Com erros de português, Francisco Nagib divulga informação falsa sobre processo da Procuradoria de Codó que pede busca e apreensão em sua residência

O ex-prefeito Francisco Nagib utilizou suas redes sociais para afirmar que seria “mentira da oposição” a repercussão envolvendo a ação de improbidade administrativa movida pelo Município de Codó que pede busca e apreensão em sua residência.

Em uma das publicações, além das informações contestadas pelos autos, o ex-prefeito também chamou atenção pelos erros de português, escrevendo palavras de forma incorreta, como “Reguentando” no lugar de “requentando”, além de escrever o nome de Codó de forma incorreta.

Na postagem, ele classificou o caso como “uma palhaçada da oposição de Codó requentando matérias antigas da época do Zé do Lixão” e afirmou ainda que o pedido da Procuradoria “foi negado” e que teria sido “protocolada a desistência da denúncia”.

No entanto, os autos do processo não confirmam as declarações feitas pelo parlamentar. O processo segue válido, em tramitação e aguardando apreciação da 1ª Vara da comarca de Codó, para onde os autos foram redistribuídos após a Justiça Federal reconhecer incompetência para julgar o caso.

Na ação, a Procuradoria Geral do Município pede, entre outras medidas, busca e apreensão de documentos na residência do deputado, inclusive com autorização de uso de força policial em caso de descumprimento judicial, além do bloqueio de até R$ 2 milhões em bens dos denunciados.

A ação trata de supostas irregularidades relacionadas ao não pagamento de precatório e continua em andamento no Judiciário. Não há nos autos qualquer decisão extinguindo o processo ou homologando desistência da ação por parte do Município.

Outro ponto que chama atenção é que, após o Blog do Leonardo Alves divulgar manifestação assinada pelo então procurador-geral do Município, Esdras Guedêlha, pedindo a condenação de Francisco Nagib e de ex-gestores, houve posteriormente uma nova manifestação no processo. Ainda assim, o procedimento segue ativo e sem decisão final da Justiça.

 

 

 

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