Coronavírus faz audiência da Globo disparar

A grande mídia apoia a quarentena? Não podemos responder por ela, mas com certeza sabemos que está lucrando como nunca. O maior grupo de mídia do Brasil, Rede Globo, viu sua audiência disparar em meio à pandemia de coronavírus e alcança a maior audiência dos últimos 10 anos.
Dados divulgados pelo O Antagonista, mostram que a TV Globo obteve média de 14,7 pontos na faixa das 6h às 5h59 (ou seja, nas 24 horas do dia) na Grande São Paulo, um recorde para o mês de março.

Cada ponto representa 203 mil telespectadores e 74 mil domicílios na Grande São Paulo, a principal área de aferição de audiência da empresa Kantar Ibope.

Em casa, confinados por decretos de governadores e prefeitos, milhões de brasileiros passam a maior parte do dia diante da televisão.

O juiz federal William Douglas afirma, em artigo ao Gospel Prime, que a discussão sobre quarentena vertical ou horizontal não é feita de forma honesta.

Para ele, “não é correto dizer que quem propõe o lockdown vertical/contenção está em posição anticientífica. Isso é falso. Existem vários cientistas e médicos respeitáveis defendendo tanto uma quanto outra solução”.

Ele lembra que a Organização Mundial da Saúde defende a quarentena horizontal, mas afirma que essa é uma solução médica e cita as diversas “críticas à atuação e estrutura desse organismo” que não detém controle sobre nossa soberania nacional.

William reafirma a relevância dessa discussão e repudia o emocionalismo de quem diz que “vidas são mais importantes que economia”, como se a economia não influenciasse diretamente na sobrevivência das pessoas.

O juiz acredita que seja qual for a decisão neste momento, em algum ponto é preciso fazer a migração para o lockdown vertical.

Ele diz que “a migração para o sistema vertical não significa vida normal, com reuniões, festas etc., mas algo a ser feito de forma paulatina e inteligente: algumas atividades podem voltar aos poucos, mas outras são urgentes, como a retomada da cadeia produtiva e logística, para não faltar comida nem medicamentos”.

Conclui dizendo que “entre as duas soluções [quarentena vertical ou horizontal], nesse momento temos que pensar naquela que garante que haja comida na mesa e produtos nos supermercados, assim como arrecadação que mantenha o funcionamento do país, inclusive dos serviços públicos, ainda mais necessários em tempos de pandemia”.

 

Gospel Prime

Governo federal destina quase R$ 340 milhões para o MEC no combate ao coronavírus

Guilherme Pera, do Portal MEC

Universidades e institutos federais, além de hospitais universitários, receberão R$ 339,4 milhões para atuarem no combate à pandemia do novo coronavírus. O valor é a parte destinada ao Ministério da Educação (MEC) da Medida Provisória 942, publicada na edição extra desta quinta-feira, 2 de abril, do Diário Oficial da União (DOU).

O dinheiro servirá, por exemplo, para produção de álcool em gel, compra de reagentes e equipamentos, instalação de estrutura de tecnologia da informação e comunicação nas instituições e aquisição de mobiliário, equipamentos — como os de proteção individual (EPIs) — e insumos para os hospitais.

A maior parte dos recursos vai para as universidades federais. São R$ 127,8 milhões repassados diretamente para 32 instituições. Outros R$ 60 milhões ficam com o MEC para serem descentralizados em breve, a pedido.

“As universidades têm o conhecimento técnico e o governo viabilizou os recursos para estudos e outras ações. Na prática, com esses repasses as instituições federais de ensino superior poderão atuar de forma mais direta no enfrentamento dessa pandemia”, destacou o secretário de Educação Superior do MEC, Wagner Vilas Boas de Souza.

Além dos recursos citados, há R$ 43,4 milhões para o Complexo Hospitalar e de Saúde da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e R$ 13,3 milhões para a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) investir em seu hospital universitário. As unidades de saúde dessas universidades não são vinculadas à Rede Ebserh, estatal que gerencia 40 hospitais universitários e é vinculada ao MEC.

