Aluna denuncia que foi expulsa de sala por usar colares de umbanda; polícia investiga

Uma estudante de 15 anos registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Defesa e Proteção dos Direitos Humanos e Repressão às Condutas Discriminatórias contra um professor de Matemática da escola municipal Professor Ofélio Leitão no bairro Esplanada, zona Sul de Teresina.  A jovem  denuncia que foi expulsa da sala de aula por estar usando guias, colares de contas utilizados por adeptos da umbanda.

”Eu estava no intervalo quando meus fios de conta apareceram por baixo do uniforme. Um amigo meu olhou e ficou pegando. Eu falei: ’Não pode pegar porque minhas guias contém energias espirituais’. O professor que estava perto olhou e falou: ‘Não toca nela que ela está cheia de macumba’, e meus colegas já ficaram olhando torto. Na hora fiquei bem constrangida e não consegui falar nada. Na entrada da sala eu já estava bem envergonhada e fiquei meio triste na aula de cabeça baixa. Foi quando ele falou: “Saia da minha sala, você parece que está dormindo”, ele disse. Eu falei que não e ele insistiu: ‘saia não quero saber, vaza, caia fora”. Eu ainda disse que ele precisava respeitar os alunos, e ele respondeu: ‘não vou respeitar ninguém e se você quiser me processar pode processar, já tenho 12 processos nas costas, mais um não vai me fazer falta’”, descreve a jovem.

Abalada, a jovem informa que chegou a procurar a diretoria da escola que a orientou apenas a “procurar pelos seus direitos”, disse. A jovem usa sete colares de contar, que segundo os preceitos da religião, devem ser usados 24h após o batismo.

Dificuldades para registrar

A advogada da jovem, Sabrina Rafaela, alerta também para a dificuldade que a adolescente encontrou para registrar a denúncia de preconceito. Orientadas pela OAB, elas procuraram a Delegacia de Proteção a Criança e o Adolescente, mas começaram lá as resistências quanto a competência. “Fomos a DPCA porque ela é menor, tem 15 anos, lá tivemos uma resistência porquê a competência seria da Delegacia de Direitos Humanos, chegamos aqui e tivemos outra resistência sobre a competência. Ficamos aqui um tempo e no final das contas o delegado optou por registrar o boletim de ocorrência que será enviado para a corregedoria, que irá declinar quem é a delegacia competente para poder realmente começar a investigação” pontuou a advogada.

Jovem já tentou suicídio

Batizada há cerca de uma semana, Laysa descreve que a religião (umbanda) tem a ajudado a superar a depressão e os problemas que sofria em consequência da doença. Ela lamenta que ainda exista preconceito contra práticas religiosas e afirma que só se sente feliz em sua prática religiosa. “Eu tentei me suicidar e não estava muito bem. Eu tinha depressão por conta dos meus problemas e minha mãe me ajudou e me levou. Na religião eu me encontrei e é lá que sou feliz e me encontrei. Sou muito feliz emuito grata ao meu pai de santo e aos guias espirituais”, completa.

Preconceito constante

O pai de santo que comanda o terreiro frequentado pela jovem, afirma que pelo menos outras 100 pessoas frequentam o seu espaço, a grande maioria adolescentes como Laysa. Segundo ele, casos de preconceito contra adeptos da religião se tornaram comuns.

“É bem comum. Já houveram casos em ônibus, em vários ambientes, mas são casos isolados. Nossa equipe sempre procura se informar com advogados para tomar as providências. Sempre vamos procurar informações para tomar medidas cabíveis. Daqui há dois dias ela vai se deparar na mesma escola, com o mesmo professor e é uma situação constrangedora, ninguém sabe o que uma pessoa dessa pode fazer movido por intolerância. Vamos lutar a família toda e dar o apoio psicológico, moral e da família e amigos”, pontuou Pai Bruno de Ogum

Quarta-feira a jovem retornará as aulas com o mesmo professor, e ela afirma que senão se sente intimidada pelo problema. “Eu vou firme e forte, vou agir naturalmente e apenas me retirar se for o caso”, concluiu.

