Enquanto os problemas aumentam, gestão de Chiquinho Oliveira segue sem ações de impacto na prevenção às drogas e ao HIV/AIDS

Prefeito Chiquinho Oliveira

O avanço da drogadição e os desafios relacionados às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), incluindo o HIV/AIDS, reforçam a necessidade de políticas públicas permanentes de prevenção em Codó. No entanto, a gestão do prefeito Chiquinho Oliveira ainda não apresentou um programa de grande alcance voltado ao enfrentamento dessas questões.

Na área de prevenção às drogas, um dos principais pontos que chama atenção é a falta de efetividade do Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas, que permanece sem funcionamento. O tema, inclusive, já foi objeto de audiência com o Ministério Público do Maranhão, mas, até o momento, a administração municipal não anunciou medidas concretas para reativar o órgão.

Também não há divulgação de ações de maior impacto durante datas importantes, como a Semana Municipal de Prevenção às Drogas e o Dia Mundial de Combate às Drogas, momentos que poderiam ser utilizados para conscientizar a população, especialmente crianças, adolescentes e jovens.

Na área da saúde, o município também enfrenta o desafio da prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis. É importante destacar que o aumento dos casos de HIV/AIDS não pode ser atribuído exclusivamente ao Poder Público, já que a prevenção também depende da conscientização da população e do uso de preservativos. Entretanto, compete ao Município promover campanhas educativas permanentes, desenvolver estratégias de prevenção e ampliar o acesso à informação para reduzir os fatores de risco.

Em matérias anteriores, o Blog do Leonardo Alves já questionou a Prefeitura de Codó sobre a reativação do Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas, a existência de programas permanentes de prevenção e as ações desenvolvidas nessas áreas. Contudo, até o momento, a administração municipal não respondeu aos questionamentos nem se pronunciou publicamente sobre o assunto.

A ausência de políticas públicas contínuas nessas áreas preocupa, sobretudo porque a prevenção é reconhecida como uma das principais ferramentas para reduzir os impactos sociais e de saúde causados pela dependência química e pelas Infecções Sexualmente Transmissíveis.

O município tem a obrigação de implementar políticas públicas preventivas, fortalecendo campanhas educativas, promovendo ações contínuas, garantindo o funcionamento dos órgãos responsáveis pela formulação e fiscalização dessas políticas e investindo em programas capazes de conscientizar a população e reduzir os fatores de risco, em vez de atuar apenas quando os problemas já estão instalados.

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