Vereador Raimundo Leonel Magalhães fica em silêncio diante de investigação do Ministério Público sobre nepotismo cruzado no Hospital Geral Municipal

O vereador Raimundo Leonel Magalhães Araújo Filho (Leonel Filho) ainda não se posicionou sobre um inquérito instaurado pelo Ministério Público sobre suspeitas de nepotismo cruzado no Hospital Geral Municipal (HGM).

Raimundo Leonel, conhecido por suas denúncias contra a gestão anterior, está “caladinho” diante de um inquérito civil que busca investigar a nomeação de parentes e amigos para cargos de confiança no HGM.

O inquérito foi instaurado a partir de denúncia anônima considerando a Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal que veda a nomeação de cônjuge, companheiro ou parentes até de terceiro grau do prefeito, secretário, vereadores, bem como o chamado nepotismo cruzado.

Rossana Magna de Alencar Hissa Araújo é esposa do vereador Raimundo Magalhães/Raimundo Leonel Filho e diretora administrativa do Hospital Geral Municipal (HGM). Leonel que é líder da gestão municipal na Câmara optou por ficar em silêncio diante da investigação.

A investigação pode levar a consequências graves ao prefeito Chiquinho Oliveira e ao vereador líder do governo que não faz nenhuma crítica à atual gestão municipal por interesses pessoais que falam mais alto.

Câmara de Codó reduz o valor de licitação com empresa da Bahia no mesmo dia que entregou carteiras de couro aos vereadores

A polêmica das carteiras de couro com brasão da República em Codó ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (03/02/2026). Horas depois de o presidente da Câmara Municipal de Codó, Roberto Cobel, publicar o Aviso de Errata reduzindo o valor de uma contratação com empresa da Bahia, as carteiras foram entregues e distribuídas aos vereadores durante a sessão de abertura dos trabalhos de 2026 realizada nesta noite.

O caso envolve a Dispensa de Licitação nº 008/2026. Na publicação do Diário Oficial da Câmara de 02 de fevereiro de 2026 (Volume 8, pág. 5), constava o valor total de R$ 64.173,00 (sessenta e quatro mil, cento e setenta e três reais). Após a repercussão pública de matéria do Blog do Leonardo Alves, no dia 03 de fevereiro de 2026, foi publicada a errata alterando o montante para R$ 13.950,00 (treze mil, novecentos e cinquenta reais) — sem esclarecer o motivo do erro, se foi falha de digitação, equívoco material ou outro problema no processo.

A sequência chama atenção e levanta um questionamento legítimo: como o valor de uma contratação é “corrigido” oficialmente e, poucas horas depois, o objeto já está pronto para ser entregue e distribuído em plenário? Se as carteiras já haviam chegado à Câmara, a população tem o direito de saber qual era o valor real praticado, notas fiscais, e quais documentos comprovam a regularidade do procedimento.

Após repercussão da matéria do Blog do Leonardo Alves, presidente da Câmara de Codó publica errata e reduz valor de carteiras de couro de vereadores

Após a repercussão da matéria publicada pelo Blog Leonardo Alves, o presidente da Câmara Municipal de Codó publicou Aviso de Errata referente à Dispensa de Licitação nº 008/2026, que trata da aquisição de carteiras de couro com brasão da República para os vereadores do município. A errata foi divulgada no Diário Oficial da Câmara Municipal de Codó/MA, nesta terça-feira (03/02/2026), antes da abertura dos trabalhos legislativos, um dia após a publicação original que gerou indignação e questionamentos.

De acordo com o Aviso de Errata, na publicação do dia 02 de fevereiro de 2026, Volume 8, página 5, onde constava o valor total de R$ 64.173,00, passou a constar o valor corrigido de R$ 13.950,00. A publicação oficial informa apenas a substituição do valor, sem detalhar as razões do erro, se houve equívoco material, falha de digitação ou inconsistência no processo administrativo que originou a ratificação da dispensa.

