Pedido de Moraes pode causar nova reviravolta em julgamento sobre revisão da vida toda

Foto: Nelson Jr/SCO/STF

Ao pedir destaque nesta sexta-feira, 1º, no julgamento sobre a revisão da vida toda, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), causou mais uma reviravolta na votação.

A perspectiva que se desenhava no plenário virtual era a de que o STF recuaria da própria decisão que, em dezembro de 2022, validou a revisão das aposentadorias. Com o movimento de Moraes, os aposentados ainda podem esperar uma vitória.

O pedido de destaque é prerrogativa de todos os ministros do STF e faz com que um julgamento iniciado no plenário virtual comece do zero no plenário físico. Apenas os votos dos ministros aposentados são aproveitados. Todos os outros precisam se manifestar novamente e podem, inclusive, mudar de posicionamento

No plenário virtual, não há debate entre os ministros. A votação é assíncrona. Com a mudança no ambiente de julgamento, os ministros poderão de debruçar, por exemplo, sobre um pedido para desconsiderar o voto de Cristiano Zanin, o que tem o potencial de definir os rumos do julgamento.

O STF julga, neste momento, um recurso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) contra a decisão que autorizou a revisão das aposentadorias. Entre o primeiro julgamento e a análise do recurso houve uma mudança na composição do Supremo. O ministro Ricardo Lewandoski, que votou a favor da revisão da vida toda, se aposentou. Zanin entrou no lugar dele e se manifestou em sentido contrário. O voto pode ser determinante para alterar a decisão inicial, que validou a revisão da vida toda.

Para Zanin, o caso deve voltar ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para um novo julgamento. O argumento usado pelo ministro é processual. Ele afirmou que, ao analisar o tema, a Primeira Turma do STJ julgou a constitucionalidade da lei sobre o regime de aposentadorias dos segurados do INSS. Mas, na avaliação de Zanin, o controle constitucional só pode ser feito pelo plenário do STJ, que é composto por todos os seus ministros, e não pelas turmas do tribunal.

Advogados que defendem os interesses dos aposentados, no entanto, afirmam que, ao votar no recurso, Zanin reabriu a discussão sobre mérito do processo, o que é inconstitucional. Eles entrar com uma questão de ordem para que o voto de Lewandowski prevaleça.

O julgamento não tem data para ser retomado. Cabe ao ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF, encaixar o processo na pauta, o que só deve ocorrer em 2024.

A revisão da vida toda permite que as contribuições previdenciárias feitas antes de julho de 1994 sejam consideradas no cálculo das aposentadorias, o que pode beneficiar os aposentados.

Fonte: Estadão Conteúdo

Prefeito de Codó, Dr. Zé Francisco, participa da Convenção Estadual do MDB em São Luís

O Movimento Democrático Brasileiro, MDB, realizou nesta sexta-feira (1º), a Convenção Estadual do partido, no auditório Darcy Ribeiro, no Multicenter Sebrae, em São Luís (MA). O ato definiu o novo diretório estadual do partido, que será comandado por Marcus Brandão, irmão do governador do Maranhão.

A convenção “Crescendo com o Maranhão” contou com a presença do prefeito de Codó, Dr. Zé Francisco e sua equipe de governo, do Presidente da Câmara de Codó, Antonio Luz e demais vereadores além de reunir lideranças históricas do partido no Estado como a deputada federal Roseana Sarney.

“Não poderíamos deixar de participar deste momento histórico para o MDB no Maranhão, o nosso amigo Marcus Brandão fará um trabalho incrível na sigla no estado, que aqui se consolidou com o sucesso desta convenção com a presença de diversas autoridades”, disse o prefeito de Codó.

O prestígio do prefeito Dr. Zé Francisco, é evidente na estreita relação com Marcus Brandão e o governador Carlos Brandão, resultando em investimentos expressivos para Codó durante a gestão “Cidade de Todos”.

ASCOM – PREFEITURA DE CODÓ

Lula faz publicação no Dia do Evangélico e lembra que data foi sancionada por ele

Lula (Reprodução)

A declaração do atual presidente foi vista como um aceno ao segmento que na sua grande maioria apoia Jair Bolsonaro

Nesta quinta-feira (30/11), feriado nacional que celebra o Dia do Evangélico, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), usou as redes sociais para parabenizar o segmento e lembrar que a data foi sancionada por lei em 2010, durante o seu segundo mandato.

Através de sua conta no X (ex-Twitter), o político fez menção à importância da data, ressaltando a relevância da tolerância e da liberdade religiosa.

“Hoje, 30 de novembro, é Dia do Evangélico, data importante sancionada no meu segundo mandato, em 2010. Um dia para celebrar a liberdade religiosa, o exercício da fé e dos ensinamentos de Jesus Cristo de solidariedade, compaixão e tolerância”, escreveu.

