Governo avança com a campanha de combate ao câncer de pênis e realiza segunda etapa das cirurgias de postectomia

O Governo do Estado realizou, sábado (2), mais 23 cirurgias de postectomia nesta etapa, no Hospital Dr. Carlos Macieira, em São Luís. A ação é executada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) e faz parte da campanha estadual de combate ao câncer de pênis. Nas duas primeiras etapas da ação, a gestão estadual atendeu no total de 70 pacientes.

“Nossas equipes estão desenvolvendo ações de cuidado integral à saúde do homem e prevenção do câncer de pênis, para que assim possamos reforçar as medidas de promoção e melhoria da qualidade da saúde da população masculina”, disse o secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes.

José Eduardo Rocha da Silva, de 24 anos, foi um dos pacientes atendidos na unidade da rede estadual de saúde. “Eu já tinha essa preocupação faz tempo de poder fazer essa cirurgia. Minha expectativa é que seja tudo bem rápido, os médicos falaram que o pós operatório é tranquilo e já temos alta no mesmo dia”, falou.

Assim foi com o pescador José Rodrigues de Araújo Neto, de 63 anos. “Eu já tinha problema no testículo e estava precisando fazer essa cirurgia também. Aí fui encaminhado pra cá, fiz os exames e hoje estou aqui, graças a deus vai dar tudo certo”, disse.

Com os pacientes atendidos nesta etapa, amplia-se o acesso e reduz-se a demanda da rede estadual de saúde. Os pacientes passaram por triagem e atendimentos ambulatoriais. O procedimento cirúrgico tem duração de cerca de 30 minutos com a remoção do prepúcio, comumente indicada para casos de fimose, também chamada de circuncisão. A intervenção contribui para prevenir o aparecimento do câncer de pênis, já que um dos fatores de risco é o estreitamento do prepúcio causado pela fimose.

O Hospital Dr. Carlos Macieira é o primeiro do Nordeste a receber a certificação de Acreditação Nível I, assinada pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), como hospital de alta complexidade. A unidade da rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES) é gerenciada pelo Instituto Acqua.

Secretaria Nacional da Juventude participa de evento sobre prevenção da gravidez na adolescência

Realizado pelo Ministério da Saúde, evento divulga medidas preventivas e educativas para a redução da gravidez na adolescência e teve participação da SGPR

Com o objetivo de disseminar informações sobre medidas preventivas e educativas para reduzir a incidência da gravidez na adolescência, o Ministério da Saúde realizou, dia 22 de fevereiro, um evento alusivo à semana dedicada ao tema. No encontro, com a participação da secretária adjunta de Juventude da Secretaria-Geral da Presidência da República, Jessy Dayane, foram apresentadas as iniciativas da pasta da Saúde para alcançar a redução do número de adolescentes grávidas.

Participaram do evento, além da secretária adjunta de juventude, Jessy Dayane, Leonardo Vilela, assessor do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, Mario Volpi, chefe da área de desenvolvimento e participação de adolescentes do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Anna Cunha, a representante no Brasil e diretora de país para Uruguai e Paraguai do Fundo de População da Organização das Nações Unidas, Renata Belém de Melo Seixas, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, Socorro Gross, representante da Organização Pan-Americana da Saúde no Brasil e Marcos Pedrosa, diretor do Departamento de Gestão do Cuidado Integral, representando a Secretaria de Atenção Primária à Saúde.

Eles apresentaram uma análise da realidade brasileira nesse tema e também propostas de medidas para enfrentar a situação como: Educação e comunicação sobre direitos sexuais e reprodutivos, capacitação de profissionais para o atendimento das adolescentes, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis e acesso aos métodos contraceptivos, entre outras.

Para Jessy Dayane, Secretária Adjunta de Juventude, “promover educação sobre direitos sexuais e reprodutivos, com protagonismo juvenil, é fundamental para proteger nossas adolescentes de violações, assim como, garantir amplo acesso aos métodos contraceptivos e preservativos, é fundamental para a saúde das nossas meninas”. A secretária adjunta acrescentou ainda que combater a gravidez na adolescência é proteger meninas de situações de violências e abusos, é proteger a saúde física e mental das nossas adolescentes e sobretudo combater a perpetuação de situações de vulnerabilidades e desigualdade de gênero.

Assessoria de Comunicação – Secretaria Nacional da Juventude

“Hoje o pior perigo é a ideologia de gênero”, diz Papa Francisco

O Papa Francisco participou de uma conferência no Vaticano nesta sexta-feira (1), organizada pelo Centro de Pesquisa e Antropologia das Vocações, onde reiterou suas preocupações com a ideologia de gênero, chamando-a de “pior perigo” da atualidade.

