SAÚDE – Profissionais de saúde da região de Caxias passam por curso na linha de cuidados em Saúde Mental

Profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) da região de saúde de Caxias, estão participando de um curso que tem duração de 5 dias com o tema “Manual de Intervenção de Saúde Mental”, ministrado pelo Hospital Israelita Albert Einstein em parceria com o Governo do Estado Maranhão.

O curso faz parte do Projeto PlanificaSUS, na linha de cuidados de Saúde Mental, e tem como objetivo capacitar os profissionais da Atenção Primária à Saúde para o manejo correto de pacientes com transtornos mentais, dessa forma diminuindo a demanda dos Serviços Especializados, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Ambulatórios de Saúde Mental.

Ana Carolina, coordenadora dos Projetos de Planificação nas Regiões de Saúde do Maranhão, falou sobre o objetivo da capacitação. “A nossa perspectiva com o Projeto PlanificaSUS, na linha de cuidado de Saúde Mental, é a organização da Rede de Atenção à Saúde com base na Atenção Primária. Sendo qualificada, a gente organiza a rede para que os pacientes cheguem na forma, no tempo e com o cuidado certo até o Serviço Especializado, que no caso são os CAPS e a Rede Hospitalar, caso seja necessário”, explicou.

A coordenadora de Saúde Mental do Maranhão, Isabele Rego, destacou a capacitação dos profissionais para organizar os atendimentos. “A gente visa fazer a ordenação do cuidado, ou seja, que as pessoas com transtornos mentais sejam encaminhadas desde a Atenção Primária e sejam atendidas pelos profissionais que estão sendo capacitados, e caso seja necessário ir para o Serviço Especializado, que são os CAPS até a Alta Complexidade, no Hospital Geral. O grande objetivo é desmistificar e quebrar esse preconceito de que as pessoas com transtornos mentais são atendidas apenas dentro dos CAPS”, disse.

“Quando a gente pensa no paciente que tem uma comorbidade psiquiátrica é preciso falar em todos os âmbitos de saúde. Não é possível se falar do paciente psiquiátrico, olhando apenas para os CAPS, como se pensa, mas é preciso também se pensar que na Atenção Primária existem profissionais capacitados para trabalhar com esse público”, ressaltou Luís Fernando, diretor da Policlínica de Caxias.

Após serem capacitados, os profissionais que estão participando do curso também se tornarão multiplicadores do Manual de Intervenção para Transtornos Mentais para os demais profissionais que fazem parte da Atenção Primária à Saúde de cada município da região de Caxias.

“A saúde mental é contínua na nossa vida profissional, mas nesse momento vamos dar ênfase nisso. O curso está nos capacitando, para capacitarmos posteriormente outros profissionais para que o atendimento seja melhorado”, disse Erlane Lívia, referência técnica da Saúde Mental de Caxias.

Fabiana Queiroz, secretária adjunta de Saúde de Coelho Neto, frisou que a planificação visa desestigmatizar a visão de que os pacientes com transtornos mentais só devem ser atendidas em CAPS. “O município encaminhou 12 profissionais para serem capacitados, com objetivo de que aqueles casos mais leves de transtorno mental sejam identificados na Atenção Primária, já que ela é a porta de entrada de todos os pacientes. A gente tem um certo estigma da população em procurar os CAPS, e após a pandemia muitos casos de transtornos mentais aumentaram, e essa capacitação vem buscar essas pessoas para que elas procurem as Unidades Básicas de Saúde pois os profissionais estarão capacitados”, disse.

“A partir desse treinamento vamos estar mais capacitados a receber essa demanda e a partir disso referenciar melhor esses pacientes a demanda dos CAPS. Hoje recebemos uma demanda muito grande e acabamos encaminhando mais os pacientes para os CAPS e isso deixa o atendimento deles muito sobrecarregado. Essa capacitação é para melhorar a qualidade do atendimento e tornar os profissionais da Atenção Primária mais qualificados a receber essa demanda”, finaliza o médico, Rodrigo Chaves.

Indicações da vereadora Leda Torres solicitam melhorias em vias dos bairros São José, São Francisco e Santa Terezinha

Em sua participação durante a 25ª Sessão Ordinária da Câmara, a vereadora Leda Torres destinou suas Indicações da semana para a recuperação de vias públicas em três importantes bairros de Codó. Por meio da Indicação Nº404/2022, a vereadora solicitou ao Poder Executivo Municipal, que determine à Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, para que seja feito em Caráter de Urgência a recuperação da massa asfáltica da Rua Hamilton Santos, Bairro São José –Trizidela.

