Gestão da UFMA apresenta ao CCBS ações e resultados dos primeiros três meses

SÃO LUÍS – Na segunda-feira, 10, foi realizada uma reunião da gestão da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), com os chefes de departamentos e coordenadores do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), representando os cursos de graduação e pós-graduação, para uma prestação de contas referente aos últimos três meses da gestão.

O reitor pontuou alguns feitos e desafios que surgiram desde o início deste mandato. Além das mostras de dados e números que compõem as prestações de contas, os pró-reitores e superintendentes apresentaram os planos de desenvolvimento previstos para os próximos anos da gestão juntamente com os organogramas de estrutura de cada área.

“Esse é um novo modelo de gestão do professor Natalino Salgado, de ir às reuniões dos conselhos nos centros e apresentar as mudanças que ocorreram no organograma da Universidade e colocar toda sua equipe à disposição para tirar qualquer dúvida que os conselheiros tenham sobre essa inovação na gestão do Professor Salgado”, afirmou o pró-reitor Fernando Carvalho, que é responsável pela Pró-Reitoria da Agência de Inovação, Empreendedorismo, Pesquisa, Pós-Graduação e Internacionalização (Ageufma).

A diretora do CCBS, Rosane Guerra, ressaltou a importância dos dados apresentados e os planos da nova gestão, e falou da disposição do conselho em auxiliar nesses novos projetos. “Este momento é fundamental para conhecermos as novas estruturas e apresentar nossas demandas e necessidades. Esse é o primeiro passo para modernizar a Universidade e atingir o seu propósito, elevar os nossos índices de avaliação. É a primeira reunião, neste ano, do conselho de Centro, e, pela primeira vez, vejo a presença do reitor em uma reunião dessas, prestando contas de suas ações na gestão”, disse.

Leonardo Gonçalves, professor do curso de Oceanografia, comentou a responsabilidade da equipe docente em auxiliar a nova gestão em termo de resultados diante da atual situação da UFMA. “Nós vemos essa inovação como um ‘desafogamento’ da Universidade, no tocante a serviços e demandas de manutenção. Nós podemos ver que essa nova gestão está propondo soluções para facilitar, inclusive, a vida do professor”, concluiu.

Não é a primeira vez que o reitor Natalino Salgado e sua equipe de gestão apresentam resultados expressivos em um novo modelo de administração. No dia 6 de janeiro, eles estiveram reunidos com docentes do CCSo para  integrar mais a administração com a comunidade acadêmica. (Clique para ler a reportagem)

UFMA

Em Assembleia Extraordinária, sindicato rejeita propostas do governo e decide pelo retorno às aulas

Em Assembléia extraordinária realizada nesta segunda-feira dia 10 de fevereiro pelo SINTSERM-CODÓ, professores da rede pública municipal de ensino deliberaram pelo retorno às suas escolas já na terça dia 11/02. Diante das propostas apresentadas pela secretaria de educação, todas foram recusadas pela categoria que entenderam as mesmas como uma afronta e desrespeito para com os profissionais já que não eliminariam os finais de semana letivos, além de comprometer e ferir o direito do professor que é o recesso escolar e/ou férias do mês de julho. A decisão será comunicada à secretaria de educação, sendo que nesta terça-feira dia 11/02 acontece mais um ato de repúdio ao atraso das aulas com a participação de professores e a exposição de faixas na sessão da câmara de vereadores.

 

À diretoria

Nos 40 anos do PT, Lula critica precarização e Mujica faz apelo a juventude

Na comemoração pelos 40 anos do Partido dos Trabalhadores, no sábado (8), no Rio de janeiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas à precarização e flexibilização das leis trabalhistas e disse que o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) é quem deveria fazer uma autocrítica para explicar por que 12 milhões de brasileiros estão desempregados.

“O que será da nossa juventude? Nem todo mundo pode ser jogador de bola, atleta ou ganhador da Mega Sena. As pessoas precisam trabalhar e trabalhar com salário decente. Eu quero saber se é apenas o mercado que vai reger as nossas condições de vida ou se o Estado vai agir para proteger milhões de brasileiros”, afirmou o petista, acrescentando que os jovens estão frustrados por não conseguirem bons trabalhos.

Segundo o ex-presidente, ficou normal no Brasil ver jovens com diploma universitário entregando pizza de bicicleta. “Temos que valorizar o trabalho, mas as pessoas estão regredindo nas conquistas que elas imaginaram que teriam. Você não sabe mais quem é teu patrão, não tem mais férias. O ser humano está sendo tratado da forma mais canalha em nome de uma palavra chamada flexibilização ou em nome de uma palavra chamada empreendedorismo individual”.

Foto: Diego Padilha

Ao lado do ex-presidente do Uruguai Pepe Mujica, convidado para a comemoração, Lula lembrou que tinha mais estabilidade como torneiro mecânico do que o jovem com muito mais anos de estudo tem hoje. O petista disse que o discurso tecnológico prometia muitos benefícios, mas que ele agora provoca desemprego, e não existem políticas públicas para frear e reverter essa situação.

“Hoje, as pessoas trabalham na hora do almoço, no banheiro, trabalham uma infinidade de horas sem saber que estão trabalhando e sem ganhar nada por isso. A vida melhorou? A vida não melhorou. Como consumidor, a vida é maravilhosa. Eu pago conta pelo telefone, peço pizza no aplicativo. Mas quem é que vai garantir que essas pessoas possam ter um trabalho? Essa responsabilidade é do Estado”.

