CPI do Crime Organizado ouve ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski na terça-feira (09)

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, será ouvido na reunião da CPI do Crime Organizado agendada para terça-feira (9), às 9h. Ele deverá compartilhar sua experiência no cargo sobre o enfrentamento das organizações criminosas.

A oitiva atende a requerimento (REQ 2/2025 – CPICRIME) do relator do colegiado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

No requerimento, Alessandro também convida o ministro da Defesa, José Mucio Monteiro Filho, do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Luiz Fernando Corrêa. Ainda não há confirmação das datas de comparecimento.

Alessandro considera que a experiência dessas autoridades é de fundamental importância para a elaboração do diagnóstico da ameaça do crime organizado e das políticas públicas do setor.

“O enfrentamento eficaz dessa modalidade criminosa não é tarefa de um único órgão, mas exige uma atuação coordenada, sinérgica e robusta de múltiplas esferas do Poder Executivo, abrangendo desde a inteligência estratégica até a repressão qualificada e o controle do sistema prisional”, acrescenta.

Como participar

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

Agência Senado

Em entrevista, deputado Adelmo Soares reforça apoio a Orleans Brandão e destaca preparo de Iracema Vale

O deputado estadual Adelmo Soares, em entrevista ao programa Ponto Continuando, na Rádio 92,3 FM, reafirmou seu posicionamento político e apresentou declarações firmes sobre o cenário sucessório no Maranhão. Logo no início da conversa, o parlamentar deixou claro que o grupo já possui definição sobre o nome que disputará o Governo do Estado:

“Não há dúvida que o candidato é Orleans Brandão. A vaga é do Orleans Brandão. Ninguém vai recuar, o governo não vai recuar… não tem ninguém que possa fazer o governo recuar.”

A afirmação reforça a confiança e a consolidação interna da base governista, afastando quaisquer especulações sobre mudanças na composição majoritária.

*Iracema Vale é citada como liderança agregadora e preparada*
Durante a entrevista, Adelmo também fez questão de destacar o papel da deputada Iracema Vale, ressaltando seu preparo, sua força política e sua postura de cooperação dentro do grupo.

“Temos a Iracema Vale, uma mulher preparadíssima, muito querida no cenário político. Enquanto ela agrega, chama, ajuda, participa, defende… Braide faz exatamente o contrário.”

Ao evidenciar a diferença de postura entre Iracema e o prefeito Eduardo Braide, o deputado reforçou o papel positivo desempenhado por ela na articulação estadual.

*“Um trunfo para qualquer posição”*
Adelmo Soares ainda classificou Iracema Vale como uma liderança versátil e estratégica, capaz de assumir qualquer função definida pelo grupo político ou pelo governo:

“Iracema está preparada. É um trunfo para qualquer posição. Está pronta para jogar em qualquer posição que o governo ou que o grupo político decidir.”

*Mensagem de firmeza e alinhamento político
A participação do deputado no Ponto Continuando transmitiu um recado claro de unidade e coerência dentro da base governista. Ao defender de forma firme a candidatura de Orleans Brandão ao Governo do Estado e ressaltar a importância de Iracema Vale no cenário político, Adelmo Soares reafirmou seu compromisso com a continuidade do projeto político que representa.

A fala reforça sua presença ativa nos debates estaduais e sua influência na definição dos rumos políticos do Maranhão.

Prefeitura de Codó permanece em silêncio sobre contrato milionário com restaurante recém-criado e considerado “fantasma”

A Prefeitura Municipal de Codó, administrada pelo prefeito Chiquinho Oliveira (PT), permanece em silêncio sobre um contrato de quase R$ 10 milhões firmado com o restaurante Life Tour Alimentos e Bebidas.

A gestão municipal contratou a empresa — recém-criada e até então desconhecida — para o fornecimento de lanches e quentinhas. O fato de o estabelecimento ter sido aberto logo após o resultado das eleições municipais levantou suspeitas de irregularidades no uso de recursos públicos.

