Deputada Mical Damasceno solicita gratuidade no transporte público para profissionais de saúde que estão na linha de frente contra o coronavírus

Nesta terça-feira, 24, a Deputada Estadual Mical Damasceno, através de Ofício, solicitou ao Presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão – FAMEM, Senhor Erlanio Furtado, que conceda gratuidade no transporte público aos profissionais da saúde.

 

A Deputada demonstrou preocupação com estes profissionais em sua solicitação, tendo em vista o que eles têm enfrentado nesse período de Pandemia em razão da grande proliferação do coronavírus (COVID-19).

                                Mical Damasceno

Destacou a parlamentar: “Venho através deste demonstrar minha preocupação com os profissionais de saúde que estão incansavelmente, no combate ao COVID-19, uma vez que os mesmos, além de enfrentar uma maior exposição nesse período de dificuldade sanitária, ainda estão arcando com os custos de deslocamento para irem ao trabalho, o que gera peso sobrelevado nesse momento de grandes restrições.”

Secretaria de Saúde confirma mais seis casos do novo coronavírus no Maranhão

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) confirmou na noite dessa segunda-feira (23) mais seis casos do novo coronavírus no Maranhão. Com isso, subiu para oito o número de casos confirmados da Covid-19 em todo o estado.

De acordo com a SES, os casos são todos registrados em São Luís. Dos seis novos casos, quatro tiveram contato com o primeiro caso confirmado no Maranhão. Os pacientes, são todos idosos, apresentam sintomas leves e estão cumprindo isolamento domiciliar conforme o protocolo do Plano Estadual de Contingência.

Os outros dois casos são de um homem, de 43 anos, que teve contato com um caso suspeito. Outro paciente também é um homem, de 57 anos, com histórico de viagem para São Paulo e Salvador. Eles estão em isolamento domiciliar e sendo monitorados pelo Centro de Informações Estratégicas e Vigilância em Saúde (CIEVS).

Casos confirmados

  • Homem de 69 anos, de São Luís, que retornou de viagem à São Paulo;
  • Mulher de 37 anos, de São Luís, que teve contato com uma pessoa que esteve na Europa;
  • Idoso (a), de São Luís, que teve contato com o homem de 69 anos;
  • Idoso (a), de São Luís, que teve contato com o homem de 69 anos;
  • Idoso (a), de São Luís, que teve contato com o homem de 69 anos;
  • Idoso (a), de São Luís, que teve contato com o homem de 69 anos;
  • Homem de 39 anos, de São Luís, que teve contato com um caso suspeito;
  • Homem de 57 anos, de São Luís, com histórico de viagem à São Paulo e Salvador.

Casos suspeitos

Até o momento, o Maranhão possui 308 casos suspeitos do novo coronavírus em 46 municípios. Segundo a secretaria, desde o início do monitoramento, 170 casos foram descartados.

A maioria dos pacientes que realizou exames para Covid-19 no estado são mulheres, com 284 casos (59,2%) e 196 casos em homens (40,8%).

Centro de Testagem

O Maranhão possui dois Centros de Testagem para casos do novo coronavírus. O primeiro, é localizado localizado na Policlínica Diamante em São Luís. O segundo também é localizado em São Luís, no Viva Beira-Mar.

Devem procurar os centros pessoas que estejam com sintomas de febre, tosse e dificuldade de respirar ou tenham feito viagens para outras áreas que estejam com casos confirmados da doença, e tenham tido contato com casos suspeitos ou confirmados de Cov

Os laboratórios estão recebendo a coleta de material para a realização de exames para Covid-19 e dando orientações sobre as medidas que devem ser tomadas após o laudo. Os locais funcionamde segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

Cuidados

Para evitar a proliferação do vírus, o Ministério da Saúde recomenda medidas básicas de higiene, como lavar as mãos com água e sabão, utilizar lenço descartável para higiene nasal, cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel quando espirrar ou tossir e jogá-lo no lixo. Evitar tocar olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam limpas.

Dicas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1Dicas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1

Dicas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1

Igrejas podem permanecer abertas, mas sem cultos, pede secretário

Wanderson Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, reforçou a recomendação que templos religiosos evitem aglomerações de fiéis por causa do novo coronavírus, Covid-19.

