ALUGUEL DE LUXO: Rad Imagem cede equipamento à prefeitura por 120 dias e fatura R$ 13.360 por dia

Sem licitação, a Prefeitura Municipal de Codó vai pagar R$ 1.603.196,34 (um milhão seiscentos e três mil, cento e noventa e seis reais e trinta e quatro centavos) em apenas quatro meses para o Centro Médico Rad Imagem para fornecimento de exames laboratoriais e equipamentos de comodatos.

Através da Dispensa de Licitação nº 013/2025, publicada no Diário Oficial do Município nesta terça-feira (25), a prefeitura oficializou a contratação da RadImagem (Rad Empreendimentos em Saúde LTDA).

A matemática desse contrato é brilhante para a empresa contratada, é claro. A cada dia, a Rad Imagem recebe impressionantes R$ 13.360, enquanto os equipamentos que a prefeitura usa continuam pertencendo à empresa ao final do contrato. Nada mal para um “empréstimo” de luxo.

O comodato – nome bonito para “eu te empresto, mas você paga um preço alto pelo serviço” – permite que a empresa forneça os equipamentos laboratoriais sem que a prefeitura precise comprá-los. No entanto, ao invés de investir em equipamentos próprios, que ficariam como patrimônio do município, o governo municipal optou por um aluguel milionário de curto prazo.

E a pergunta que fica é: por que gastar mais de R$ 1,6 milhão em 120 dias sem garantir que o município fique com os equipamentos depois? Será que, após quatro meses, alguém descobrirá que os exames laboratoriais ainda são necessários e um novo contrato emergencial será assinado?

A cada dia de vigência do contrato, R$ 13.360 saem dos cofres públicos para manter os serviços laboratoriais. Isso nos leva a algumas reflexões importantes:

Com esse valor diário, será que a Prefeitura não poderia simplesmente comprar os equipamentos?

Quantos exames realmente serão feitos por esse valor?

Quem se beneficiou mais dessa negociação: a população ou a empresa contratada?

Enquanto os exames são feitos, os equipamentos seguem pertencendo à empresa e os cofres públicos continuam sendo esvaziados a um ritmo de R$ 13.360 por dia.

A população de Codó merece respostas e transparência, mas, pelo visto, tudo o que recebeu foi um contrato emergencial de alto custo.