Pastor Samuel Câmara sinaliza aproximação com Lula e surpreende evangélicos

O líder da Assembleia de Deus em Belém do Pará também elogiou o primeiro discurso de Lula, dizendo que ele citou o nome de Deus várias vezes.

O pastor Samuel Câmara, presidente da Igreja Mãe da Assembleia de Deus em Belém do Pará, sinalizou uma futura aproximação com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Durante um culto, onde ele orientou os fiéis a orarem por Lula, o religioso disse que estava alegre com o resultado das eleições.

Câmara também disse que estaria à disposição para receber o futuro presidente em sua igreja. A declaração repercutiu como um convite informal e indireto ao petista, para que ele participe da próxima festividade da Igreja Mãe.

“E se o presidente da república (Lula) quiser um dia se sentir honrado e também honrar e vir nos visitar, como o presidente atual (Bolsonaro) fez, o que nós vamos fazer? Vamos recebê-lo! Vamos orar também, claro que fica algumas feridas. Mas eu to dizendo isso para ajudar você a ser grande no seu pensamento e não ficar no tamanho só em um resultado de uma eleição”, afirmou o pastor.

Em outro momento do seu discurso, Samuel diz que está feliz com o resultado das eleições: “Estou muito feliz com o resultado. No primeiro momento vi muita gente triste, chorando. Mas eu sou um homem de 65 anos, já passei por muitas situações nesse Brasil. Já convivi com a presidência do presidente eleito e eu fiquei muito feliz em ser livre para poder pedir a Deus que continue abençoando o Brasil.”

Vale destacar que, em outubro deste ano, o Partido dos Trabalhadores (PT) processou a denominação simplesmente por ter colocado uma bandeira do Brasil na entrada.

Samuel Câmara também elogiou o primeiro discurso de Lula, dizendo que ele citou o nome de Deus várias vezes, e que isso já é muito importante. Ele destacou que nunca tinha visto isso na história.

Por Caio Rangel

CAXIAS – Ministério Público aciona diretor do SAAE, servidores e empresa por improbidade

O Ministério Público do Maranhão, por meio da1ª Promotoria de Justiça de Caxias, ajuizou, no dia 1º de novembro, Ação Civil Pública por improbidade administrativa contra o diretor do SAAE (Sistema de Abastecimento de Água e Esgoto) de Caxias, servidores públicos da autarquia municipal e a empresa contratada para locação de caminhão guindaste, tipo munck, devido a irregularidades praticadas na execução desse contrato.

Como medida liminar foi requerida a indisponibilidade dos bens dos requeridos até o montante de R$ 89.150,00.

Os acionados são Arnaldo de Arruda Oliveira (diretor do Saae), José de Ribamar Machado Lima, Kelliane da Silva Santos (servidores do órgão) e a empresa Conserv Construções e Serviços, vencedora do contrato 01/2018. O autor da ação é o promotor de justiça Francisco de Assis da Silva Júnior, titular da 1ª Promotoria de Justiça de Caxias.

No pedido principal, foram requeridas as condenações dos agentes públicos com aplicação das penalidades previstas na Lei 8.249/92, entre as quais a perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por até 12 anos, pagamento de multa civil equivalente ao valor do dano e proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo não superior a 12 anos.

Quanto à empresa Conserv Construções e Serviços foi requerida a sua condenação conforme as sanções previstas na Lei 12.846/2013, que dispõe sobre a responsabilização administrativa e civil de pessoas jurídicas pela prática de atos contra a administração pública.

Ainda no pedido principal foi solicitada a condenação dos réus ao ressarcimento ao erário no valor de R$ 89.150,00.

