SÃO LUÍS – Reunião discute cessão de urnas eletrônicas para eleição dos conselheiros tutelares

A pedido do Ministério Público do Maranhão, por meio do Centro de Apoio Operacional da infância e Juventude (CAO/IJ), foi realizada reunião, no dia 22 de maio, na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, para acertar detalhes sobre a cessão de urnas eletrônicas para a eleição de conselheiros tutelares em todo o Maranhão.

Na reunião, o MPMA foi representado pelo coordenador do CAO/IJ, promotor de justiça Gleudson Malheiros.

A organização e condução do processo de escolha de conselheiros tutelares cabe aos Conselhos Municipais de Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCAs) e a fiscalização é responsabilidade do Ministério Público.

Na ocasião, o juiz Marcelo Moreira e a equipe técnica do TRE repassaram calendário provisório com prazos a serem cumpridos por todos os CMDCAs interessados em receber apoio da Justiça Eleitoral no processo de escolha dos conselheiros tutelares em 2023.

PEDIDO

O dia 2 de junho é o prazo máximo para os CMDCAs realizarem novo pedido de urnas eletrônicas ao TRE. O pedido deve ser entregue ao Cartório Eleitoral do município. O prazo é improrrogável.

O documento deve conteras seguintes informações: pedido de urna eletrônica ou de lona, indicação se o eleitor do município poderá votar em apenas um ou em até cinco candidatos; a informação se o município possui apenas um ou mais de um conselho tutelar; o nome completo, CPF, e-mail e telefone de contato de um representante da Comissão Eleitoral.

AMPLIAÇÃO

No último processo de escolha de conselheiro tutelar, em 2019, no Maranhão apenas os 11 maiores municípios contaram com uso de urnas eletrônicas. Para esse ano, o CAO-IJ tem buscado articulação com o TRE para ampliar a cessão de urnas eletrônicas para todos os municípios maranhenses interessados. “Dessa forma estará se garantido que a sociedade eleja pessoas comprometidas na proteção de crianças e adolescentes por meio de eleições mais confiáveis e transparentes”, afirmou o promotor de justiça Gleudson Malheiros.

Redação: CCOM-MPMA

“Quem irá definir os eleitos e reeleitos nas próximas eleições é o povo e não grupo político.”, declara vereador Dr. José Mendes

Em seu discurso na tribuna durante a 14ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Codó, o vereador Dr. José Mendes dedicou seu tempo e pedir a classe política por mais boas atitudes, menos politicagem e união em prol da população codoense. “Temos que estar unidos pelo desenvolvimento de nossa cidade. Temos que acabar com essa picuinha, o individualismo e essa política barata, onde quem mais sai perdendo é o povo de Codó”, declarou.

O Edil lembrou que não adiantavam as declarações e especulações a respeito das sucessões ou reeleições que ocorrerão no pleito de 2024, pois a resposta pelas mudanças e transformações estariam apenas nas mãos do povo. “As respostas pelas mudanças… quem irá decidir é a população. É o povo de Codó que vai dizer quem será o próximo prefeito do município pelos próximos quatro anos. Não é grupo político quem decide, é o povo, pois sem o voto do povo nenhum político chega ou retorna para o Legislativo ou para o Executivo”, alertou.

Finalizando, o parlamentar pediu para que a classe política acabe com a mentalidade da política barata e concentre seus esforços para o desenvolvimento da cidade, o crescimento do município e o bem estar de todos. “Não vamos pensar de forma egoísta e pequena, vamos nos unir para construir uma cidade mais igualitária, onde a população realmente seja beneficiada com as políticas públicas e com a verdadeira vontade política”, concluiu.

Fibromialgia é tema de audiência pública na Assembleia Legislativa

A Assembleia Legislativa do Maranhão realizou, na tarde desta terça (23), audiência pública solicitada pelo deputado Yglésio (PSB) para debater assuntos ligados à temática da fibromialgia, síndrome clínica que se manifesta com dor no corpo, principalmente na região dos músculos, além de outros sintomas.

O parlamentar, autor do Projeto de Lei 11.543/2021, oriundo do PL 016/2020, que reconhece a fibromialgia como deficiência no Maranhão, ressaltou a necessidade de discutir políticas públicas que amparem as pessoas acometidas pela doença.

