Chiquinho Oliveira quebra promessa e coloca a nora na Prefeitura: a primeira-nora do município

Em mais um episódio que escancara o uso da máquina pública como extensão familiar, Agnes Oliveira, nora do prefeito Chiquinho Oliveira, apareceu em vídeo conduzindo reunião com a equipe da Regularização Fundiária (REURB), como se fosse autoridade pública.

Não há portaria, nomeação ou qualquer documento oficial que a vincule formalmente à Prefeitura. Mesmo assim, Agnes fala em nome da gestão, dá orientações e participa de decisões administrativas — tudo sem cargo, sem legitimidade e fora da legalidade.

O detalhe curioso (e ilegal) é que Agnes já foi secretária de Assistência Social na gestão do marido, Francisco Nagib, onde protagonizou escândalos envolvendo favorecimento político e má gestão. Agora, retorna aos bastidores do poder, sem crachá, mas com liberdade de atuação.

Essa situação fere diretamente os princípios da Administração Pública — legalidade, impessoalidade e moralidade — todos previstos no art. 37 da Constituição Federal, e pode configurar ato de improbidade administrativa, conforme o art. 11 da Lei nº 8.429/1992, por violar os deveres de lealdade às instituições e à transparência.

Para piorar, Chiquinho Oliveira mantém escondida a lista de servidores da Prefeitura, em total desacordo com a Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011). Isso levanta sérias suspeitas sobre a existência de nomeações informais, fantasmas ou apadrinhamentos fora do radar público.

Até o momento, a Prefeitura não divulgou nenhum documento que legitime a atuação da nora na estrutura administrativa. E, como de costume, não deve divulgar.

Porque em Codó, ao que parece, o único critério para exercer poder na Prefeitura… é o grau de parentesco com o prefeito.

Hilton Gonçalo recebe apoio de vereadores de Carutapera e Cândido Mendes para pré-candidatura ao Senado em 2026

A pré-candidatura do médico e ex-prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo, ao Senado Federal ganhou um reforço significativo nesta semana. Um grupo expressivo de lideranças políticas dos municípios de Carutapera e Cândido Mendes declarou apoio ao projeto político de Hilton, consolidando ainda mais sua força na região do Alto Turi.

De Carutapera, manifestaram apoio os vereadores William, Zezinho Fonteles, Nara Aguiar, Cheleleu, Geremias Guerra e Pipirão. Já de Cândido Mendes, aderiram à pré-candidatura os vereadores Sababa, Eniedes Costa, o vereador suplente Jaelson e o líder político Weverton Costa.

O apoio foi anunciado durante um encontro com Hilton Gonçalo, onde os parlamentares destacaram a importância de eleger um representante comprometido com o desenvolvimento dos municípios maranhenses. “Hilton tem uma história de trabalho que o credencia a representar o Maranhão no Senado. Sua atuação em Santa Rita é um exemplo de gestão voltada para as pessoas”, afirmou o vereador William, de Carutapera.

Hilton Gonçalo agradeceu o apoio e reforçou seu compromisso com a região. “Essas manifestações de confiança mostram que estamos no caminho certo. Nosso projeto é coletivo, ouvindo as bases e construindo um Maranhão mais justo e desenvolvido para todos”, declarou.

A adesão de lideranças de Carutapera e Cândido Mendes reforça o crescimento da pré-candidatura de Hilton Gonçalo, que vem se consolidando como uma das principais alternativas do campo municipalista e desenvolvimentista para o Senado em 2026.

Neto Evangelista diz que base está preparada para apoiar indicação de Brandão ao Palácio dos Leões

O deputado estadual e líder do governo, Neto Evangelista (União Brasil), defendeu a liberdade que tem o governador Carlos Brandão (PSB) de indicar seu candidato ao Palácio dos Leões. Da tribuna do Plenário Nagib Haickel, da Assembleia Legislativa do Maranhão, o parlamentar destacou, nesta quinta-feira (8), que se o governador entender que a sua sucessão deva ser conduzida pelo secretário Orleans Brandão, a sua base está pronta para o desafio.

“No que diz respeito às indicações de pessoas para ocuparem cargos públicos, nós, na vida pública, não podemos trabalhar com hipocrisia. Quando se tem alguém competente ao nosso lado que possa ser indicado para exercer aquele cargo público, ele vai ser indicado. Assim aconteceu com vários colegas. Se um deputado pode indicar um familiar, por que o governador não pode? Quando é na sua vez tudo bem, mas quando é a vez do governador não pode?”, questionou Neto Evangelista.

Na ótica do parlamentar, o governador Carlos Brandão deve indicar ao povo do Maranhão alguém em quem ele confie para dar continuidade ao seu projeto político. Segundo Neto Evangelista, o governador tem enfrentado, com êxito, muitos desafios, entre os quais, tirar milhares de famílias da extrema pobreza a partir do programa Maranhão Livre da Fome, que será lançado nesta sexta-feira (9).