O ex-presidente do Uruguai pediu aos jovens que pensem menos em consumir “para que não sejam escravos das contas” e se comprometam mais em dar afeto, fazer política e lutar por justiça e igualdade. “O mundo não vai mudar sozinho, é preciso construir mais seres humanos coletivos. O mundo só muda se os jovens se juntam e lutam. Vim ao Brasil apostando que há um Brasil possível nas mãos dessa juventude”.

O ex-senador Lindbergh Farias conclamou que os jovens presentes na Fundição Progresso, na Lapa, região central do Rio, façam política e se filiem ao PT. Lindbergh pediu aplausos para os petroleiros, trabalhadores do Dataprev e servidores de outras estatais que vêm realizando greves para lutar contra a tentativa de Bolsonaro de provocar o desmonte e a privatização das empresas públicas.

Frente progressista

A presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), agradeceu pela presença do deputado federal Marcelo Freixo (Psol-RJ) e da ex-deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), e dos presidentes do PSB, Carlos Siqueira, e do PDT, Carlos Lupi. Gleisi afirmou que cada partido tem sua estratégia, mas que as eleições de 2020 são uma oportunidade para falar de um programa social que unifica a frente progressista.

“Esses cinco partidos se reúnem sistematicamente depois das eleições de 2018, apesar da imprensa tentar fazer fofoca para gerar conflitos. Esses partidos estiveram juntos na luta contra a reforma da Previdência, na defesa da educação brasileira, na formação da frente em defesa da soberania nacional. Estiveram juntos quando apresentamos a proposta da reforma tributária que inverte a injustiça social desse país”, comentou Gleisi.

Durante um debate sobre a unidade progressista para combater o neoliberalismo e a extrema direita, Marcelo Freixo disse que a comemoração de quatro décadas do Partido dos Trabalhadores e a liberdade de Lula não representam apenas “uma vitória do PT, mas de todos que defendem a democracia”.

“Talvez esse encontro seja já o indício de algo muito importante que pode acontecer, que é a busca da unidade. Precisamos buscar a união porque a situação mudou para pior. Precisamos estar juntos em muitas datas e ter um programa em comum. Nós não temos que resistir ao governo Bolsonaro. Temos que destruir o governo Bolsonaro. Resistir é ganhar tempo. Precisamos de algo mais do que suportar”, declarou.

Para a ex-deputada Manuela D’Ávila, que também participou do debate, o Brasil voltou a ver a miséria que não via há anos. A pior crise da história do capitalismo global e o momento em que o neoliberalismo se apresenta de forma mais cruel, segundo ela, é o sinal para a união dos partidos de esquerda, dos sindicatos e trabalhadores e dos movimentos populares.

“Precisamos nos unir diante do verdadeiro colapso ambiental que se desenha no mundo. Um exemplo é o que acontece na Amazônia. Precisamos nos unir, porque a miséria é cada vez maior, porque voltamos a ver imagens que não víamos. Lembro de quando deixei de ver criança em situação de rua”, afirmou.

Edição: Vivian Virissimo (BdF)

Hospital Regional de Caxias realiza primeira cirurgia de reconstrução mamária

Tratamento completo, ter a mama reconstruída e poder recomeçar a vida apos diagnóstico de câncer de mama. Marineide Freitas Sousa, de 44 anos, vivenciou todas essas fases dentro do Hospital Regional de Caxias Dr. Everaldo Ferreira Aragão, nos últimos dois anos. A unidade, que integra a rede da Secretaria de Estado da Saúde, fez a cirurgia pela primeira vez, o que possibilitou a realização de todo o tratamento oncológico da paciente no próprio município.

“Em 2018, eu descobri que estava com câncer de mama, mas, graças a Deus, vim aqui para o Hospital Regional de Caxias. Fui bem atendida, fiz todo o tratamento, radioterapia, quimioterapia e, agora, por fim, a reconstrução mamária, que foi um sucesso. Eu tô muito feliz com o resultado. Preciso dizer para as mulheres que não tenham medo não, encarem de frente que vai dar certo. E o melhor de tudo que agora aqui está fazendo isso [a cirurgia de reconstrução mamária]. Temos ótimos profissionais, temos mão de obra qualificada aqui”, conta Marineide Freitas, que encoraja outras mulheres a também lutar contra a doença.

O diretor geral da unidade, Jefferson Franklin Almada Coutinho, vê a cirurgia como um marco no atendimento oncológico no município, já que os pacientes não precisam mais se deslocar para São Luís ou Teresina para receber todo o tratamento.

“Quando foi proposta a oncologia para Caxias, o nosso projeto era poder fazer a reconstrução de mama na mastectomia para que a paciente não se sentisse mutilada, porque é assim que elas se sentem. Então, a autoestima de uma paciente, no tratamento, com a mama dela reconstruída, é totalmente diferente, até a questão do tratamento psicológico melhora 100%”, destaca.

Ao longo dos seus quatro anos de existência, o Hospital Regional de Caxias já realizou mais de 4 milhões de atendimentos e procedimentos, dos quais mais de 16 mil foram cirurgias eletivas. Desde 2018, a unidade de média e alta complexidade iniciou o serviço de oncologia, o que proporcionou aos moradores da região a realização de todo o tratamento no próprio município.

Projeto permite que direito de resposta seja exercido concomitantemente à publicação de matéria

Pela proposta, os veículos de comunicação deverão notificar os potenciais ofendidos antes da publicação da notícias, fornecendo a elas o conteúdo integral da matéria