“Somos o primeiro estado a reconhecer a fibromialgia como deficiência. E o nosso foco é garantir melhor qualidade de vida aos fibromiálgicos”, afirmou Yglésio.

Yglésio efatizou que o objetivo é enfrentar o preconceito, trazer esclarecimentos e debater com pessoas que conhecem a fundo o tema. “Para que possamos elaborar ideias e sugestões para o Executivo, Judiciário, o poder público de um modo geral e para atuação das organizações da sociedade civil”, enfatizou.

“O que mata é o preconceito. As pessoas não sabem o que é fibromialgia. Não compreendem que a pessoa está sorrindo, feliz por inúmeros motivos, mas morrendo de dor. É por essas pessoas que precisamos lutar por direitos”, destacou Ana Paula Rodrigues.

O encontro também abordou a necessidade de escuta dos pacientes e a dificuldade da sociedade reconhecer, de fato, como a síndrome afeta a vida das pessoas. Arady Amorim, que é portadora da síndrome, ressaltou o quanto a demora em confirmar o diagnóstico é decisiva para retardar o tratamento.

“É uma luta diária ter que conviver com a fibromialgia e a dificuldade em acessar direitos. Não é fácil viver assim. Eu tenho dor em 100% do tempo, mas tenho acesso ao tratamento gratuito por meio do SUS”, disse Arady.

Também contribuiu com o debate a diretora da Policlínica do Coroadinho, Camila Furtado. Ela disse que a clínica possui um ambulatório de referência para pacientes com fibromialgia.

“A doença é silenciosa e pode ser tratada gratuitamente pelo SUS. Desde abril de 2022 são, aproximadamente, 120 atendimentos, incluindo assistência psicológica”, concluiu.

Fibromialgia

É uma doença crônica que acomete cerca de sete milhões de pessoas no Brasil e que não tem cura. Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, sete em cada dez pessoas com fibromialgia são mulheres, pessoas que têm uma queda considerável em sua qualidade de vida por conta da doença, caracterizada pela dor intensa, fadiga, sono não reparador (a pessoa dorme, mas acorda cansada) e outros sintomas.

Dr. Zé Francisco promove grande festa com sorteio de muitos prêmios e moto em homenagem às mães codoenses

O Prefeito Dr. Zé Francisco presenteou as mães codoenses com uma festa cheia de emoção e surpresas. O evento contou com o sorteio de prêmios incríveis, incluindo uma moto e TVs Smart. A alegria e a gratidão tomaram conta do ambiente enquanto as mães desfrutavam desse momento especial. A cidade se uniu em uma homenagem emocionante, celebrando o amor e dedicação materna. Uma festa inesquecível que enalteceu o papel fundamental das mães na sociedade.

Durante a festa, diversas homenagens emocionantes foram realizadas, reconhecendo a importância das mães na sociedade e ressaltando todo o amor e dedicação que elas oferecem diariamente. O destaque ficou por conta do sorteio de uma moto Honda Pop 0km, além de Smartvs e outros prêmios surpresa, que trouxeram ainda mais emoção e expectativa ao evento.

O prefeito Dr. Zé Francisco, emocionado com o sucesso da festa, expressou sua gratidão e alegria pela participação massiva da população: “Estou imensamente feliz em ver a grandiosidade desse evento e a presença calorosa de tantas mães codoenses. Nossa intenção era proporcionar um momento especial para homenagear essas mulheres tão especiais, e fico emocionado em ver que alcançamos esse objetivo. Agradeço a todos que se envolveram e colaboraram para que a Mega Festa das Mães Codoenses fosse um sucesso”.

A festa contou ainda com a presença da banda ForróNeja, que agitou o público com seu repertório contagiante, proporcionando momentos de diversão e descontração.

Governo Federal estuda mudar regras para concursos públicos no país

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda mudar as regras dos concursos públicos para incorporar instrumentos adicionais de avaliação dos candidatos e permitir o uso da tecnologia em algumas fases ou em todo o processo seletivo.

A avaliação do Executivo é que isso pode melhorar o acesso dos candidatos, ampliar a concorrência, dar segurança jurídica e permitir ao governo selecionar com maior efetividade seus funcionários.

