No Ceará, Othelino Neto prestigia inauguração de unidade básica de saúde que leva o nome de seu pai

Ao lado de sua mãe, Yolete, das irmãs, Cláudia e Flávia, e de outros familiares, Othelino participa da entrega da UBS Othelino Filho, que homenageia seu pai

O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), participou, na tarde de sábado (7), da inauguração da Unidade Básica de Saúde Othelino Filho, em Meruoca, no Ceará. A UBS leva o nome do pai do parlamentar e foi construída em um terreno doado por sua família, no distrito Sítio Boa Vista, como uma forma de colaborar com a população da comunidade.

Ao lado da sua mãe, Yolete Gomes, das suas irmãs, Flávia Alves Maciel e Claudia Zeneida, e outros familiares, Othelino Neto destacou a emoção em ver o pai ser homenageado na terra que tanto amava.

“Para além da homenagem ao meu amado pai, a comunidade agora tem uma unidade de saúde perto de casa e não vai mais precisar se deslocar até a sede do município para ter atendimento médico. Fico particularmente feliz em saber que esse pedaço do nosso sitio foi bem usado para cuidar da vida de muitas pessoas”, afirmou Othelino.

Othelino com a mãe, Yolete Gomes, as irmãs, Cláudia e Flávia, e sobrinha, durante entrega de unidade de saúde que leva o nome de seu pai

O prefeito de Meruoca, Herton Alves, falou sobre a importância do posto de saúde para os moradores e agradeceu a generosidade da família do deputado Othelino Neto em doar o terreno para a construção da unidade.

“Essa localidade tinha dificuldades quanto ao acesso aos serviços de saúde, mas, hoje, estamos entregando essa UBS que vai melhorar muito o atendimento na comunidade. Agradecemos ao Othelino e toda a sua família pela doação dessa área para que construíssemos esta importante unidade de saúde”, disse o prefeito.

Também estiveram presentes ao evento a vereadora Ana Carina Oliveira, que propôs a homenagem ao jornalista Othelino Filho, e o deputado federal AJ Albuquerque (PP-CE).

Othelino e família participam da inauguração da Unidade Básica de Saúde Othelino Filho, em Meruoca (CE)

Emoção

Dona Yolete Gomes, esposa de Othelino Filho, lembrou o carinho que o marido sempre teve com os moradores do Sítio Boa Vista, em Meruoca. “Esse lugar sempre foi muito amado por ele e por toda a nossa família. Eu amo cada pessoa dessa comunidade e somos gratos por esse posto de saúde que foi construído. Com certeza, vai beneficiar toda a região”, declarou.

Emocionada com a homenagem ao pai, Flávia Alves Maciel afirmou que, certamente, Othelino Filho estaria muito satisfeito com a inauguração de uma unidade de saúde no local.

“Aqui é o lugar onde ele ficava muito feliz e à vontade. Saber que um pedacinho do que ele construiu foi transformado em um benefício para a comunidade nos deixa muito felizes e emocionados”, assinalou. Já Cláudia Zeneida disse que essa é mais uma forma de Othelino Filho se fazer presente entre os que o amavam.

“Nós estamos imensamente honrados e felizes com a homenagem, mas, sobretudo, satisfeitos com a grandeza e utilidade dessa obra. Saber que centenas de famílias serão beneficiadas com esse posto de saúde é o que mais nos alegra”, completou.

A UBS Othelino Filho foi construída em um terreno doado pela família do homenageado, em Meruoca, no Ceará

Biografia

O jornalista Othelino Filho nasceu em Sobral, no Ceará, no dia 22 de dezembro de 1949. Faleceu em São Luís, aos 67 anos, no dia 14 de dezembro de 2017, reconhecido como um dos grandes profissionais da imprensa do Maranhão. Casado com dona Yolete Gomes, ele é pai de três filhos: Cláudia, Flávia e Othelino Neto.

Deixou uma obra literária com vasto material de artigos e crônicas. Ficou conhecido pela maneira que se dedicava à cobertura de assuntos políticos, sempre se colocando ao lado de boas causas, como a incansável luta pela liberdade, justiça e respeito aos direitos humanos.

Nos últimos anos, mesmo limitado por problemas de saúde, ele continuava acompanhando e analisando fatos políticos. Othelino Filho chegou a escrever para o Jornal Pequeno a “Coluna do Othelino”, em parceria com Othelino Neto, seu filho, hoje deputado estadual, investido no cargo de presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão.

