Elegibilidade de Biné Figueiredo e inelegibilidade de Francisco Nagib podem acender faíscas entre famílias

A política de Codó está prestes a vivenciar mais um capítulo de reviravoltas e tensões familiares, com potencial para agitar os bastidores do poder. Desta vez, o foco recai sobre a elegibilidade de Biné Figueiredo e a inelegibilidade de Francisco Nagib, dois nomes que, ao longo dos anos, oscilaram entre alianças e rivalidades.

Em 2024 quando Biné Figueiredo enfrentava sua própria inelegibilidade, a família FC liderada por Francisco Nagib e seu pai, Chiquinho Oliveira, foram um pilar de sustentação. Chiquinho Oliveira então em ascensão, assumiu o comando da campanha da Prefeitura de Codó, contando com o apoio de Biné e seus aliados. Essa parceria foi crucial para manter o grupo unido e obter a vitória sobre Dr. Zé Francisco.

Mas a política, como uma roda-gigante, é marcada por altos e baixos. Agora, em março de 2025, Biné está a uma sentença de recuperar sua elegibilidade, pronto para voltar ao jogo após anos afastado por processos de improbidade movidos pelo ex-prefeito Zito Rolim. Enquanto isso, Francisco Nagib enfrenta a inelegibilidade, invertendo os papéis de outrora.

Essa mudança trouxe à tona uma nova realidade. Os Figueiredos, que por muito tempo estiveram restritos, estão a poucos dias de conquistar a independência política tão desejada. No entanto, Biné permanece na base de apoio do grupo FC, recebendo pouco mais que gestos simbólicos de cortesia e ouvindo as queixas de seus aliados — um sinal de que sua influência está enfraquecida dentro da aliança.

Não é novidade que a relação entre as duas famílias, é marcada por desconfianças históricas e acusações públicas. Nos bastidores, especula-se que os Figueiredos possam cobrar uma “dívida de gratidão”, exigindo que a estrutura política e financeira da família FC seja mobilizada para apoiar Biné. Caso essa expectativa não seja correspondida, um racha iminente ameaça fragmentar o grupo que, por anos, dominou a política codoense.