Semec se posiciona

A Secretaria Municipal de Educação (Semec) se posicionou através de nota onde se declara contra qualquer tipo de preconceito e declara que vai acompanhar o caso. Leia a nota na íntegra

A Secretaria Municipal de Educação (Semec) está acompanhando o caso ocorrido na Escola Municipal Ofélio Leitão e deixa claro que repudia toda forma de preconceito ou intolerância religiosa. O professor afirma que a aluna não foi retirada de sala de aula pelo fato de usar um acessório religioso, mas por estar dormindo durante a aula. A Semec destaca ainda que possui uma gerência específica para dialogar com gestores, professores, alunos e famílias sobre os mais diversos temas sociais, a fim de buscar entendimento sobre as diferentes formas de expressão do indivíduo. 

Rayldo Pereira
rayldopereira@cidadeverde.com 

IDOSO É PRESO EM CODÓ ACUSADO DE ABUSAR DE UMA CRIANÇA DE 10 ANOS

Um idoso de 68 anos identificado como José Barbosa de Melo foi preso acusado de abusar de uma criança de 10 anos de idade. O crime teria acontecido no povoado São Felix, zona rural de Codó.

O idoso foi preso na noite da última sexta-feira (07) após o pai da menor ter denunciado o abuso na 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Codó. Em depoimento a delegada da mulher Maria Tecla, o pedófilo confessou o crime e disse que pegou os seios da garota.

José Barbosa, que era vizinho da criança, foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória de Codó e responderá pelo crime de estupro de vulnerável.

José Barbosa de Melo

Fonte: Marco Silva

Apenas 13% dos meninos tomaram a segunda dose da vacina contra o HPV

Só 13% dos meninos de 11 a 14 anos tomaram a segunda dose contra o HPV. O Ministério da Saúde lança uma nova campanha de imunização para proteger o público-alvo da doença. Foram adquiridas 14 milhões de vacinas.

Quem é parte do público-alvo?

  • Meninas de 9 a 14 anos
  • Meninos de 11 a 14 anos

Como está a cobertura vacinal?

  • 63,4% das meninas do público-alvo tomaram a primeira dose
  • 41,8% das meninas do público-alvo tomaram a segunda dose
  • 35,7 % dos meninos do público-alvo tomaram a primeira dose
  • 13% dos meninos do público-alvo tomaram a segunda dose

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, alerta que a cobertura vacinal só está completa após a segunda dose da vacina. O adolescente que recebeu a primeira aplicação deve voltar ao posto de saúde após seis meses para repetir a imunização.

O ministério pretende vacinar 9,7 milhões de meninas e 10,8 milhões de meninos neste ano.

Vacinas de HPV estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (Foto: SMS Goiânia/Divulgação)Vacinas de HPV estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (Foto: SMS Goiânia/Divulgação)

Vacinas de HPV estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (Foto: SMS Goiânia/Divulgação)

Por que vacinar?

O vírus do papiloma humano, ou HPV, é causa de diversos tipos de cânceres. No mundo, 640 mil casos foram noticicados devido à doença.

Com isso, a vacina previne 70% dos casos de câncer de colo de útero, 90% de câncer anal, 63% de câncer de pênis, 70% de câncer vaginal, 72% de câncer de orofaringe e 90% das verrugas vaginais.

A vacina é segura e não aumenta o risco de eventos adversos graves, aborto ou interrupção da gravidez.

O HPV no Brasil

Em estudo feito em 2017, mais de 7 mil pessoas foram entrevistadas em todo o país. Os dados mostraram que 37,6% das pessoas entrevistadas apresentaram HPV de alto risco para o desenvolvimento de câncer.

O estudo mostrou, ainda, que 16,1% dos adolescentes já teve uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) ou um resultado positivo para HPV ou sífilis.

Fonte:  G1

Cerca de 2 milhões de mesários devem trabalhar no 1º turno das eleições 2018

Pelo menos 1,9 milhão de mesários devem trabalhar em todo o Brasil durante o 1º turno das eleições deste ano. A estimativa é do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base em uma norma que determina, no mínimo, quatro mesários por seção eleitoral. Segundo o TSE, cerca de 50% do total de mesários são voluntários.