Pela Indicação Nº405/2022, solicitou ao Executivo para que seja feito a recuperação da massa asfáltica da Rua Santa Rita-Bairro Santa Terezinha, e com a Indicação Nº406/2022, a pavimentação com asfalto ou bloquetes da Rua Santana, situada no Conjunto Vereda-Bairro São Francisco, ambas em Caráter de Urgência. As três Indicações foram aprovadas em Plenário.

A parlamentar também aproveitou seu tempo na tribuna para destacar o último evento político, ocorrido no sábado, dia 20 de agosto. “Quero aproveitar este momento, e falar do grande evento que foi realizado em nossa cidade no último fim de semana, sábado dia 20, onde de fato foi oficializada a candidatura a Deputado Estadual de Pedro Neres, um jovem Médico, humilde e trabalhador, que conhece de perto a realidade do nosso povo, foi uma festa muito linda, que reuniu milhares de pessoas, lotando as ruas e avenidas da nossa cidade, um evento pacífico, onde os codoenses puderam expressar sua vontade”.

Leda Torres também a gradeceu a presença do grande número de amigos e simpatizantes do projeto no evento, que contou com a presença do deputado federal, Edilázio Júnior (PSD), da vereadora de São Luís Karla Sarney (PSD) e demais autoridades. “Me sinto muito feliz em fazer parte desse time vitorioso, e em poder estar contribuindo para tornar nossa cidade melhor, quero aqui aproveitar e agradecer de coração, minha família, meus amigos e amigas da cidade e zona rural, em especial do Povoado Piranjá, que atenderam meu convite e foram até nossa residência, para de lá percorrermos as principais ruas de nossa cidade, foi uma festa muito linda onde boa parte da população esteve presente”.

Eleitores devem estar atentos para não cometer infração no dia da eleição

No próximo 2 de outubro, quando os brasileiros começam a escolher o presidente da República, além de governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais, é preciso estar atento a algumas práticas ilegais, vetadas pela legislação eleitoral.

Uma delas é tirar selfie na cabine de votação, considerada crime pela Lei Eleitoral (Lei 9.504/97) que proíbe o eleitor de portar aparelho de celular, máquinas fotográficas e filmadoras na hora de entrar na cabine.

A ideia é preservar o sigilo do voto, impedindo a troca do voto por vantagem financeira, entre outros esquemas ilícitos. A pena prevista é de até dois anos de detenção

“Apesar de o celular ser muito comum na nossa vida, vamos deixar esquecido na hora de entrar na cabine de votação para não cometer nenhum ilícito no âmbito eleitoral”, alertou a servidora do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) Anna Paula Oliveira Mendes.

A lei também estende às redes sociais a proibição da chamada boca de urna, prática de pedir votos. Dessa forma, tanto os candidatos quanto os eleitores ficam proibidos de fazer postagens no dia da eleição em seus perfis pessoais com o intuito de exercer influência perante o eleitorado.

Também é proibida a publicação de novos conteúdos com o intuito de promover candidatos, bem como o impulsionamento de uma postagem, prática que pode aumentar seu alcance original. A ressalva é para os conteúdos já publicados nos canais digitais.

A pena prevista para estes crimes é de seis meses a um ano de detenção, além de multa.

De acordo com a lei eleitoral, o eleitor pode manifestar sua preferência política, por meio de camiseta em apoio a determinada candidatura, uso de broches e bandeiras. “Sozinho e silenciosamente”, como salientou a especialista.

É proibida a manifestação coletiva, com muitas pessoas usando uma vestimenta padronizada, o que caracterizaria propaganda irregular.

A lei permite até as 22 horas do dia que antecede o pleito, a distribuição de material gráfico, caminhada, carreata, passeata ou carro de som que transite pela cidade divulgando jingles ou mensagens de candidatos.

Pardal
Para estimular a denúncia sobre crimes eleitorais, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disponibiliza o aplicativo Pardal, o qual pode ser baixado gratuitamente nas lojas virtuais da Google e da Apple.

