Servidores do Tribunal de Justiça recebem mandados de prisão

NOTA PÚBLICAO Tribunal de Justiça do Maranhão vem a público informar que, na manhã desta segunda-feira (15/07/2019), três servidores do Poder Judiciário do Maranhão – dois efetivos e um terceirizado – lotados na Coordenadoria de Precatórios do Tribunal, foram alvo de mandados de prisão preventiva decretada pelo Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca da Ilha de São Luís.

A investigação criminal foi iniciada após requisição do Presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, Desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos, em face de denúncias apresentadas perante a própria Coordenadoria de Precatórios, recebidas pelo Juiz Auxiliar da Presidência, coordenador da gestão de precatórios, André Bogéa.

A investigação criminal – que resultou nas prisões dos três servidores – foi desenvolvida pelo Ministério Público Estadual e pela Polícia Civil do Maranhão, com autorização judicial.

As ações desenvolvidas fazem parte de um conjunto de medidas que visam não apenas garantir a correta utilização dos recursos públicos destinados ao pagamento de precatórios, como também zelar pela proteção dos direitos dos respectivos credores, muitos dos quais idosos e portadores de doenças graves.

As condutas dos três servidores já vinham sendo monitoradas pelo Tribunal de Justiça do Maranhão, por meio da Coordenadoria de Precatórios, com o que se logrou prevenir prejuízos aos cofres públicos.

Importante ainda esclarecer que a ordem cronológica das listas de pagamentos dos entes públicos devedores de precatórios persistem intactas, imunes a quaisquer interferências ilícitas, vez que são confeccionadas segundo protocolo único do Tribunal de Justiça, inacessível aos servidores em questão.

O Tribunal de Justiça do Maranhão reafirma seu inarredável compromisso de bem desempenhar suas atribuições constitucionais, sempre voltado à moralidade, legalidade, impessoalidade, publicidade e eficiência, conforme o art. 37, caput, da Constituição Federal.

A persecução criminal se desenvolverá aos cuidados das autoridades públicas constituídas e respeitando as diretrizes do devido processo legal e da ampla defesa.

Desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos Presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão

Projeto prevê conexão wi-fi gratuita em todas as bibliotecas públicas

O Projeto de Lei 2657/19 torna obrigatório o fornecimento de conexão wi-fi gratuita em todas as bibliotecas públicas no País. O texto permite que o poder público realize parcerias com o setor privado para fornecer o acesso à internet.

A proposta exige que a conexão wi-fi tenha qualidade suficiente para permitir que estudantes e usuários em geral possam desempenhar com fluidez suas atividades.

O autor da proposta, deputado Célio Studart (PV-CE), afirma que a medida valoriza a educação. Para ele, a ausência de uma boa conexão prejudica muitos estudantes e acadêmicos que precisam de local adequado para desempenhar suas atividades, mas muitas vezes não o encontram.

“Entre 2005 e 2015, o número de casas brasileiras conectadas à Internet saltou de 7,2 milhões para 39,3 milhões, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, a proporção ainda é baixa se comparada a outros países. O Brasil está 57,8% conectado, enquanto a média das Américas é de quase 65%. Da Europa, quase 85%”, disse.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

Câmara dos Deputados

ECA faz 29 anos e ainda enfrenta desafios na implementação

Quase três décadas após a promulgação, o Estatuto da Criança e do Adolescente ainda enfrenta desafios para que a lei seja cumprida de forma integral e garanta às crianças e adolescentes de todo país direitos que proporcionam o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social.

A avaliação é do desembargador Eduardo Cortez de Freitas Gouvêa, que chefia a Coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo. Para ele, os Três Poderes acatam os princípios da legislação em diferentes graus.

“O Estado, basicamente os Poderes Executivo e Legislativo, se empenha, mas não com tanta eficácia. Alguns membros do Executivo relutam em aplicar, na íntegra, o que o ECA prevê. Aí, o Ministério Público, as defensorias e as advocacias entram com ações para obrigar estados e municípios a cumpri-lo.”

