Jornalista processado por difamação contra Carla Zambelli tem prisão decretada

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) determinou a prisão em regime aberto do jornalista Luan Araújo após o não pagamento de valores determinados pela Justiça em um processo por difamação movido pela ex-deputada federal Carla Zambelli.

A defesa alega que Araújo não possui condições financeiras para cumprir as obrigações pecuniárias impostas pela Justiça e informou que pretende recorrer da decisão.

A ação teve origem em um texto publicado por Araújo sobre a atuação da extrema direita, no qual citava Zambelli. Após a publicação, a ex-deputada entrou com um processo por difamação contra o jornalista. Na ação, ele foi condenado ao pagamento de multa e de prestação pecuniária.

Em outubro de 2022, Zambelli perseguiu Araújo e apontou uma arma para ele em uma rua dos Jardins, bairro da zona oeste de São Paulo.

Em 26 de maio, a defesa de Araújo pediu à Justiça a extinção ou o parcelamento dos valores, alegando hipossuficiência econômica. Segundo os advogados, o jornalista atravessa uma situação de vulnerabilidade financeira e não teria condições de cumprir a obrigação sem comprometer seu sustento e o de sua família.

“O Peticionário foi intimado (fls. 577/578) para o pagamento de multa penal (R$ 595,30) e prestação pecuniária (R$ 1.621,00), sob pena de conversão em prisão. Ocorre que o Sentenciado é profissional da área de jornalismo e atravessa situação de extrema vulnerabilidade econômica. O cumprimento das sanções pecuniárias impostas, no montante total que ultrapassa dois mil reais, revela-se obstáculo intransponível, visto que comprometeria gravemente o sustento básico do Peticionário e de seu núcleo familiar”, afirma trecho do pedido protocolado pela defesa, representada pelo advogado Renan Bohus.

O pedido, porém, não foi acolhido. Segundo a defesa, a Justiça converteu a pena restritiva de direitos em pena privativa de liberdade, determinando o cumprimento da pena em regime aberto.

Nas redes sociais, Araújo relatou impactos dos processos em sua vida pessoal e profissional. O jornalista também criou uma campanha de arrecadação para custear despesas processuais e outras obrigações decorrentes das ações judiciais.

“Nos últimos quatro anos eu fui bem menos vocal do que poderia ser sobre a violência que sofri da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), mas, ao ver minha situação atual e a situação dela, tenho que desabafar. Eu perdi oportunidades profissionais, perdi relacionamentos e perdi minha sanidade. Enquanto isso, aquela mulher sofreu muito menos do que deveria sofrer”, escreveu em uma publicação feita nesta semana.

Segundo Bohus, a defesa pretende protocolar um pedido de habeas corpus na próxima segunda-feira (8).

Por sua vez, o advogado Fabio Pagnozzi, que representa Carla Zambelli, comentou a decisão em uma publicação nas redes sociais:

“Luan Araújo foi condenado por ofensas contra Carla Zambelli, descumpriu a determinação judicial de prestar serviços à comunidade e agora teve a prisão determinada pelo juiz. Mesmo assim, continua pedindo na internet uma vaquinha de R$ 2 milhões e posando de vítima. Mas o feitiço virou contra o feiticeiro. Trouxa é quem acredita em militância de internet. E, antes de colocar dinheiro na vaquinha dele, vale mais a pena ajudar uma ONG de resgate animal”, escreveu.

Como começou a disputa entre Luan Araújo e Carla Zambelli
A disputa entre os dois, no entanto, começou antes da ação por difamação.

A perseguição de Zambelli a Araújo foi em outubro de 2022, véspera do segundo turno das eleições presidenciais.

A então deputada federal deixou o Brasil em julho de 2025 meses depois de ser condenada a 10 anos de prisão por invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserção de documentos falsos. Posteriormente, foi presa em Roma. Enquanto estava na Itália, foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por 9 votos a 2, a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo no episódio envolvendo Araújo. No mês passado, a Justiça italiana determinou sua soltura após negar o pedido de extradição ao Brasil.

SBT News

Câmara de Codó contrata empresa do Conjunto Novo Milênio por R$ 105 mil para digitalização de documentos

A Câmara Municipal de Codó homologou o resultado do Pregão Eletrônico nº 001/2026 para contratação de serviços especializados em digitalização e organização de documentos. O contrato foi adjudicado à empresa Cocais Transportes e Serviços Ltda., inscrita no CNPJ nº 39.963.054/0001-98, pelo valor total de R$ 105 mil.

De acordo com o termo de adjudicação e homologação, a empresa será responsável pela digitalização e organização de 150 mil páginas de documentos pertencentes ao Poder Legislativo Municipal. O valor contratado foi fixado em R$ 0,70 por página digitalizada.