Após a matéria publicada pelo Blog do Leonardo Alves, baseada em denúncias de opositores do governo municipal, a empresa alterou seu endereço para a Rua Dr. José Avelino de Freitas, nº 40 – Quadra 214 B, Bairro São Sebastião — a poucos metros da casa do prefeito Chiquinho Oliveira. Antes da alteração, o registro do empreendimento constava na Rua Presidente Getúlio Vargas, nº 1078, Bairro São Raimundo/Trizidela.

Tanto a Assessoria de Comunicação quanto a Assessoria Jurídica do Município seguem sem emitir qualquer nota de esclarecimento sobre o caso.

Diante das suspeitas e da falta de transparência, imprensa e população aguardam respostas da prefeitura sobre o contrato milionário firmado com o restaurante considerado fantasma.

Pesquisa revela avanço de Hilton Gonçalo em todas as regiões do Maranhão

A mais recente pesquisa do Instituto Completa, divulgada nesta semana, revela um cenário de ampla competitividade e potencial ascendente do médico e ex-prefeito Hilton Gonçalo no tabuleiro político maranhense. Os números mostram que Hilton lidera em 15 cidades, muitas delas estratégicas tanto pelo peso eleitoral quanto por sua diversidade geográfica, reforçando sua capilaridade e credibilidade junto ao eleitorado.

 

Os resultados expressivos começam por Brejo, onde Hilton alcança 35,3%, ficando muito à frente dos adversários. Em Buriticupu, registra 24%, superando com folga o segundo colocado, que aparece com 16%. Já em Cajapió, atinge 33%, figurando como a melhor marca na linha avaliada.

Nos grandes centros, o desempenho também chama atenção. Em Imperatriz, segunda maior cidade do Maranhão, Hilton aparece com 20,9%, ultrapassando por pequena margem Roberto Rocha, que marca 20,2%. Em Timon, uma das principais cidades da região Leste, Hilton tem 37%, consolidando liderança expressiva.

Alguns municípios revelam vantagens avassaladoras. Em Mirador, Hilton chega a 63,6%, e em São Raimundo das Mangabeiras, soma 50,7% — resultados que o colocam como um dos nomes mais fortes do cenário estadual.

Outros municípios também destacam o bom desempenho do ex-prefeito:

Passagem Franca – 20,2%

Paulino Neves – 22,2%

Pirapemas – 20,0%

Santa Inês – 15,9%

Santa Luzia – 17,9%

São Domingos do Maranhão – 23,5%

Tuntum – 33,3%

O levantamento evidencia que Hilton Gonçalo não apenas se mantém competitivo, mas se consolida como uma liderança estadual capaz de dialogar com diferentes regiões. Sua presença majoritária em cidades de perfis distintos — do Baixo Parnaíba ao Sul do Maranhão, passando pela Região Tocantina e pelo Médio Mearim — reforça a percepção de que seu nome avança como uma alternativa viável e robusta para disputas futuras.

Com desempenho consistente e lideranças consolidadas, a pesquisa Completa coloca Hilton Gonçalo em posição privilegiada no cenário político do Maranhão, demonstrando não apenas influência local, mas também projeção estadual.

PT vê ofensiva para sabotar governo e quer criação do Ministério da Segurança

A cúpula do PT avalia que o Centrão se aliou à extrema direita no Congresso para sabotar o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e vê o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) como principal interlocutor do projeto “privatista”. Para o partido, Tarcísio está “transformando São Paulo em laboratório da redução radical do papel do Estado, da entrega de bens públicos e de enfrentamento ideológico ao governo federal”.

O diagnóstico consta de uma proposta de resolução política que começará a ser discutida pela Executiva petista nesta sexta-feira, 5, e passará pelo crivo do Diretório Nacional em sua última reunião do ano, no sábado, em Brasília. O texto preliminar, obtido pelo Estadão, foi produzido pela corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), a tendência de Lula, e ainda pode sofrer mudanças.

