A PIPOCA ESFRIOU: Vereador Raimundo Magalhães chegou a comemorar aprovação do “Campo da Pegada” comendo pipoca durante feira literária

A mudança de nome do tradicional Campo do Tiro de Guerra, em Codó, para “Campo da Pegada” voltou a gerar repercussão após o Ministério Público ingressar com uma ação civil pública pedindo a suspensão da lei que alterou a denominação do tradicional campo esportivo.

No ano passado, o vereador Raimundo Leonel Magalhães Araújo Filho, autor da proposta, chegou a comemorar a aprovação do projeto publicando um vídeo em suas redes sociais enquanto comia pipoca durante feira literária.

A comemoração foi registrada nas redes sociais do vereador. Na publicação, o parlamentar governista demonstrava satisfação com a aprovação da proposta que renomeou o tradicional campo do Tiro de guerra para “Campo da Pegada”.

Após repercussão de denúncia do Blog do Leonardo Alves, Ministério Público pede urgência para retirar “Campo da Pegada” do tradicional Campo do Tiro de Guerra

Denúncia publicada pelo Blog do Leonardo Alves em 23 de outubro de 2025 acabou desencadeando uma série de desdobramentos e levou o Ministério Público a ingressar com uma ação civil pública pedindo a suspensão da lei que denominou o tradicional Campo do Tiro de Guerra como “Campo da Pegada”.

A situação começou após o jornalista Leonardo Alves visitar o local e publicar uma matéria nas redes sociais criticando a mudança de denominação do tradicional campo esportivo. Na publicação, o blog destacou a pintura e a identificação visual instalada no campo com a expressão “Campo da Pegada”, o que gerou repercussão.

Depois da repercussão da matéria, o médico Pedro Neres decidiu levar o caso ao Ministério Público alegando que o Projeto de Lei nº 19/2025 configura ato de improbidade administrativa dolosa, ao denominar o Campo do Tiro de Guerra para “Campo da Pegada”, expressão utilizada como slogan político do atual prefeito.

O prefeito Chiquinho Oliveira chegou a vetar o projeto de lei de autoria do vereador líder do governo na Câmara, Raimundo Leonel, que alterou o nome do tradicional Campo do Tiro de Guerra para “Campo da Pegada” após críticas do Blog do Leonardo Alves e de denúncia de Pedro Neres ao Ministério Público. A proposta de mudança do nome do campo gerou grande repercussão negativa contra o prefeito e o vereador autor da proposta.

O Ministério Público por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Codó, ingressou com uma ação civil pública com pedido de tutela de urgência para suspender os efeitos Lei Municipal nº 19 de 2025, originada do Projeto de Lei nº 19 de 2025, de autoria do vereador Raimundo Leonel.

Na ação, o Ministério Público pede que a Justiça determine a suspensão imediata da lei e a imposição de obrigação ao Município de Codó para retirar toda a pintura e identificação visual contendo a expressão “Campo da Pegada” do logradouro público.

O pedido estabelece o prazo de 15 dias para que o município realize a retirada da pintura e da identificação visual. Em caso de descumprimento, o Ministério Público requer a aplicação de multa diária de R$ 5 mil, valor que deverá ser revertido ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos. O caso agora aguarda decisão do Poder Judiciário sobre o pedido de urgência feito pelo Ministério Público.

Polícia Federal do Maranhão aparece como interessada em ação penal do MPF contra ex-prefeito Francisco Nagib

Uma consulta feita pelo Blog do Leonardo Alves ao processo nº 1004037-34.2023.4.01.3702 que tramita na Justiça Federal revela que a Polícia Federal no estado do Maranhão aparece cadastrada como “terceira interessada” em uma ação penal proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-prefeito de Codó, Francisco Nagib Buzar de Oliveira, e o ex-secretário municipal de Finanças Ivaldo José da Silva.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal aponta a suposta prática de crime previsto no artigo 1º, incisos XIV, do Decreto-Lei nº 201/1967, legislação que trata de irregularidades relacionadas à administração de recursos públicos por gestores municipais.

De acordo com decisão recente do juiz federal Luiz Regis Bomfim Filho, há indícios de cometimentos de crimes durante o cargo e em razão dele quando o indiciado exercia o cargo de prefeito de Codó.

Na decisão, o magistrado destacou que, considerando que os supostos crimes teriam sido praticados no exercício da função pública, a competência para o processamento e julgamento da eventual ação penal é do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

Assim, em consonância com a manifestação do Ministério Público Federal, o juiz declinou da competência para analisar o caso e determinou a remessa dos autos ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que ficará responsável pela análise e eventual prosseguimento do processo.