Eduardo Gouvêa destaca a importância de ampliar o cumprimento da primeira parte do ECA. Segundo ele, se houvesse a observância integral, o país conseguiria, por exemplo, reduzir os casos de envolvimento de crianças e jovens com o crime.

“Se o ECA fosse implementado, com satisfação plena, na sua primeira parte, nas políticas públicas para crianças, tanto as de ordem geral como as específicas, teríamos menos aplicação da segunda parte, que é de controle de atos praticados por adolescentes, que acabam praticando desvios de comportamento.”

O magistrado afirma que o ECA tem como proposta “criar uma sociedade forte no futuro”, diferentemente dos que acreditam que o estatuto protege adolescentes em conflito com a lei.

“Uma criança, quando nasce, independentemente da família onde é gerada, se é pobre ou não, se é é culta ou não, tem direito a atendimento de tudo de que necessita para que chegue aos 18 anos e tenha formação para, efetivamente, poder enfrentar a vida sozinha.”

Maioridade penal
O Estatuto da Criança e do Adolescente institui a responsabilidade penal a partir dos 18 anos. O assunto voltou à pauta do Senado Federal em junho deste ano e divide a população.

Na interpretação da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep), a recusa em pensar no amanhã das crianças e adolescentes pode motivar o apoio à redução da maioridade penal.

“Reduzir a idade penal para punir adolescentes significa premiar os gestores que não cumprem o previsto no estatuto e, ao mesmo tempo, virar as costas para a nossa juventude. Em última análise, virar as costas para o nosso futuro”, escreveu a Comissão da Infância e Juventude da Anadep.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 115/2015, que tramita no Congresso Nacional desde 1993, visa a reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, declarou ser favorável à medida em alguns casos, mas disse que o assunto não está sendo tratado pelo ministério.

Avanços
Nestes 29 anos desde a promulgação, o Estatuto da Criança e do Adolescente trouxe ainda conquistas à sociedade. Dados do relatório da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) 30 Anos de SUS – Que SUS para 2030?” mostram que o Brasil melhorou os índices de mortalidade infantil, com a ampliação do acesso à assistência ambulatorial, na rede pública de saúde, isto é, no Sistema Único de Saúde (SUS).

Autores do estudo frisam que um dos motivos para a melhora do índice foi a expansão da atenção primária à saúde por meio da Estratégia Saúde da Família (ESF).

O Brasil reduziu mais da metade de óbitos de crianças menores de 5 anos, por causas evitáveis, passando de 70.572 casos em 1996 para 29.126 em 2016, uma redução de 59% no período. O relatório da Opas alerta ainda para o risco de retrocesso nesses índices por conta da persistência da crise financeira que o país enfrenta desde 2015 e os efeitos de medidas de austeridade fiscal.

O relatório cita a Lei do Teto de Gastos. Aprovada em 2016, a lei limita o crescimento das despesas públicas para próximos 20 anos. Segundo a Opas, o impacto da lei para a saúde será de R$ 415 bilhões (R$ 69 bilhões nos primeiros 10 anos e R$ 347 bilhões no período seguinte).

O fortalecimento do SUS foi citado em outro artigo da compilação da Opas, que aferiu o alcance de ações como a Política Nacional de Atenção Básica (Pnab), a Rede de Saúde Materno Infantil (Rede Cegonha) e o desenvolvimento de projetos como a Iniciativa Hospital Amigo da Criança.

A equipe de consultores inicia o capítulo, intitulado Desafios da Mortalidade Infantil e na Infância, comentando a relevância da redução de disparidades de renda e de programas de transferência de renda para o progresso nos índices. Comprovou-se que o Bolsa Família, por exemplo, diminuiu a incidência de baixo peso em crianças cujas mães estavam inscritas no programa.

Renovação
Em maio deste ano, o ECA passou por atualizações, estabelecidas pelas leis nº 13.812/19 e 13.798/19. As mudanças foram lançadas pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, por meio da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNDCA).

