Enem 2023: Inep divulga previsão de cronograma de prova; veja datas

Foto: Futura press

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou nesta segunda-feira, 2, a previsão de quando devem ser as inscrições, provas e resultados do Enem 2023 e de outras avaliações nacionais como o Enade, Saeb e Revalida. Os calendários previstos foram publicados no Diário Oficial da União.

Confira abaixo as datas previstas para cada exame:

EXAME NACIONAL DE ENSINO MÉDIO (ENEM)

Inscrições: 8 a 19 de maio

Provas: 5 e 12 de novembro

Resultados: 16 de janeiro de 2024

ENEM PPL

Inscrições: 9 a 27 de outubro

Provas: 12 e 13 de dezembro

Resultados: 16 de janeiro de 2024

SISTEMA DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA (SAEB)

Provas: 23 de outubro a 3 de novembro

Resultados: 24 de setembro de 2024

REVALIDA 2023/1

Inscrições 1ª etapa: 16 a 20 de janeiro

Prova 1ª etapa: 5 de março

Resultado 1ª etapa: 8 de maio

Inscrições 2ª etapa: 15 a 19 de maio

Provas: 24 e 25 de junho

Resultado: 29 de setembro

REVALIDA 2023/2

Inscrições 1ª etapa: 21 a 27 de junho

Prova 1ª etapa: 6 de agosto

Resultado 1ª etapa: 2 de outubro

Inscrições 2ª etapa: 9 a 13 de outubro

Prova 2ª etapa: 2 e 3 de dezembro

Resultado 2ª etapa: 10 de fevereiro de 2024

EXAME NACIONAL PARA CERTIFICAÇÃO DE COMPETÊNCIAS DE JOVENS E ADULTOS (ENCCEJA)

Inscrições Encceja Regular: 22 de maio a 2 de junho

Prova Encceja Regular: 27 de agosto

Resultados Encceja Regular: 22 de dezembro

Inscrições Encceja Regular PPL: 24 de julho a 4 de agosto

Provas Encceja Regular PPL: 17 e 18 de outubro

Resultado Encceja Regular PPL: 22 de dezembro/INEP

Inscrições Encceja Exterior: 17 a 28 de julho

Prova Encceja Exterior: 22 de outubro

Resultado Encceja Exterior: 22 de dezembro

Inscrições Encceja Exterior PPL: 17 a 28 de julho

Provas Encceja Exterior PPL: 23 de outubro a 3 de novembro

Resultado Encceja Exterior PPL: 22 de dezembro

EXAME NACIONAL DE DESEMPENHO DOS ESTUDANTES (ENADE)

Inscrições Enade: 27 de junho a 31 de agosto

Prova Enade: 26 de novembro

Resultado Enade: 10 de setembro de 2024

 

Fonte: Estadão Conteúdo

Margareth Menezes critica governo Bolsonaro: ‘Desmonte da Cultura trouxe muita dor”

A cantora Margareth Menezes tomou posse na segunda-feira, 2, como ministra da Cultura do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em seu primeiro discurso como ministra, ela destacou os desafios em trazer de volta a cultura para o primeiro escalão do governo e lembrou as dificuldades vividas pelos artistas e outros trabalhadores do setor durante o pandemia de coronavírus

Margareth chamou a atenção para não haver ministério para a cultura há quatro anos. “Hoje, aqui juntos, damos início a desafiadora missão de refundar o Ministério da Cultura. Há quase 40 anos o Minc (Ministério da Cultura) foi fundado como uma conquista da redemocratização brasileira, reconhecendo que a cultura precisava de um ministério que tratasse com exclusividade do tema”, declarou a ministra durante cerimônia no Museu Nacional, em Brasília.

A Pasta foi extinta em 2019 e transformada em uma secretaria pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Presente à posse de Margareth, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, afirmou que a recriação do ministério é importante também para a economia do País. “Não por isso o presidente Lula colocou esse olhar com muito mais visibilidade para cultura. A cultura é peça fundamental na reconstrução do Brasil e na sua economia, principalmente. A cultura não é só para lazer. Ela é para gerar economia, renda e riqueza para o nosso Brasil”, disse.

Nomes da equipe

No fim do discurso, Margareth anunciou alguns nomes que farão parte de sua equipe. Uma delas é a vereadora de Salvador Maria Marighella (PT), neta de Carlos Marighella, um dos líderes da luta armada contra a ditadura militar. A petista irá comandar a Fundação Nacional das Artes (Funarte), órgão responsável por lidar com políticas de incentivo à música, dança, teatro e audiovisual.

Ela também confirmou Fabiano Piúba, ex-secretário de Cultura do Ceará, na Secretaria de Formação, Livro e Leitura, Joelma Gonzaga, produtora de cinema, na Secretaria de Audiovisual, e João Jorge, presidente do bloco afro Olodum, no comando da Fundação Palmares.

