Partido Republicanos em Codó expõe desorganização ao deixar Pastor Max sem apoio jurídico em ações por suposta fraude à cota de gênero

A situação do Republicanos em Codó expõe um grave sinal de desorganização. Único vereador eleito pela sigla no município, Pastor Max está prestes a enfrentar o julgamento de duas ações eleitorais que investigam possível fraude à cota de gênero nas eleições de 2024 — e o mais alarmante: sem qualquer apoio jurídico ou político do seu grupo.

As ações, movidas por Delegado Rômulo (processo nº 0601278-41.2024.6.10.0007) e Jorge Pitombeira (processo nº 0601277-56.2024.6.10.0007), apontam supostas irregularidades na chapa proporcional do Republicanos, por meio do uso de candidaturas femininas fictícias. Se a Justiça Eleitoral entender que houve fraude, o mandato de Pastor Max pode ser cassado, e todos os votos do partido, anulados.

Apesar da gravidade das acusações, Pastor Max foi o único entre os investigados a apresentar advogado ainda no início das ações — e essa defesa só foi possível graças à articulação do então prefeito Zé Francisco, com quem o vereador já não compartilha o mesmo projeto político para 2026. Hoje, politicamente afastados, o vereador segue desamparado, enquanto o Republicanos permanece inerte.

A ausência de qualquer suporte atual por parte do Republicanos ou de aliados locais demonstra um despreparo preocupante. Em vez de defender institucionalmente o único representante da legenda no parlamento municipal, o grupo político permanece inativo, deixando o vereador vulnerável em um processo que pode impactar diretamente o futuro do partido na cidade.

A situação se agrava pelo fato de Pastor Max também enfrentar problemas de saúde, o que exige ainda mais atenção e suporte por parte daqueles que deveriam estar ao seu lado. A omissão da sigla e a falta de articulação jurídica revelam um grupo desorganizado, sem estratégia, e sem compromisso com a própria base.

Em tempos de intensa judicialização da política, não ter estrutura mínima de defesa é assumir o risco de ser varrido do processo eleitoral sem sequer entrar em campo. Se o Republicanos de Codó não consegue proteger o único mandato que conquistou, que segurança oferece a novos candidatos para 2026?