Após Diogo Tito, a vez agora é de Carlinha Melo: Dois ex-candidatos do União Brasil estão inelegíveis

Wanderson da Trizidela e Carlinha Melo

O fenômeno se repete. Depois de Diogo Tito, agora é a vez de Carlinha Melo encarar o rigor da Justiça Eleitoral. A falha? Não prestar contas da campanha. O castigo? Inelegibilidade até 31 de dezembro de 2028.

Diante dessa nova baixa, uma dúvida paira no ar: o problema é individual ou a engrenagem administrativa do União Brasil de Codó está emperrada? Afinal, poucos meses após a eleição, dois candidatos da legenda foram varridos do jogo político pelo mesmo motivo.

No caso do União Brasil de Codó, a reincidência do erro acende um alerta. Seria desorganização do partido, negligência dos candidatos ou uma pane generalizada na administração da legenda?

Seja qual for o motivo, é fato que o segundo candidato do União Brasil está inelegível. Se o partido não corrigir o rumo, esse número pode aumentar.

Câmara firma contratos com GOMES SUPERMERCADO totalizados em mais de R$ 119 mil para fornecimento de materiais de limpeza e gêneros alimentícios

Família Gomes em evento político de apoio a Roberto Cobel

A Câmara Municipal de Codó, sob a gestão do presidente Francisco Roberto Araújo Albuquerque, (Roberto Cobel), firmou dois contratos no valor de R$ 119.976,30 com o Gomes Supermercado para fornecimento de materiais de limpeza e gêneros alimentícios.

Os dois contratos com a empresa GOMES IRMÃO LTDA (GOMES SUPERMERCADO), que tem como representante Nilcelia Arlinda Gomes Frasão, foram firmados nesta sexta-feira (21). O processo foi feito sem processo licitatório formal.

A Ratificação de Dispensa de Licitação nº 006/2025 e nº 007/2025 foram publicadas no Diário Oficial Eletrônico da Câmara Municipal. Curiosamente, a família Gomes é apontada como financiadora/apoiadora de eventos políticos do grupo do presidente da Câmara.

Tribunal de Contas do Estado derruba denúncias de vereadores contra o ex-prefeito Dr. Zé Francisco

O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) absolveu o ex-prefeito de Codó, Dr. Zé Francisco, de duas denúncias formuladas por vereadores “cassadores”.

O Blog do Leonardo Alves fez consulta no site do Tribunal de Contas e encontrou duas decisões favoráveis ao ex-prefeito Zé Francisco.

Na primeira denúncia originada de processo nº 5564/2023, os vereadores denunciaram o então prefeito Zé Francisco, por supostas irregularidades em despesas realizadas pelo município nos exercícios financeiros de 2021 a 2023 e os membros do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, rejeitaram a denúncia, por não estarem presentes todos os requisitos de admissibilidade estabelecidos nos arts. 40 e 41 da Lei Orgânica do TCE/MA, determinando o arquivamento dos autos, em conformidade com a da Lei Orgânica do TCE/MA. O conselheiro-substituto Osmário Freire Guimarães foi o relator do processo.

Na segunda denúncia originada de processo nº5595/2023 os vereadores denunciaram Zé Francisco por supostas irregularidades na execução do contrato com o Instituto Visão Ltda (CNPJ nº 06.104.863/0001-95), cujo objeto era a prestação de serviços médicos para a realização de consultas, diagnósticos e procedimentos cirúrgicos eletivos em oftalmologia. Em sessão plenária ordinária, por unanimidade, o TCE acolheu, em parte, o parecer do Ministério Público de Contas, nos termos do relatório e proposta de decisão do Relator, e decidiram pelo arquivamento da denúncia por não estarem presentes todos os requisitos de admissibilidade estabelecidos nos autos. O conselheiro-substituto Osmário Freire Guimarães foi o relator do segundo processo.

Prefeito Chiquinho Oliveira vai torrar quase R$ 9 milhões em mesas e cadeiras

Se Codó já teve carnavais históricos, este promete ser inesquecível – mas não pelos desfiles, e sim pelos gastos. No Diário Oficial da Prefeitura, edição de 20 de fevereiro de 2025, surge um enredo digno de Oscar na categoria “Como gastar milhões sem explicar nada”. O protagonista? Francisco Carlos de Oliveira, o Chiquinho Oliveira. O roteiro? O Contrato nº 037/2025, assinado entre a Secretaria Municipal de Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação e a empresa J. S. Machado Indústria e Comércio Ltda. (CNPJ 00.968.212/0001-67).

O orçamento da produção? R$ 8.819.840,00. Isso mesmo: QUASE NOVE MILHÕES DE REAIS para a compra de mesas e cadeiras. E antes que alguém pergunte: não, elas não vêm com ar-condicionado embutido, GPS ou massagem lombar – até onde sabemos. O contrato fala apenas em “fornecimento de mobiliário escolar para a rede municipal de ensino”, mas esqueceu de incluir detalhes básicos, como quantidade, tipo, qualidade ou se as cadeiras, por esse preço, já vêm com um curso de Harvard incluso.

Mas o baile das licitações milionárias de Chiquinho Oliveira já chamou atenção do Tribunal de Contas. E não é por acaso. As contratações milionárias sem informações detalhadas viraram rotina na gestão do prefeito, que parece estar testando a paciência dos órgãos de controle e do povo de Codó ao mesmo tempo.

FANTASMA DE JANEIRO: Esposa do vereador Leonel Filho deixa UPA jogada às traças e recebe R$ 8 mil sem trabalhar

Mais uma situação desgastante para o vereador Leonel Filho!

Investigação profunda feita pelo Blog do Leonardo Alves detectou que a esposa do vereador Raimundo Leonel Magalhães Araújo Filho (Leonel Filho) recebeu R$ 8 mil como Diretora Administrativa da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em janeiro de 2025, sem trabalhar.

A revelação veio através de uma consulta feita pelo titular deste blog no site da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMERSERH), que divulgou a lista de remunerações de servidores do mês de janeiro. E lá consta o nome da esposa do vereador Leonel, na folha de pagamento do mês de janeiro, como se tivesse trabalhado arduamente no cargo que já nem ocupava mais. Afinal, desde o início do ano, Rossana foi nomeada Diretora do Hospital Geral Municipal (HGM). Tudo indica que a esposa do vereador não comunicou em tempo hábil à EMERSERH seu afastamento para assumir a Direção Administrativa do Hospital Geral Municipal de Codó.

Se o recebimento indevido do salário da esposa do vereador já era um escândalo, a história fica ainda mais suculenta com a investigação do Ministério Público, que está de olho em um possível nepotismo cruzado na gestão do prefeito Chiquinho Oliveira. Aquele velho e conhecido esquema onde parentes de políticos brotam em cargos estratégicos como ervas daninhas no jardim da administração pública para obtenção de vantagens políticas.

E como todo bom roteiro de tragédia administrativa, há um coadjuvante essencial: o prefeito Chiquinho Oliveira, que até agora se limita a um papel de figurante silencioso. Enquanto a população clama por transparência, a gestão municipal oculta a relação de servidores desde janeiro, como se pudesse varrer a sujeira para debaixo do tapete sem que ninguém percebesse.

Mas a população codoense não é boba e quer respostas. Afinal, o fantasma do desperdício público assombra os cofres municipais, e o povo, que paga essa conta, não quer mais assistir a esse filme de terror. Resta saber se as autoridades irão dar um desfecho digno a essa história ou se Codó continuará sendo palco de escândalos mal encenados.

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