedia a suspensão da posse de deputados federais bolsonaristas.

O grupo de juristas argumentou que os congressistas eleitos e reeleitos endossaram os atos terroristas realizados em 8 de janeiro, em Brasília. Os advogados solicitaram ainda a instauração de inquérito policial apuração da responsabilidade penal dos deputados em relação às manifestações.

Fonte: Folhapress

Presidentes de Câmara e Senado carregam ‘maldição’ após mandato; entenda

As cadeiras de presidente da Câmara dos Deputados e do Senado federal, que novamente entram em disputa nesta quarta-feira (1º), carregam uma “maldição” para a maioria daqueles que as ocuparam.

A de se manter em evidência ou, mais difícil ainda, ascender politicamente em comparação à ex-função, que está entre as mais importantes da República.

Nenhum político que ocupou essas cadeiras na história recente conseguiu depois chegar à Presidência da República pelo voto direto. Isso só ocorreu há cerca de 100 anos, com três senadores da República Velha (1889-1930).

No atual período democrático, 20 dos 30 antecessores do deputado Arthur Lira (PP-AL) e do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) -que disputam a reeleição nesta quarta (1º)- passaram por estagnação política, declínio ou morreram pouco depois de deixar o mandato.

A perda ou iminente perda de poder é descrita na política por meio de algumas simbologias, como a de que até o café servido passa a ser frio, ou expressões como a síndrome do pato manco, mais comumente usada na política norte-americana para descrever a situação de presidentes em fim de mandato.

No caso da Câmara dos Deputados brasileira, uma metáfora usada por Ulysses Guimarães, que presidiu a Casa de 1985 a 1989, é repetida por Arlindo Chinaglia (PT-SP), que ocupou o mesmo posto do início de 2007 ao início de 2009.

A de que o presidentes da Câmara que volta ao rame-rame diário de um deputado comum é igual a um piano de cauda saindo do caminhão de mudança –todo mundo acha imponente, digno de respeito, mas ninguém sabe direito onde colocar aquilo.

“O determinante é como você chegou à presidência da Câmara e como você exerceu. Eu cheguei à conclusão de que às vezes mais importante do que você ganhar é como você ganhou. No meu caso, o que mais me sensibilizou foi o dia que eu presidi a última sessão. A hora que eu levantei da cadeira, eu fui aplaudido de pé. É aí que você sabe se você é respeitado ou não”, afirma Chinaglia.

O petista, que toma posse na quarta do seu oitavo mandato, tentou voltar ao comando da Câmara em 2015, mas, mesmo sendo o candidato oficial da presidente Dilma Rousseff (PT), perdeu no primeiro turno para Eduardo Cunha (MDB-RJ), que se tornou posteriormente o líder do processo que resultou no impeachment da presidente.

Os quatro antecessores de Arthur Lira passaram por situação parecida ou pior.

Marco Maia (PT-RS), que presidiu a Câmara no biênio 2011-2012, não conseguiu se reeleger deputado federal em 2018, saiu em período sabático no ano seguinte e, depois, virou diretor de uma fintech.

Seu sucessor no mais alto posto da Câmara, Henrique Eduardo Alves (MDB-RN) virou ministro do Turismo na gestão Dilma Rousseff, mas acabou preso em 2017 pela Operação Lava Jato. Tentou voltar à Câmara dos Deputados em 2022 para o seu 12º mandato, mas não se elegeu.

Eduardo Cunha (2015-2016) começou a assistir ao declínio político ainda na cadeira da presidência da Câmara.

Após liderar o impeachment de Dilma, foi afastado do cargo e do mandato pelo STF (Supremo Tribunal Federal), em maio de 2016, em meio às investigações da Lava Jato. Em setembro teve o mandato cassado pelo plenário da Câmara e, em outubro, foi preso.

Tentou voltar à Câmara nas eleições de 2022, desta vez por São Paulo, mas teve pouco mais de 5.000 votos e não se elegeu. Ele não quis dar entrevista.

Rodrigo Maia (RJ), que derrotou o centrão de Cunha e o sucedeu em 2016, foi um dos mais poderosos e longevos presidentes da Câmara.

