Conselho de Ética suspende deputado Boca Aberta por seis meses

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados decidiu, hoje (10), por dez votos favoráveis e um contra, suspender por seis meses o mandato do deputado Boca Aberta (PROS-PR). A decisão do colegiado abrandou a pena proposta pelo deputado Alexandre Leite (DEM-SP), relator do processo, que pediu a cassação do mandato do parlamentar por quebra de decoro parlamentar.

Boca Aberta também teve suspensa todas as prerrogativas regimentais pelo mesmo prazo. O deputado tem o prazo de cinco dias uteis para recorrer da decisão do colegiado. Se a decisão da CCJ for favorável ao relatório, o Conselho de Ética encaminha um projeto de resolução para que o Plenário da Câmara vote.

Denúncias

Uma representação foi por uma ação realizada na madrugada do dia 17 de março deste ano, quando Boca Aberta entrou na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Jataizinho, região metropolitana de Londrina (PR), e flagrou um médico dormindo durante o plantão. O deputado teria iniciado um tumulto, constrangendo médicos, demais profissionais da saúde e guardas municipais que estavam no local. O episódio também foi mostrado pelo deputado em suas redes sociais, o que caracterizaria exposição indevida dos profissionais.

A outra representação foi por ofensa ao deputado Hiran Gonçalves (Progressistas-RR) durante reunião em uma comissão da Câmara. O parlamentar também divulgou em suas redes sociais notícia falsa sobre Hiran.

Mensagem

Ao pedir a cassação, o relator deputado Alexandre Leite defendeu que o conselho deveria passar uma mensagem ao próprio Parlamento e à sociedade. “Todos nós estamos investidos no manto da imunidade parlamentar, o que dá a sensação de impotência da sociedade em face do abuso. Não podemos dar a sensação de corporativismo ou de coleguismo regimental, sob pena de não dar uma resposta para a sociedade e para aqueles que foram ofendidos”, disse o relator.

O deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) propôs que a pena de cassação fosse convertida para suspensão do mandato. De acordo com Freixo, a cassação seria uma medida exagerada e a suspensão do mandato teria um caráter “pedagógico” para Boca Aberta.

“O deputado afastado por seis meses é uma medida dura. E, evidentemente, que se essa postura do deputado não for alterada, nada impede que esse deputado volte a ser analisado pelo Conselho de Ética, e aí não vai restar muita possibilidade de uma decisão diferente dessa que o primeiro relatório traz a esta Casa”, argumentou.

Defesa

Ao se defender, Boca Aberta disse reconhecer o erro, e pediu que não fosse aplicada a pena de suspensão. “A grande virtude de um homem é saber reconhecer o erro dele, e eu confesso que errei em vários momentos, porque eu sou falho”, disse o deputado, acrescentando que vai recorrer, junto à Comissão de Constituição de Justiça (CCJ), da decisão aprovada do conselho.

Além das duas representações contra Boca Aberta, o conselho decidiu remeter para a corregedoria da Câmara dos Deputados outras denúncias contra o deputado.

“As demais denúncias mencionadas, como não houve prazo para a defesa, e elas decorreram durante o processo, eu não poderia, ao receber essas denúncias, deixar de citá-las pois ensejaria crime de prevaricação da minha parte”, argumentou o deputado Alexandre Leite.

agenciabrasil

Disputa territorial é a principal causa de ataques a índios no Maranhão, dizem entidades

O clima tenso entre os indígenas e os moradores que vivem em regiões próximas à BR-226 no Maranhão não é recente. Segundo entidades de proteção à causa indígena, o ataque que terminou com a morte de dois índios da etnia Guajajara e o ferimento a outros dois é o resultado de interesses que vão de encontro à preservação da Terra Indígena Cana Brava.