No exterior, aproximadamente 7 mil pessoas também participam como mesários em seções eleitorais. Esse eleitor poderá votar apenas para presidente.

O número exato de mesários só deve ser oficializado após o 1º turno das eleições, de acordo com o TSE. Nas eleições de 2014, o órgão estimou em 2,4 milhões o número de pessoas atuando como mesários. Em 2010, o número divulgado foi de 2,1 milhões de mesários.

Para ser mesário, o eleitor precisa completar 18 anos até o 1º turno das eleições e tem de estar em dia com a Justiça Federal. Os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) estimulam que os eleitores se voluntariem para a atividade pelo programa “Mesário Voluntário”. Candidatos e os respectivos parentes não podem ser mesários. Neste ano, os mesários foram convocados até 8 de agosto.

O estado de São Paulo reúne o maior número de mesários. Serão, pelo menos, 388.672 mesários distribuídos em quase 100 mil seções eleitorais. Cada mesário recebe um auxílio-alimentação por turno trabalhado. O valor é determinado por cada estado, obedecendo o teto de R$ 35, segundo uma portaria do TSE publicada em fevereiro de 2017. Em SP, o valor é de R$ 30.

Veja outros benefícios em ser mesário:

  • Dois dias de folga para cada dia trabalhado como mesário;
  • Dois dias de folga para cada dia de treinamento oferecido pela Justiça Eleitoral;
  • Certificado dos serviços prestados à Justiça Eleitoral;
  • Auxílio-alimentação de até R$ 35;
  • Preferência no desempate em concursos públicos (desde que previsto em edital);
  • Utilização das horas trabalhadas nas eleições como atividade curricular complementar em algumas universidades.

Apenas o presidente da seção eleitoral e o 1º secretário participam do treinamento presencial oferecido pela Justiça Eleitoral. Para os demais mesários, o TSE disponibilizou um vídeo para o treinamento online, o manual do mesário e o guia rápido do mesário. Também há um aplicativo do TSE chamado “Mesário”, para aparelhos Android e iOS.

Já Roraima deve contar com 5.164 mesários no 1º turno das eleições e é também o estado com o menor número de seções eleitorais. No total, 331.490 eleitores devem ir às urnas no estado. Em seguida, o Amapá tem o segundo menor número de mesários: 6.816 pessoas devem ajudar no 1º turno das eleições no estado onde votam aproximadamente 500 mil eleitores.

Estimativa de mesários em 2018: cálculo considerou norma que determina, no mínimo, quatro mesários por seção eleitoral (Foto: Igor Estrella / G1)Estimativa de mesários em 2018: cálculo considerou norma que determina, no mínimo, quatro mesários por seção eleitoral (Foto: Igor Estrella / G1)

Estimativa de mesários em 2018: cálculo considerou norma que determina, no mínimo, quatro mesários por seção eleitoral (Foto: Igor Estrella / G1)

O mestrando em ciência política Bruno Pessoa, de 33 anos, será mesário pela quinta vez nas eleições deste ano. A experiência promete ser, porém, um pouco diferente já que ele ocupará pela primeira vez o posto de presidente da seção eleitoral. O estudante é mesário numa seção eleitoral a poucos metros de sua casa, numa escola particular na Lapa, Zona Oeste da capital.

No 1º turno das eleições, Bruno deve chegar ao local às 7h, uma hora antes dos demais eleitores, para ajudar a organizar a seção. Os mesários devem, por exemplo, prender cartazes com informações e avisos à parede, ligar a urna, imprimir a zerésima (comprovante emitido por cada seção eleitoral antes do início de cada votação), encapar os fios etc.

Apesar de haver uma hierarquia na seção eleitoral, Bruno conta que há alguma liberdade para as funções serem alternadas e que “na hora, você acaba fazendo de tudo um pouco”.

A fila na seção eleitoral de Bruno não costuma ser longa. Então ele acredita que boa parte dos eleitores fica satisfeito com o trabalho da equipe. Ao fim do dia, depois das 17h, Bruno conta que os mesários também são responsáveis por guardar tudo, preencher a ata da seção eleitoral, imprimir os boletins de urna e, inclusive, fixar uma das vias na parede. Assim, os eleitores podem ver o resultado daquela seção eleitoral.