O Dia do Evangélico foi estabelecido para o 30 de novembro após a aprovação da Lei 12.328 pela Câmara Federal, no ano de 2010.

O autor da lei foi o deputado federal Cléber Verde, filiado ao partido Republicanos, representante do estado do Maranhão.

A comunidade evangélico é uma das que mais cresce no país, segundo Censo de 2010, entre os 86,8% dos brasileiros que se identificaram como cristãos, 22,2% afirmaram ser seguidores da fé evangélica.

O percentual cresceu bastante de acordo com uma pesquisa publicada em 2020 pelo Datafolha, que mostrou que os evangélicos são 31% dos brasileiros que declararam ter alguma religião. Ainda segundo o estudo, as mulheres representavam 58% dos adeptos dessa fé.

A declaração do atual presidente foi vista como um aceno ao segmento que na sua grande maioria apoiou o ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.

F Gospel

Girão diz que decisão do STF afronta liberdade de imprensa e visa calar críticos

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) classificou como gravíssima a tese aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira (29). A corte decidiu que veículos de comunicação podem ser responsabilizados civilmente por declarações feitas por entrevistados em reportagens jornalísticas. Em pronunciamento nesta sexta-feira (1), o parlamentar afirmou que os STF infligiu “mais um duro golpe contra a liberdade de expressão”. Para o parlamentar, a medida serve para calar pessoas com pensamentos conservadores, já que a tese intimida veículos independentes e críticos:

— Onde já se viu isso no planeta? Este país está mesmo completamente de cabeça para baixo! Os donos do poder, com medo de críticas a eles, tomam uma decisão dessa! Sabe o que vai acontecer? Simplesmente, não vão chamar mais, absolutamente, não vão chamar pessoas, políticos, outros cidadãos da sociedade que são críticos do sistema, que discordam, por exemplo, do que o STF está fazendo, jogando o Brasil em uma insegurança jurídica jamais vista na história desta nação!

Para o senador, a medida impõe duas consequências diretas muito negativas à sociedade. Além do ataque explícito à liberdade de expressão e de imprensa, Girão disse que a tese também favorece condutas abusivas por parte de autoridades públicas em todos os níveis e esferas de poder.

— Todos nós conhecemos a grande dificuldade na coleta de provas de qualquer crime financeiro. Quantas vezes grandes esquemas de corrupção só foram devidamente investigados e desvendados depois que denúncias dos graves indícios foram noticiados pelos meios de comunicação, e, geralmente, através de alguma entrevista? A partir de agora, o importantíssimo trabalho do jornalismo investigativo brasileiro será marginalizado e até criminalizado.

Girão celebrou o fato de o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) ter alcançado as assinaturas necessárias para instalação da CPI do “Abuso de Poder” na Câmara dos Deputados. Na avaliação do senador, a instalação dessa CPI será uma vitória para o Brasil.

— Essa CPI vai trazer luz a tudo que está acontecendo. Gente que está sendo condenada de forma irresponsável, 17 anos de prisão, enquanto grandes corruptos, assassinos, traficantes soltos, que tiveram penas muito menores [aplicadas] aos brasileiros do dia 8 de janeiro. A maioria esmagadora entrou por curiosidade, não quebrou nada. Está sendo humilhada, chamada de terrorista.

Agência Senado

Janaína faz moção de aplausos em favor de PEC que visa à imunidade tributária de templos religiosos

A parlamentar enalteceu a iniciativa proposta pelo deputado federal Marcelo Crivella, em defesa da ampliação da imunidade tributária conferida a templos de qualquer culto

Deputada Janaína disse que a moção de aplausos é uma forma de reconhecimento à importância da iniciativa que busca atender ao interesse social

Foi aprovada na quarta-feira, 29, na Assembleia Legislativa do Maranhão, moção de aplausos, de autoria da deputada Janaina Ramos (Republicanos), ao deputado federal Marcelo Crivella, por propor a PEC 05/2023 (Proposta de Emenda à Constituição), que visa à ampliação da imunidade tributária conferida a templos de qualquer culto e a patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos (incluindo suas fundações), das entidades sindicais dos trabalhadores e das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos.

A parlamentar explica que a moção de aplausos “é uma forma de reconhecimento à importância desta iniciativa que busca, portanto, atender ao interesse social”.

Segundo dados do IBGE, professar uma religião é considerado como de “extrema importância” para 92% da população brasileira. Com a criação da PEC 05/2023, haverá uma maior facilidade para que os trabalhos sociais sejam desenvolvidos por instituições religiosas e outras.