Mesmo com a correção, permanecem questionamentos relevantes. Considerando que Codó possui 19 vereadores, o novo valor representa aproximadamente R$ 734,21 por carteira, ainda assim um gasto significativo para um item de uso pessoal e simbólico, custeado com recursos públicos, sobretudo quando se leva em conta que os vereadores recebem cerca de R$ 11 mil mensais, além de 13º salário e férias remuneradas.

Dr. Pedro Neres repercute denúncia sobre contrato de R$ 10 milhões da Prefeitura de Codó com empresa recém-criada e desconhecida que mudou de endereço após matéria do blog

Dr. Pedro Neres

O médico filho do ex-prefeito Dr. Zé Francisco, Pedro Neres, repercutiu nas redes sociais nesta terça-feira (03), uma denúncia envolvendo a empresa LIFE TOUR ALIMENTOS E BEBIDAS que ganhou um contrato de quase R$ 10 milhões na Prefeitura de Codó para fornecimento de lanches. Ele denunciou a contratação suspeita ao Ministério Público Estadual e prometeu levar o caso à bancada de oposição na Câmara Municipal de Vereadores.

A denúncia feita por opositores à gestão municipal vem ganhando repercussão após divulgação no Blog do Leonardo Alves que divulgou todos os detalhes acerca da contratação suspeita da empresa recém-criada e desconhecida e que mudou de endereço após matéria do blog.

O médico denunciante tomou a iniciativa de denunciar a empresa suspeita após o vereador Wanderson da Trizidela não articular com a oposição o encaminhamento da denúncia à Promotoria de Justiça de Codó.

Neres considera um absurdo a contratação da empresa desconhecida e criticou a falta de transparência do prefeito por não divulgar a lista de servidores comissionados e contratados há mais de 01 ano.

LUXO NO LEGISLATIVO: Presidente da Câmara de Codó autoriza gasto com empresário da Bahia para confeccionar carteira de couro para vereador por R$ 3.377,53 a unidade

 

O presidente da Câmara Municipal de Codó, Francisco Roberto de Araújo Albuquerque (Roberto Cobel), autorizou uma despesa pública que gera indignação e questionamentos sobre prioridades e respeito ao dinheiro do contribuinte. A decisão consta na Dispensa de Licitação nº 008/2026, publicada no Diário Oficial da Câmara de Codó nesta segunda-feira (02/02/2026), que ratifica a contratação da empresa José Mario Pereira de Jesus, CNPJ nº 23.050.531/0001-94, localizada em Ribeira do Amparo na Bahia, para o fornecimento de kit carteira tradicional em couro legítimo, com brasão da República, destinado ao uso dos vereadores, pelo valor total de R$ 64.173,00.

Codó possui apenas 19 vereadores, e uma conta simples revela o dado mais chocante da contratação: cada carteira custará R$ 3.377,53 por parlamentar. Trata-se de um item de uso pessoal e simbólico, que não é essencial ao funcionamento administrativo da Câmara nem indispensável ao exercício do mandato, mas que será pago integralmente com recursos públicos.

O contraste se torna ainda maior quando se observa a remuneração dos próprios beneficiados. Cada vereador de Codó recebe cerca de R$ 11 mil por mês, além de 13º salário e férias remuneradas. Mesmo com essa remuneração elevada para a realidade local, o presidente da Câmara optou por bancar, com dinheiro do contribuinte, uma carteira de couro de luxo avaliada em mais de R$ 3.000,00 (três mil reais) para cada parlamentar.

Em um município que figura entre os piores índices de desenvolvimento humano do Brasil, a decisão soa como um deboche com a população codoense. A Câmara, que deveria concentrar seus esforços em legislar para melhorar a vida do povo, escolheu olhar para o próprio conforto e para o próprio bolso. Enquanto isso, vereadores poderão circular pelas ruas pobres da cidade com “estilo”, exibindo acessórios caros pagos por quem mais sofre com a falta de políticas públicas.