Os índios foram atacados a tiros por pessoas que estavam em um carro branco quando saíam de uma reunião na Eletronorte. Segundo relato das vítimas, o carro identificou os indígenas em motos quando trafegavam pela BR-226, em Jenipapo dos Vieiras, entre as aldeias Boa Vista e El Betel. Os caciques Firmino Silvino Guajajara e Raimundo Bernice Guajajara foram mortos. Outros índios ficaram feridos e foram socorridos.

Depois do ataque, as primeiras informações que chegaram as autoridades davam conta de que o problema seria causado pela insatisfação de moradores da região por conta de assaltos. Os índios atacados teriam sido confundidos com bandidos que agem na região. Entretanto, esta versão é contestada por entidades que acompanham a causa indígena no Maranhão.

G1 ouviu autoridades sobre o assunto e algumas disseram que os problemas de assaltos não são o motivo principal desse relacionamento ruim. A Terra Indígena Cana Brava fica perto de municípios como Jenipapo dos Vieiras, Barra do Corda, Grajaú e Itaipava do Grajaú.

Raimundo Guajajara morreu durante o ataque a índios em Jenipapo dos Vieiras no Maranhão — Foto: Divulgação/Apib

Raimundo Guajajara morreu durante o ataque a índios em Jenipapo dos Vieiras no Maranhão — Foto: Divulgação/Apib

Para a Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, “existe preconceito grande nas cidades vizinhas, desde o período das demarcações (das terras para os índios). Esse preconceito está sendo incentivado com mais força agora. Tem um histórico de interdições da rodovia pelos indígenas em função de reivindicações a respeito de várias demandas e as interdições agravam o ódio dos não-indígenas”.

Durante o domingo (8), os indígenas estiveram reunidos com autoridades como secretários estaduais e das polícias Civil e Federal. Entre as reclamações, alguns disseram que são alvos de comentários e acusações de cometimento de crimes por pessoas que estão em grupos de conversas em aplicativos e moram nas cidades próximas a terra indígena.

O advogado João Coimbra Sousa também se manifestou neste sentido. Ele é consultor no Brasil para organização ambiental e de direitos humanos da Amazon Watch e diz que as populações indígenas politicamente organizadas oferecem resistência a interesses de mercado e a relação ruim pode ser resultado disso.

“O interesse de expulsar e de desorganizar as populações indígenas, que protegem a floresta, tem o motivo político, mas a gente observa também o motivo econômico, pois tem os interesses do mercado da madeira, do minério e da abertura de pastos para o agronegócio. E essas terras não são fáceis de explorar se as populações indígenas são politicamente organizadas, pois elas protegem o território, como é o caso da população Guajajara”, disse João Coimbra.

O consultor também analisa que a situação pode ter motivação política e relacionou os últimos episódios à postura do governo federal sobre o assunto.

“Existe um interesse, que não é velado, de criminalizar as populações indígenas e torná-las vítimas de novo usando assaltos e outras pequenas acusações para que se justifique o genocídio atual contra os indígenas. O certo é que desde o começo desta nova gestão no governo federal, os observatórios registraram um aumento considerável nos ataques a índios. Até setembro já tinha superado os ataque de 2018 em terras indígenas”, concluiu.

Paulo Paulino “Lobo Mau” Guajajara foi morto em um ataque anterior — Foto: Sarah Shenker/Survival International

Paulo Paulino “Lobo Mau” Guajajara foi morto em um ataque anterior — Foto: Sarah Shenker/Survival International

Luiz Eloy Terena é assessor jurídico da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB). Ele é indígena do Povo Terena e acompanha de perto a situação dos conflitos indígenas no Maranhão. Para ele, a relação com este ataque na BR-226 não foi causada por conta dos assaltos na região.

“Ali onde habitam os Guajajara é uma área de intenso conflito, tanto que os indígenas formaram um grupo chamado de ‘Guardiões da Floresta’. E este acirramento só aumentou por conta do atual governo (federal), que diz que não vai demarcar nenhuma terra indígena e que esses territórios estão aí para serem explorados“, disse Eloy.

Segundo, Luiz Eloy, o crime que terminou com a morte de Paulo Paulino Guajajara de alguma forma tem relação com esse novo atentando.

