SAÚDE – Deputados de oposição protestam contra obrigatoriedade de vacinação contra Covid-19 em crianças

A obrigatoriedade da aplicação da vacina contra a Covid-19 em crianças de 6 meses a 5 anos a partir do ano que vem dividiu opiniões em audiência pública da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara nesta quarta-feira (8).

O debate foi provocado pelo anúncio do Ministério da Saúde de que a imunização contra o coronavírus vai ser incorporada ao calendário vacinal do Programa Nacional de Imunizações (PNI) em 2024. Apesar dos protestos de deputados de oposição, o diretor do PNI, Éder Gatti, afirmou que a obrigatoriedade está mantida.

Ele levou números à audiência pública mostrando que, mesmo neste ano, depois da fase mais aguda da pandemia, existem casos de hospitalização e óbitos por Covid-19 entre menores de 19 anos. Também citou Lei 6.259/75, que criou o PNI, e que diz que cabe ao programa a definição das vacinas de caráter obrigatório.

O diretor do Programa Nacional de Imunizações invocou ainda o Estatuto da Criança e do Adolescente, que dá ao público infanto-juvenil o direito à vida e à saúde e prevê a vacinação obrigatória nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias.

“Para o PNI, é um procedimento normal, baseado em evidências epidemiológicas, evidências de segurança, imunogenicidade, efetividade. Enfim, coisas que embasam essa decisão e que inclusive foram discutidas por uma câmara técnica. Então, o PNI está cumprindo a lei”.

Baixo risco

Foram convidados para a audiência pública três profissionais de saúde contrários à obrigatoriedade da vacina contra a Covid-19 para crianças. Afirmaram que é pequeno o número de casos e óbitos em crianças e adolescentes no Brasil e no mundo. Ressaltaram também que a vacina não imuniza contra novas variantes.

O infectologista Francisco Cardoso, por exemplo, informou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica crianças de 0 a 5 anos como grupo de baixo risco para Covid-19. Ele apontou efeitos colaterais das vacinas feitas com a técnica do RNA Mensageiro, como problemas cardíacos.

Ele disse ainda que a vacina não impede a transmissão da doença. “Todos os estudos feitos até hoje de eficiência e eficácia da vacina da Covid-19 medem apenas a produção de anticorpo neutralizante, mas não medem a redução de carga viral, que é o que vai dizer se houve eficiência ou não da vacina”.

A maioria dos deputados que participaram da audiência, todos de oposição, reivindicou que a obrigatoriedade da vacina seja revista e que se deixe para os pais decidirem se imunizam os filhos. Os parlamentares argumentaram que os estudos científicos ainda são muito recentes.

Presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, a deputada Bia Kicis (PL-DF) negou que os parlamentares sejam “antivacinas” e disse que a discussão não deve ser politizada. “Existe uma elite globalista que quer, sim, forçar essa vacinação, inclusive em bebês, e o Brasil está sendo pioneiro nessa obrigação. No resto do mundo, até pode se recomendar, mas não se obriga. Vão começar pelo Brasil pra depois começar a obrigar nos outros lugares também?”.

Responsabilidade

Médico sanitarista, o deputado Jorge Solla (PT-BA) salientou a queda nos índices de vacinação, resultado da falta de credibilidade dos imunizantes perante parte da população. “Eu fico muito preocupado porque nós não podemos contribuir para piorar ainda mais a cobertura da vacinação não só de Covid-19, mas de todas as vacinas. É responsabilidade dessa Casa, dos profissionais de saúde e do Estado brasileiro”, disse.

A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle aprovou nesta semana convite à ministra da Saúde, Nisia Trindade, para falar sobre a inclusão da vacina da Covid-19 no Programa Nacional de Imunizações (PNI) a partir de 2024. A audiência pública está marcada para 28 de novembro.

Reportagem – Cláudio Ferreira

Edição – Geórgia Moraes

UEMA assina parceria com Secretaria de Estado do Turismo para implantação de cursos à distância

A Universidade Estadual do Maranhão (Uema), por meio do Núcleo de Tecnologias para Educação (Uemanet), assinou com a Secretaria de Estado do Turismo (Setur), na tarde dessa terça-feira (7), um Termo de Cooperação Técnica para a implantação de cursos a distância na área do turismo.

Conforme o termo, são três cursos a serem implantados: Roteirização Turística no Maranhão (40h); Turismo de Base Comunitária (40h); e Condução de Visitantes em Ambientes Naturais (40h), que estarão à disposição dos candidatos com vocação na área.

Nesse primeiro momento, os cursos em questão, que funcionarão no formato a distância a partir do ano que vem, são direcionados a gestores públicos do turismo, gestores e colaboradores de hotéis, agências de viagens e receptivos, guias de turismo, condutores de passeios e artesãos.

