Bolsa Família com acréscimo de R$ 150 por criança de até 6 anos começa em março

O início do pagamento do novo Bolsa Família, com acréscimo de R$150 por criança com idade de até 6 anos, já no mês de março, foi anunciado ontem pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, ao final de uma reunião com o presidente Lula.

Wellington Dias também voltou a insistir na necessidade de um trabalho em conjunto com Estados e prefeituras para a atualização do Cadastro Único, a fim de identificar as famílias que estão fora do programa e também aquelas que estão recebendo o benefício sem preencher os requisitos necessários.

Atualmente, 40,7 milhões de famílias estão inscritas no CadÚnico. De acordo com o ministro, “ a atualização do cadastro vai permitir com segurança o desligamento de quem recebe o Bolsa Família sem preencher os requisitos, pessoas que foram induzidas ao cadastramento pelo governo anterior”.

Além disso, haverá uma busca ativa por parte da assistência social nos municípios para encontrar pessoas que se encontram dentro do perfil do programa, mas não recebem o benefício.

Avaliado em R$ 37 milhões, avião apreendido de Wesley Safadão é devolvido

Wesley Safadão, 34, se pronunciou pela primeira vez a respeito da apreensão de seu avião, avaliado em R$ 37 milhões, em dezembro do ano passado. O cantor já recebeu o jato de volta, mas ainda tenta provar que agiu de maneira legal ao comprá-lo em uma transação com Francisley Valdevino da Silva, o Sheik dos Bitcoin. Ele assumiu ter feito um investimento em criptomoedas na firma do empresário.

“Fiz um investimento em criptomoedas e depois comprei o avião. Financiei a metade e para um banco financiar alguma coisa, ele não tem que verificar se está tudo certo? Não tinha nenhuma restrição. O banco financiou e depois aconteceu toda a turbulência na empresa desse rapaz. Do dia que eu entrei ao dia que eu saí dessa operação, deu seis meses”, começou Safadão.

A apreensão foi feita em dezembro de 2022, após decisão do Tribunal de Justiça do Paraná por causa da investigação da Polícia Federal de um suposto esquema de pirâmide financeira disfarçado de aluguel de criptomoedas. O golpe movimentou cerca de R$ 4 bilhões por meio de fraudes e o forrozeiro teria sido uma das vítimas dos investimentos com o “Sheik dos Bitcoins”. Ele adquiriu o avião como garantia.

“Realmente o avião foi bloqueado, mas do mesmo jeito que existe Justiça do lado de cá, existe do lado de lá. Então a gente conseguiu desbloquear (ele recebeu de volta o avião) e está provando na Justiça que a forma como foi feita, foi legal. Não só eu, tem vários outros artistas envolvidos nessa confusão”, contou Safadão em entrevista ao SBT.

Procurada pelo Folha de S.Paulo na época do bloqueio do jatinho, a assessoria de Safadão respondeu, em nota, que a WS Shows “foi supreendida” com a decisão que determinou o bloqueio do jato. O comunicado também diz que os sócios da empresa do cantor acreditaram que o investimento seria uma “uma boa oportunidade de negócio”, mas assim que identificaram as fragilidades, “correram atrás de desfazer tudo” para minimizar os prejuízos.

Fonte: Folhapress

Deputada Mical Damasceno se posiciona sobre projetos de sua autoria vetados por Brandão

Na noite desta quarta-feira (11), a deputada estadual Mical Damasceno se posicionou em suas redes sociais, após ser surpreendida ao tomar conhecimento de vetos do governador Carlos Brandão aos projetos legislativos de sua autoria, aprovados na Assembleia Legislativa.

Entre os dispositivos vetados estão: 1) Projeto de Lei que estabelecia medidas protetivas aos direitos estudantis ao aprendizado da Língua Portuguesa de acordo com a norma culta, 2) Projeto de Lei que revogou a Lei de fixação de placas informativas contra a discriminação em razão de orientação sexual ou identidade de gênero, 3) Projeto que proibia a instalação de banheiro multigênero em ambientes públicos e privados do Maranhão.

A autora dos projetos aprovados no Legislativo estadual maranhense justifica que suas proposições visam única e exclusivamente resguardar a família, a língua portuguesa e os preceitos de Deus na terra e disse que Carlos Brandão tem sido influenciado pela esquerda. Ela deixou claro que não pretende desistir dos projetos, podendo reapresentá-los na nova legislatura.

Veja o posicionamento de Mical:

Campanha Janeiro Roxo luta contra preconceito referente à hanseníase

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) está promovendo neste mês a campanha Janeiro Roxo, que visa conscientizar a população contra o estigma e o preconceito vinculados à hanseníase.

Segundo o presidente da SBD, Heitor Gonçalves, a iniciativa destina-se ainda às autoridades públicas, no sentido de chamar a atenção para a necessidade de mais investimentos para o controle da hanseníase, aos profissionais de saúde, para reacender a discussão técnica e política sobre a problemática da hanseníase e à imprensa, para que tome conhecimento e seja aliada da campanha.

Gonçalves disse que o nome da campanha decorre do fato de a cor roxa sinalizar a criatividade e o aprofundamento sobre o estudo das questões “e, principalmente, a luta contra uma causa sem amarras e sem preconceitos. Daí o lema Janeiro Roxo, um mês de combate ao preconceito contra a hanseníase”.