UFMA comemora nota máxima nos cursos de Física e Letras na modalidade a distância e divulga I Encontro sobre Experiências Acadêmicas

Nesta sexta-feira, 6, a Universidade Federal do Maranhão comemorou, no auditório da Diretoria de Tecnologias na Educação (DTED), a nota máxima recebida pelas licenciaturas em Letras – Português e Física. Os cursos são oferecidos pela DTED e foram avaliados pelo Ministério da Educação (MEC). Em seguida, foi divulgada a realização do I Encontro sobre Experiências Acadêmicas da UFMA (EEA-UFMA) que ocorrerá de 4 a 15 de julho.

Para celebrar o momento, o reitor Natalino Salgado, ressaltou que o reconhecimento da nota máxima é fruto dos avanços estruturais da Universidade que expande e cresce em todos os âmbitos. “Hoje nós temos uma pesquisa que se desenvolve em todas as áreas. A Universidade tem uma massa crítica, com tantos professores doutores, e hoje, nós estamos celebrando a qualidade dos nossos cursos. Isso mostra o amor à Instituição, porque é trabalhoso montar e qualificar um curso. É um trabalho coletivo e vocês estão cumprindo essa missão”, destacou.

A coordenadora da DTED, Ana Emilia Figueiredo de Oliveira, frisou que o ensino a distância da UFMA agora tem três cursos com a nota máxima, além desses dois, o curso de Administração Pública também tem a nota 5. Ana Emília agradeceu o esforço coletivo e falou sobre o alcance da DTED.

“Quando nós assumimos, há dois anos, tínhamos 19 polos da Universidade Aberta do Brasil, hoje, nós já temos 29 polos de Ead e mais seis para inaugurar após o próximo vestibular. Isso significa a democratização do conhecimento no nosso estado, o que é fundamental, pois esses cursos estão mudando realidades”, disse.

O coordenador da licenciatura em Física, Edson Carvalho, pontuou sobre a importância do curso para a UFMA. “A primeira turma que foi finalizada em março, todos já estão empregados, todos estão em sala de aula. Isso me faz pensar que estamos tomando decisões corretas, porque nós estamos qualificando, capacitando e envolvendo esses profissionais em seus municípios tão carentes de professores”, ressaltou.

Para Cibelle Béliche, coordenadora da licenciatura em Letras, esse resultado é consequência de uma gestão comprometida com o curso. “É a primeira vez que o curso de Letras é oferecido nessa modalidade. Penso que é o resultado de muito trabalho de uma gestão e de uma equipe comprometida com a qualidade. Essa nota reflete a possibilidade de devolvermos à sociedade alunos capacitados para exercer o pleno exercício da licenciatura em Letras e da cidadania”, frisou.

I Encontro sobre Experiências Acadêmicas da UFMA

A diretora da DTED, Ana Emília, aproveitou a oportunidade para divulgar a realização do I Encontro sobre Experiências Acadêmicas da UFMA (EEA-UFMA) que ocorrerá de 4 a 15 de julho. O evento tem como tema “Desenvolvimento e Disponibilização de Produções Técnicas Inovadoras” e será organizado pela Diretoria de Tecnologias na Educação, em parceria com a Superintendência de Tecnologia da Informação (STI), a Superintendência de Comunicação e Eventos (SCE), a Agência de Inovação, Empreendedorismo, Pesquisa, Pós-Graduação e Internacionalização (AGEUFMA), a Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (PROAES) e a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC).

O primeiro EEA será realizado na modalidade à distância e tem por objetivo permitir que toda a comunidade acadêmica possa trocar experiências, aprender e divulgar ações bem sucedidas no contexto de ensino e trabalho remoto decorrentes da pandemia de covid-19. O encontro contará com palestras, apresentações de trabalhos, tutoriais, documentários e mesas redondas. As inscrições serão abertas ainda este mês.

Para acessar a programação acesse o site do I Encontro sobre Experiências Acadêmicas da UFMA.

Com informações da Assessoria de Comunicação da UFMA

Dados do Unicef apontam que o Brasil ocupa o 4º lugar em casamentos infantis no mundo

Segundo a promotora de Justiça, pandemia agravou a situação

Flávia Cordeiro defendeu mudanças no Código Civil

Em números absolutos, o Brasil ocupa o quarto lugar no mundo em casamentos infantis, segundo pesquisa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Perde apenas para Índia, Bangladesh e Nigéria. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o casamento infantil é a união formal ou informal em que pelo menos uma das partes tenha menos de 18 anos.