A intenção é apoiar a discussão de um projeto de lei já aprovado pela Câmara dos Deputados e que aguarda apreciação do Senado Federal. O tema tem sido tratado em reuniões internas no

Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos e integra uma lista de ações que a pasta pretende colocar em marcha nos próximos meses e que inclui uma nova lei de cotas em concursos públicos.

A proposta em tramitação contempla boa parte dos objetivos do governo. Ela busca validar práticas hoje já adotadas nas seleções, mas que são alvo constante de questionamentos na Justiça, e amplia os instrumentos à disposição da administração pública para selecionar seus novos membros.

Se aprovadas, as regras valerão apenas para novas seleções. O intuito é que as diretrizes sejam aplicadas para União, estados e municípios.

O texto do projeto ainda pode sofrer modificações, mas sua versão atual permite avaliar os candidatos por seus conhecimentos, suas habilidades e suas competências. O requisito mínimo de realizar uma prova (escrita, objetiva, dissertativa ou oral) permanece, como já ocorre hoje, mas a comissão responsável pelo concurso poderá exigir outras etapas.

Na avaliação de habilidades, será possível medir a aptidão intelectual ou física para a execução de atividades do cargo, o que inclui testes físicos, elaboração de documentos e simulação de tarefas próprias do posto.

Na avaliação de competências, a ideia é analisar aspectos comportamentais por meio de entrevista, avaliação psicológica, exame de higidez mental ou teste psicotécnico. A relação das etapas empregadas no processo de seleção será uma decisão da comissão organizadora e precisará ser comunicada de forma transparente aos candidatos.

Outro dispositivo prevê que o concurso poderá ser realizado “total ou parcialmente” a distância, de forma online ou em plataforma eletrônica, com acesso individual seguro e em ambiente controlado, desde que garantida a igualdade de acesso.

O efetivo uso da tecnologia ainda dependeria de regulamentação, que pode ser geral para cada esfera de governo ou específica por órgão. As regras precisam passar por consulta pública prévia e seguir padrões de segurança da informação. O uso ou não das ferramentas será uma escolha dos realizadores.

Segundo integrantes do governo, ainda não há hoje um modelo de sucesso estabelecido para a realização de provas a distância, com garantia de segurança para o candidato e para a administração pública, mas o intuito do Executivo é criar uma lei abrangente, que permita o uso da tecnologia no futuro caso a possibilidade se mostre viável.

Um membro do governo afirma que a legislação brasileira precisa estar preparada, uma vez que a evolução tecnológica tem sido veloz, e em pouco tempo pode surgir uma maneira segura de aplicar uma prova de forma remota sem risco de fraudes.

O ganho para a administração pública não seria necessariamente financeiro. O emprego de tecnologia para a realização de provas exige investimentos vultosos. O Enem Digital, por exemplo, foi descontinuado devido à baixa procura dos estudantes e ao custo elevado. Mas sua realização, ainda que tímida, é considerada um paradigma de que a transformação é possível.

Para o governo, a principal vantagem de realizar etapas online é ampliar a concorrência. O diagnóstico é que a administração pública pode estar prescindindo de mão de obra qualificada ou de um funcionário vocacionado para o serviço público porque essas pessoas não têm como arcar com os custos de deslocamento, hospedagem e alimentação para se submeterem às seleções. Isso cria uma espécie de barreira prévia.

Mesmo que a tecnologia seja usada apenas em algumas etapas, isso já seria um ganho em relação ao modelo atual, que obriga o candidato de fora a se deslocar repetidas vezes à medida que avança de fase no processo de seleção.

Para especialistas, a lei, se aprovada, será um avanço importante, mas a implementação das tecnologias pode se mostrar desafiadora na prática, sobretudo num país desigual como o Brasil.

“As mudanças são bem-vindas, sobretudo neste momento de avanço tecnológico, mas também é uma coisa que temos que ter atenção. Há municípios que não estão totalmente informatizados, alguns são mais analógicos”, diz o presidente do Fonacate (Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas do Estado), Rudinei Marques.

Na avaliação do advogado Eduardo Martins, especializado em concursos públicos no escritório Schiefler Advocacia, a proposta pode modernizar os processos de seleção. Ele, no entanto, faz ressalvas quanto à segurança da operação.

“É realmente difícil garantir que a pessoa que está executando uma prova seja exatamente aquela inscrita no concurso público. Deve haver alguma fiscalização, talvez presencial, que garanta que a pessoa é quem diz ser”, afirma.