“A igreja pode ficar aberta para as pessoas rezarem. A nossa recomendação é que não se façam nem missas, nem cultos, para que não haja aglomeração de pessoas”, afirmou o secretário em entrevista coletiva realizada de forma virtual para diminuir os riscos de contaminação.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) também é contrário ao fechamento das igrejas. Bolsonaro acredita que “o pastor vai saber conduzir seu culto. Ele vai ter consciência – o pastor, o padre -, se a igreja está muito cheia, falar alguma coisa. Ele vai decidir lá”.

“Tem gente que quer fechar igreja, [que] é o último refúgio das pessoas”, afirmou o presidente, ecoando o que vem sendo dito por Silas Malafaia.

Tanto na Coreia do Sul, como na França, igrejas foram responsáveis por dezenas de infecções. Exatamente templos que não respeitaram o pedido das autoridades para cancelamento de cultos e reuniões, o que acaba por prejudicar o “achatamento da curva” na luta contra o vírus chinês.

 

Gospel Prime

Apocalipse? Estudiosos das profecias não creem que coronavírus seja “fim dos tempos”

A pandemia global do novo coronavírus, Covid-19, tem trazido à tona um questionamento recorrente no meio cristão: estamos diante dos últimos dias?

Para Chuck Pierce, líder do ministério Glory of Zion [Glória de Sião], definitivamente “não”. “O Senhor me mostrou [o que acontecerá] até 2026, então eu sei que esse não é o fim dos tempos”, afirmou à reportagem do Washington Post.

Muitos estão recorrendo a Palavra de Deus por respostas quanto aos últimos acontecimentos. Por mais apocalíptico que tudo pareça, a maioria dos estudiosos das profecias bíblicas não crê que estamos diante do fim.

“Se uma pessoa simplesmente ignorar completamente o que a Bíblia diz sobre o Fim dos Tempos, ela poderia pensar agora: É isso”, afirma Jeff Kinley, teólogo e escritor.

Kinley relaciona o verso 8 do capítulo 6 de Apocalipse, onde a Bíblia prevê morte em todo o mundo por “espada, fome e peste” às palavras de Jesus sobre os acontecimentos do fim em Lucas 21:11“Haverá grandes terremotos, fome e peste em vários lugares, e acontecimentos terríveis e grandes sinais no céu”.

Para o escritor, isto se refere “a um tempo futuro”. “Eu não acho que isso [coronavírus] seja um cumprimento real disso [profecia bíblica]”. A Bíblia é muito específica sobre o que acontecerá antes do fim dos tempos, diz Kinley, e esses eventos ainda não foram revelados. É necessário, segundo o teólogo, a reconstrução do templo em Jerusalém.

Gary Ray, escritor e editor do site Unsealed [Não selado], concorda. “O foco principal que temos em nossas mentes é Israel. Esse é o relógio profético de Deus. À medida que as coisas progridem… chegamos mais perto do arrebatamento da igreja”, afirma.

Ray acredita que momentos como esse onde as pessoas recorrem à Bíblia por respostas, são a manifestação da graça de Deus em trazer mais pessoas ao evangelho. “Ele está dando sinal após sinal, e eles são muito claros”, enfatiza.

O doutor Michael Brown, famoso criacionista e apresentador do programa de rádio “The Line of Fire” [A linha de fogo] olha para a situação como uma boa oportunidade para reflexão. “Eu vejo isso como um teste, para ver como reagimos à calamidade e às dificuldades”, afirmou.

 

Gospel Prime

Reitor Natalino publica o artigo “Qual fim está próximo?” em O Estado do Maranhão

Há muita informação circulando sobre a atual Pandemia de Sars-cov-2, que causa a Covid-19, infecção no aparelho respiratório. O lado positivo é que as medidas que se devem tomar para se proteger podem chegar, muito rapidamente, a um grande número de pessoas. Ao mesmo tempo, as autoridades têm acesso às suas populações, a fim de orientá-las sobre os cuidados que precisam ser adotados.

Mas, num mundo em que se pode acompanhar em tempo real a evolução da infecção e os números de mortes que ela causa, as consequências em cadeia na economia dos países, a sensação de medo e a ansiedade dele decorrente é algo esperado. O comportamento de autopreservação desencadeia, nas pessoas, atitudes e posturas que podem ser perigosas ou prejudiciais ao enfrentamento eficaz da pandemia.