O tema foi debatido nesta quarta-feira (23) na Comissão Externa Sobre Violência Doméstica Contra a Mulher. Os dados foram apresentados por representantes do Ministério Público do Piauí.

Ainda de acordo com os dados levados à audiência, no caso brasileiro, o casamento infantil, ao contrário de alguns países africanos e asiáticos, não tem aspectos culturais e ritualísticos, mas consensuais, ou seja, seria uma opção de adolescentes, ainda que motivada por uma série de fatores, como por exemplo a pobreza.

Em 2016, o número de casamentos ou uniões no Brasil foi de 1,09 milhão. Desse total, 137.973 incluíram pessoas com até 19 anos, sendo 28.379 meninos contra 109.594 meninas.

Abandono escolar

Segundo a promotora de Justiça do Piauí Flávia Gomes Cordeiro, entre as principais consequências do casamento infantil para as meninas estão o aumento do serviço doméstico, o cuidado parental exercido predominantemente por elas, a falta de profissionalização, a exclusão do mercado de trabalho, o atraso ou mesmo o abandono escolar e a restrição da mobilidade e da liberdade.

De acordo com ela, a pandemia de Covid-19 agravou a situação. “O fechamento das escolas, as quebras de vínculos e de muitos serviços também, como os serviços do Sistema Único de Assistência Social, que deixaram um pouco de estar tão presentes pela própria condição da pandemia, acabam por expor essas meninas a um fator de risco maior de casamento infantil, de abuso. Até a pressão financeira”, disse.

Entre os encaminhamentos propostos pela promotora, está a mudança na legislação brasileira, que hoje permite o casamento aos 16 anos, com a autorização dos pais (Código Civil). Flávia Gomes Cordeiro defende que apenas maiores de idade possam se casar.

Ela também propõe o fortalecimento de políticas públicas que garantam o acesso e a permanência na escola, especialmente de meninas, público mais suscetível; e a intensificação das estratégias escolares de busca ativa de crianças e adolescentes que vivenciam situações de abuso e casamento infantil.

Nicole Campos: casamento infantil está presente em áreas rurais e urbanas

Maridos mais velhos

A gerente estratégica de programas da ONG Plan International Brasil, Nicole Campos, citou a pesquisa “Ela vai no meu barco”, de 2015, feita pelo Instituto Promundo em parceria com a Universidade Federal do Pará e a Plan International. A pesquisa abordou o casamento na infância e na adolescência no Brasil.

Entre os resultados destacados por Campos, está que o tema não é parte constitutiva das agendas de pesquisa e formulação de políticas. O trabalho também aponta que frequentemente as meninas são as únicas cuidadoras dos filhos e as principais responsáveis pelo trabalho doméstico; e os maridos são em média nove anos mais velhos do que elas.

Entre os fatores que levam ao casamento, estão o desejo, muitas vezes de um membro da família, de proteger a reputação de uma menina que engravidou; o desejo de controlar a sexualidade das meninas; a vontade de obter segurança; e o desejo dos maridos de se casar com meninas mais jovens, consideradas mais atraentes e de mais fácil controle.

Já entre as consequências estão a gravidez e problemas de saúde maternal, neonatal e infantil; atrasos e desafios educacionais; limitações à mobilidade e às redes sociais das meninas; exposição à violência por parte do parceiro, entre outras.

De acordo com Nicole Campos, o casamento infantil está presente em todo o Brasil. “Está presente em áreas rurais e urbanas. Geralmente, a gente tem uma visão muito esteriotipada do casamento infantil. Porque ele não é ritualizado, porque é informal, parece que está mais presente nas áreas rurais, mas também está presente nas áreas urbanas. E, apesar da pobreza ser um fator de risco para o casamento infantil, ele também está presente na classe média alta”, disse.

Entre as recomendações que ela fez, estão alterar a legislação; promover a conscientização pública a respeito da legislação e das consequências do casamento na infância e na adolescência; priorizar uma educação sexual abrangente nos ambientes escolares; e oferecer serviços de saúde para a juventude.

O debate foi promovido a pedido das deputadas Tábata Amaral (PSB-SP) e Rosana Valle (PSB-SP) e coordenado pela deputada Rejane Dias (PT-PI).

Reportagem – Paula Bittar
Edição – Roberto Seabra