A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), por sua vez, recebeu R$ 70 milhões. São R$ 50 milhões para custeio e R$ 20 milhões para investimento — como, por exemplo, compra de equipamentos. 

“Essa verba possibilita que a Ebserh responda de forma rápida às necessidades que forem surgindo nos hospitais sobre o combate à Covid-19. O objetivo é antecipar, definir critérios, monitorar os acontecimentos e fornecer subsídios para que os hospitais realizem os seus serviços da melhor forma possível”, afirmou o presidente da Rede Ebserh, Oswaldo Ferreira.

O dinheiro se soma a outros R$ 204 milhões que a Ebserh já tinha recebido para combate ao novo coronavírus.

Institutos federais – Há, ainda, R$ 24,8 milhões para a educação profissional e tecnológica. 

“A atuação dos institutos soma-se à das universidades federais mediante a produção de conhecimento e soluções, além de insumos (como álcool em gel) e equipamentos de proteção individual para as comunidades locais”, observou o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Ariosto Culau.

Os recursos foram liberados para o MEC e serão descentralizados a pedido dos institutos federais.

 

portal.mec

Ministro da Cidadania afirma que benefício de R$ 600 começa a ser pago na próxima semana

O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, afirmou nesta sexta-feira (3) que o benefício no valor de R$ 600 reais para trabalhadores informais começam a ser pagos na próxima semana, no máximo até quarta-feira (8). Em entrevista ao blog do jornalista Valdo Cruz, ele garantiu que entre 65 e 70 milhões de pessoas vão ser beneficiadas, um número maior que o projetado anteriormente pela equipe econômica (54 milhões).

“Estamos reunindo todas as informações. Somente no Cadastro Único, Bolsa Família, e empreendedores e contribuintes individuais, a soma chega aos 54 milhões [de beneficiados]. Mas existem mais entre 15 milhões a 20 milhões de informais que podem estar fora destas bases de dados. Então, estimamos que o número final pode chegar entre 65 milhões e 70 milhões”, disse.

Apelidado de “coronavoucher”, o auxílio para pessoas sem carteira assinada e renda fixa busca conter os impactos econômicos causados pela pandemia do novo coronavírus. A maior parte do pagamento deve ser feita por meio de um aplicativo.

“Para quem não tem celular nem conta bancária, ele terá de ir a uma agência da Caixa ou a uma lotérica para receber o benefício”, explicou Lorenzoni.

A princípio, o ministro disse acreditar que os R$ 98 bilhões destinados ao pagamento do auxílio emergencial serão suficientes. “Mas se for preciso uma suplementação, nós vamos pedir”, indicou.

bahianoticias

No Planalto, ministra Damares Alves apresenta principais ações de enfrentamento ao Covid-19

Em cerimônia realizada no Palácio do Planalto na tarde desta quinta-feira (2), a ministra Damares Alves apresentou as mais de 90 ações realizadas pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) para o enfrentamento do novo coronavírus (Covid-19).

Também estiveram presentes no evento o ministro-chefe da Casa Civil e coordenador do Comitê de Crise para Supervisão e Monitoramento dos Impactos da Covid-19, Braga Netto; o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque; o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio; e o ministro da Saúde, Henrique Mandetta. Todas as autoridades apresentaram a atualização das principais medidas em andamento em seus órgãos.

Na oportunidade, a titular da Pasta anunciou que o foco das ações é na articulação com os demais ministérios, na garantia de direitos da população mais vulnerável e na prevenção da violência. “Nos preocupa o aumento da violência doméstica nesse período, em que o agressor convive mais com a vítima. Nesse sentido, ampliamos a rede de proteção de diversas maneiras”, afirmou.

Ouvidoria digital

Uma das principais ações foi a ampliação do alcance dos serviços do Disque 100 e do Ligue 180 para o meio digital com o lançamento do aplicativo Direitos Humanos Brasil e de portal exclusivo.

O aplicativo está disponível para os sistemas Android e IOS e apresenta um passo a passo completo para que o denunciante registre a reclamação de maneira prática e segura.

A ferramenta recebe denúncias de violações de direitos humanos de mulheres, crianças ou adolescentes, pessoas idosas, pessoas com deficiência e outros grupos sociais. Há opção de anexar arquivos, como fotos e vídeos.

