O diretor da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Codó, Dr. Pedro Neres, divulgou nesta quarta-feira (18), uma nota pública manifestando indignação e repúdio diante da circulação de documentos fraudulentos que utilizam indevidamente o nome e a logomarca da unidade de saúde da rede estadual.
Na nota, o diretor afirma que sempre defendeu de forma intransigente a liberdade de expressão e o direito à crítica, mas ressalta que é necessário separar o debate político de práticas criminosas.
O gestor da UPA destaca ainda que o material que vem sendo compartilhado por grupos ligados à atual gestão do prefeito municipal é totalmente falso, classificando o conteúdo como uma falsificação grosseira, repleta de erros de digitação e falhas de formatação.
Outro ponto considerado ainda mais grave é que, conforme análise técnica mencionada na nota, o documento teria sido gerado por meio de inteligência artificial, o que, segundo o diretor, caracteriza crime de fake news. Ele classificou o uso da tecnologia como uma ferramenta utilizada de forma covarde para forjar fatos e enganar a população.
Por fim, o diretor informou que a assessoria jurídica já foi acionada, que todas as medidas cabíveis estão sendo adotadas e que o caso será levado às autoridades policiais e judiciárias, a fim de que os responsáveis sejam devidamente identificados e responsabilizados.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (18) o arquivamento de um inquérito aberto para investigar a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pelos crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigação.
A investigação foi aberta em junho do ano passado após Zambelli afirmar durante uma entrevista que, após ter fugido do Brasil, pretendia permanecer nos Estados Unidos e pedir asilo político ao governo do presidente Donald Trump.
Ela também declarou que pretendia adotar o “mesmo modus operandi” utilizado pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para a “prática de condutas ilícitas”. A apuração foi aberta antes de Zambelli ser presa na Itália.
Na decisão, o ministro acolheu pedido de arquivamento feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A PGR entendeu que não há provas suficientes para embasar uma denúncia contra a ex-deputada.
“Diante do exposto, acolho a manifestação da Procuradoria-Geral da República e defiro o arquivamento desta investigação”, decidiu o ministro.
Fuga
Em julho do ano passado, Zambelli foi presa em Roma, capital da Itália, onde tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes.
Por ter dupla cidadania, Zambelli deixou o Brasil em busca de asilo político em terras italianas após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023.
De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão para emissão de um mandato falso de prisão contra Alexandre de Moraes. Segundo as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.
Após a fuga para a Itália, o governo brasileiro solicitou a extradição da deputada para o Brasil.
A decisão final sobre o processo de extradição será tomada durante uma audiência que será realizada pela Justiça italiana nas próximas semanas.
O radialista Ítalo Guilherme Alves da Silva Souza (Ítalo Sousa), atualmente residindo no estado do Piauí, não compareceu em audiência judicial para a qual foi regularmente intimado, em processo movido pelo jornalista Leonardo Alves. A ausência ocorreu mesmo após determinação expressa da Justiça, o que pode resultar na decretação de revelia.
A audiência estava marcada para o dia 27 de janeiro, às 10h, e foi realizada no Fórum de Justiça de Codó. Mesmo ciente da data, do horário e do local, o radialista não compareceu e tampouco apresentou justificativa formal ao juízo responsável.
De acordo com a ação, Leonardo Alves ingressou com uma queixa-crime contra o radialista, que não possui endereço fixo em Codó, mas foi devidamente notificado no processo via WhatsApp. O caso envolve crimes contra a honra — calúnia, injúria e difamação — relacionados a conteúdos publicados em matérias de cunho ofensivo.
Conforme consta nos autos, o radialista teria utilizado termos depreciativos ao se referir ao jornalista, incluindo a expressão “falso moralista”, além de acusações de que Leonardo Alves teria sido “fantasma” na gestão anterior, entre outras declarações consideradas ofensivas e sem comprovação, segundo a queixa-crime.
Ainda segundo informações processuais, Ítalo Guilherme Alves da Silva Souza responde a outros processos semelhantes no Maranhão e no Piauí, também relacionados a crimes contra a honra. Entre os casos citados, há inclusive acusações direcionadas a um jornalista do Piauí que faleceu recentemente. Conforme ações que tramitam na Justiça do Piauí e do Maranhão, o mesmo responde a diversos processos na Justiça Comum que preveem penas mais severas, inclusive com possibilidade de reclusão (prisão), em caso de condenação. Uma única condenação criminal já pode resultar na prisão do radialista.
