
Estamos no Mês de Vacinação dos Povos Indígenas e a Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular participou de mutirão de saúde no Território Indígena Lagoa Comprida, município de Jenipapo dos Vieiras. A atividade aconteceu nesta terça e quarta-feira (23 e 24), nas aldeias Felipe Bone e Bom Jesus, atendendo toda a população indígena da região.
A atividade contou com mais de 450 atendimentos. Além de imunização, o mutirão ofereceu diversos serviços como atendimentos de Odontologia, Saúde da Mulher com realização de Preventivo, Nutrição e consultas médicas em geral. Também teve atendimento psicossocial, atualização do Cad-Único e realização de testes rápidos. Após o atendimento médico, os indígenas também receberam medicação de acordo com cada necessidade de tratamento.
“Muito importante que os povos indígenas tenham acesso a políticas públicas e tenham a garantia dos direitos humanos em seus territórios, pois a população indígena precisa ser protegida, além de ter seus modos de vida respeitados e valorizados. Este é um momento não somente de reforço da imunização, mas de aproveitar a ida aos territórios para realizar outras ações importantes para promoção dos direitos indígenas”, ressaltou a secretária de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular.
O mutirão é realizado pela Secretária da Saúde Indígena (SESAI) e o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), em parceria com a Fundação dos Povos Indígenas (FUNAI), a Secretaria de Estado da Saúde (SES), a Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (SEDIHPOP), a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social (SEDES) e a Prefeitura de Jenipapo dos Vieiras.
O objetivo da atividade foi de melhorar as metas de imunização no território, que é de difícil acesso, além de levar a saúde para mais próximo dos indígenas. A secretária adjunta dos Direitos dos Povos Indígenas, Rosilene Guajajara, afirmou que “esse é o atendimento diferenciado que a população precisa e espera, que a Saúde venha até os territórios e faça esse atendimento mais humano, de acordo com as necessidades dos povos indígenas”.
“Essa é uma grande movimentação nacional para a melhoria de indicadores de imunização para os territórios indígenas. Nós do Maranhão estamos fazendo a nossa parte e, ainda, levando também outros serviços para essas comunidades”, explica o coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena, Lúcio Guajajara.
O Zé Gotinha também é indígena! A abertura do evento recebeu um ilustre convidado, o Zé Gotinha, que foi até Jenipapo dos Vieiras incentivar a vacinação do público. Ele recebeu um cocar, dançou junto com o povo Guajajara e tirou fotos com diversas pessoas.
A Sedihpop reuniu com caciques e lideranças locais para resolução de conflitos e atendimento à demandas da comunidade. O secretário adjunto dos Direitos Humanos, Maxwell Guerra, que, junto à adjunta Rosilene Guajajara conduziu as reuniões, ressaltou que “é a garantia de cidadania que foi realizada neste grande evento que é o Mês de Vacinação dos Povos Indígenas, que além de reforço na campanha de imunização e serviços de saúde, reforça o cumprimento dos Direitos Humanos”.
O Mês de Vacinação dos Povos Indígenas teve a previsão de aplicar mais de 210 mil doses de vacinas em diversos territórios do país. Em todo Brasil, cerca de três mil profissionais dos 34 DSEI estão mobilizados para levar imunização a mais de cinco mil aldeias.