As denúncias enviadas pelo cidadão serão analisadas pelo Ministério Público que pode enviá-las à Justiça Eleitoral para julgamento.

Cola
É permitido levar para a cabine a chamada “cola” oferecida pela Justiça Eleitoral, com os números dos candidatos escolhidos.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Wilson Silveira

ENTREVISTA: Pneumologista da UFMA alerta sobre o uso de cigarros eletrônicos e os riscos para a saúde

Em julho deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou a decisão de manter a proibição dos dispositivos eletrônicos para fumar (DEF) ­– mais conhecidos como cigarros eletrônicos ou vape – e similares. No Brasil, o uso e a comercialização dos dispositivos já são proibidos desde 2009, mas o assunto entrou em evidência novamente após a Anvisa divulgar o resultado do Relatório Final de Análise de Impacto Regulatório (AIR), avaliação iniciada em 2018.

Os cigarros eletrônicos vêm se popularizando entre os jovens, que muitas vezes não sabem os riscos que o aparelho pode causar para a saúde. No Brasil e em São Luís, é possível encontrar tabacarias e lojas, tanto físicas quanto on-line, vendendo os dispositivos apesar da prática ser contra a lei.

Para falar sobre o assunto, a Diretoria de Comunicação (DCom) da Superintendência de Comunicação e Eventos (SCE) da UFMA entrevistou a professora e pneumologista Maria do Rosário da Silva Ramos Costa, que teceu comentários sobre a composição dos DEFs, esclareceu como eles funcionam, além de alertar sobre os riscos para a saúde de quem os utiliza.

DCom: Quais riscos esses cigarros eletrônicos oferecem à saúde?

Maria do Rosário: O risco que os cigarros eletrônicos oferecem à saúde são muitos, tanto nos sintomas físicos quanto também psíquicos. Em relação ao pulmão, tem surgido uma síndrome chamada Evali, sigla em inglês para doença pulmonar associada ao uso de produtos de cigarro eletrônico ou vaping – E-cigarette or vaping product use-associated lung injury, na tradução.

O vaping, é a aerossolização ocasionada pelo aquecimento de um líquido, que costuma conter em sua composição a nicotina, aromas, solventes e outros produtos químicos, por meio de um dispositivo.

A Evali tem sido considerada uma síndrome emergente nos últimos anos, sendo caracterizada como uma doença respiratória aguda, podendo evoluir para o óbito. O vape pode ser usado com ou sem a nicotina. No entanto ainda há ex-fumantes que elevam os níveis indicados dessa substância, deixando-os bem próximos do nível dos cigarros comuns.

Isso aumenta os riscos de problemas cardiovasculares, aborto espontâneo, alterações no desenvolvimento cerebral, parto prematuro, entre outros danos à saúde. As doses elevadas de nicotina ainda podem causar náuseas, convulsões e até depressão respiratória.

DCom: Existem pesquisas que comprovem os malefícios da utilização?

MR: As pesquisas científicas sobre os danos causados pelos cigarros eletrônicos, a longo prazo, são inconclusivas. Tal cenário existe devido à recente criação e popularização desses produtos. O fato de os estudos epidemiológicos longitudinais serem insuficientes também contribui para essa incógnita. Alguns trabalhos científicos identificaram o estresse oxidativo, apoptose e alteração na função dos cílios da mucosa respiratória. Esses prejuízos são semelhantes aos causados pelos cigarros convencionais, porém de forma mais amena.

DCom: Muitas pessoas estão substituindo o uso do cigarro de tabaco pelos dispositivos eletrônicos para fumar. Qual a principal diferença entre eles?

MR: Ao contrário do cigarro que funciona por meio da queima do tabaco, o vape forma um vapor. Ele também não tem tantos componentes nocivos quanto o cigarro, como o monóxido de carbono, cianeto de hidrogênio e amônia. Mas atenção: isso não significa que ele não faça mal. Mesmo as opções sem nicotina não são seguras e podem causar doenças respiratórias. O cigarro eletrônico faz mal por conter diversos outros produtos químicos potencialmente tóxicos. O próprio dispositivo pode desprender nanopartículas de metal e ocorrem reações com o aquecimento e vaporização que incluem carcinógenos conhecidos e substâncias citotóxicas. A razão da substituição é que o acessório eletrônico está livre das mais de 4.720 substâncias nocivas à saúde presentes no cigarro comum. Além disso, o vaporizador não solta fumaça desagradável, não espalha bitucas e nem provoca mau hálito.