Foram quatro anos, seis meses e 19 dias de comando -um mandato-tampão e dois completos-, o maior período ininterrupto desde Ranieri Mazzilli (1958-1965).

Nesse período, Maia foi, por exemplo, crucial para que Michel Temer (2016-2018) resistisse no cargo de presidente da República durante o escândalo da JBS, em 2017.

Já sob Bolsonaro, Maia conteve o andamento da chamada “agenda de costumes”, distribuiu uma profusão de notas de repúdio contra assanhos antidemocráticos do mandatário e capitaneou ações na área econômica, como a reforma da Previdência.

Ao ver seu candidato (Baleia Rossi, do MDB) ser derrotado por Lira em 2021, porém, o poder se esvaiu de uma hora para outra.

“Essa é a beleza da democracia, a alternância de poder. A pessoa, quando sai da presidência da República, cai no mesmo dilema. Eu acho que o grande desafio é você não ficar olhando para trás, compreender que aquele circo passou e que você tem que procurar outros caminhos”, afirmou Maia.

O deputado assumiu uma secretaria na gestão de João Doria, em São Paulo, não se candidatou em 2022 e afirma que voltará para a iniciativa privada a partir desta quinta-feira (2).

“Eu mesmo vim para São Paulo, foi um ótimo aprendizado. Agora estou indo para a iniciativa privada, e não deixei de ter meu espaço. Dei várias entrevistas desde que eu saí da da presidência da Câmara, dando a minha opinião. Então, continuo sendo um ator importante da política brasileira, sabendo que nada é comparável com a presidência da República, da Câmara ou do Senado.”

Voltando mais no tempo, há os casos de presidentes que morreram de forma inesperada pouco após deixar o poder (Ulysses Guimarães e Luís Eduardo Magalhães) ou que, assim como Cunha, tiveram o nome envolvido em suspeitas de malfeito ainda na cadeira ou logo após deixá-la (Ibsen Pinheiro, Severino Cavalcanti e João Paulo Cunha).

Ibsen foi uma das figuras centrais do impeachment de Fernando Collor de Mello, em 1992.

No entanto, teve o mandato de deputado cassado dois anos depois em meio ao escândalo dos Anões do Orçamento. Embora o STF tenha em 1999 arquivado por falta de provas o processo no qual ele era acusado de enriquecimento ilícito e sonegação fiscal, Ibsen jamais recuperou o status político.

Como exceções à “maldição”, é possível citar, entre outros, Michel Temer (MDB-SP) e Aécio Neves (PSDB-MG).

Ambos tinham forte ascendência sobre os seus partidos quando deixaram o posto. O primeiro se elegeu vice-presidente e, após ser um dos líderes do movimento pelo impeachment de Dilma, assumiu a Presidência.

O segundo, governou Minas Gerais por dois mandatos e se elegeu senador, chegando a quase vencer a disputa à Presidência da República, em 2014.

Ambos passaram por declínio político, mas muitos anos depois de deixarem o comando da Câmara.

Uma das explicações para a “maldição” das cadeiras de presidente da Câmara e do Senado é a de que elas representam um dos principais cargos da República, o que torna complexa a tarefa de manter ou ampliar o poder após deixá-la.

O presidente da Câmara é o segundo na linha sucessória da presidência. O do Senado, o terceiro. Além de chefiarem o Congresso, ambos têm em suas mãos o controle sobre projetos e temas que irão a voto ou serão engavetados, distribuição de relatorias e verbas do Orçamento aos parlamentares, entre outras funções.

No Senado, a lista de ocupantes da principal cadeira que conseguiram escapar de declínio político é mais extensa, como mostram os ainda hoje senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Davi Alcolumbre (União-AP), ambos mantendo ainda grande influência política no Congresso.

Mas a queda livre também é observada por lá.

Eunício Oliveira (MDB-CE), por exemplo, não conseguiu a reeleição para senador em 2018, quando ainda estava sentado na cadeira de presidente da Casa.

Ele voltará ao Congresso a partir desta quarta, mas na condição de deputado federal. A Folha de S.Paulo não conseguiu falar com o parlamentar.

Fonte: Folhapress (Ranier Bragon e Danielle Brant)