No âmbito jurídico, a ausência injustificada do réu em audiência, mesmo após notificação válida, pode levar o juiz a reconhecer a revelia. Nessa situação, o processo segue com base nas alegações da parte autora e nas provas já juntadas aos autos, o que pode enfraquecer a defesa do acusado.
Mesmo diante da ação judicial em curso, Ítalo Guilherme Alves da Silva Sousa (Ítalo Sousa), continua ofendendo o jornalista Leonardo Alves mesmo ciente de que foi processado. A postura do acusado é interpretada como uma afronta ao Poder Judiciário, e pode, inclusive, agravar sua defesa no processo. Enquanto tenta “posar de durão” por meio do seu blog e nas redes sociais com ataques, provocações e graves acusações, o radialista com endereço incerto não comparece ao município de Codó nem às audiências judiciais para assumir seus atos e responder formalmente pelas acusações que vem fazendo.
O caso segue agora para análise do juízo competente, que deverá decidir sobre os próximos encaminhamentos processuais e as possíveis consequências da não observância da ordem judicial.
A confusão registrada durante as festividades de carnaval na segunda-feira (16) tem provocado forte repercussão negativa e ampliado o desgaste da imagem do deputado estadual Francisco Nagib, que pretende disputar a reeleição neste ano a depender do Plenário do Tribunal de Contas da União.
O episódio também gerou desgaste político para o vereador Hermínio da Farmácia, que se envolveu na confusão. A confusão aconteceu na Avenida Augusto Teixeira e ganhou repercussão por meio de vídeos publicados nas redes sociais.
A situação teria começado após atitudes provocativas de um grupo ligado ao deputado Nagib e ao vereador Hermínio da Farmácia com gestos obscenos, interpretados como deboche em direção ao médico Pedro Neres e ao seu pai, o ex-prefeito Dr. Zé Francisco, e seus familiares que estavam curtindo o carnaval.
Segundo relatos de foliões e internautas, o vereador Hermínio da Farmácia teria incentivado a confusão acompanhado do deputado Nagib. O ex-prefeito Dr. Zé Francisco divulgou um vídeo se manifestando sobre o assunto e cobrou maturidade do deputado, considerando que ele se comporta de forma infantil.
Até o momento, Francisco Nagib e Hermínio da Farmácia não se pronunciaram oficialmente sobre a confusão para esclarecer os fatos, o que também vem sendo alvo de críticas do Blog do Leonardo Alves. O deputado e o vereador governista optaram por permanecer em silêncio.
Chama atenção o silêncio de blogueiros e aliados ligados ao deputado Francisco Nagib diante da incerteza que envolve sua possível candidatura nas eleições deste ano. Apesar de o parlamentar que se fantasiou de Homem-Aranha para curtir o carnaval já ter sido tratado como pré-candidato à reeleição por apoiadores, a situação é de indefinição jurídica e política.
A razão do silêncio está diretamente ligada ao fato de que a candidatura do deputado depende de uma decisão colegiada do Plenário do Tribunal de Contas da União (TCU). O parlamentar teve o nome incluído em lista de condenados em razão de apontamentos relacionados à falta de prestação de contas do Programa de Educação Infantil – Novos Estabelecimentos, o que pode comprometer seus planos eleitorais, conforme informou o Blog do Leonardo Alves em matérias anteriores.
Diante da situação, Nagib ingressou com recurso administrativo junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), apresentando documentação e alegando que as irregularidades que resultaram na condenação não seriam de sua responsabilidade.
Nesta segunda-feira (16/02/2026), o Blog do Leonardo Alves acessou o processo que trata da falta de prestação de contas do Programa de Educação Infantil – Novos Estabelecimentos, referente ao período em que Nagib atuava como gestor da Prefeitura de Codó. Conforme consta nos autos, em decisão datada de 12 de novembro de 2025, o relator do processo, Antônio Anastasia, entendeu que houve ilegalidades na prestação de contas, manifestando-se pela responsabilização antecipada, com aplicação de multa ao ex- gestor.
Na decisão, o relator acolheu a proposta uniforme da área técnica de recursos e do Ministério Público junto ao TCU (MPCU) e determinou o retorno do processo para deliberação pelo plenário, em caráter de julgamento ad hoc, ficando a situação definitivamente condicionada à apreciação colegiada dos ministros.
Mesmo diante da relevância do tema, que interessa não apenas ao meio político, mas também ao eleitorado, os blogs aliados ao deputado e seus canais de comunicação como FC TV e FC FM evitam comentar o assunto. O silêncio seria uma estratégia para evitar ampliar a repercussão negativa do caso, enquanto se aguarda o desfecho no TCU?