Governistas desmascaram manobra de Othelino e mostram que oposição age de acordo com as próprias conveniências

Unida e no mesmo tom, a base governista desmascarou mais uma tentativa de manobra do grupo oposicionista, orquestrada pelo deputado Othelino Neto (SDD), que novamente usou o artifício dos dois pesos e duas medidas ou do faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço, agindo de acordo com as próprias conveniências. Na sessão desta quarta-feira (4), a oposição criticou o indeferimento de requerimentos pela Mesa Diretora como sendo novidade na Assembleia, mas os governistas comprovaram que a prática é rotineira na Casa, inclusive durante a gestão do próprio Othelino, agora oposicionista.

Presidente da Alema, Iracema Vale (PSB) foi dura e saiu em defesa dos membros da Mesa ao receber acusação de interferência do Executivo nas deliberações do Parlamento. “É constrangedor quando se diz ou se fala que teria alguma interferência do governador aqui”, afirmou, com firmeza, reforçando que a prática faz parte dos ritos da Casa Legislativa do Maranhão.

Munido de levantamento da Mesa Diretora, o deputado Neto Evangelista (União) apontou a mudança de pensamento dos deputados que hoje são oposicionistas, tendo em vista que essa era uma prática comum na gestão anterior da Casa, e feita sem qualquer questionamento. “Tem é muito. São mais de 90 indeferimentos. Acho que era praxe da Casa; agora não pode mais ser”, disse.

Neto Evangelista elencou, inclusive, um indeferimento de Requerimento com pedido de informações ao então secretário de Estado de Saúde, Carlos Lula, justamente um dos deputados agora oposicionistas indignados com o mesmo rito sendo feito na atualidade.

“Olha esse aqui foi para V. Exa., Lula: ‘Seja encaminhada expediente ao Secretário de Saúde do Estado do Maranhão, Carlos Lula. Solicitando informações quanto aos motivos da ausência do fornecimento e distribuição do medicamento Quetiapina 200mg, para tratamento de transtorno bipolar e esquizofrenia na Farmácia Estadual de Medicamentos Especializados, FEME. Autor, deputado Wellington do Curso. Situação: indeferida”, relembrou Neto Evangelista.

Foi momento de constrangimento total para oposicionistas, que até tentaram, mas não conseguiram ter argumentos contra os fatos apresentados pela base do governo.

Ministério Público instaura procedimento para investigar situação de ambulâncias em Presidente Dutra

O Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio da Promotoria de Justiça de Presidente Dutra, instaurou um procedimento preparatório para apurar a situação das ambulâncias do Município de Presidente Dutra.

O procedimento instaurado pelo promotor de Justiça, Clodoaldo Nascimento Araújo foi formalizado pela Portaria nº 162025 – 1ª PJPRD – nesta terça-feira (03).

A ação tem como base a Notícia de Fato (denúncia) nº 001709-280/2024, considerando a necessidade de continuidade das investigações e apuração dos fatos trazidos ao conhecimento do Órgão Ministerial.

Com essa medida, o Ministério Público busca promover a necessária coleta de informações, depoimentos, certidões, perícias e demais diligências para posterior ajuizamento de ação civil e/ou penal ou arquivamento do procedimento

Após denúncia, Ministério Público fiscaliza serviços de saúde no Hospital Geral Municipal de Codó

Com o objetivo de verificar as condições dos serviços de saúde ofertados pelo Município de Codó, o promotor de justiça Raphaell Bruno Aragão Pereira de Oliveira, titular da 1ª Promotoria de Justiça da comarca, realizou visitas institucionais a o Hospital Geral Municipal Dr. Marcolino Júnior e o Centro de Especialidades Clínicas Dr. José Anselmo dos Reis Freitas (CEC).

Durante as inspeções, o promotor foi recebido por equipes técnicas das unidades e colheu informações relevantes para subsidiar a atuação na defesa dos direitos fundamentais dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Na inspeção ao Hospital Geral Municipal Dr. Marcolino Júnior, a equipe do Ministério Público foi acompanhada pela diretora administrativa, pelo coordenador de Enfermagem e pelo médico plantonista. A visita teve como foco a estrutura física da unidade, o funcionamento do pronto-socorro e os fluxos de atendimento.

No Centro de Especialidades Clínicas, o promotor conversou com profissionais e verificou os protocolos de acesso aos serviços, a necessidade de encaminhamento pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e a distribuição de medicamentos.

De acordo com o promotor de justiça, as visitas fazem parte da atuação continuada do Ministério Público para fiscalizar políticas públicas essenciais e garantir o direito à saúde da população. “O contato direto com as equipes e com as estruturas de atendimento é fundamental para compreender a realidade enfrentada pelos usuários e para embasar medidas administrativas ou judiciais, quando necessárias”, destacou.

Os dados obtidos serão analisados e poderão fundamentar Recomendações, ajustes administrativos ou outras providências, sempre com foco na melhoria dos serviços ofertados à população codoense.