O advogado Marcelo Figueiredo, presidente da Associação Brasileira de Constitucionalistas Democratas, diz que o texto deve assegurar a privacidade dos candidatos e condições igualitárias no processo como um todo.

“O candidato precisa ser avaliado de forma privada. Pode fazer uma entrevista virtualmente, desde que tenha mecanismos que garantam que esse processo seja indevassável. Não pode ter uma terceira parte participando. E precisa ter um mecanismo informático que garanta que não tenha um hacker ajudando o candidato”, afirma.

Caso o processo não seja de fato seguro, o emprego da ferramenta poderia inclusive ampliar a judicialização, em um efeito colateral contrário ao pretendido pelo governo.

Em relação aos demais aspectos da lei, o presidente do Fonacate diz que o Brasil precisa de uma lei geral para uniformizar as regras para os concursos públicos, hoje bastante fragmentadas.

“Agora, o que seria importante é uma lei geral, que obrigasse também estados e municípios”, diz.

A versão atual da proposta libera estados e municípios para elaborarem normativos próprios para preencher os cargos locais. Na época da tramitação, um parecer da Câmara argumentou a necessidade de respeitar a autonomia federativa. Para Marques, isso não faz sentido, dado que os governos regionais concentram o maior contingente de servidores e cargos.

Para o advogado Eduardo Martins, o melhor seria tentar conciliar algum grau de autonomia para estados e municípios adaptarem as regras às suas peculiaridades com a necessária segurança jurídica aos processos de seleção.

“O ideal seria encontrar um meio-termo, que estados e municípios pudessem legislar sobre isso, mas que também tenham diretrizes gerais mínimas, uma legislação que traga um norte e um pouco mais de segurança”, diz.

Apesar dos avanços, Figueiredo é cético quanto à capacidade de uma lei sobre concursos derrubar o índice de judicialização. Segundo ele, há etapas que envolvem subjetividade na avaliação, o que deve seguir alimentando questionamentos.

O projeto tenta afastar algumas brechas que hoje são alvo de intenso embate na Justiça, como os casos de discriminação. O texto veda de forma expressa qualquer diferenciação de candidatos com base em idade, sexo, estado civil, condição física, deficiência, etnia, naturalidade, proveniência ou local de origem.

O texto contém um dispositivo considerado um trunfo pelo governo, para o caso de as disputas judiciais perdurarem. O projeto diz que um juiz ou órgão de controle precisa considerar a realidade dos fatos na hora de analisar um pedido de impugnação de prova ou critério previsto no edital, não só a interpretação abstrata das normas jurídicas.

Na prática, a proposta tenta balizar a atuação do Judiciário para que ele considere também as consequências de cada decisão e preveja alternativas e soluções, caso a impugnação ou suspensão do processo seja de fato necessária.

Entenda os principais pontos do projeto

Formas de avaliação

O candidato é avaliado por seus conhecimentos, suas habilidades e suas competências. O texto lista diferentes testes que podem ser usados para medir essas capacidades:
Conhecimentos: provas escritas, objetivas ou dissertativas, e provas orais, que cubram conteúdos gerais ou específicos.

Habilidades: elaboração de documentos e simulação de tarefas próprias do posto, bem como testes físicos compatíveis com suas atividades.

Competências: avaliação psicológica, exame de higidez mental ou teste psicotécnico, conduzido por profissional habilitado nos termos da regulamentação específica.

O texto também consolida uma prática hoje já aplicada por algumas carreiras e que pode ser estendida: a realização de cursos de formação, de caráter eliminatório ou classificatório, com o objetivo de introduzir os candidatos nas atividades do órgão.

Uso da tecnologia

O projeto autoriza o uso de ferramentas online ou plataformas eletrônicas para a realização de parte ou todo o concurso público. Os detalhes ainda dependeriam de regulamentação, mas alguns requisitos mínimos já seriam fixados:

Acesso individual seguro e em ambiente controlado;
Garantia de igualdade de acesso às ferramentas e dispositivos do ambiente virtual;
Consulta pública prévia obrigatória;
Conformidade com padrões de segurança da informação previstos em lei.

Fonte: Folhapress/Idiana Toamzelli