O site (www.ouvidoria.mdh.gov.br), além de ofertar os serviços usuais, disponibiliza áreas com indicadores sobre violências com base em levantamentos feitos pela Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, notícias relacionadas com o tema e perguntas frequentes.

“Pelo que vimos nas notícias veiculadas na imprensa internacional, em países como França e Itália, as vítimas relataram dificuldades para registrar denúncias pelo telefone, pois passavam 24 horas por dia com os agressores durante a quarentena. Por isso a importância do aplicativo. A pessoa pode ir para um lugar reservado e fazer a denúncia”, explicou a ministra.

Damares fez, ainda, um apelo para que a população faça a sua parte na prevenção à violência. “Em caso de suspeita, o cidadão precisa exercer seu papel. O ministério garante o anonimato. Se presenciar alguma situação de violação de direitos, não pode deixar de denunciar. Dessa forma, colaboramos com o Brasil”, apontou.

Isolamento social

A convivência em tempos de quarentena tem desafiado muitas famílias. Por isso, as secretarias da estrutura do MMFDH, além da promoção de ações de prevenção e combate à violência, prepararam materiais úteis para amenizar o período de isolamento social.

A Secretaria Nacional da Família (SNF) lançou publicações que tratam de temas como boas práticas de Home Office, relações conjugais e prevenção de conflitos familiares e atividades lúdicas (Almanaque Reconecte).

Para o público de 15 a 29 anos, a Secretaria Nacional da Juventude (SNJ) vem executando uma grande campanha de conscientização e distanciamento. Estão inclusas na ação dicas de como lidar com o isolamento social e divulgação de ações, ideias e atitudes aos gestores de juventude.

Por meio do Sistema Nacional de Juventude (Sinajuve), a SNJ disponibilizou mais de 150 cursos gratuitos EAD, para o melhor aproveitamento do tempo durante a quarentena.

Com relação a crianças e adolescentes, a preocupação do ministério é com o aumento de casos de abuso sexual e acidentes domésticos. Foram elaboradas cartilhas com recomendações sobre funcionamento e cuidados aos conselhos tutelares e para prevenção a acidentes domésticos.

Além disso, foi assinada recomendação conjunta com o Conselho Nacional de Justiça, o Conselho Nacional do Ministério Público e o Ministério da Cidadania sobre cuidados a crianças e adolescentes com medida protetiva de acolhimento no contexto de transmissão comunitária do coronavírus em todo o território nacional.

O cuidado com os idosos, também tem sido tratado com prioridade. O MMFDH tem orientado estados e municípios a respeito da atenção devida à essa população, além de promover a transferência de recursos para as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs).

Comunidades tradicionais

O foco da Secretaria Nacional da Igualdade Racial (SNPIR) durante a crise são as comunidades tradicionais, como indígenas, ciganos e quilombolas. O órgão está em contato direto com as principais instituições que cuidam desses povos, reforçando as medidas de prevenção de contágio ao Covid-19 e arrecadando cestas básicas.

Pessoa com deficiência

A principal ação desenvolvida pela Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNDPD) foi o lançamento de cartilha de orientações a profissionais de saúde que atuam com pessoas com deficiência. Também foi elaborado um “Perguntas e Respostas” em formato HTML acessível com as informações sobre o Covid-19 voltado para pessoas com doenças raras.

MDH

“A igreja não está de férias, está de plantão”, afirma apóstolo

Continuando a nossa série de entrevistas com líderes e pastores de diversas denominações para entender o momento que estamos vivendo, como a igreja deve se portar e o que Deus está dizendo ao mundo, conversamos com o apóstolo Luiz Hermínio dos Santos.

Luiz é casado com Iraci Ferretti Santos e tem quatro filhos. É pastor sênior da igreja Missões Evangelísticas Vinde Amados Meus (Mevam), com sede em Itajaí (SC). Desenvolve um ministério apostólicos às nações e possui 24 livros escritos, entre eles, 40 Dias com Ele no Deserto e Removendo as Raízes da Carência.