“Essa é uma grande parceria de construção de conhecimento que capacita e possibilita novas oportunidades. Capacitando-se para o turismo, você consegue fazer com que a sua região, o seu município, possa se desenvolver. São muitos os efeitos positivos que surgem a partir disso. Nós pretendemos, num futuro próximo, alcançar todos os municípios turísticos”, destacou a secretária estadual de Turismo, Maria do Socorro Araújo.

O reitor Walter Canales considerou a cerimônia muito proveitosa, tendo em vista unir a Uema e a Setur na assinatura de um acordo em que se realiza um grande trabalho de capacitação de técnicos para atuar em vários municípios na recepção do cidadão que pretende visitar o estado do Maranhão. “É muito importante não apenas ter as belezas naturais, mas também pessoal preparado para receber o turista que vem usufruir desse precioso segmento em nosso estado”, comentou o professor Walter.

De acordo com a secretária Maria do Socorro Araújo, o Governo, através da Setur, já está presente em 9 polos no estado, abrangendo 58 municípios, visando o aprimoramento de habilidades e competências dos profissionais que atuam nas atividades turísticas, aqueles que fazem parte do Mapa do Turismo no Maranhão.

Para ela, a parceria com o Uemanet traz uma nova oportunidade para esses profissionais, e a principal vantagem é a possibilidade do aluno acessar o ambiente virtual de sua própria casa, por meio de seu smartphone ou computador.

Motivada pela participação da universidade na parceria, a coordenadora do Uemanet, professora Lígia Tchaicka, explicou que é muito importante a assinatura desse termo, “porque vamos unir a nossa expertise em educação a distância às experiências da Setur em turismo, bem como juntar esforços para promover essa atividade que já é tão forte no Maranhão, além de alavancar novas regiões para a inclusão de mais municípios”, frisou Lígia. E acrescentou, ressaltando que a Uema vai contribuir com a Setur na produção de todos os conteúdos e desenhos pedagógicos das disciplinas na profusão das videoaulas.

Marcaram presença no evento, o presidente da Instância de Governança do Polo São Luís e secretário Municipal de Turismo de Paço do Lumiar, Benedito Amado dos Santos Pires Filho; o presidente da Instância de Governança do Polo Lagos e Campos Floridos e secretário de Turismo de Pinheiro, Jovane Melo Amorim; o superintendente de Qualificação Profissional da Setur, Antonio José de Castro Filho; os prefeitos dos municípios de Governador Edison Lobão, Geraldo Braga; e o de Guimarães, Osvaldo Gomes, além de secretários municipais de turismo de todo o estado.

“Após ser firmada a parceria, seguiremos com a preparação dos cursos. Já estamos gravando no estúdio do Uemanet e também em campo, para deixar a didática mais interessante. Todos os cursos estão focados no empreendedorismo a partir das atividades turísticas. Esses cursos, inclusive, surgiram a partir das Expedições de Turismo que fazemos nos municípios, o que possibilitou que pudéssemos identificar essas demandas”, explicou Antônio Castro, superintendente de Qualificação Profissional da Setur-MA, ressaltando que o edital deve sair até janeiro de 2024.

Pelo programa desenvolvido pela Setur, Mais Qualificação e Turismo, já são mais de 16 mil profissionais qualificados.

Yglésio Moyses critica conteúdo da primeira prova do Enem 2023 aplicada no domingo passado

O deputado Yglésio Moyses (PSB) criticou, na sessão desta terça-feira (7), o conteúdo da primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2023, aplicada no domingo (5) para estudantes de todo o Brasil.

Para parlamentar, o teste, que serve como porta de entrada para o ensino superior de milhões de jovens, revelou-se impregnado de preconceitos ideológicos dos organizadores.

“O PT voltou! O Enem voltou! O Enem, com vazamento de provas, às 13h30 voltou! O Enem, sem nenhum tipo de elucidação do vazamento pela Polícia Federal, voltou! O Enem que coloca, que masculino e feminino, na questão 30, ‘são campos escorregadios, que só se definem por oposição’ e que coloca como resposta, que ‘o sexo, é uma construção imaginária, cristalizada na sociedade’, voltou!”, afirmou.

E complementou: “O PT, o Brasil da questão 49, que culpa os presidentes anteriores, que faz política, dizendo que ‘a responsabilidade dos governantes assegura a saúde dos povos’. Tem questão para falar mal de Bolsonaro, a 49. A 70, vem dizendo que ‘as alternativas logísticas, são instrumentos que ativam os mercados especuladores, o problema central é apropriação de terras devolutas’”, observou o deputado Yglésio.

