Após 20 anos de luta, agentes comunitários se tornam profissionais da Saúde

Lula cumprimenta Sandrão, figura central na luta pelos direitos dos agentes (Foto: Ricardo Stuckert)

Presidente Lula parabenizou categoria ao sancionar a lei que garante aos agentes os mesmos direitos dos demais profissionais do SUS. “Continuem lutando, porque é a luta que faz a lei”

Ao sancionar a lei que reconhece os agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias como profissionais da Saúde e, assim, lhes garante os direitos de todos os demais profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), o presidente Lula parabenizou a categoria pela conquista, ressaltando que ela foi resultado de uma luta de duas décadas.

O presidente lembrou que essa luta teve um personagem central, o agente de combate às endemias e diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores de Seguridade Social da CUT, Sandro Cézar.

“O Sandrão nunca deixou de cobrar aquilo que vocês estão conquistando hoje”, disse Lula. “Ele me perturbou na porta do Alvorada, na porta do Planalto, ele perturbava o Gilberto Carvalho, o Alexandre Padilha. É o verdadeiro espírito do dirigente sindical que a gente tem que ter no Brasil. Continuem lutando, porque é a luta que faz a lei”, completou.

Sandro Cézar agradeceu o presidente por sempre ter estado ao lado da categoria. Ele lembrou que, em 2003, Lula reintegrou milhares de agentes que haviam sido desligados do sistema público em 1999 e, mais tarde, em 2006, regulamentou a profissão.

“Muitos serviços vão até a porta das pessoas, mas o nosso entra na casa de cada brasileira e brasileiro. Por isso, quero parabenizar cada companheiro e companheira, agente comunitário de saúde e agente de combate a endemias de todo o Brasil”, disse.

O ministro da Casa Civil, Marcio Macedo, concordou com Cézar: “Os agentes de saúde e de endemias são, talvez, os mais próximos das famílias, que atendem nos momentos mais difíceis e delicados. Quem conhece o dia a dia sabe da importância desses profissionais. Parabéns à luta dos trabalhadores”.

Nísia: é preciso cuidar de quem cuida da saúde

Já a ministra da Saúde, Nísia Trindade, ressaltou a importância de o Estado tratar bem as pessoas que trabalham em prol da saúde da população e disse que essa será uma preocupação constante do atual governo.

“Quero afirmar aqui o compromisso do Ministério da Saúde, ao lado de todo o governo liderado pelo presidente Lula, de avançarmos nessa pauta de cuidado com a saúde e com os trabalhadores que cuidam da saúde”, garantiu.

Da Redação

Entenda a crise de saúde yanomani, que levou Ministério da Saúde decretar emergência

Nesta sexta (20), a crise de saúde entre os yanomami fez o Ministério da Saúde decretar Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional. A pasta informou que enviou uma equipe para averiguar a situação no território indígena na última segunda (16).

Ao chegar ao local, a equipe do ministério observou um cenário com crianças e idosos com problemas graves de saúde. Desnutrição, malária e infecção respiratória aguda (IRA) foram algumas das complicações que a pasta informou.

Apenas a malária foram mais de 11 mil casos em 2022 no Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami. Para efeito de comparação, todo o território yanomami tem cerca de 30 mil habitantes. O número de casos da doença em 2022 é maior naqueles com idade superior a 50 anos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve na área e chamou a situação de “desumana”.

De acordo com o Sistema de Informações da Atenção à Saúde Indígena (Siasi), do Ministério da Saúde, foram registradas 99 mortes de crianças yanomami em 2022. As causas são variadas, incluindo desnutrição e Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag).

Três desses óbitos foram registrados de 24 a 27 de dezembro nas comunidades Keta, Kuniama e Lajahu. As causas documentadas são Srag, desidratação e desnutrição.

Os dados completos da missão do Ministério da Saúde devem ser finalizados em fevereiro. Isso porque os técnicos continuam no território até 25 de janeiro e depois contam com 15 dias para escrever o relatório.

“Técnicos estão analisando toda a situação de saúde na região, dos atendimentos prestados e insumos disponíveis”, informou o Ministério da Saúde.

