
O deputado estadual Francisco Nagib, candidato à reeleição, já colocou uma meta eleitoral na mesa: 35 mil votos em Codó.
É uma meta ousada e, naturalmente, cada voto terá de ser conquistado. Mas, quando o assunto é eleição, também vale lembrar o que foi prometido e o que efetivamente chegou à população.
Depois de assumir o comando da Prefeitura, o prefeito Chiquinho Oliveira afirmou, em sua própria emissora de rádio, ao lado da secretária de Assistência Social, que pretendia fazer uma “gestão franciscana”, voltada para os seus amigos mais pobres.
O Blog do Leonardo Alves já tratou desse assunto em duas matérias anteriores, inclusive resgatando a própria fala do prefeito.
A promessa, portanto, não saiu da cabeça de quem escreve. Foi dita pelo próprio gestor.
O problema é que, passados meses de administração, a expressão “gestão franciscana” continua sendo uma promessa que pode ser confrontada com a realidade vivida por quem está na ponta.
Enquanto Nagib mira 35 mil votos em Codó, a administração do pai segue enfrentando críticas relacionadas aos gastos públicos, à contratação de empresas de fora do município e a despesas milionárias que já foram objeto de questionamentos e suspeitas de possíveis irregularidades.
E tem outro ponto que costuma aparecer quando se conversa com a população: emprego. Para quem está desempregado ou vive de renda apertada, pouco importa o tamanho dos contratos publicados no Diário Oficial. O que interessa é saber onde estão as oportunidades, os empregos e as condições para melhorar de vida.
É justamente aí que a política deixa de ser apenas uma conta eleitoral. Nagib quer 35 mil votos em Codó. É um objetivo legítimo de qualquer candidato. Mas, para alcançar esse número, não basta contar votos. É preciso também ouvir quem espera emprego, assistência e oportunidade e, principalmente, quem ainda está esperando a tal “gestão franciscana” sair do discurso e aparecer na vida real.