“As pessoas mais idosas não conseguem mexer na urna. Às vezes acabam votando para deputado estadual como se fosse para presidente e acha que a votação foi encerrada. E a gente tem de informar que a votação ainda está habilitada”, lembra Bruno, ao dizer que o eleitor precisa retornar e encerrar a votação.

Funcionamento de uma seção eleitoral: cada zona eleitoral é formada por um conjunto de seções eleitorais (Foto: Betta Jaworski / G1)Funcionamento de uma seção eleitoral: cada zona eleitoral é formada por um conjunto de seções eleitorais (Foto: Betta Jaworski / G1)

Funcionamento de uma seção eleitoral: cada zona eleitoral é formada por um conjunto de seções eleitorais (Foto: Betta Jaworski / G1)

Em fevereiro deste ano, o TSE negou que o eleitor que muda de cidade e transfere o título de eleitor tem mais chance de ser convocado pela Justiça Eleitoral para ser mesário. A lei diz que os mesários são, preferencialmente, eleitores da própria seção eleitoral, dos quais se sobressaem “os diplomados em escola superior, os professores e os serventuários da Justiça”.

O porta-voz do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), Fernando Velloso Filho, diz que mesários que já foram convocados em eleições anteriores são mais propensos a serem convocados novamente porque já têm algum conhecimento e facilitam o processo.

Fernando afirma, porém, que 78% dos 31.164 mesários do DF são voluntários. Segundo ele, o perfil dos mesários é semelhante ao do eleitorado do DF, com pessoas na faixa de 30 a 50 anos. Ele conta que o benefício da folga tem repercussão e serve como um chamariz para os servidores públicos.

“Outro fator é porque, em geral, os ambientes de votação são propícios, perto de casa, em ambiente com boa infraestrutura, perto da comunidade onde ele [o mesário] mora”, acrescenta.

Neste ano, lembra Fernando, os mesários ainda podem contar com a ajuda do aplicativo “Mesário”, do TSE, disponível para Android e iOS. O aplicativo reúne orientações ao mesários em variadas situações, como o da biometria não reconhecida, o encerramento da votação, a justificativa eleitoral, os procedimentos caso falte de energia no local, entre outros.

A plataforma também tem uma aba com as tarefas dos mesários e os materiais disponíveis para cada seção eleitoral. O mesário também pode testar os conhecimentos em um quiz sobre as eleições deste ano.

Fonte: G1

Justiça condena Ricardo Murad a retirar propaganda em que ele afirma que Dino acabou com UPAs

O ex-secretário de saúde de Roseana e candidato inelegível ao cargo de deputado federal, Ricardo Murad, foi condenado pela Justiça Eleitoral a retirar do ar propaganda na TV, onde ele afirmava que Flavio Dino tinha acabado com as UPAs. Em caso de descumprimento, ele terá que pagar multa diária de R$ 1 mil.

De acordo com a coligação ‘Todos Pelo Maranhão’, do candidato a reeleição Flávio Dino, Ricardo Murad reproduziu propaganda eleitoral divulgando afirmação sabidamente inverídica com a intenção exclusiva de denegrir a imagem do governador.

O juiz Clodomir Sebastião Reis afirmou que “analisando as provas documentais apresentadas com a inicial, parece-me que constam – ao menos nesta análise preliminar – elementos suficientes para justificar a concessão da medida de urgência pretendida”.

Ainda segundo a decisão do magistrado, constata-se que existem várias de Unidades de Pronto Atendimento de saúde em funcionamento no Estado do Maranhão, segundo os relatórios emitidos pelo Ministério da Saúde.

“Assim, ficou caracterizada como afirmação inverídica, ao menos nessa avaliação preliminar, a fala do representado que afirma que ‘…VEIO FLAVIO DINO E ACABOU COM TUDO’”, diz o juiz na decisão.

Com a sentença, Ricardo Murad terá que regularizar a propaganda impugnada ou substituí-la por outra sem vício ora apontado, sob pena de multa diária no valor de R$ 1 mil em caso de descumprimento.

 

Fonte:  Garrone