O item principal da licitação prevê a digitalização de 112.500 páginas, totalizando R$ 78.750,00. Já a cota reservada para microempresas e empresas de pequeno porte contempla outras 37.500 páginas, ao custo de R$ 26.250,00.

A empresa vencedora possui endereço no Conjunto Novo Milênio, em Codó. O procedimento licitatório teve como objetivo atender às necessidades administrativas da Câmara Municipal por meio da organização e digitalização do acervo documental.

O termo foi publicado após a análise da documentação do certame, oficializando a contratação da empresa para execução dos serviços.

 

Condenação transitada em julgado e recurso fora do prazo mantém incerteza sobre elegibilidade de Francisco Nagib nas eleições

Com a manutenção da condenação e do trânsito em julgado da decisão no Tribunal de Contas da União (TCU) e recurso fora do prazo, aumenta a expectativa em torno da divulgação da próxima lista de gestores com contas julgadas irregulares que será encaminhada à Justiça Eleitoral para as eleições de 2026.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a exclusão do nome de Francisco Nagib da relação. Pelo contrário, certidão emitida pelo próprio TCU ainda registra a existência de condenação com contas julgadas irregulares, situação que permanece após o julgamento dos recursos apresentados.

Embora o Tribunal tenha reconhecido posteriormente a aplicação dos recursos e afastado o débito, a irregularidade referente à omissão no dever de prestar contas foi mantida, assim como a aplicação de multa, ainda que em valor reduzido.

Caso o nome permaneça na próxima lista encaminhada à Justiça Eleitoral, a situação poderá ser analisada durante o processo de registro de candidatura. Nessa hipótese, o registro poderá ser alvo de impugnação e eventual pedido de indeferimento, cabendo à Justiça Eleitoral decidir sobre os efeitos da condenação.

Mesmo diante de eventual contestação ao registro, a legislação eleitoral permite que o candidato dispute a eleição sub judice enquanto aguarda uma decisão definitiva. Dessa forma, poderá realizar campanha e participar normalmente do processo eleitoral até que haja decisão final da Justiça Eleitoral sobre sua situação.

Dr. Zé Francisco e Dr. Pedro Neres reúnem multidão de lideranças de quadrilhas juninas e anunciam inscrições para o Arraiá do Zé do Povo

O ex-prefeito Dr. Zé Francisco e Dr. Pedro Neres divulgaram, na noite desta quinta-feira (04), registros de uma reunião que reuniu multidão de representantes e lideranças de quadrilhas juninas de Codó. O encontro teve como principal pauta os preparativos do lançamento para o Arraiá do Zé do Povo.

Durante a reunião, foram discutidos assuntos relacionados à participação das quadrilhas juninas e à organização do evento. As imagens divulgadas nas redes sociais mostram ampla participação de representantes dos grupos culturais.

Também por meio das redes sociais, Pedro Neres anunciou a abertura das inscrições para o Arraiá do Zé do Povo, prevista para a próxima semana. A divulgação ocorreu após o encontro com as lideranças juninas e reforça a expectativa para o lançamento do evento junino.

O ex-prefeito Dr. Zé Francisco e Dr. Pedro Neres divulgaram, na noite desta quinta-feira (04), registros de uma reunião que reuniu multidão de representantes e lideranças de quadrilhas juninas de Codó. O encontro teve como principal pauta os preparativos do lançamento para o Arraiá do Zé do Povo.

Durante a reunião, foram discutidos assuntos relacionados à participação das quadrilhas juninas e à organização do evento. As imagens divulgadas nas redes sociais mostram ampla participação de representantes dos grupos culturais.

Também por meio das redes sociais, Pedro Neres anunciou a abertura das inscrições para o Arraiá do Zé do Povo, prevista para a próxima semana. A divulgação ocorreu após o encontro com as lideranças juninas e reforça a expectativa para o lançamento do evento junino.

Nunes Marques será relator no Tribunal Superior Eleitoral de ações sobre Dark Horse

O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi sorteado relator de ações na Corte relacionadas ao filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A produção está no centro de uma polêmica após ser revelado que Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, financiou a obra a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.

Um dos processos que Nunes Marques relatará foi movido pela pré-campanha de Flávio contra o instituto Atlas Intel. Os advogados do senador questionam a inclusão em uma pesquisa eleitoral de um áudio em que ele cobra de Vorcaro os recursos para o filme.

A fala foi reproduzida para os entrevistados no levantamento, que apontou queda de intenção de voto no filho de Bolsonaro.

Outra ação que terá Nunes Marques como relator foi movida pelo advogado Marco Aurélio Carvalho, do grupo Prerrogativas, e pelo deputado Rogério Corrêa (PT-MG) para proibir a exibição do Dark Horse durante a campanha.

Os aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) argumentam que se trata de propaganda eleitoral antecipada.

SBT News