DCom: É possível observar que aumenta a cada dia a utilização desses dispositivos pela população jovem. Qual a necessidade você percebe de esclarecer o funcionamento e a composição deles?

MR: Devemos esclarecer como funciona esses cigarros para que as pessoas possam entender os males que eles podem causar: os cigarros eletrônicos são equipamentos movidos a bateria promovendo a aerossolização pelo aquecimento de líquidos, de uma solução chamada “e-liquid” ou “vape juice”, podendo ou não conter nicotina, além de outros compostos que incluem propilenoglicol, glicerina vegetal, agentes aromatizantes e aditivos. Essa mistura é aquecida rapidamente ao ser exposta às bobinas, que podem conter ferro, cromo, carbono níquel que estão presentes no vapor do cigarro eletrônico e são oriundos da bobina metálica responsável pelo aquecimento do líquido na produção dos aerossóis.

DCom: Mesmo sendo contra a lei é possível encontrar a venda dos cigarros eletrônicos, em tabacaria e lojas, além da venda on-line e do uso indiscriminado em diversos ambientes. Na sua opinião, por que isso acontece?

MR: Acredito que seja a globalização do produto. que é novo, atiçando a curiosidade, principalmente dos jovens que acreditam que é menos maléfico para o organismo, que podem utilizar mais e por ter vários sabores, o que desperta o interesse. A Sociedade Brasileira de Pneumologia alerta para as atratividades do cigarro eletrônico e, mesmo com líquidos sem nicotina, mas com sabores, cores, embalagens coloridas, propagandas com influencers, os jovens passam a naturalizar o consumo de algumas substâncias.

Além disso, alguns aditivos aromatizantes contêm pirazina, uma substância muito usada no passado pela indústria do tabaco, pois reduz as sensações desagradáveis que o tabaco causa nas vias aéreas superiores, facilitando a tragada e a absorção pelo trato respiratório. Isso contribui para a instalação da dependência e dificulta as tentativas de parar de fumar.

Por: Bruna Castro
Produção: Luciano Santos e Bruna Castro
Foto: Arquivo pessoal
Imagem: Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia
Revisão: Jáder Cavalcante

São José de Ribamar é o primeiro município maranhense a criar programa de combate à corrupção

A Prefeitura de São José de Ribamar, por meio da Controladoria Geral do Municipal (CGM), lançou na manhã desta quarta-feira (24), o Programa Municipal de Governança e Integridade da Administração Pública (PIM). O evento foi realizado no auditório do IFMA, Campos São José de Ribamar, e contou com a presença de servidores e autoridades do Executivo, Judiciário e órgãos de controle.

O PIM aprimorará a estrutura de governança e estimulará o comportamento ético, íntegro e imparcial da administração. A ideia é estabelecer um conjunto de medidas para prevenção de possíveis desvios na entrega dos resultados esperados pela sociedade.

Para a juíza Tereza Cristina, essa é uma ação pioneira no estado do Maranhão. “É relevante para uma gestão, adotar este tipo de programa. O Judiciário está ao lado do município na implementação das políticas de governo”, disse.

Segundo o Controlador Geral do Município, Mailson Neves Silva, o PIM vai prevenir e combater fraudes, estimulando a transparência e controle social. “Sem dúvidas, a administração pública e os munícipes ganham com as ações do Plano de Integridade. No momento atual é crucial para a correta aplicação dos recursos públicos” disse.

O prefeito Dr. Julinho acredita que essa medida traz mais transparência ao município junto aos órgãos controladores. “O PIM reafirma a responsabilidade, integridade, a obediência que temos com aplicação correta dos recursos públicos”, relatou.

O Programa Municipal de Governança e Integridade da Administração Pública proporciona inovação na adoção de medidas de integridade e é importante aliado para manutenção do programa anticorrupção em São José de Ribamar.

O consultor Flávio Olímpio proferiu uma palestra durante o evento. Segundo ele, o combate à corrupção deve ser um dos pontos mais importantes de uma gestão. “São José de Ribamar é a primeira cidade a implantar o PIM no Maranhão. Isso vai ajudar o município a ser mais transparente perante os órgãos controladores e população”, destacou.