IRREGULARIDADES

Após representação junto à Ouvidoria do MPMA, foi instaurado, em outubro de 2018, um inquérito civil para apurar as possíveis irregularidades no contrato. “É possível, constatar desde o início, uma atividade corrupta transvertida de desorganização, que tinha o único propósito de criar uma camuflagem para fugir dos órgãos de controle e fiscalização, pois, conforme se verifica, já nesse período, nenhuma máquina fora localizada, e os servidores davam desculpas de que a utilização do maquinário só se efetiva em caso de extrema necessidade”, relata na Ação Civil Pública o promotor de justiça.

Uma análise da Assessoria Técnica do Ministério Público do Maranhão sobre o processo licitatório, que culminou na formalização do contrato investigado, identificou várias irregularidades, entre elas pesquisa de preços restrita, falhas na publicidade do certame e o preço contratado 177% acima da média dos valores firmados por outras instituições no mesmo período.

INDIVIDUALIZAÇÃO DAS CONDUTAS

Para demonstrar a participação de cada ente envolvido nas irregularidades, a Ação Civil demonstrou as condutas de forma individualizada.

Arnaldo de Arruda Oliveira autorizou a abertura do procedimento licitatório nos termos em que se encontravam, ainda que com valores muito superiores ao que poderia ser contratado. “Aqui é possível se verificar toda a estrutura de criação de um sobrepreço, ou seja, um dano potencial foi estruturado e escalonado sob a gestão do réu, eis que todas as definições dos preços se deram em fase preparatória da licitação”, descreve o teor da ACP.

Além disso, a ação acrescenta que o réu tentou de todas as formar retardar a atuação do Ministério Público do Maranhão durante o inquérito. Questionado sobre se o caminhão objeto da locação estava a serviço do SAAE, ele solicitou dilação de prazo de 30 dias, mas só veio a juntar a documentação quase cinco meses depois, e somente após ser determinada a expedição de requisição.

O servidor José Ribamar Machado Lima foi o responsável pelo que o relatório da Assessoria Técnica do MPMA classificou como pesquisa de preços restrita, já que houve uma falsa diligência, para que fosse dada a aparência de legalidade à pesquisa. “Em seu depoimento neste órgão de execução, uma hora ele afirmava que pegava a média de valores (apanhado de valores); em outro momento afirmava que buscava a necessidade da empresa. O réu não sabe explicar como funcionava na prática essa pesquisa de preço, sempre se utilizando de resposta evasivas”, constatou o promotor de justiça Francisco de Assis Júnior.

A participação de Kelliane da Silva Santos consistia em atestar de maneira genérica a realização do serviço, de maneira a impossibilitar qualquer fiscalização efetiva.

“Trata-se, como se verifica, não de um único ato ou de um único agente atuando para desvio de dinheiro público, mas de atos concatenados com participação de agentes públicos, para que houvesse a indevida incorporação, perda e desvio de renda pública para empresa privada”, resume a ACP.

Redação: CCOM-MPMA

Leonardo Gonçalves diz que está sendo rejeitado por apoio a esquerda

Depois de seu posicionamento político, o artista parou de receber convites para cantar em igrejas evangélicas.

O cantor gospel Leonardo Gonçalves, que está na estrada há mais de 20 anos, fez uma revelação durante entrevista ao programa Conversa com Bial, na última segunda-feira (7).

O artista contou que, desde que passou a se posicionar politicamente, suas agendas em igrejas evangélicas praticamente acabaram.

Gonçalves destacou que não está sendo perseguido e sim rejeitado, por ser um evangélico de esquerda.

“Minha agenda é praticamente inexistente, eu não recebo mais convites. O que está acontecendo comigo não é uma perseguição e sim uma rejeição. Eu perdi de 200 a 300 ouvintes mensais”, disse o cantor.

Nesta quinta-feira (10), Leonardo Gonçalves escreveu um texto nas redes sociais, informando que o fez para quem “ficou na dúvida (ou quis distorcer)”.

Nele, o cantor diz que é uma “glória ser rejeitado” e isso se deve ao fato de que defende “um lugar à mesa do Reino para todos”.