Apesar das polêmicas anteriores relacionadas à comunidade LGBT, o pontífice enfatizou a importância de reconhecer as diferenças naturais entre homens e mulheres, criticando a ideologia de gênero por negar essas distinções.

“Gostaria de sublinhar uma coisa: é muito importante que se realize este encontro entre homens e mulheres, porque hoje o pior perigo é a ideologia de género, que anula as diferenças”, afirmou Francisco segundo o Diário de Notícias de Portugal.

Durante o discurso intitulado “Homem e Mulher, Imagem de Deus”, o Papa Francisco destacou a ideologia de gênero como uma ameaça significativa, afirmando que apagar as diferenças entre os sexos resultaria na anulação da humanidade. Ele defendeu a ideia de que homens e mulheres vivem em uma tensão frutífera, enfatizando a importância dessa dinâmica para a compreensão da humanidade.

“O Homem e a Mulher, por outro lado, encontram-se numa tensão frutífera”, defendeu o pontífice, segundo informações do Diário de Notícias de Portugal.

Esta não é a primeira vez que o Papa expressa suas preocupações sobre a ideologia de gênero, destacando-a como uma das “colonizações ideológicas mais perigosas”. Suas observações ressaltam sua distinção entre questões pastorais relacionadas à diversidade sexual e a crítica à ideologia de gênero, que, segundo ele, representa um risco claro.

GOSPEL PRIME

MÊS DA MULHER – Ministério Público inicia campanha de doação de absorventes íntimos para combate à pobreza menstrual

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) inicia, nesta sexta-feira, 1º, uma campanha para arrecadar absorventes íntimos, visando contribuir com o combate à pobreza menstrual. A iniciativa, liderada pela Procuradoria-Geral de Justiça e pelo Centro de Apoio Operacional de Enfrentamento à Violência de Gênero (CAO-Mulher), busca agregar esforços às ações já em curso para minimizar o problema que atinge mulheres em situação de vulnerabilidade social.

Durante todo o mês de março, membros, servidores, colaboradores da instituição e o público externo terão a oportunidade de contribuir com a causa. Os pontos de coleta incluem a sede das Promotorias de Justiça da Capital e a Procuradoria-Geral de Justiça, localizadas no Calhau, e o Centro Cultural do MPMA, no centro.

Os doadores poderão contribuir com absorventes externos, que estejam em pacotes lacrados, a fim de proporcionar maior conforto às beneficiárias.

A distribuição dos absorventes será coordenada pelo CAO-Mulher, incluindo a ação de atendimento que acontecerá na praça João Lisboa entre os dias 18 e 22 de março, em parceria com a Promotoria de Justiça Distrital da Cidadania – Polo Centro.

“O MPMA reafirma seu compromisso em promover o bem-estar das mulheres e contribuir para a construção de uma sociedade mais igualitária”, ressalta a promotora de justiça Thereza Muniz de La Iglesia, chefe de Gabinete do procurador-geral de justiça.

Pobreza menstrual

A pobreza menstrual é caracterizada pela falta de acesso adequado a produtos de higiene menstrual, como absorventes. Ela impacta principalmente aquelas que vivem em situação de pobreza e vulnerabilidade, podendo resultar em consequências significativas para a saúde e o bem-estar, incluindo a interrupção das atividades diárias, além de problemas de saúde.

O Fundo de População das Nações Unidas junto ao Unicef produziu um relatório no qual registra que, das 60 milhões de pessoas que menstruam no Brasil, 15 milhões não têm acesso a produtos adequados de higiene menstrual, ou seja, uma em cada quatro mulheres não apresenta condições de obter absorventes higiênicos.

Redação: CCOM-MPMA

Voto de Flávio Dino a favor do PSB após deixar partido expõe divergências sobre conflito no STF

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino apresentou um voto na quarta-feira (28) que beneficiaria o PSB, partido do qual se desfiliou há cerca de dez dias, num julgamento sobre a distribuição das chamadas sobras eleitorais no Poder Legislativo.

Dino foi um dos ministros que defenderam que as mudanças da regra da partilha dessas vagas deveriam ser retroativas às eleições de 2022. Esse posicionamento acabou derrotado por 6 votos a 5. Caso prevalecesse, o PSB poderia ganhar um deputado federal a mais.

O Supremo julgou em conjunto três ADIs (ações diretas de inconstitucionalidade) apresentadas pela Rede, pelo PSB e pelo PP, que questionaram normas aprovadas em 2021 sobre a divisão das vagas no Legislativo.

Por maioria, a corte entendeu que essas regras não serão mais válidas para as eleições deste ano, mas que a decisão não retroage para o pleito de 2022.

