Município de Sucupira do Riachão poderá ser reconhecido como ‘Capital Maranhense da Cachaça’

Glaubert Cutrim – Autor do projeto de lei que reconhece Sucupira do Riachão como ‘Capital Maranhense da Cachaça’

A Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, na sessão plenária desta quarta-feira (7), em segundo turno, o Projeto de Lei 367/2022, de autoria do deputado Glaubert Cutrim (PDT), que reconhece o município de Sucupira do Riachão como ‘Capital Maranhense da Cachaça’. A matéria seguirá para sanção do governador Carlos Brandão.

Em sua justificativa, o autor da proposição esclarece que o cultivo da cana-de-açúcar faz parte da cultura do povo sucupirense, uma vez que, além de fonte de renda e trabalho, a boa fama do produto produzido passou a se espalhar por diversos lugares do Maranhão, inclusive com a distribuição para muitos estados do Brasil, onde passou a ter relevância em âmbito nacional por ser um produto de alta qualidade.

Informa, ainda, que Sucupira do Riachão possui, aproximadamente, 50 alambiques de cachaça artesanal. E que as cachaças Vale do Riachão e Baixão do Cosmo têm registro do Ministério de Agricultura.

Paulo Phietro – Agência Assembleia

JUSTIÇA – Ex-juiz pede prisão preventiva de Alexandre de Moraes ao Supremo Tribunal Militar

O ministro Alexandre de Moraes (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O ex-juiz Wilson Issao Koressawa entrou com representação criminal e notícia-crime solicitando a prisão preventiva do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Ajunto ao Superior Tribunal Militar (STM).

Diante das muitas decisões inconstitucionais do ministro do Supremo, somado ao fato de o Senado não reagir contra Alexandre de Moraes, a demanda foi encaminhada ao Tribunal Militar e terá como relator o ministro Artur Vidigal de Oliveira.

Koressawa foi juiz do Tribunal de Justiça do Amapá e, atualmente, é promotor de Justiça aposentado do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

O pedido foi apresentado em um momento de tensão, quando populares fazem manifestações contra a volta do petista Luiz Inácio Lula da Silva ao poder.

Além disso, o fato de o ministro Alexandre de Moraes ser o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vem causando ainda mais preocupação.

GOSPEL PRIME

Neymar chora após eliminação, e vira destaque na imprensa internacional

Após a derrota nos pênaltis para a Croácia, o atacante Neymar chorou bastante ao lamentar a eliminação.

O choro do jogador foi inclusive destaque na imprensa internacional.

Aos 30 anos, o jogador chegou ao Qatar tendo a certeza que essa seria a sua melhor Copa do Mundo da carreira. Depois de frustrações em 2014 e em 2018, ele termina 2022 com mais um trauma após a eliminação diante da Croácia, novamente nas quartas de final, assim como foi contra a Bélgica na Rússia, há quatro anos.

E esse, com requintes de crueldade, terminou em choro antes de deixar o gramado. Ele fez um golaço que parecia ser o da vitória na prorrogação, quando já estava claramente cansado, mas viu sua equipe sofrer o empate nos minutos finais do 2º tempo da prorrogação. A eliminação nos pênaltis veio em seguida e ele nem chegou a cobrar.

Fonte: Folhapress

No pênaltis, Brasil perde para Croácia e cai nas quartas de final da Copa do Mundo

A Seleção Brasileira cai nas quartas de final da Copa do Mundo para a Croácia, nas penalidades. Após 120 minutos de jogo, nas penalidades os Croatas tiveram 100% de aproveitamento, com quatro cobranças e todas convertidas. Do lado brasileiro, Rodrygo e Marquinhos desperdiçaram suas cobranças e Casemiro e Pedro fizeram os seus.

A Croácia está na semifinal da Copa do Mundo 2022. Ao bater o Brasil, nesta sexta-feira (9), por 4 a 2 nos pênaltis, depois de 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, os europeus conseguiram um feito impressionante: é a segunda vez entre os quatro melhores da Copa sem vencer um jogo mata-mata no tempo normal.

Como a própria Fifa lembrou nas redes sociais, os atuais vice-campeões da Copa acumulam classificações depois de 90 minutos.

No Mundial da Rússia, em 2018, a Croácia passou das oitavas e das quartas de final nos pênaltis. Na primeira eliminatória, empatou (1 a 1) com a Dinamarca no tempo normal e fez 3 a 2 nas penalidades.

Nas quartas na Rússia, empatou com os anfitriões por 2 a 2 e venceu nos pênaltis por 4 a 2. Na semifinal de 2018, os croatas venceram a Inglaterra por 2 a 1 depois de tempo normal e prorrogação.