Leonardo e Kleber Lucas são nomes da música gospel que se aliaram a outros líderes evangélicos e atualmente integram parte do movimento religioso que a esquerda seduziu no Brasil.

O cantor também se colocou como defensor de uma suposta minoria perseguida dentro do segmento evangélico.

CAIO RANGEL

CULTURA – Senador propõe homenagem nacional aos nordestinos

O senador Angelo Coronel (PSD-BA) é autor de projeto de lei que institui o Dia Nacional do Nordestino, a ser comemorado todos os anos no dia 8 de outubro. A data é uma homenagem ao poeta, teatrólogo, músico e compositor Catulo da Paixão Cearense. Conhecido como o Poeta do Sertão, o maranhense Catulo nasceu em 8 de outubro de 1863 em São Luís. O projeto foi apresentado no Senado e aguarda distribuição para as comissões permanentes.

O senador do PSD baiano explica que a homenagem é uma resposta à discriminação e às agressões que os nordestinos sofreram após o resultado das eleições presidenciais deste ano. “Os nordestinos, apesar das dificuldades e muitas vezes dos preconceitos, mostram resiliência se estabelecendo em várias regiões do país, contribuindo para o desenvolvimento e a diversidade, por isso também se justifica a criação de uma data nacional para celebrarmos o povo e a cultura nordestinos”, afirma o autor.

De acordo com o IBGE, a região Nordeste é a segunda mais populosa do Brasil, com cerca de 58 milhões de habitantes. O Nordeste abrange 18% do território nacional e é constituído por nove Estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Uma lei municipal da cidade de São Paulo (Lei 14.952, de 2009) instituiu o Dia do Nordestino. Até 2019, a data foi celebrada em 8 de outubro na capital paulista. Mas, naquele ano, uma nova lei municipal (Lei 17.145, de 2019) alterou a homenagem para 2 de agosto. A data faz referência ao dia de morte do cantor, compositor e sanfoneiro Luiz Gonzaga (1912-1989). Conhecido como o Rei do Baião.

Redação Scriptium com Agência Senado

JUSTIÇA – André Mendonça suspende julgamento contra Silas Câmara no STF

André Mendonça (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

O julgamento foi suspenso por um pedido de vista conjunto feito pelos ministros André Mendonça e Dias Toffoli.

Um pedido de vista conjunto apresentado pelos ministros André Mendonça e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta quinta-feira (10) o julgamento da ação penal na qual a Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa o deputado federal Silas Câmara (Republicanos-AM) da prática conhecida como “rachadinha”.

Como não há data para a retomada da análise do caso, a presidente da Corte, ministra Rosa Weber, ressaltou que o caso deve prescrever no dia 2 de dezembro deste ano, livrando o parlamentar da punição por suposto crime.

Até o momento, o placar do julgamento está em 5 votos a 1 pela condenação do parlamentar a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de peculato.

Segundo a acusação, a suposta apropriação dos salários de secretários parlamentares que trabalhavam no gabinete do deputado em Brasília e no Amazonas teria ocorrido entre janeiro de 2000 e dezembro de 2001.

A PGR apontou que depósitos de cheques, transferências eletrônicas e saques fracionados em caixas eletrônicos seriam provas do crime de peculato.

Na avaliação do relator, ministro Luís Roberto Barroso, o deputado deveria ser condenado, tendo seu voto acompanhado pelos ministros Edson Fachin, Cármen Lúcia, Rosa Weber e Alexandre de Moraes.

O ministros Nunes Marques divergiu da maioria e votou pela nulidade do inquérito que originou as acusações, avaliando que o deputado só poderia ter sido investigado após autorização do STF em função do foro privilegiado.

Na semana passada, a defesa de Silas Câmara negou as acusações e afirmou que a denúncia foi feita há mais de 20 anos por desafetos políticos que eram ligados ao suplente do deputado.

GOSPEL PRIME