“Este programa foi aprovado por esta Casa e é de iniciativa do governador Carlos Brandão, que vai tirar de vez o Maranhão dessa marca de ainda termos família na extrema pobreza. Talvez nós não tenhamos ainda parado para pensar na repercussão que será deste programa que vai além de tirar pessoas da extrema pobreza, ele vai dar dignidade para os maranhenses”, reforçou Neto Evangelista.

O deputado comparou a iniciativa ao Cadastro Único criado no governo do então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso. “Atentemos a este programa e a quem tem condições de continuar tocando-o no Estado do Maranhão”, alertou o parlamentar, acerca do programa Maranhão Livre da Fome.

Adelmo Soares diz que postura de Othelino é incoerente e contraditória

O deputado Adelmo Soares (PSB) fez críticas contundentes ao deputado Othelino Neto (Solidariedade) e classificou de incoerente a postura do colega de Parlamento. “Não se pode dizer uma coisa e fazer outra, é incoerência. Um discurso de incoerência”, observou Adelmo, na sessão da Assembleia Legislativa desta quinta-feira (8).

Ao sair em defesa do governador Carlos Brandão (PSB), Adelmo afirmou que Othelino é adepto da prática do ‘faça o que eu digo e não faça o que eu faço’ e relembrou contradições do discurso e prática de Othelino:

“O deputado diz que o governador utiliza a família, que é a família que manda. Mas, da mesma forma, eu preciso dizer que, quando houve uma oportunidade para a indicação de um cargo federal, o nosso deputado Othelino indicou a irmã. Quando teve oportunidade de indicar alguém para a suplência de Senador, indicou a sua esposa”, declarou Adelmo, referindo à senadora Ana Paula, que herdou o mandato do ex-governador e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino.

O peessedebista também pregou que se deve manter a calma quanto às eleições de 2026, afirmando que o momento que antecedeu a eleição de Brandão foi similar ao que ocorre na atualidade. “Paciência, discernimento e sabedoria, na hora certa, no momento certo, nós saberemos quem será o candidato”, afirmou.

Na mesma sessão, Adelmo também afirmou que é Othelino quem persegue mulheres que ocupam cargos de poder, reforçando que o deputado do Solidariedade joga para a plateia um discurso de defensor do feminino, mas por trás, não aceita uma mulher como comandante do Legislativo.

“Quem está perseguindo mulher é o deputado Othelino, porque ele está perseguindo a nossa presidente, primeira mulher presidente desta Casa depois de 190 anos. E ele não aceita a derrota. Então, tudo aqui é judicializar”, afirmou, referindo a ações movidas no STF pelo partido de Othelino contra a gestão de Iracema Vale na Alema.

“Em nenhum momento, estou atacando ou denegrindo a imagem da família, eu estou falando do agente político”, finalizou Adelmo Soares.

União Brasil cresce no Brasil, mas em Codó deixa um rastro de ilegalidades: só duas candidatas escaparam

Enquanto o União Brasil comemora bons números no cenário nacional, em Codó o clima é bem diferente — e nada festivo. Por aqui, o partido parece ter entrado na contramão da legalidade. Das seis mulheres lançadas como candidatas em 2024, apenas duas conseguiram sair ilesas da prestação de contas. As demais? Viraram estatística de inelegibilidade e, de quebra, ainda deixaram boletos para pagar.

Vejamos:

Bia do Residencial – Inelegível até 31/12/2028. Processo nº 0600861-88.2024.6.10.0007. Vai devolver R$ 6.058,20 — podia ter financiado uma boa viagem, mas agora vai direto para o erário.

Carlinha Melo – Inelegível até 31/12/2028. Processo nº 0600980-49.2024.6.10.0007. Nem sinal das contas, nem sinal de 2026.

Filomena Mendes – Inelegível até 31/12/2028. Processo nº 0600859-21.2024.6.10.0007. Devolverá R$ 6.846,00 — uma campanha cara que saiu muito mais cara.

Flávia Santos – Inelegível até 31/12/2028. Processo nº 0600857-51.2024.6.10.0007. Devolução de R$ 3.696,00 — menos mal, mas ainda fora do jogo.

Sobreviventes da “chuva de inelegibilidades”:

Irmã Alexandra – Processo nº 0600860-06.2024.6.10.0007

Sandra Ribeiro – Processo nº 0600874-87.2024.6.10.0007

As duas últimas merecem, no mínimo, uma placa de honra ao mérito: conseguiram escapar do caos e ainda manter o nome limpo na Justiça Eleitoral — algo raro, aparentemente, no time codoense do União.

Todas as informações referentes a esses processos estão disponíveis para consulta pública no site da Justiça Eleitoral, na plataforma DivulgaCandContas. Basta acessar e conferir o histórico de prestação de contas das candidaturas e os detalhes dos julgamentos.

Agora fica a pergunta: o presidente estadual Pedro Lucas vai insistir nesse time ou trocar o elenco antes da próxima eleição? Porque, convenhamos, até o VAR já teria anulado essa formação. Se o União Brasil quer continuar crescendo, talvez seja hora de olhar para Codó com mais atenção.