
Há rumores de que a oposição pode estar orquestrando uma nova denúncia para ser protocolada na Câmara na próxima terça-feira (29) com novo pedido de afastamento do prefeito Zé Francisco do comando da Prefeitura de Codó. O titular do Blog do Leonardo Alves conversou com fontes seguras na tarde deste sábado (26), que sinalizaram possibilidade de apresentação de novo procedimento com fundamentos diferentes contra o atual prefeito.
O mandato de Zé Francisco encerra em 31 de dezembro de 2024 e mesmo não conseguindo sua reeleição com uma votação de quase 28 mil votos e faltando apenas 02 meses para finalizar seu mandato outorgado por 28.331 codoenses nas eleições 2020, o tucano corre risco de ser tirado à força da prefeitura.
Tramita naquela Casa Legislativa denúncia redigida tecnicamente por advogado e assinada pelo ex-candidato a vereador, Arlindo Barroso, lida e aprovada em sessão ordinária realizada na terça-feira (24) que pediu o afastamento cautelar de Zé Francisco da prefeitura e investigação sobre supostas práticas de infração político-administrativa. O presidente do Legislativo, Antônio Luz, indeferiu o pedido de afastamento do prefeito em atenção aos princípios do contraditório e da ampla defesa para evitar nulidades no procedimento processual legislativo.
Os vereadores oposicionistas ficaram insatisfeitos com a formação da Comissão Processante através de sorteio conforme determina Regimento Interno da Casa. Compõem a Comissão os vereadores Dr. Nelson de Alencar, Leda Torres e Gracinaldo Ferreira. Inicialmente Leda e Nelson votaram contra o recebimento da denúncia por infringir às normas regimentais da Câmara e podem apresentar parecer indeferindo o prosseguimento da denúncia deixando Zé Francisco livre de inelegibilidade de 08 (oito) anos.
Diante da possibilidade de arquivamento da denúncia de Arlindo Barroso na Comissão Processante, os vereadores oposicionistas começaram a articular nova denúncia com fundamentos diferentes para cassação do prefeito Zé Francisco.
A oposição pretende afastar Zé Francisco para deixá-lo fora das próximas eleições e colocar Camilo Figueiredo para comandar o município de Codó por 02 (dois) meses. Se o objetivo do grupo oposicionista não for deixar o prefeito inelegível, por que não deixam o mesmo concluir seu mandato? O que Camilo pretende fazer em 02 meses à frente da administração pública municipal?
O afastamento do prefeito pode causar indignação em seus 27.737 eleitores. A sessão da Câmara da próxima terça-feira (29) promete ser bastante movimentada com a presença da população e da Policia Militar.
O sistema político em Codó está a cada dia ficando mais bruto. Seguiremos observando e acompanhando essa polarização política em nosso município.