‘Vitória do amor sobre o ódio’

“O amor venceu o ódio, a violência e a truculência. Estávamos tristes, com medo, perseguidos e algumas vezes humilhados. Mas agora abrimos mais uma vez nossos olhos para este encanto único que é o Brasil, nossa casa que estava sendo demolida de dentro para fora, a partir de sua alma, que é a cultura”, declarou a ministra.

De acordo com Margareth, a extinção fim do ministério na gestão Bolsonaro se deu pelo fato de o ex-presidente temer os efeitos da produção cultural sobre o governo dele. “Por que o Minc foi extinto? Obviamente, não foi porque ele é irrelevante, mas justamente pelo contrário. Quem extinguiu sabe da nossa importância. Combate-se a cultura quando se quer um país calado e obediente”, declarou.

“A cultura incomoda, mexe, desobedece e floresce. Por isso ela também é expressão de democracia. Dela, a arte oxigena porque revolve camadas profundas do nosso viver e do nosso ser. Cultura e arte são ferramentas de transformação constante”, completou.

As ministras Anielle Franco (Igualdade Racial), Ana Moser (Esportes), Nísia Trindade (Saúde) e Daniella Carneiro (Turismo) acompanharam a cerimônia. O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, também esteve presente no início do evento, mas saiu para acompanhar a posse de Jorge Messias na Advocacia-Geral da União (AGU).

Margareth também cantou para a plateia. O evento lotou o auditório do Museu Nacional e contou com diversas apresentações de dança e percussão. O comediante Paulo Vieira e a cantora Fafá de Belém participaram do evento.

Em sua fala, Margareth lembrou das mortes do comediante Paulo Gustavo e do músico Aldir Blanc. Ambos batizaram leis de incentivo a cultura voltadas para artistas prejudicados pela pandemia do coronavírus. “O desmonte das políticas públicas trouxe não só prejuízos econômicos, mas também muita dor. Nos últimos anos passamos por uma pandemia que ceifou milhares de vidas dos brasileiros, dos profissionais de todas as áreas”, lamentou. “Perdemos muitos trabalhadores e trabalhadoras da cultura. Entre elas o querido ator Paulo Gustavo e o letrista, compositor e escritor Aldir Blanc. Dois artistas que são hoje potentes símbolos de luta e fazedores de cultura do Brasil”, afirmou a ministra.

Fonte: Estadão Conteúdo

Camilo Santana assume Ministério da Educação e promete novo pacto de alfabetização

O novo ministro da Educação, Camilo Santana, prometeu construir nos primeiros cem dias de governo Lula um novo pacto nacional pela alfabetização na idade certa. Santana tomou posse do cargo em cerimônia nesta segunda-feira (2) em Brasília.

De acordo com Santana, o foco foi pedido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve ter papel central na articulação com os entes federados. Ele exaltou as experiências educacionais do Ceará, estado que governou, e reforçou a necessidade de articulação maior com estados e municípios -o que foi esvaziado na gestão anterior do MEC (Ministério da Educação).

A criação de um pacto nacional retoma estratégia lançada no governo Dilma Rousseff (PT), esvaziada a partir da gestão Michel Temer (MDB) e totalmente ignorada pela equipe do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“A determinação do presidente Lula neste momento é a gente construir o mais rápido possível um grande plano para garantir que as crianças sejam alfabetizadas neste país”, disse. “Para mim, isso precisa ser liderado pelo presidente Lula, de convocar os governadores, convocar os prefeitos.”

Santana prometeu “já nestes cem dias apresentar todo esse plano, mas que não seja construído pelo MEC, e sim por várias mãos, principalmente com a participação com nossos entes federados”.

No discurso de posse, o ministro exaltou por várias vezes os resultados educacionais do Ceará, que criou em 2007 o Pacto de Alfabetização na Idade Certa, iniciativa em que o estado colabora com os municípios em várias ações e cujos resultados viraram referência.

Em 2012, o governo Dilma lançou, inspirado no Ceará, o PNAIC (Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa), com orçamento de R$ 2 bilhões.

Estudo preparado para uma revista do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), finalizado em 2021 e que teve a publicação barrada pelo governo Bolsonaro, colheu evidências de melhoria em indicadores educacionais por causa do PNAIC.

As matrículas dos anos iniciais do ensino fundamental estão sobretudo sob a responsabilidade de prefeituras. Cabe ao MEC na educação básica apoio técnico e financeiro, além de políticas de indução.

Santana tomou posse com um auditório do MEC lotado, ao lado de novos ministros (Wellington Dias, Ana Moser, Nísia Trindade, que precisou sair antes), ex-ministros da Educação (Cristovam Buarque, Renato Janine Ribeiro, Henrique Paim e Cid Gomes), parlamentares, reitores, secretários de educação, especialistas e representantes conselhos de educação e de fundações ligadas à educação.