Mesmo sem citar o apelido “Centrão”, a proposta de resolução política se refere ao grupo quando aborda a crise dos últimos dias entre o Palácio do Planalto e o Congresso. “A relação entre o Executivo e o Legislativo vive momentos tensos, marcada por contradições profundas e por uma instabilidade produzida deliberadamente pelos setores da extrema direita e conservadores que controlam o Congresso”, diz o documento. Uma emenda sugerida como complemento a esse trecho afirma, ainda, que tais setores “se apropriam do orçamento do Executivo com extorsão e esvaziam o presidencialismo”.

O PT menciona, em seguida, como as atribuições de Lula vêm sendo pouco a pouco desidratadas. “A cena de 26 e 27 de novembro simboliza essa crise: em um dia comemorávamos a sanção da isenção do Imposto de Renda (para quem ganha até R$ 5 mil), uma conquista histórica para milhões de trabalhadores e trabalhadoras e, no dia seguinte, amargávamos a derrota com a derrubada dos vetos presidenciais no chamado ‘PL da Devastação’, aprovado à revelia do diálogo federativo, da ciência e da proteção ambiental”, destaca o texto.

O embate do Palácio do Planalto com o Congresso atingiu o ápice depois que Lula indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão irritou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que queria a nomeação do colega Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

No documento, o PT também assinala que a disputa por cadeiras do Senado, em 2026, deve ser tratada como prioridade, “uma vez que sua composição será determinante para a aprovação de reformas estratégicas”. Para superar a atual correlação de forças desfavorável no Congresso, o comando do partido sustenta que todos precisam sair a campo, “particularmente o presidente Lula e seus ministros”, com o objetivo de conquistar votos e aumentar a bancada petista.

Embora não diga que Tarcísio será o principal adversário de Lula em 2026, o texto do PT não deixa dúvidas sobre isso. A primeira versão afirma que Tarcísio aparece como “principal interlocutor do projeto neoliberal e privatista, de inspiração fascista”. Diz, ainda, que ele está entre os governadores que “vêm atuando para sabotar políticas do governo Lula, criando obstáculos à ação federativa em áreas estratégicas como segurança pública, infraestrutura, educação e políticas sociais”.

Diante de um cenário eleitoral em que o PT se prepara para enfrentar “tentativas de desestabilização e manipulação digital de larga escala”, além de avanço do crime organizado, a defesa da criação de um ministério exclusivo para a segurança pública volta à tona. “O Brasil precisa de um Ministério da Segurança Pública e de uma política nacional articulada, com foco em inteligência, combate aos paraísos financeiros do crime organizado, e proteção das comunidades”, constata um dos trechos da proposta de resolução.

Desde o início do governo, em 2023, o Ministério da Justiça também inclui a segurança pública. Pesquisas indicam, no entanto, que o tema é hoje a principal preocupação dos eleitores e agora o PT admite que o assunto se tornou “uma questão nacional incontornável”.

Ao participar de audiência da Comissão Especial da Câmara, nesta terça-feira, 2, Tarcísio disse que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança proposta pelo governo Lula é “cosmética” e defendeu a redução da maioridade penal.

A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na avaliação do PT, “recoloca a direita em xeque” e “abre disputas internas por hegemonia”. O partido observa, porém, que apesar da crise, o bolsonarismo “segue articulado”, mobilizando “setores importantes da política nacional”.

Ainda nesta sexta-feira, o PT promoverá um ato de lançamento de seu 8º Congresso Nacional, que será realizado de 23 a 26 de abril de 2026 com a tarefa de discutir diretrizes do partido e tática eleitoral.

Como mostrou o Estadão, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu vai coordenar o novo programa do PT, que também tratará do período pós-Lula. O documento servirá de base para a plataforma eleitoral do presidente, que terá bandeiras como justiça tributária, fim da jornada de trabalho 6 por 1 e tarifa zero.

Estadão Conteúdo