A primeira lei criou a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas e o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, assim como estabeleceu regras mais rigorosas para crianças e adolescentes que viajaram desacompanhados dos pais. Já a segunda lei instituiu a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência.

Paraiba Online

Maranhão abre novos editais para bolsas de pesquisa científica

A Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) abriram novos editais de apoio à pesquisa científica no estado.

Os editais totalizam investimentos de R$ 6,9 milhões e se concentram nas áreas de apoio a mestrado, doutorado e pós-doutorado dentro e fora do país, além de apoio a comitês científicos e apoio à participação na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.

Para apoiar a qualificação de docentes e pesquisadores, o governo abrirá a segunda chamada para inscrições online a partir do dia 05 de agosto. Os interessados terão até o dia 02 de setembro deste ano para solicitarem as bolsas.

Para o pós-doutorado no país e no exterior, está sendo investido R$ 1,78 milhão. Para o doutorado, foram destinados R$ 4,2 milhões. Já para o mestrado, o governo vai investir R$ 1 milhão.

O Governo também anunciou o aumento nos valores das bolsas a serem ofertadas. Para quem frequenta programas de pós-doutorado no país, o valor subiu de R$ 3,8 mil para R$ 4,1 mil; e de R$ 4 mil para R$ 6,2 mil para os programas cursados no exterior.

Os candidatos podem se inscrever no site da Fapema (www.fapema.br) até o dia 02 de setembro.

Semana de Ciência e Tecnologia 

Para apoiar a realização de eventos na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2019, o governo disponibiliza R$ 300 mil. Para solicitar o apoio, os interessados devem encaminhar propostas de realização de eventos incluindo feiras, mostras, palestras, minicursos, exposições e demais atividades correlatas de popularização da ciência.

As faixas para apoio estão divididas em três valores: R$ 4 mil, R$ 6 mil e R$ 15 mil. Os interessados podem submeter as propostas até o dia 6 de agosto. Também há edital aberto para estudantes que desejarem atuar na monitoria do evento, com prazo para inscrição também até o dia 6 de agosto.

Neste ano, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2019 terá como tema “Bioeconomia:  Diversidade e Riqueza para o Desenvolvimento Sustentável” e será realizada no período de 23 a 26 de outubro de 2019.

O titular da Secti, Davi Telles, diz que “a realização desse evento, com dezenas de estandes e atividades se conjuga num momento especial de popularização da ciência no Estado. Fortalecer a produção científica no estado é um compromisso do governador Flávio Dino”.

 

Agência de Notícias

Por professor Marcos: A velha prática política da conquista

O aperto de mão, abraço e até mesmo o beijo no rosto ou na testa é uma prática política comum desde os tempos do coronelismo, o que naquela época já representava uma contradição entre dominantes e dominados! Pois bem, é fato que nosso povo é carente de muitas coisas inclusive de carinho e atenção, afinal, quem não se sente bem ao ser cumprimentado, até porque isto constitui-se num ato de respeito e boa educação, no entanto, partindo de políticos esta atitude nem sempre é verdadeira, já que o principal objetivo dos mesmos é mostrar-se simpático ao público e com foco puramente na conquista. Não devemos jamais olhar esse comportamento como uma grande virtude ou principal qualidade de um político, haja visto, os péssimos resultados dos últimos anos.

Devemos observar e priorizar sim num político o seu HISTÓRICO, CONDUTA, PRÁTICA, FORMAÇÃO, CONHECIMENTO, POSTURA, CAPACIDADE, COMPROMISSO, SERVIÇOS PRESTADOS À SOCIEDADE E RESPONSABILIDADE, só assim podemos mudar a realidade política nacional, estadual e local.
Dicas pra à partir de 2020.

VAMOS DAR UM BASTA AO ASSISTENCIALISMO, CLIENTELISMO, POPULISMO, PODER DE MÍDIA E ECONÔMICO NAS ELEIÇÕES.

Prof. Marcos.