O teólogo cita o verso 13 do capítulo 13 de 1 Coríntios e destaca três conceitos que devem ser caros para os cristãos: fé, esperança e amor. “Fé naquilo que Deus disse e fez e esperança naquilo que vai fazer, para poder viver em amor”, ensina.
“A igreja tem que ser profética”, observa. “Ou é profética ou é patética”, exclama. O pastor explica que igreja patética é aquela que só trabalha para si, “só para fazer culto”. “A igreja tem que trabalhar para a volta de Jesus”.
O pastor lamenta que há muitas pessoas sendo “preparadas para enriquecer e viver o momento, mas não para viver o futuro”. Para conquistar, mas não para renunciar. “Não é de autoajuda que precisamos agora, é de ajuda do alto. Precisamos preparar as pessoas com profecias, não com frases de efeito”, assevera.
O que se modificará?
“Nunca mais voltaremos ao ‘normal’”, afirma.
Hermínio cita o capítulo 12 de Hebreus e traça um paralelo com o momento: “A voz do Senhor vai abalar os céus e a Terra, para que o abalável seja removido e o inabalável permaneça”.
“A igreja permaneceu de pé nas arenas de Roma, nas perseguições, ela sempre permanecerá!”, relembra, mas alerta que precisamos estar “firmados em Jesus, uma igreja cristocêntrica, não antropocêntrica”, onde “Jesus é o centro, fundamento e a esperança”.
Estamos preparados?
“Quanto mais humanos formos agora, mas expressaremos a nossa espiritualidade”, diz. O pastor acredita que o fundamento do evangelho que vivemos hoje será posto à prova. “Será que estamos fundamentados em amor e generosidade? Será que estamos dispostos a fazer aquilo que Jesus pediu? Dar a nossa vida pelo próximo?”, questiona.
O pastor lembra a simplicidade de Cristo e enfatiza a acessibilidade que o mestre de Nazaré demonstrava. “Jesus andava no meio das pessoas, do leproso, da prostituta”, sublinha. “Jesus era tão parecido com ‘gente’ que Judas precisou dar um beijo nele para diferenciá-lo”, contextualiza.
“Essa é a pergunta que cada um deve fazer a si mesmo: onde estou firmado, que evangelho eu creio e se estou pronto para esses dias”, afirma.
O que Deus está dizendo?
“Eu estou parando vocês. Eu quero que vocês parem de funcionar e voltem a fluir”, afirma.
“Volte a fluir a partir do meu amor, não da sua capacidade. Da fé, não da sua autoconfiança. Da minha justiça, não da sua justiça própria. Estendendo a mão, não apontando o dedo”, complementa.
Para o apóstolo, Deus está “nos parando” para que Ele volte a nos governar. “Ele sempre quis o coração do homem – filho meu dá-me o teu coração -. Ele nunca buscou nosso serviço”, assevera.
“Primeiro Ele chamou os apóstolos para estar com ele, depois os enviou para pregar o evangelho”, ensina e explica que Deus não nos chamou para trabalhar para Ele, mas para estar com Ele. “Deus parou o serviço para nos trazer de volta ao relacionamento”.
Conclui dizendo que Deus “age no invisível”, porque é ali que “habita o possível”. “O impossível está diante dos nossos olhos, mas Deus atua no invisível”.