Nos registros do sistema processual, a Polícia Federal aparece vinculada ao processo como “outros interessados”, classificação que indica acompanhamento institucional do caso pelas autoridades federais.

Denúncias sobre funcionários fantasmas e nepotismo na Câmara de Codó chegam ao Blog do Leonardo Alves e indícios são confirmados após verificação

O Blog do Leonardo Alves recebeu, nos últimos dias, uma série de denúncias apontando possíveis irregularidades na folha de pagamento da Câmara Municipal de Codó. As informações foram encaminhadas por diferentes pessoas que demonstraram indignação com a situação, denunciando a existência de funcionários fantasmas e casos de nepotismo dentro da estrutura do Legislativo.

Uma lista contendo diversos nomes foi enviada por denunciantes, relatando situações consideradas suspeitas. De acordo com os relatos, algumas pessoas estariam recebendo pela Câmara Municipal, mesmo mantendo atividades profissionais em outros locais no mesmo horário de funcionamento do Legislativo, que ocorre no turno da manhã.

Diante das informações recebidas, o Blog do Leonardo Alves realizou uma verificação inicial da lista encaminhada e consulta na folha de pagamento da Câmara. A apuração indicou indícios de veracidade das denúncias, especialmente em situações em que os nomes citados aparecem vinculados a atividades em instituições privadas no mesmo período em que deveriam cumprir expediente na Câmara.

Também foram identificadas situações de nepotismo, com pessoas com relação com integrantes da estrutura administrativa da Casa.

O Blog do Leonardo Alves divulgará os nomes em momento oportuno.  As denúncias continuam chegando e demonstram que há um clima de insatisfação entre pessoas que acompanham o funcionamento do Legislativo municipal, o que motivou a análise da lista enviada pelos denunciantes.

Disputa por suplência evidencia força da pré-candidatura de Dr. Hilton Gonçalo ao Senado

A pré-candidatura do médico Dr. Hilton Gonçalo ao Senado Federal nas eleições de 2026 já começa a ganhar outro patamar política no Maranhão. Diferente de outras articulações que ainda buscam nomes para compor chapas, o partido Mobiliza decidiu adotar uma estratégia inovadora: realizar uma pesquisa qualitativa para avaliar possíveis nomes interessados em integrar a chapa como suplentes do pré-candidato.

A iniciativa demonstra que o projeto político liderado por Hilton Gonçalo já desperta interesse em diferentes setores da política maranhense. Em vez de uma escolha impositiva, o processo tem sido conduzido por meio de diálogo e avaliação política, buscando identificar lideranças que estejam alinhadas com os anseios da população e que possam fortalecer ainda mais a candidatura.

Entre os nomes analisados estão lideranças com trajetórias consolidadas e representatividade em diferentes segmentos da sociedade. Um deles é o professor Márcio Jardim (PT), figura conhecida no campo progressista e com experiência em gestão pública, tendo atuado como secretário de Esporte no Maranhão e também em funções estratégicas nas prefeituras de Maricá (RJ) e São Luís (MA).

Outro nome é o do Pastor Bel (DC), líder da Assembleia de Deus e com forte atuação no segmento evangélico. Ele já teve passagem pelo Senado Federal, quando assumiu mandato em 2017 como suplente, e possui forte influência entre setores conservadores do estado.

Também figura entre os avaliados o ex-prefeito de Balsas, Erik Silva (Podemos), médico e liderança política no sul do Maranhão. Ele governou o município por dois mandatos consecutivos, após vencer as eleições de 2016 e ser reeleito em 2020, dando continuidade a uma tradição familiar de atuação na medicina e na política.

De acordo com fontes do Mobiliza, a estratégia é avaliar nomes que representem diferentes correntes políticas e regiões do estado, ampliando o diálogo e fortalecendo a construção de uma candidatura plural e competitiva.

A definição final sobre os suplentes deve ocorrer até o final do primeiro semestre, após a conclusão das consultas e avaliações internas.

Na eleição para o Senado, os suplentes são escolhidos previamente e integram a chapa do candidato titular, de forma semelhante ao que ocorre com vice-prefeitos, vice-governadores e vice-presidentes.

Nos bastidores políticos, a movimentação em torno da composição da chapa tem sido interpretada como um sinal de que o projeto político de Dr. Hilton Gonçalo já avança de forma estruturada, atraindo lideranças de diferentes campos ideológicos interessadas em participar da disputa e fortalecer a representação do Maranhão no Congresso Nacional.