Dois exemplos nos ajudam a entender: a corrida das pessoas para os supermercados na tentativa de estocar alimentos e a disseminação de teorias conspiratórias. Em relação a esta última, a revista Nature publicou artigo em que um estudo genético do vírus prova que ele não foi criado em laboratório, como algumas notícias sugerem. Alerto para o fato de as autoridades sanitárias e governamentais terem legitimidade, motivo pelo qual devem ser preferidas como fonte de informação. Suas orientações devem ser seguidas, em particular, no que tange aos cuidados de saúde neste momento.

O Sars-cov-2 é menos letal que outros vírus parecidos, que já causaram epidemias importantes, como o H1N1. Em contrapartida, é muito mais fácil de ser transmitido. Isso inflaciona rapidamente a quantidade de pessoas necessitadas de atendimento nos serviços de saúde, que se sobrecarregam. A Covid-19 é particularmente grave em pessoas idosas, pessoas com doenças crônicas como hipertensão e diabetes e em imunodeprimidos. Daí por que o isolamento é muito importante, somado ao ato de lavar as mãos com sabão ou passar álcool gel. Outro cuidado a ser adotado é a restrição do uso de anti-inflamatórios: eles agravam os problemas pulmonares de pessoas afetadas pelo Sars-Cov2, ou coronavírus, como está mais conhecido.

Apesar do impacto severo nas economias de todo o mundo, uma pandemia tem prazo para acabar. Boas notícias estão aparecendo, como o avanço nas pesquisas sobre uma vacina. Os centros de pesquisa trabalham com o horizonte de, até o fim do ano, termos uma vacina viável. Testes com pacientes na China revelam que um remédio desenvolvido no Japão para quadros virais, o Avigan (favipiravir), teve boa avaliação e diminuiu o período total da doença, de 11 para 4 dias, nas pessoas. Por outro lado, independentemente dos avanços que estão sendo conseguidos nas pesquisas de vacina, inclusive no Brasil, ou mesmo com remédios, milhares de pessoas já se curaram da doença.

O título deste artigo é proposital. Reconheço a gravidade do problema, sim, tanto é que, na condição de Reitor da Universidade Federal do Maranhão, tomei a iniciativa, apoiada por todos, de não só suspender as aulas por trinta dias, para evitar aglomeração, mas também para o atendimento presencial, e determinar o trabalho remoto para as atividades administrativas. No Hospital Universitário da UFMA, também não foi diferente: foram suspensas as consultas e cirurgias eletivas, e estão sendo adotados protocolos e treinamento das equipes. A ampliação de leitos e a aquisição de equipamentos e materiais estão sendo agilizadas. A nossa equipe tem trabalhado intensamente nos últimos quinze dias para atender aos pacientes críticos com Covid-19.

Reforço o respeito e o apoio aos profissionais da saúde que estão na linha de frente desta batalha de proporção épica, mas todos nós temos que fazer nossa parte. Se, na Itália, com o número de habitantes muito menor do que no Brasil, os resultados e as consequências da infecção estão alarmantes, o que dirá em nossa nação, que possui um composto de pobreza, sistema de saúde combalido e ausência de cooperação?

Estamos passando por um grande desafio que deixará lições preciosas para todo mundo. Para todo o mundo. Sim, há uma crise, mas somos resilientes. É hora de cuidado. Quando cuidamos de nós, estamos cuidando de todos. É hora de esperança e solidariedade. Cabe a nós decidirmos prosseguir rumo ao fim do alastramento da epidemia — não amparados por uma falsa expectativa, mas por nossa fé em Deus e pela capacidade humana de superar o que muitas vezes parece impossível. Passado tudo isso, teremos uma experiência fantástica na nossa história, da qual poderemos lançar mão em outros momentos difíceis a serem vividos. Mas a educação e o investimento maciço em ciência também farão a diferença.

Nossos heróis da saúde vão estar na linha de frente. Muitos vão adoecer, mas não fugirão da sua missão. Estamos em uma guerra pela saúde, pela vida. Tenhamos consciência da gravidade, da necessária ética e do imprescindível respeito pelos nossos semelhantes. A ordem é “ficar em casa”, porque o isolamento domiciliar é a única forma de salvar vidas e diminuir a pressão no sistema de saúde. Que Deus nos ajude a todos, porque ou cooperamos com o fim da pandemia, ou é o fim.

*Natalino Salgado Filho é Titular da Academia Nacional de Medicina

 

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