Mesmo com os dados ainda não consolidados, uma sala de situação foi instaurada para tratar a crise que os Yanomamis enfrentam. Segundo a ministra da Saúde, Nísia Trindade, já foram enviadas cestas básicas, insumos e medicamentos para o território.

Também foi instaurado o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE-Yanomami) para empregar medidas durante a situação de emergência nacional.

Outro problema já relatado anteriormente é em relação a verminoses. Em novembro de 2022, uma operação foi realizada pela PF (Polícia Federal) e pelo MPF (Ministério Público Federal) para combater um suposto desvio de recursos públicos destinados à compra de medicamentos aos yanomamis.

As supostas fraudes resultaram na retenção de medicamentos, em especial vermífugos, o que deixou 10.193 crianças desassistidas, segundo nota divulgada pela PF.

Dados utilizados pelo MPF apontam que, de 13.748 crianças aptas ao tratamento de verminoses no primeiro semestre de 2022, apenas 3.555 receberam tratamento.

O resultado do desfalque dos remédios foi um “aumento de infecções e manifestações de formas graves da doença, com crianças expelindo vermes pela boca”.

A situação da saúde entre os Yanomami, que tiveram o território demarcado há 30 anos, já era relatada anteriormente.

Publicado em abril de 2022, o levantamento “Yanomami sob ataque” realizado pela Associação Yanomami Hutukara e pela Associação Wanasseduume Ye’kwana, com assessoria técnica do ISA (Instituto Socioambiental), mostrava que uma crise na área já era observada, com aumento dos casos de malária e de desnutrição infantil.

A situação ganhou destaque com uma foto uma menina yanomami deitada em uma rede e com as costelas expostas.

Segundo o levantamento, Arathau, uma das regiões da terra indígena localizadas próxima ao Rio Parima, registrava o maior índice de desnutrição em todo o território. Entre as crianças com até cinco anos, cerca de 79,3% registrava baixo ou muito baixo peso.

O relatório realizado pelas associações também aponta o garimpo como um dos maiores problemas dos indígenas e que tem associação direta com o aumento da desnutrição. Por exemplo, a prática causa o desmate da terra, diminuindo terreno fértil. Além disso, o garimpo introduz doenças entre os indígenas, o que diminui a capacidade de trabalhar e cuidar das crianças.

A malária também é descrita no relatório como uma doença que registrou aumento de casos nos últimos anos. Ainda nas comunidades localizadas em Arathau, os casos cresceram cerca de 1127% entre 2018 e 2020.

Fonte: Folhapress (Samuel Fernandes)

Natalino Salgado participa de reunião de reitores com o presidente Lula, em Brasília

O reitor Natalino Salgado participou, nesta quinta-feira, 19, no Palácio do Planalto, em Brasília-DF, da reunião de reitores das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), com o presidente Luís Inácio Lula da Silva, que esteve acompanhado do Ministro da Educação, Camilo Santana, da Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, do Ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo. Essa é a primeira reunião com os reitores, após assumir o cargo de presidente.

Na reunião, o presidente afirmou que a autonomia das IFES será garantida em seu governo. Ele afirmou que fará encontros anuais para ouvir as demandas das universidades. “Eu quero que vocês saibam que a autonomia universitária será garantida. Neste mandato, vocês vão ter o direito de ser responsáveis porque quem é eleito para ser reitor, também é gostoso ser eleito, mas também deve ser gostoso ter responsabilidade com o dinheiro da universidade, com a administração da universidade e com o zelo pela universidade”, afirmou Lula defendendo, ainda, a retomada dos investimentos e melhorar a relação do governo com as universidades públicas.

O presidente também apontou que, durante a primeira passagem dele pela presidência, houve investimento em pesquisa, na educação básica e no ensino superior. Ele citou que mantinha o hábito de receber os reitores todos os anos para avaliar reivindicações das universidades. “Eu tenho orgulho de ter vivido o momento em que a gente mais acreditou na educação”, declarou.

O presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes), Ricardo Marcelo Fonseca, fez um reconhecimento e agradecimento ao presidente por, logo no primeiro mês da gestão, serem recebidos no Palácio do Planalto, um gesto de simbologia.