Já em 2022, a sina se repete. A Croácia empatou por 1 a 1 com o Japão, arrastou o jogo para os pênaltis e derrotou os asiáticos por 3 a 1. Nas quartas, tiraram o Brasil nas penalidades depois de novo empate em 120 minutos.

Pâmella Maranhão
redacao@cidadeverde.com

No Direto ao Ponto, Kazumi Tanaka fala sobre crescimento dos casos de feminicídios no Maranhão

O programa ‘Direto ao Ponto’ desta sexta-feira (9), na TV Assembleia, exibiu entrevista da delegada Kazumi Tanaka, coordenadora das Delegacias da Mulher no Maranhão, à apresentadora e diretora adjunta de Comunicação da Assembleia Legislativa, jornalista Sílvia Tereza. Em conversa franca, ela tratou sobre o aumento no número de feminicídios no estado, que registra mais de 60 casos este ano; o mapeamento desse crime, as políticas públicas de combate e a legislação em vigor.

A delegada destacou a atuação do Legislativo maranhense em torno do tema. “A Assembleia sempre foi nossa grande parceira. O trabalho do Parlamento Estadual é essencial para que a gente possa desenvolver boas políticas públicas e para que, especificamente, a gente tenha orçamento para trabalhar”, ressaltou.

Em vigor, normas aprovadas pela Casa e sancionadas pelo governo, como a Lei nº 11.352, de 2 de outubro de 2020, originária do PL 425/2019, de autoria da deputada Daniella, que dispõe sobre a obrigatoriedade de dar ampla divulgação à Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (Disque 180), nos edifícios e condomínios residenciais do estado.

Segundo Kazumi Tanaka, o Maranhão tem 22 Delegacias da Mulher implantadas, além de dispor da estrutura da Casa da Mulher Brasileira, em São Luís, e da Casa da Mulher Maranhense, em Imperatriz. Ela afirmou que uma nova unidade será criada também em Caxias e outras cidades do estado. “A gente trabalha em rede”, resume a delegada, que também é membro do Conselho Estadual da Mulher.

De acordo com ela, os crimes de feminicídio no Maranhão têm uma identificação real porque o estado adota um protocolo operacional padrão, tanto para a perícia quanto para a investigação da ocorrência. “Se verificar que se encaixa como feminicídio, conforme está na lei, já entra na contabilidade das nossas estatísticas de que ali foi um feminicídio tentado ou consumado”, pontuou.

A delegada detalhou que o Maranhão é um dos estados que dispõe de Departamento de Feminicídio e, por isso, consegue fazer esse monitoramento de todos os crimes do tipo. Pelos registros, São Luís é a cidade com maior número de casos, seguida por outros grandes centros, como Imperatriz e Balsas.

Kazumi Tanaka também tratou sobre as punições aos acusados pelos crimes. “A grande maioria dos criminosos já está na cadeia, exatamente porque há esse monitoramento de perto”, ressaltou, lembrando que ainda há foragidos, mas todos com pedidos de prisão preventiva deferidos pela Justiça.

Canais de denúncia

A delegada elencou os canais de denúncia disponibilizados pelos órgãos de Segurança Pública, como a Casa da Mulher Brasileira, que à noite, nos feriados e fins de semana atende ocorrências da capital e dos demais municípios da Grande Ilha de São Luís. Após o registro da denúncia, a vítima pode contar com o apoio, via celular, da Patrulha Maria da Penha.

Segundo ela, há, ainda, o aplicativo “Salve Maria Maranhão”, disponibilizado a moradoras da Ilha, de Imperatriz, Açailândia, Timon, Caxias, Pedreiras e Trizidela do Vale. No caso de denúncias anônimas, há o telefone 181.

Sinais de violência

Na entrevista, Kazumi Tanaka falou, também, sobre os sinais de violência doméstica que precisam ser observados pelas mulheres. “Se há aquele incômodo, se ela percebe que está mais infeliz naquela relação, já tem o primeiro sinal de alerta”, disse, elencando os tipos de violência, incluindo a psicológica e a física.

E foi taxativa: “O feminicídio é uma morte anunciada. Não acontece de uma hora para a outra”.

Contextualização

A delegada fez uma contextualização do problema, enfatizando que a estrutura da sociedade é machista e que ensina homens e mulheres a terem relacionamentos amorosos baseados em relação de posse e até em hierarquia, na qual a vontade masculina deve prevalecer.

“Infelizmente, é uma história que não é de agora, que vem sendo construída ao longo do tempo. Recentemente, é que se começou a pensar em política pública, não apenas em delegacia, especificamente, mas em ações que tenham a possibilidade de resgatar essas mulheres de uma vida de violência”, concluiu.

O programa ‘Direto ao Ponto’ vai ao ar todas as sextas-feiras, às 10h30, pela TV Assembleia (canal aberto digital 9.2; Maxx TV, canal 17; e Sky, canal 309).