
O Blog do Leonardo Alves fez uma análise reflexiva sobre as ações propostas pelo partido MOBILIZA com pedido de cassação dos diplomas de vereadores da base de situação e oposição por alegações de fraude na cota de gênero.
Os vereadores que almejam a derrubada de seus próprios colegas de parlamento pedem para a Justiça Eleitoral investigar se houve irregularidades no Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP), como a presença de candidatas que não fizeram campanha, não tiveram recursos ou que pediram votos para concorrentes no pleito.
A lógica por trás da ação é clara: ao lançar os vereadores na fogueira, o partido MOBILIZA através dos vereadores André Jansen e Teonilo do Garra os empurra para uma posição de vulnerabilidade, onde a única saída aparente é buscar abrigo junto a Chiquinho Oliveira. Como resposta, o prefeito – estrategicamente – coloca sua rede de advogados à disposição para “ajudar” os denunciados, reforçando sua influência e tornando-os ainda mais dependentes do governo.
O jogo político, no entanto, tem um preço alto. Quem corre para os braços do líder automaticamente entrega sua alma e entra em um ciclo sem retorno. O processo com pedido de cassação de mandato se arrasta por anos, e aquilo que começa como uma falsa sensação de segurança logo se transforma em total submissão. Sem alternativa, os parlamentares denunciados passam a atuar sob controle absoluto do governo, com cada movimento monitorado e condicionado à vontade de Chiquinho Oliveira.
Resta saber até quando a base legislativa aceitará essa relação de servidão ou se alguém ousará romper com o ciclo de controle que o prefeito parece ter consolidado. Enquanto isso, a dependência cresce, e o tabuleiro político se ajusta para que poucos mandem e muitos apenas obedeçam.