“Senhor presidente, o conjunto das universidades federais brasileiras querem apresentar neste momento, a esse governo, a sua firme exposição de estar a serviço do Brasil, a partir de agora, com esse reconhecimento e acolhimento do governo federal. Queremos nos colocar a serviço dos projetos estratégicos do Brasil, seja na área do meio ambiente, da energia limpa, da reindustrialização, seja na área da educação, dos demais níveis da educação, para acabarmos com a dualidade entre o ensino superior e os demais níveis de ensino, porque as universidades entendem que a educação básica e os outros níveis educacionais também são assuntos nossos”, afirmou.

Nesse contexto, o reitor Natalino Salgado destacou que foi uma reunião produtiva, na qual foi discutida a necessidade de recompor o orçamento para custeio, bem como o orçamento para a conclusão das obras que não tiveram continuidade desde a época do programa de reestruturação das universidade, o Reuni. “Nessa primeira reunião com o presidente Lula, reivindicamos a autonomia financeira das instiuições e falamos, também, dos novos cursos criados que estão sem remuneração. Além disso, abordamos um ponto fundamental, que é a assistência estudantil, destacando a necessidade de termos auxílio para garantirmos a permanência dos estudantes na universidade, logo é preciso que haja aumento no recurso do Plano Nacional de Assistência Estudantil”, detalhou.

Segundo o reitor, o presidente assumiu o compromisso de ajudar as IFES e a melhorar seu padrão de qualidade. “Mais do que ampliar, é recuperar as universidades e liberar cursos de acordo com as necessidades, de forma que cada área do conhecimento implantada seja estratégica para o crescimento do país. A universidade tem grande importância para a inclusão e o desenvolvimento do país. Nossa expectativa, como reitores das instituições que representamos, é de termos um momento novo de recuperação das nossas universidades”, afirmou.

Por: DCom, com informações do G1
Revisão: Jáder Cavalcante

UEMA e Prefeita de Santa Luzia discutem ampliação da rede de cursos no município

O reitor da Universidade Estadual do Maranhão, Walter Canales, recebeu, nesta sexta-feira (20/01), no gabinete da reitoria, a prefeita de Santa Luzia (MA), França do Macaquinho, e o deputado Estadual, Júnior França.

A pauta foi a possibilidade de ampliar a rede de cursos da UEMA no município.

“Onde a UEMA puder ampliar a sua presença no Estado do Maranhão irá fazer, pois isso faz parte da nossa missão. Portanto, vocês podem materializar essa demanda, a partir de um estudo de viabilidade técnica, apresentar uma proposta e, posteriormente, nós analisaremos. Assim, poderemos, com a melhor qualidade possível, ampliar a rede de cursos na região”, disse o reitor Walter Canales.

“A possibilidade de ampliar a rede de cursos no município gerará mais oportunidades para os jovens da região. A comunidade pede uma maior presença da Instituição na cidade, por isso acho necessário trazer nossa demanda e demonstrar nosso interesse. Vamos oficializar o pedido com uma exposição de motivos e a necessidade dessa ampliação”, disse a prefeita de Santa Luzia, França do Macaquinho.

Lula demite comandante do Exército; substituto será o general Ribeiro Paiva

Foto: Divulgação/Comando Militar do Leste/Arquivo 2019

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, decidiu demitir o comandante do Exército, general Júlio César de Arruda. O substituto será o atual comandante militar do Sudeste, general Tomás Miguel Ribeiro Paiva.

Na sexta-feira, 20, Arruda participou de uma reunião com Lula e o ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, e os comandantes da Marinha e da Aeronáutica.

O substituto no cargo, general Tomás Miguel Ribeiro Paiva, afirmou também na sexta-feira que o resultado das urnas deve ser respeitado. Ele fez a primeira manifestação pública desde os atos golpistas de 8 de janeiro.

“Vamos continuar garantindo a nossa democracia, porque a democracia pressupõe liberdade e garantias individuais e públicas. E é o regime do povo, de alternância de poder. É o voto. E, quando a gente vota, tem de respeitar o resultado da urna”, disse Ribeiro Paiva.

Fonte: Estadão Conteúdo