Analisando detalhadamente a primeira prova do Enem, o parlamentar disse que até mesmo a última questão do teste tinha um viés contrário ao agronegócio. “O agro, que responde por quase 30% do PIB do Brasil”, ressaltou.

E seguiu com sua análise das questões da prova: “‘O Cerrado, o conhecimento local está cada vez mais subordinado à lógica do agronegócio, o capital impõe conhecimentos biotecnológicos, além do mais, fatores negativos, mecanização pesada, pragatização dos seres humanos e não humanos, violência simbólica’. A resposta, letra A, ‘isso representa o cerco aos camponeses’. Agro maldito, isso aqui foi grifo meu, ‘inviabilizando a manutenção de condições de vida’”, assinalou o parlamentar.

Em sua análise, Yglésio enfatizou que a esquerda quer acabar com os setores produtivos: “Pobre camponês que o agro não emprega, pobre camponês que não recebe o Bolsa Família que o agro gera no país. Então, colocar isso aqui numa prova do Enem é uma vergonha. Isso aqui não é prova, isso aqui é ideologização pré-universitária. O PT voltou, o Brasil da ideologia voltou, o Brasil do vazamento de Enem, da corrupção até no Enem, voltou”, ressaltou o parlamentar.

Wellington chama atenção do governo para melhoria do atendimento a autistas do estado

O deputado Wellington do Curso (PSC) destacou, na sessão plenária desta terça-feira (07), a Indicação de sua autoria em que solicita ao Governo do Estado, por meio da Secretaria de Educação, a revogação imediata da Resolução nº 291/2022, que levou um pai a não conseguir matricular o filho autista em uma escola particular de São Luís. Na ocasião, o parlamentar chamou a atenção do governo para a melhoria do atendimento aos autistas no estado

“Não avançou em nada, não melhorou em nada a Casa de Apoio ao Autista, a Casa TEA 12+ e a Casa Ninar. Estivemos, pessoalmente, fiscalizando todas essas instituições. Já solicitamos uma reunião com os secretários de Saúde e de Educação para que nós possamos tratar dessas demandas dos autistas no Estado do Maranhão”, afirmou Wellington.

Marcha para Jesus

Durante seu pronunciamento, o parlamentar aproveitou também para parabenizar a realização da ‘Marcha para Jesus’, que aconteceu no sábado (04) com a presença do parlamentar. Ainda em seu pronunciamento, o parlamentar pediu melhorias para a Casa de Apoio Ninar e denunciou a falta de adaptação do transporte público na capital.

Segundo ele, a Marcha, que estava parada temporariamente, é um grande movimento religioso que volta ao calendário de eventos do Maranhão por meio de um projeto de lei que foi aprovado na Casa, declarando-o patrimônio cultural imaterial do Maranhão, já encaminhado à sanção do governador Carlos Brandão (PSB).

O parlamentar disse que o evento congregou muitos jovens, adultos e famílias. Na ocasião, ele parabenizou o pastor responsável pela organização da Marcha, Eudes Raulino.

Manifestação

 Por fim, ele disse que participou, ao lado de cadeirantes que fizeram uma manifestação pacífica em frente ao antigo Viva Cidadão, na Avenida Beira-Mar, para sensibilizar a sociedade, a classe política e a imprensa acerca da necessidade de políticas públicas efetivas voltadas às pessoas com deficiência.

“É inadmissível que um cadeirante fique aguardando três horas para embarcar em um ônibus. Além disso, os ônibus não param e, quando param, não têm elevador. Isso é um verdadeiro absurdo”, criticou o deputado.

Netflix inclui pregação de Deive Leonardo em sua programação

Deive Leonardo (Reprodução)

A edição é fruto da gravação de duas apresentações de Deive no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo

A Netflix decidiu investir no público evangélico, e adicionou ao seu catálogo uma pregação de Deive Leonardo.

O influencer cristão tem mais de 15 milhões de seguidores no Instagram e de 9 milhões de inscritos em seu canal no YouTube, sendo o dono do maior canal de pregação individual do mundo.

O conteúdo irá estrear no dia 29 de novembro, segundo disse Deive, que emocionado, celebrou a conquista que chamou de “o maior desafio” de sua vida.

A edição é fruto da gravação de duas apresentações de Deive no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, da turnê “A Resposta”, que tem lotado estádios e ginásios Brasil afora.

“Nós sonhamos com este projeto e parecia que não ia dar certo. Foi o projeto mais difícil de nossas vidas e hoje, glória a Deus, ele se torna realidade”, disse o influencer.

Leonardo também comemorou o fato da sua pregação ser disponibilizada para todos os países onde a Netflix atua. O que aumentará o alcance da mensagem.

“Pela primeira vez na história do streaming, uma pregação do Evangelho lançada para 190 países”, completou.

Caio Rangel – F Gospel