“Teve a morte do Paulino Guajajara, que era o líder dos Guardiões da Floresta, e agora esse outro ataque são crimes que estão relacionados aos conflitos por território, que é grande na região. Os indígenas estão defendendo com a própria vida suas terras”, concluiu Eloy.

Antônio Norberto, inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), disse que com a construção de uma base da corporação na cidade de Barra do Corda, é possível reforçar o combate a crimes como assaltos naquele trecho da BR-226.

“Está em construção uma unidade operacional, que é um reivindicação antiga, inclusive da Justiça. A previsão de finalizar esta obra é pra 2020 e vai ser muito bom, pois vamos conseguir melhorar o policiamento naquela região”, disse Norberto.

Oficialmente, a polícia não divulgou ainda qual foi a motivação do crime. A Polícia Civil informou que encaminhou o relatório do princípio da investigação à Polícia Federal. A PF, por sua vez, divulgou nota dizendo que está trabalhando e caso e que a outra investigação sobre as mortes do indígena Paulo Paulino e do madeireiro Márcio Gleyck Moreira Pereira está perto de ser concluída.

Índios assassinados no Maranhão — Foto: Arte/G1

Índios assassinados no Maranhão — Foto: Arte/G1

Entenda o caso

Sepultamentos

Na manhã de segunda (9), os corpos dos caciques Firmino Silvino Guajajara e Raimundo Bernice Guajajara foram sepultados na região da Terra Indígena Cana Brava, em Jenipapo dos Vieiras. Sob forte emoção, o enterro de Firmino teve presença de familiares e amigos do cacique da aldeia Severino.

Corpo do cacique Firmino Guajajara é sepultado no Maranhão

Corpo do cacique Firmino Guajajara é sepultado no Maranhão

Entre os feridos, um teve alta médica na segunda-feira e outro foi submetido a uma cirurgia no Hospital Macrorregional de Presidente Dutra. Apesar de ter quadro estável, o estado de saúde é considerado grave, segundo boletim da Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Investigações

Um inquérito foi aberto pela Polícia Federal (PF) para investigar o caso. A Polícia Civil do Maranhão encaminhou um relatório à PF e também acompanha as investigações.

Para reforçar a segurança na região, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, autorizou o envio de tropas da Força Nacional para a área. A medida anunciada por Moro é válida para os próximos por 90 dias – de 10 de dezembro de 2019 a 8 de março de 2020 – e pode ser prorrogada. Segundo a portaria do Ministério da Justiça, a ação tem objetivo de garantir a integridade física e moral dos povos indígenas, dos servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai) e dos não índios na região.

Protestos

Por quase dois dias, três pontos da BR-226, na entre as aldeias Boa Vista e El Betel, localizado entre os municípios de Barra do Corda e Grajaú, ficaram bloqueados pelos indígenas que protestavam pelo atentado. O trecho só foi totalmente liberado no final da tarde deste domingo (8).

Após atentado, índios bloqueiam a BR-226 no Maranhão — Foto: Divulgação/Redes Sociais

Após atentado, índios bloqueiam a BR-226 no Maranhão — Foto: Divulgação/Redes Sociais

Durante os bloqueios, um congestionamento de veículos de mais de 1,5 quilômetro foi registrado na área. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal do Maranhão (PRF-MA), os índios chegaram a atacar com pedras um ônibus que trafegava pela região. As janelas do veículo foram quebradas, causando pânico entre os passageiros.

G1

UFMA sedia I Encontro de Ensino e Pesquisa em Ciências e Matemática

SÃO LUÍS – “A importância deste evento está no fato de congregar diversas áreas e incentivar a pesquisa científica”, afirmou a aluna de Matemática Daniela Guimarães, do programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática da Universidade Federal do Maranhão, ao falar sobre o I Encontro de Ensino e Pesquisa em Ciências e Matemática do Maranhão (I EEPCMMA), que teve início nesta terça-feira, 10, no Auditório Central.

