Pacheco rebate ministra de Lula e diz que Senado nunca cogitou retrocessos sobre aborto

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), rebateu a ministra das Mulheres, Aparecida Gonçalves, e disse em nota que nunca houve no Senado a “mínima cogitação de retrocesso nas hipóteses legais” referentes a aborto.

Pacheco fez referência à entrevista da ministra à Folha, em que ela admitiu risco de derrotas caso o debate sobre aborto seja submetido ao Congresso Nacional eleito em 2022.

“Da forma como está colocado hoje pelo Congresso e da forma como está sendo convocado pelo Senado, qualquer discussão sobre aborto nós vamos perder mais do que nós vamos avançar”, afirmou Cida, como é conhecida.

Pacheco considerou a fala de Cida precipitada e um “prejulgamento” do Congresso.

“E sobre o aborto não há e nunca houve mínima cogitação de retrocesso nas hipóteses legais. Portanto, é importante o ministério propor suas políticas e ideias e não prejulgar o Congresso”, disse o presidente do Senado, em nota.

“Enviarei nesta semana a relação de matérias aprovadas por este Congresso, nos últimos dois anos, a favor das mulheres e estarei pronto a receber sugestões do ministério. Nunca se produziu tanto em defesa das mulheres, inclusive por meio da liderança da bancada feminina, que criei em 2021”, disse Pacheco.

Atualmente, o aborto é considerado legal no Brasil em casos de gravidez após estupro, de feto anencéfalo e quando há risco de morte materna.

Apesar da fala de Pacheco, o tema aborto enfrenta forte resistência no Congresso Nacional, principalmente a partir da atuação da bancada evangélica.

A oposição ao aborto -inclusive às hipóteses hoje previstas em lei- ganhou impulso com a agenda ultraconservadora do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Aliados do ex-presidente na Câmara tentaram, por exemplo, votar um projeto de lei que impediria o aborto de fetos gerados após estupro. O texto também acabaria com as autorizações para aborto no país em caso de anencefalia e risco à vida da mãe.

A matéria não foi analisada após ação de partidos de oposição a Bolsonaro. No governo do ex-presidente, também houve uma ofensiva do Executivo para dificultar o acesso ao procedimento.

Em uma das ações, o governo Bolsonaro estabeleceu como diretriz, em uma estratégia nacional de longo prazo, a defesa da vida “desde a concepção” e dos “direitos do nascituro”. Defensores de direitos reprodutivos consideraram a normativa mais um passo na ofensiva contra as possibilidades de interrupção de gravidez previstas em lei.

No dia da posse de Lula, no domingo (1º), Pacheco afirmou em seu discurso que o petista se relacionará com um Congresso progressista e reformista.

A menção à inclinação progressista contraria os números e o histórico do Congresso. O perfil de deputados e senadores que tomam posse em fevereiro se assemelha ao atual, de maioria conservadora. Apesar disso, o Executivo costuma ter forte influência sobre a agenda do Legislativo.

Folhaprees

Partido Liberal vai buscar doações para salário de Bolsonaro

O PL está diante de um impasse sobre quando vai fazer o primeiro pagamento do salário de R$ 39 mil ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O partido entregou o cargo de presidente de honra ao ex-mandatário.

Com o ex-presidente nos Estados Unidos, aliados do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, dizem que o PL deve recorrer a doações para pagar o salário e assim evitar o uso de recursos públicos. A legenda está com os recursos bloqueados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) depois de receber uma multa de quase R$ 23 milhões por tentar anular parte dos votos do segundo turno.

Em reserva, um interlocutor da legenda disse que Bolsonaro ainda não assumiu o novo “emprego”, por isso não há previsão sobre os recursos. Outra fonte ligada ao partido pondera que Bolsonaro pode atuar a distância fazendo lives e participando de eventos virtuais.

Valdemar publicou nesta terça, 3, um vídeo reiterando o apoio e agradecendo ao ex-presidente, que, segundo ele, “tem crédito”. Parlamentares e integrantes da sigla se dizem “frustrados” e “apreensivos” com os últimos gestos de Bolsonaro. O partido de Bolsonaro terá 76 deputados federais e 14 senadores.

Fonte: Estadão Conteúdo

Malafaia desmente boatos de sua morte: “Vão ter que me aturar muito”

“Estou mais vivo do que nunca, Deus está comigo”, afirmou o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.

O pastor Silas Malafaia, líder da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), publicou um vídeo na tarde desta segunda-feira (02/01), desmentindo boatos sobre a sua morte.

“Rapaz, como tem gente que deseja que eu morra, hein? Eita raça ruim, estou mais vivo do que nunca, Deus está comigo”, afirmou.

Vale lembrar que Malafaia foi internado na última terça-feira (27/12), em um hospital particular no Rio de Janeiro, para tratar de um problema gastrointestinal.

O assunto acabou viralizando na internet depois que o jornalista do UOL, Ricardo Feltrin, publicou no Twitter, no sábado (30), a seguinte frase: “Não quero estragar a festa de ninguém, mas o estado de Malafaia piorou”.

Silas Malafaia negou a piora do seu estado de saúde e até ministrou no culto da Virada do Ano em sua igreja, no Rio de Janeiro. Ele também rebateu a declaração de Feltrin.

“Seu jornalista medíocre e mentiroso. Você está mais para fofoqueiro do que para jornalista. Não piorei de saúde, estive ontem no culto da virada e estarei hoje no culto das 18:30. Estou com inflamação no intestino, nada além! Cretino e inescrupuloso!”, disse o pastor no domingo (1º).

Promotor de Justiça abre procedimento de investigação criminal contra UPA de Codó por morte de paciente grávida

O Ministério Público do Maranhão através do Promotor de Justiça de Codó, Carlos Augusto Soares, abriu um Procedimento de Investigação Criminal contra a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), para investigar possível existência de crime durante atendimento de saúde prestado à paciente grávida Maria Edilene de Freitas Lima, que faleceu no dia 10 de julho de 2021.

O Promotor de Justiça considerou que a Notícia de Fato será apreciada no prazo de 30 (trinta) dias, a contar do seu recebimento, prorrogável uma vez, fundamentadamente, por até 90 (noventa) dias, ocorrido, assim, o escoamento do prazo de tramitação da presente Notícia de Fato, restando ainda a necessidade de delimitar o objeto da presente investigação, bem como a necessidade de mais esclarecimentos e diligências acerca dos fatos.