Informações sobre a campanha podem ser obtidas no site da campanha. O Dia Mundial de Combate e Prevenção da Hanseníase é comemorado no último domingo de janeiro.

Bacilo

O bacilo causador da hanseníase foi identificado no século 19, pelo médico norueguês e pesquisador de saúde pública Gerhard Armauer Hansen. Naquela época, a doença já carregava preconceito, segregação e era chamada de lepra, em tom pejorativo. Por conta do sobrenome do pesquisador, a doença passou a ser chamada hanseníase. Passados quase 150 anos, profissionais da saúde ainda promovem campanhas de esclarecimento e ações na mídia para desmitificar a hanseníase.

O chefe do Departamento de Hanseníase da SBD, Egon Daxbacher, disse à Agência Brasil que a doença não é contagiosa, desde que sejam tomadas medidas de prevenção e precaução. No passado, os pacientes eram isolados e segregados.

Ao perceber sintomas como manchas mais claras que a pele, ou avermelhadas, que têm alteração de sensibilidade quando testadas, além de sensação de choque, dormência ou fisgada nos pés e mãos, a pessoa deve procurar uma unidade básica de saúde ou um dermatologista. Isso deve ser feito também por pessoas da família que moram com o paciente ou que tiveram contato prolongado e próximo com ele, porque têm mais risco de adoecimento.

O dermatologista advertiu que esses sintomas podem evoluir para deformidades, caroços, quando a doença adquire uma forma mais avançada. A procura por tratamento se explica, do mesmo modo, porque, se não for hanseníase, pode ser outra doença de pele que necessita de diagnóstico.

A identificação precoce evita danos aos nervos e movimentos, afirmou Daxbacher. Diferentemente do que se imagina, a hanseníase não está presente apenas em locais mais carentes e sem saneamento básico, podendo ocorrer em todas as camadas da sociedade. A doença é gerada pela bactéria Mycobacterium leprae e transmitida para outras pessoas caso não haja tratamento. Qualquer indivíduo pode ser acometido.

Quando já instalada no organismo, é percebida alteração ou perda da sensibilidade ao calor e ao frio, dor, fraqueza muscular dos membros e até incapacidade da visão.

Quadro preocupante

A Sociedade Brasileira de Dermatologia considera preocupante o quadro da hanseníase no Brasil. Segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde sobre hanseníase, em 2019, antes da pandemia de covid-19, foram notificados 27.864 novos casos no país, o equivalente a 93% de todos os registros da região das Américas e a 13,7% dos números globais do ano.

Em 2020, foram informados à Organização Mundial da Saúde (OMS) mais 127.396 casos, dos quais 19.195 (15,1%) ocorreram na região das Américas, sendo 17.979 notificados no Brasil, ou seja, 93,6% do número de casos novos das Américas. Brasil, Índia e Indonésia reportaram mais de 10 mil casos novos, correspondendo a 74% das notificações feitas em 2020. Em número de casos de hanseníase, o Brasil é o segundo no mundo, atrás apenas da Índia.

O boletim epidemiológico publicado neste ano sobre a doença, com dados referentes a 2021, informa que o Brasil diagnosticou 15.155 casos novos de hanseníase. Para o médico Egon Daxbacher, esses números mostram queda, que pode chegar a até 50% em algumas regiões, relacionada à pandemia de covid-19.

“Isso foi decorrente, realmente, da dificuldade de acesso [ao tratamento], por conta da pandemia”. A pandemia prejudicou a procura de tratamento, disse Daxbacher. A preocupação da SBD é orientar a população, dar acesso ao tratamento, fazer com que as pessoas conheçam os sintomas e se curem, antes de ocorrerem danos maiores, quando a doença alcança os nervos e prejudica os movimentos.

Sequelas

“Como é uma doença que, se diagnosticada tardiamente, pode trazer sequelas, como perda de movimento e deformidades, qualquer um que fale que tem a doença, as outras pessoas já ficam com preconceito”, ressaltou o médico. “Mas sabemos que, se for tratada logo no início, com o aparecimento de uma pequena mancha ou alteração da sensibilidade, a doença tem cura. Às vezes, a pessoa nem tem deformidade, mas já é vista como alguém fadado a ficar assim”, afirmou. “Isso gera preconceito desde os tempos bíblicos”. Daxbacher deixou claro que o isolamento não é necessário, uma vez que, cerca de 15 dias depois de iniciado o tratamento, o paciente deixa de transmitir a doença.

De acordo com o especialista, há também uma defesa natural nas pessoas contra a doença. “Não é fácil adquirir. Não é uma virose respiratória, como a gripe. Essa bactéria a gente consegue combater internamente, no nosso organismo, na maioria dos casos.” Daxbacher enfatizou que a campanha Janeiro Roxo objetiva manter ativa a lembrança da doença entre os profissionais de saúde, para que estes, ao se deparar com casos e sintomas parecidos, lembrem-se da hanseníase.

A SBD, que se dirige ainda a outros profissionais da área de saúde, principalmente os médicos de família, que ficam mais próximos da saúde pública da comunidade, destacou que seu site traz orientações, esclarece mitos e verdades sobre a hanseníase, além de responder a perguntas e dar mais informações à população.

Fonte: Agência Brasil