Redação: CCOM-MPMA

Ex-prefeito tucano Dr. Zé Francisco deverá disputar cadeira na Assembleia Legislativa pela federação PSDB/PODEMOS

O ex-prefeito de Codó, Dr. Zé Francisco, atualmente filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), deverá disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa do Maranhão pela federação PSDB/PODEMOS nas eleições de 2026.

Zé Francisco ingressou no PSDB com o objetivo de concorrer às eleições municipais de 2024 em Codó, por meio de uma articulação política liderada pelo presidente estadual da sigla, Sebastião Madeira, atual secretário de Estado da Casa Civil. O partido tucano integra a base de apoio ao governador do Maranhão, Carlos Brandão.

O PSDB realizará, nesta quinta-feira (5), uma convenção nacional para tratar da federação com o PODEMOS. O evento, marcado para ocorrer em Brasília, reunirá os membros que participarão do processo de votação, além de parlamentares e integrantes do diretório nacional.

Com a confirmação da aliança entre o PSDB e o PODEMOS, o ex-prefeito Zé Francisco deverá permanecer na legenda, já com vistas à disputa eleitoral de 2026.

Pesquisa traça o perfil da mulher empreendedora nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste

Levantamento aponta que bom nível de escolaridade não garante alta renda. Ainda assim, quase 90% delas não trocariam seus negócios por um emprego com carteira assinada (CLT)

O estudo “Perfil das Mulheres Empreendedoras do Novo Eixo – Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste”, realizado pela aceleradora Be.Labs, especializada em negócios para mulheres, traça o perfil das mulheres empreendedoras dessas regiões do país. A pesquisa aponta que essa mulher tem em média 42,4 anos, boa parte é negra (56,6%), mãe (75,9%), mais da metade (50,6%) é chefe de família, tem boa escolaridade (30,1% com pós-graduação e mais 21,6% com ensino superior) e, em geral, não tem o negócio como única fonte de renda (71,2%). No geral, as mulheres criam negócios para sustentar suas famílias, movimentar suas comunidades e por autorrealização, desafiando um sistema que ainda impõe barreiras ao seu crescimento. Em meio a esse cenário, um dado chama bastante atenção: mesmo com todos os obstáculos, 87,6% delas não trocariam o seu negócio por um emprego formal com carteira assinada (CLT).

A pesquisa indica que o empreendedorismo feminino tem se consolidado como uma força-motriz para a transformação social e econômica das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Apesar dos desafios estruturais e da sobrecarga imposta pela economia do cuidado, as mulheres empreendedoras dessas regiões têm demonstrado resiliência e inovação na gestão de seus negócios. “Apesar das particularidades de cada região, há desafios comuns entre as empreendedoras do que eu chamo de Novo Eixo. Os dados trazem a realidade de que empreender não é apenas uma opção para as mulheres, mas um caminho de autonomia e transformação”, destaca Marcela Fujiy, fundadora da Be.Labs.

O levantamento revela que os segmentos mais comuns de atuação dessas empreendedoras incluem alimentação (25,7%), moda e beleza (23,5%), artesanato e personalizados (17,3%) e serviços (15,4%), áreas que geralmente exigem menor capital inicial e que, de alguma forma, as mulheres já têm algum tipo de conhecimento, o que facilita o início do trabalho.

Em termos de formalização dos negócios, cerca de 65% têm CNPJ. A grande maioria (94%) tem seu registro como Microempreendedora Individual (MEI) e remuneração compatível com esse tipo de empresa. O estudo mostra que a alta escolaridade não garante, necessariamente, maior renda ou segurança financeira: 53,9% das entrevistadas recebem mensalmente entre 1 e 3 salários mínimos e 21,3% contam com uma renda inferior a 1 salário mínimo.

A dificuldade de acesso a crédito, a sobrecarga das responsabilidades domésticas e a necessidade de ampliar redes de apoio são desafios comuns entre as empreendedoras das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. “Essas barreiras persistentes limitam a escalabilidade dos negócios femininos. Além disso, muitas dessas mulheres enfrentam preconceitos de gênero e estruturais que, além de dificultar o reconhecimento e a valorização de seus empreendimentos, também limitam suas oportunidades de crescimento e visibilidade”, reforça Marcela.

Sororidade

Ao começar a empreender, a mulher influencia e transforma sua própria vida, a da sua família e da sua comunidade, em um efeito cascata. Segundo a pesquisa, 73,8% das entrevistadas acreditam que suas ações geram impacto positivo em aspectos como geração de empregos, promoção de ações sociais e difusão da cultura e arte locais.

Para grande parte dessas empreendedoras, o apoio de outras mulheres é decisivo para enfrentar os desafios do mercado. O levantamento mostra que 41,8% afirmam contar “frequentemente” com esse suporte, reforçando que compartilhar experiências, dicas e aprendizados é fundamental para superar obstáculos diários. Além disso, 54,9% das entrevistadas se inspiraram em outras mulheres para iniciar seus negócios, demonstrando como a visibilidade e a representatividade desempenham um papel importante no empreendedorismo.

Os dados enfatizam que a inspiração coletiva e a troca de experiências são alicerces fundamentais para a consolidação de redes de apoio e que investir em sororidade não só impulsiona o crescimento individual de cada empreendedora, mas desencadeia um movimento transformador que beneficia comunidades inteiras.

