
Os ex-vereadores Delegado Rômulo, Gracinaldo e Galileia se juntam à lista de lideranças políticas que foram traídos por Chiquinho Oliveira. Mesmo sem terem apoiado Chiquinho nas eleições municipais de 2024, os três parlamentares, que ainda exerciam mandato na época, foram chamados para um acordo político em dezembro do mesmo ano.
Segundo fontes próximas ao prefeito, Chiquinho Oliveira garantiu a maioria na Câmara Municipal para viabilizar a cassação do então prefeito Dr. Zé Francisco e aprovar projetos polêmicos, como o aumento da tributação da iluminação pública e de tributos fiscais. O plano de Chiquinho era retirar Zé Francisco do cargo para que seu vice, Camilo Figueiredo (aliado de Chiquinho Oliveira) assumisse a prefeitura e sancionasse as medidas propostas.
Para garantir esses votos, Chiquinho teria prometido a Rômulo Vasconcelos, Gracinaldo e Galileia um pacote de benefícios: cada um teria direito a 40 vagas de emprego na gestão a partir de 1º de janeiro de 2025, além de cargos de secretário adjunto. Convencidos pela proposta, os vereadores votaram a favor da cassação de Zé Francisco e da aprovação dos projetos que aumentam impostos e tributos fiscais como queria o atual prefeito de Codó.
No entanto, quase dois meses depois de uma posse de Chiquinho Oliveira na prefeitura, resultado: engano e traição por promessa não cumprida por parte do prefeito. Nenhum dos 40 indicados pelos ex-vereadores foi chamado para ocupar as vagas prometidas, e os próprios ex-parlamentares não receberam os cargos de secretário adjunto que haviam sido acertados no acordo.
Chiquinho Oliveira que sempre se apresentou como um político que honra compromissos, agora enfrenta um cenário de desconfiança dentro de seu próprio grupo, nem mesmo Zito Rolim o articulador político tem autonomia para resolver tais questões por empecilhos de Nagib e Agnes Oliveira.
Com a proximidade das eleições de 2026, a pergunta que fica no ar é: como Chiquinho Oliveira pretende manter sua política de base se não cumprir os compromissos reforçados?