Cinco ministros votaram a favor da retroatividade: além do próprio Dino, esse foi o entendimento de Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques.

Se isso acontecesse, segundo um levantamento da Abradep (Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político), sete deputados teriam as suas eleições anuladas: dois do PL, um do PDT, um do MDB, um do PP, um do Republicanos e um da União Brasil.

No lugar deles, assumiriam vagas na Câmara um integrante do Republicanos, um do PP, um do PSOL, uma do PC do B, dois do Podemos e um do PSB. Este último, o ex-governador do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg.

Dino, que tem uma longa carreira na política, foi eleito senador pelo PSB do Maranhão em 2022 e tinha se filiado ao partido no ano anterior, após uma extensa militância no PC do B.

Ele se tornou ministro de Justiça do governo Lula (PT) e só voltou ao Senado em fevereiro deste ano, quando já estava aprovado para o Supremo e aguardava a sua posse na corte, que aconteceu no último dia 22.

Dino renunciou ao posto no Congresso no dia 21, véspera de se tornar integrante do STF. A desfiliação do PSB ocorreu pouco antes da posse no Supremo.

Especialistas consultados pela Folha divergem a respeito da decisão de Dino de votar em uma ação relacionada ao partido do qual ele havia deixado poucos dias antes. Procurado pela reportagem, o ministro não se manifestou.

Bruno Andrade, coordenador-geral adjunto da Abradep, lembra que a ação julgada no STF é de controle concentrado, ou seja, envolve teses jurídicas contra normas por eventuais incompatibilidades com a Constituição. Em tese, nesse tipo de ação, não há “partes ganhadoras” no processo.

“Com essa premissa em mente, é certo que os efeitos dessa decisão geram consequências no mundo, e a declaração de inconstitucionalidade poderia beneficiar pessoas específicas, incluindo uma do mesmo partido ao qual pertencia o ministro Flávio Dino”, diz Andrade.

“Considerando que nem mesmo as demais agremiações envolvidas levantaram tal questionamento, considero que não há margem efetivamente para considerar que ocorreu algum tipo de conflito”, afirma.

“Não se sabe a relação do ministro com o eventual beneficiado e, além disso, em um órgão colegiado não há propriamente derrotados ou vencedores. Há teses jurídicas contrapostas.”

A advogada especializada em direito constitucional Vera Chemim tem uma visão diferente. Segundo ela, “não se pode negar que o ministro Dino teria interesse no objeto daquela ação, mesmo tendo se desvinculado recentemente do seu partido político para assumir a sua função como ministro do STF”.

Ela aponta que o Código de Processo Civil prevê que um ministro se declare suspeito quando é “interessado no julgamento do processo em favor de qualquer das partes”.

“A despeito de ter sido derrotado, Dino votou, não apenas pela inconstitucionalidade da norma eleitoral, como defendeu incisivamente a sua retroatividade, o que demonstra claramente o seu interesse no resultado daquele julgamento”, diz a advogada.

A suspeição, no entanto, é reservada para situações subjetivas, de foro íntimo. Cabe ao magistrado se declarar suspeito, e ele não precisa apresentar suas razões.

Aílton Soares de Oliveira, advogado da área de contencioso estratégico e constitucional, afirma não ver suspeição de Dino, “na medida em que ele não teve nenhum benefício pessoal com isso e não há um envolvimento ou ação específica dele enquanto filiado à agremiação eleitoral no sentido de pleitear a tese que acabou adotando já como ministro”.

“Em meu sentir o fato isolado de ele ter sido filiado à agremiação eleitoral não traz impedimento ou suspeição.”

Dino não é o único ministro do STF que foi filiado a um partido. Alexandre de Moraes, que ocupou o cargo de ministro da Justiça no governo Michel Temer (MDB), foi filiado ao PSDB.

No julgamento das sobras eleitorais, os partidos argumentaram que princípios constitucionais foram feridos com a alteração de 2021.

Afirmaram, por exemplo que a medida fere os princípios do pluralismo político, além do Estado democrático de Direito, a igualdade de chances, a soberania popular e o sistema proporcional.

Em sua ação, o PP afirmou que a mudança na regra criou uma “sobrerrepresentação de partidos que já gozam de uma maior representatividade e que se estruturam em torno de candidatos com maior projeção pessoal”.

Isso, disse a legenda, acontecia “em detrimento de agremiações que possuem uma maior dispersão de votos”.

Esse julgamento foi o primeiro voto de Dino no plenário físico da corte. Ele afirmou que viu um excesso na norma ao se manifestar pela sua derrubada.

Fonte: Folhapress