Características locais

Analisando os dados por região, é possível perceber um perfil mais próximo entre as empreendedoras do Norte e do Nordeste. No Nordeste, o perfil é multifacetado, marcado por desafios e conquistas que refletem trajetórias pessoais e profissionais. Os dados revelam que 52% são chefes de família, cerca de 60% são negras, 72,1% não têm o negócio como sua principal fonte de renda, embora 63,6% tenham a formalização com CNPJ. Dentre as nordestinas, aproximadamente 25% atuam com alimentação. O levantamento mostra um cenário consolidado em relação à pesquisa anterior realizada pela Be.Labs no Nordeste, em 2023.

As mulheres que empreendem na região Norte enfrentam uma realidade complexa, marcada pela diversidade, por desafios estruturais e pelo desejo de transformação social e econômica. Segundo a pesquisa, 58,9% se identificam como pardas e 10% como pretas, 65,3% não têm o negócio como sua principal fonte de renda, 76,8% têm CNPJ e 42,5% atuam no ramo da alimentação.

As empreendedoras do Centro-Oeste têm um perfil dinâmico e resiliente, equilibrando tradição e inovação. Mais da metade (51,5%) é chefe de família, 53,3% se identificam como brancas, 74,2% têm um negócio formalizado com CNPJ, 66,7% declaram ter outra fonte de renda e 23,6% atuam no segmento de serviços.

Histórias de sucesso

A trajetória de algumas empreendedoras do Norte, Nordeste e Centro-Oeste mostra como é a realidade dessas mulheres. Um exemplo é Claudenizia Rêgo, de Fortaleza, fundadora da Depillance. “O desejo de transformar vidas por meio da beleza foi o que me moveu. Comecei com a epilação, mas logo percebi que podia ir além: ensinar, formar outras mulheres, mostrar que elas podem ter independência financeira e viver da profissão com dignidade. Empreender, para mim, foi a ponte entre o sonho e a realização – minha e das minhas alunas”, afirma. Segundo ela, empreender trouxe liberdade, autonomia e propósito. O negócio não é só fonte de renda, mas uma missão de vida. “Não trocaria a possibilidade de impactar tantas mulheres, viajar com meu trabalho, crescer com minhas ideias e realizar meus próprios sonhos por um modelo tradicional de emprego. Construí algo que vai além de um trabalho, é legado.”

No Centro-Oeste, Natasha Corrêa começou sua jornada no empreendedorismo após uma experiência traumática no primeiro emprego formal. Diante de um cenário competitivo e desafiador, decidiu se dedicar a algo que fosse a realização do seu próprio sonho. Assim, transformou o hobby em sua principal fonte de renda. “Apesar da carteira assinada oferecer a segurança de um salário fixo, o empreendedorismo proporciona liberdade para inovar, crescer e explorar novas possibilidades. No meu caso, as datas sazonais representam picos significativos de vendas. Em poucos dias, consigo alcançar resultados que dificilmente teria em um mês inteiro de trabalho formal. Por isso, não abriria mão do meu sonho para trabalhar na construção do sonho de outra pessoa”, afirma.

Conclusões

Os dados revelam um cenário de crescimento e fortalecimento, em que o desejo de independência e a busca por melhores condições de vida são os principais impulsionadores das trajetórias das empreendedoras. No Nordeste, a presença de mulheres chefes de família é notável, evidenciando o empreendedorismo como um caminho essencial para a autonomia financeira. Na região Norte, o empreendedorismo é marcado pela conexão com o território e a sustentabilidade. Já no Centro-Oeste, o empreendedorismo feminino se destaca pela proximidade com o agronegócio e pelos desafios de acesso a mercados maiores.

Apesar das particularidades de cada região, há desafios comuns entre as empreendedoras. “Os números desta pesquisa não são apenas estatísticas. São o retrato da luta diária das empreendedoras do Novo Eixo e um chamado à ação. O empreendedorismo feminino não é só sobre negócios – é sobre impacto, autonomia e transformação coletiva”, afirma Marcela.

A pesquisa foi desenvolvida em 2024 por meio de um questionário on-line e recebeu 601 respostas válidas de empreendedoras do Nordeste, do Norte e do Centro-Oeste do Brasil. O “Perfil das Mulheres Empreendedoras do Novo Eixo – Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste” é o terceiro estudo realizado pela Be.Labs. A aceleradora já produziu uma pesquisa sobre o perfil da mulher empreendedora nordestina, o retrato da mulher no agro, além de seus relatórios anuais.

Sobre a Be.Labs

A Be.Labs é um negócio de impacto social que atua diretamente acelerando negócios de mulheres por meio de treinamentos, workshops, painéis e palestras. Em sete anos, a Be.Labs formou mais de 120 turmas e contabiliza 7 mil horas de mentorias com o Efeito Furacão, sua metodologia exclusiva. Mais de 3.500 negócios liderados por mulheres já foram acelerados, sobretudo nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Mais informações: https://belabs.org/