Hermínio afirma que o papel da igreja nesse momento é “fazer aquilo que as Escrituras dizem”. “Já que nós não podemos ir ao templo – por estar fechado -, devemos ser igreja”, assevera e arremata: “a igreja não está de férias, ela está de plantão”.

“A igreja tem muito para fazer nesses dias”, diz. O pastor enfatiza que o maior trabalho da igreja sempre foi nas “regiões celestiais”, por isso, ela deve intensificar a “intercessão, adoração e a proclamação”.

O que podemos aprender?

O apóstolo afirma que muitas pessoas estão temerosas nesse momento, porque não estavam preparadas. Para ele, isso acontece porque “não ouviram as Escrituras”. “Infelizmente, tem pastores que não ensinam corretamente as Escrituras sobre a volta de Cristo”, alerta.

O teólogo cita o verso 13 do capítulo 13 de 1 Coríntios e destaca três conceitos que devem ser caros para os cristãos: fé, esperança e amor. “Fé naquilo que Deus disse e fez e esperança naquilo que vai fazer, para poder viver em amor”, ensina.

“A igreja tem que ser profética”, observa. “Ou é profética ou é patética”, exclama. O pastor explica que igreja patética é aquela que só trabalha para si, “só para fazer culto”. “A igreja tem que trabalhar para a volta de Jesus”.

O pastor lamenta que há muitas pessoas sendo “preparadas para enriquecer e viver o momento, mas não para viver o futuro”. Para conquistar, mas não para renunciar. “Não é de autoajuda que precisamos agora, é de ajuda do alto. Precisamos preparar as pessoas com profecias, não com frases de efeito”, assevera.

O que se modificará?

“Nunca mais voltaremos ao ‘normal’”, afirma.

Hermínio cita o capítulo 12 de Hebreus e traça um paralelo com o momento: “A voz do Senhor vai abalar os céus e a Terra, para que o abalável seja removido e o inabalável permaneça”.

“A igreja permaneceu de pé nas arenas de Roma, nas perseguições, ela sempre permanecerá!”, relembra, mas alerta que precisamos estar “firmados em Jesus, uma igreja cristocêntrica, não antropocêntrica”, onde “Jesus é o centro, fundamento e a esperança”.

Estamos preparados?

“Quanto mais humanos formos agora, mas expressaremos a nossa espiritualidade”, diz. O pastor acredita que o fundamento do evangelho que vivemos hoje será posto à prova. “Será que estamos fundamentados em amor e generosidade? Será que estamos dispostos a fazer aquilo que Jesus pediu? Dar a nossa vida pelo próximo?”, questiona.

O pastor lembra a simplicidade de Cristo e enfatiza a acessibilidade que o mestre de Nazaré demonstrava. “Jesus andava no meio das pessoas, do leproso, da prostituta”, sublinha. “Jesus era tão parecido com ‘gente’ que Judas precisou dar um beijo nele para diferenciá-lo”, contextualiza.

“Essa é a pergunta que cada um deve fazer a si mesmo: onde estou firmado, que evangelho eu creio e se estou pronto para esses dias”, afirma.

O que Deus está dizendo?

“Eu estou parando vocês. Eu quero que vocês parem de funcionar e voltem a fluir”, afirma.

“Volte a fluir a partir do meu amor, não da sua capacidade. Da fé, não da sua autoconfiança. Da minha justiça, não da sua justiça própria. Estendendo a mão, não apontando o dedo”, complementa.

Para o apóstolo, Deus está “nos parando” para que Ele volte a nos governar. “Ele sempre quis o coração do homem – filho meu dá-me o teu coração -. Ele nunca buscou nosso serviço”, assevera.

“Primeiro Ele chamou os apóstolos para estar com ele, depois os enviou para pregar o evangelho”, ensina e explica que Deus não nos chamou para trabalhar para Ele, mas para estar com Ele. “Deus parou o serviço para nos trazer de volta ao relacionamento”.

Conclui dizendo que Deus “age no invisível”, porque é ali que “habita o possível”. “O impossível está diante dos nossos olhos, mas Deus atua no invisível”.

Gospel Prime