Para ela, a participação dos estudantes de vários níveis de ensino da educação básica, do ensino superior e da pós-graduação, ao terem contato com o universo científico, agrega muito valor à área de atuação.

O evento é a continuação de um projeto que teve início no mês de novembro com o curso de Licenciatura em Biologia, e que agora congrega alunos das Licenciaturas em Ciências, Matemática, Física e Química, além de ter como premissa atender, prioritariamente, a alunos da licenciatura e professores da educação básica. “Precisamos tratar de temas relevantes para o processo formativo, como, por exemplo, análise do livro didático, seu impacto no processo de escolha e uso no fenômeno da escolarização. Esses são temas que serão debatidos tanto em trabalhos de pesquisa apresentados durante o evento, como nas mesas e palestras que serão oferecidas aos alunos”, explicou a professora do Departamento de Física Maria Consuelo Alves Lima, coordenadora do evento.

Ela lembrou ainda a importância do Programa Nacional de Cooperação Acadêmica (PROCAD), criado para a melhoria na produção científica e o intercâmbio entre profissionais de diferentes instituições e áreas de atuação. Segundo Consuelo, o PROCAD se soma às iniciativas de melhoria do Programa de Pós-Graduação da UFMA e serve de alicerce para a conclusão de pesquisas já iniciadas e o desenvolvimento de novas, fortalecendo ainda a colaboração entre todos os programas envolvidos.

Já o professor Antônio Silva, do Departamento de Matemática, destacou a importância de enaltecer a área de pesquisa no ensino. “Somos do Centro de Ciências Exatas e Tecnologia, que abriga diversos cursos de bacharelado e três de licenciatura. É preciso valorizar os alunos que estão se formando e possibilitar que eles se reconheçam como pesquisadores e enaltecer a importância dessa área de ensino. Temos, no processo formativo, os professores como base da nossa construção social. O que queremos apresentar para nossos alunos de graduação e para os professores da educação básica é que há uma linha de pesquisa muito rica na matemática”, destacou.  

A abertura do I EEPCMMA contou ainda com a presença de David Antônio da Costa, professor convidado da Universidade Federal de Santa Catarina, que disse estar bastante honrado com o convite da professora Maria Consuelo Lima. Na ocasião, ele ministrou a palestra “Uma história do livro didático e seu papel na atual sociedade do conhecimento”.

“A palestra nos ajuda a problematizar a história do livro didático na sua concepção de objeto cultural e na sua dupla função: como produto mercadológico e também como fruto de ideias e fonte de saber. Colocando de uma forma sintetizada, o papel do livro didático vai além de ser um roteiro à disposição do professor. Ele se desdobra em vários elementos, incorporando muitas tensões, desde sua elaboração, produção, questões de cerceamento, políticas públicas que o indicam… É a compreensão desses elementos que nos dá a condição de utilizá-lo melhor em sala de aula”.

Os estudantes dos cursos envolvidos se mostraram felizes com a iniciativa da Universidade Federal do Maranhão, que, segundo eles, precisa de mais eventos nessa área.  “A principal importância desse encontro para o nosso programa é o enfoque na área do ensino. Perceber a valorização da nossa área, dos autores e dos trabalhos é também uma forma de compartilhar as pesquisas realizadas, possibilitando a divulgação dos trabalhos para outros públicos, visto que a nossa é uma área relativamente pequena, que não tem tanta expansão aqui no estado. Isso vai permitir uma maior visibilidade desse campo de saber”, afirmou a estudante de Química Dandara Gomes, do programa de pós-graduação em Ensino de Ciências e Matemática da UFMA.

 

 

Termo de Cessão garante parceria por mais cinco anos entre TV Assembleia e EBC

Diretores da Assembleia Legislativa do Maranhão participaram, nesta terça-feira (10), da solenidade de assinatura do Termo de Cessão que garantiu a parceria por mais cinco anos entre a TV Assembleia e a Empresa Brasil de Comunicação. O acordo foi celebrado entre a Alema, a EBC e o Instituto Federal de Educação Tecnológica (Ifma).