A cerimônia não contou com a presença do ex-ministro Victor Godoy Veiga. Como ato simbólico da transmissão de cargo, Camilo recebeu um broche do MEC das mãos de representantes da UNE (União Nacional dos Estudantes) e da Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas).

Não houve anúncio de novos integrantes da equipe, além da menção às duas únicas pessoas já confirmadas: Fernanda Pacobahyba, que irá presidir o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), e Izolda Cela, que vai para a secretaria-executiva.

Izolda foi vice de Camilo no Ceará e comandou o estado após a saída dele para sua campanha vitoriosa para o Senado. Presente no palco para a posse, mas no fundo, foi a mais aplaudida no evento –ex-secretária de Educação, ela era cotada para a pasta, mas pressão para que o cargo ficasse com o PT resultou na confirmação de Camilo.
Decreto publicado no Diário Oficial da União deste domingo (1º) traz uma reorganização da estrutura da pasta. Foram recriadas duas secretarias extintas por Bolsonaro: a de Articulação com os Sistemas de Ensino; e a de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão.

O ato extingue duas subpastas vigentes no governo anterior: a de modalidades especializadas e a de alfabetização. O entendimento do novo governo é que não faz sentido o tema da alfabetização ficar fora da Secretaria de Educação Básica, que foi mantida.

Santana elencou outras ações urgentes para o MEC neste início de governo: fortalecimento da educação em tempo integral, estudo para retomar obras paradas, recuperação da qualidade da merenda escolar das escolas públicas (governo promete aumentar os recursos federais), recuperação da credibilidade do Enem para motivar maior participação, retomadas do Fies e Prouni, mais investimentos em ciência e tecnologia e fortalecimento das universidades federais.

O MEC passou por esvaziamento orçamentário e desmonte de políticas sob Bolsonaro. O orçamento de 2023 teve um incremento de cerca de R$ 11 bilhões para o MEC.

O novo ministro iniciou sua fala homenageando a professora Magda Soares, referência nos estudos de alfabetização e que morreu neste domingo (1º) aos 90 anos. Encerrou a fala, por sua vez, citando o educador Paulo Freire.

Tanto Freire quanto Soares foram alvos de ataques de Bolsonaro ou de integrantes de seu governo.

Fonte: Folhapress (Paulo Saldanã)

Governador Carlos Brandão participa de cerimônia de posse de Flávio Dino como ministro da Justiça e Segurança Pública


Nesta segunda-feira (2), em Brasília, o governador Carlos Brandão participou de uma série de cerimônias de transmissão de cargos de ministros de Estado Brasileiro do Governo Lula III, entre elas, a de empossamento do ex-governador do Maranhão e senador eleito, Flávio Dino, à função de Ministro da Justiça e Segurança Pública.

O governador, que também esteve presente na posse do presidente Lula da Silva, tem reafirmado o seu apoio ao novo chefe de estado Brasileiro, à reconstrução da Democracia do Brasil e expressa otimismo no diálogo para o firmamento de forte parceria entre os governos Federal e Estadual, iniciativa que deve acelerar o desenvolvimento das cidades maranhenses em vários eixos.

“Hoje é um dia de muitas posses e estou muito feliz porque muitos deles estão ligados a mim, são nordestinos. Eu não tenho dúvida que farão muitas parcerias com o nosso estado. A cada cumprimento, eu renovo a minha esperança e a fé de que teremos um Governo Federal parceiro ao Governo do Maranhão”, disse o governador Carlos Brandão.

Em seu discurso, o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, frisou que neste momento tão difícil à pátria brasileira, ele irá assegurar que o Ministério da Justiça seja de pacificação nacional, a partir de uma atuação com conteúdo, prioridades e eixos vitais para garantir, de fato, que a justiça seja garantida a todas e a todos.

“O primeiro eixo é o combate às desigualdades, o Ministério da Segurança Pública é de todos e de todas, mas é, sobretudo, daqueles que lutam por uma justiça antirracista, contra o feminicídio, que lutam pela proteção da comunidade LGBTQIA+, daqueles que são contra todas as formas de preconceito e de violência. Aqui, por ser uma casa devotada à Justiça, é a dos mais pobres, dos invisibilizados, esquecidos, discriminados e dos que menos têm”, frisou o ministro Flávio Dino.

Transmissões de posse

Além da posse de Flávio Dino, o governador Carlos Brandão participou das cerimônias de transmissão de cargos dos ministros da Fazenda, Fernando Haddad; de Estado da Educação, Camilo Santana; da Comunicação, Juscelino Filho; do Ministro-Chefe da Casa Civil da Presidência da República, Rui Costa; da Saúde, Nísia Trindade; de Estado Chefe da secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha; da Defesa, Sr. José Múcio Monteiro; da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos; da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; de Estado do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Sr. Wellington Dias; de Estado de Portos e Aeroportos, Márcio França; da Secretaria-Geral, Sr. Márcio Macêdo; e da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias.