
Se Codó já teve carnavais históricos, este promete ser inesquecível – mas não pelos desfiles, e sim pelos gastos. No Diário Oficial da Prefeitura, edição de 20 de fevereiro de 2025, surge um enredo digno de Oscar na categoria “Como gastar milhões sem explicar nada”. O protagonista? Francisco Carlos de Oliveira, o Chiquinho Oliveira. O roteiro? O Contrato nº 037/2025, assinado entre a Secretaria Municipal de Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação e a empresa J. S. Machado Indústria e Comércio Ltda. (CNPJ 00.968.212/0001-67).
O orçamento da produção? R$ 8.819.840,00. Isso mesmo: QUASE NOVE MILHÕES DE REAIS para a compra de mesas e cadeiras. E antes que alguém pergunte: não, elas não vêm com ar-condicionado embutido, GPS ou massagem lombar – até onde sabemos. O contrato fala apenas em “fornecimento de mobiliário escolar para a rede municipal de ensino”, mas esqueceu de incluir detalhes básicos, como quantidade, tipo, qualidade ou se as cadeiras, por esse preço, já vêm com um curso de Harvard incluso.
Mas o baile das licitações milionárias de Chiquinho Oliveira já chamou atenção do Tribunal de Contas. E não é por acaso. As contratações milionárias sem informações detalhadas viraram rotina na gestão do prefeito, que parece estar testando a paciência dos órgãos de controle e do povo de Codó ao mesmo tempo.