Estavam presentes na solenidade o diretor geral da Assembleia, Valney Pereira; o diretor de Comunicação, Edwin Jinkings; o reitor do Ifma, professor Roberto Brandão; o pró-reitor de Desenvolvimento Institucional do Ifma, Carlos César; o diretor-presidente da EBC, Luiz Carlos Pereira Gomes; o diretor de Finanças e Administração da EBC, Márcio Kazuaki, e o subdiretor técnico da Assembleia, Alexandre Lopes.

Na oportunidade, também foi estabelecida parceria de uso gratuito e temporário de imóvel com o Instituto Federal do Maranhão, que vai disponibilizar seus serviços de educação no antigo prédio da EBC. “Compartilhamos, com muita satisfação, esse momento em que a EBC se despede de suas atividades no estado. Agora chega o IFMA com relevantes serviços na área da educação”, enfatizou diretor geral da Alema, Valney Pereira.

Para o diretor de Comunicação da Assembleia, jornalista Edwin Jinkings, o momento concretiza a continuidade da parceria. “Vamos continuar utilizando a torre e o setor de transmissão, além de todo o núcleo que envolve essa parte técnica, que é de extrema importância para continuarmos levando as notícias da Alema, com transparência, para que a sociedade tome conhecimento de tudo que é feito no Parlamento Estadual”, acentuou.

Parceria

O diretor-presidente da EBC, Luiz Carlos Pereira Gomes, destacou a importância da parceria com a Assembleia. “É algo que já vem dando certo e que consolida um processo de redefinição das nossas estratégias em relação ao Maranhão, passando a ser uma transmissora. Para nós foi muito significativa essa parceria tripartite. A partir de agora, teremos projetos junto com o IFMA e a Alema, de quem já somos parceiros antigos”, enfatizou.

O reitor do IFMA, professor Roberto Brandão, explicou que o intuito da instituição é implantar projetos, principalmente na área de Educação a Distância (EAD). Além disso, investir na instalação da TV e Rádio IFMA. “Nossa proposta foi ocupar o espaço como cessão de uso para que pudéssemos implantar projetos estratégicos do próprio Instituto Federal. Permanecem as questões técnicas e operacionais de contrato da TV e Rádio Alema, sendo que o IFMA passa a ter uma ação de gestão, com aproveitamentos dos servidores da EBC e dos equipamentos da Alema”, esclareceu.

Segundo o subdiretor técnico da Assembleia, Alexandre Lopes, a manutenção da parceria avaliza os avanços no alcance da transmissão conquistados nos últimos anos. “Temos conseguido, com qualidade, chegar, além de São Luís, em mais 24 municípios, o que corresponde a cerca de R$ 1,3 milhão de habitantes.  Foi uma melhoria significativa e, com esse evento, garantimos a manutenção dessas melhorias, já que precisamos daquela estrutura para alcançar todas essas áreas com qualidade”, explicou.

Agência Assembleia

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What to do in Uluwatu Bali

Walk down the Uluwatu beach

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One morning, when Gregor Samsa woke from troubled dreams, he found himself transformed in his bed into a horrible vermin. He lay on his armour-like back, and if he lifted his head a little he could see his brown belly, slightly domed and divided by arches into stiff sections. The bedding was hardly able to cover it and seemed ready to slide off any moment. His many legs, pitifully thin compared with the size of the rest of him, waved about helplessly as he looked. “What’s happened to me? ” he thought. It wasn’t a dream.

His room, a proper human room although a little too small, lay peacefully between its four familiar walls. A collection of textile samples lay spread out on the table – Samsa was a travelling salesman – and above it there hung a picture that he had recently cut out of an illustrated magazine and housed in a nice, gilded frame.

Hidden beach paradise that Balinese would never tell you

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Lonely girl waiting for a loved one on the beach

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